Heloísa Capelas explica os benefícios do ‘perdão’

21 fevereiro 2018 |



Uma das maiores dificuldades a ser enfrentada pelo ser humano é perdoar. Seja lá qual for o motivo, a situação ou a ocasião, o mais indicado pelos especialistas é perdoar sempre que necessário: seus benefícios prolongam a vida. E, sobre isso, a especialista Heloísa Capelas, de São Paulo, autora do livro "Perdão, a revolução que falta", conversou com o CULTURA VIVA sobre o assunto. Acompanhe!

CULTURA VIVA: Você é autora do livro "Perdão, a revolução que falta". Em linhas gerais, que poder revolucionário é esse que tem o perdão?
HELOÍSA CAPELAS: Hoje já existem estudos sobre o perdão. Eles ainda não vieram como estatísticas, mas já existem muitos estudiosos no assunto. Assim como estão estudando a felicidade estão conseguindo mapear que as pessoas mais felizes são aquelas que deixam o passado no passado, que não tem o coração magoado e que reconhecem que tudo o que lhes acontece é para o seu próprio bem, mesmo que, aparentemente, não tenha sido. Estudiosos de Harvard estão estudando e concluindo que essas pessoas são aquelas que estão apresentando um maior grau de felicidade. Na verdade, o que está sendo estudado não é o perdão, mas o estado de felicidade. E ele está cem por cento atrelado à capacidade de perdão.


C.V.: Como posso ter certeza de que perdoei de fato alguém?
H.C.: Quando nós perdoamos, sentimos uma leveza no nosso coração. E uma das dicas de como eu sei que perdoei é quando eu sou capaz de contar a mesma história sem chorar, sem tremer, sem que o meu coração se inflame, sem que passe pela minha cabeça pensamentos de que a pessoa tem que pagar por aquilo, pensamentos de desejo que a pessoa se dê mal com determinada situação. Quando você contar a história no papel de vítima ou de vingador é porque ainda existe muita raiva no seu coração. Como você sabe? Bem, o coração é leve e você conta uma história como uma história que você leu no livro: uma história triste, feliz, de sucesso, de conquista, de ultrapassar limites, de transgredir, ou seja, contar a história como você leu num livro ou assistiu num filme. Essa é a dica: se você for capaz de contar sua história como uma história é porque você perdoou.

C.V.: Em síntese, o que significa perdoar?
H.C.: Perdoar é o ato de livra-se do mal causado a você. Quando você perdoa, e é um ato de inteligência, corta a ligação com aquele que quis lhe fazer um mal ou, inconscientemente, te magoou e, ao perdoar, você tem seu o coração livre de qualquer mágoa, você se liberta e tem a possibilidade de escolher o que você vai sentir. Sem perdão, quem decide o que você vai sentir é aquele que lhe magoou. Ele lhe magoou, você aceita essa mágoa e fica com ela; a carrega anos e anos podendo acarretar doenças, depressão e até morte. Com o perdão, você não aceita essa mágoa, você concorda em viver livre e ter suas próprias escolhas; você decide se vai se magoar ou não. Isso é escolha. No entanto, agradecer significa reconhecer o bem que adveio de uma situação ou de uma pessoa; é quando você recebe algo e isso lhe impulsionou a ir para frente e motivado em fazer algo gostoso para você mesmo. É fundamental agradecer tudo o que te envolve, seja o bem, seja o mal. A gratidão é o passo que antecede o amor.  É fundamental agradecer Nesse sentido, a gratidão e o perdão caminham juntos. Se você consegue perdoar, agradeça pela sua inteligência emocional em perdoar. Tudo o que nos acontece é sagrado. Embora a gratidão e o perdão não estejam atrelados um ao outro, você pode agradecer todo bem que você viveu, independente do perdão. Se você juntar esses dois sentimentos em seu coração sua vida vai ficar muito melhor. A minha sugestão é: perdoa e agradeça por tudo que lhe acontecer.

C.V.: Quais são os benefícios do perdão?
H.C.: Existem estudos científicos que mostram os benefícios do perdão. As pessoas ficam muito mais leves e livres, mais prontas para saúde. Quando nós vivemos com mágoa ou pensamentos de vingança, de que o outro tem que pagar pelo mal que nos fez nós ficamos ligados a esse mal. Tudo o que rejeita, gruda. Cuidado ao rejeitar aqueles que lhe fazem mal porque o mal vai grudar no seu coração. E na hora que isso grudar dentro de você fica muito mais propenso a doenças: raiva, ressentimentos, vinganças, inconformismo, tudo isso gera toxinas energéticas no seu corpo, daí os germes das doenças ficam num campo muito fértil para se instalar. Já está provado que as pessoas que oram mais, que perdoam mais, que meditam mais estão livres dos germes das doenças, tem maior qualidade de vida e vivem, no mínimo, dez anos a mais.

C.V.: Que tipo de limpeza o perdão faz no interior de uma pessoa?
H.C.:Quem lhe fez mal é este que precisa de perdão. Na verdade, não é ele, mas você que precisa de perdão porque o perdão tira do seu coração mágoa, ressentimento, impotência, sensação de abandono. O perdão limpa toda sua energia emocional. O medo de ser magoado é cem por cento curado com o perdão. Então, nós precisamos perdoar quem nos faz mal porque é ele que fica com a energia do mal, foi ele quem fez. Por que nós ficamos magoados e feridos e começamos a carregar essa energia do mal conosco? O perdão nos isola dessa pessoa e corta a ligação com o algoz. Eu com o perdão fico livre de qualquer energia negativa e fico tranquilo para poder viver aquilo que eu escolho viver. É importante perdoar quem nos fez mal? Claro! Assim, deixamos de carregar o mal; este fica com quem o fez.

C.V.: Por que perdoar é tão difícil se basta apenas a pessoa se dispor a tanto?
H.C.: É porque nós temos muito medo de sermos magoados e sermos rejeitados, traídos, abandonados e, como nós já vivemos essa dor, temos muito medo de vivê-la novamente. Então, acreditamos, em nosso inconsciente, que se não perdoarmos aquela pessoa não a autorizamos a fazer novamente. Ainda temos uma fantasia completamente errada de que o ódio é muito maior que o amor e a guerra é muito mais eficaz que a paz e isso não é verdade. Claro que eu nós vamos precisar ainda de muito trabalho e muito perdão para mudarmos esse paradigma. É mais importante a raiva que nos dá proteção, e nós, por medo, não perdoaremos.

C.V.: O que é necessário fazer para ser alguém que perdoa sempre que preciso?
H.C.: Para você desenvolver atitude do perdão é fundamental que saia do papel da vitima. É importante que use a sua inteligência a seu favor e consiga compreender que nada nem ninguém está contra você, muito pelo contrário: quem atrapalha a sua vida é você mesmo. Não são as coisas que nos acontecem que nos faz mal – já contaram e já falaram isso – mas sim como lidamos com essas coisas.  Compreender que você é cem por cento responsável pelo seu comportamento e bem estar é uma atitude extremamente positiva. Autoresponsabilidade tem a ver com o perdão porque, primeiro, perdão, é uma questão de inteligência e é uma questão de escolha: eu uso a minha inteligência emocional para escolher o que é melhor para mim. E, se é melhor para mim, eu me sinto melhor fisicamente, a minha vida é mais leve, eu sou capaz de admirar a beleza, eu vejo mais cores na vida, eu ouço mais música, eu estou aberta a mais pessoas, eu converso mais com as pessoas, isto é, uma das atitudes para se sentir feliz e colocar o perdão em prática é sair do isolamento. Quando você se coloca na posição de vítima, muitas vezes se isola porque tem medo de ser magoado novamente. Ora, a mágoa não está na mão de ninguém. Pode ser sim que aquela pessoa tem a intenção de feri-lo, mas você escolhe se vai se ferir ou não. É você que escolhe como vai se comportar. Portanto, autoconhecimento: saia da sua caverna, vá conviver com as pessoas, se coloque em risco, abra-se para vida porque a vida é muito melhor de ser vivida do que nós imaginamos, do que o nosso medo permite e, com o perdão nós temos mais vontades de correr riscos, nós somos mais positivos, nós comandamos melhor os nossos pensamentos, nos abrimos mais para as pessoas, portanto, estamos mais disponíveis, pasmem, para sermos amados. Algumas atitudes úteis: positividade, autoconhecimento, abertura para o novo, escolha de pensamentos positivos e decisão de perdão.

Fotos: Divulgação




A comédia 'Michel III - Uma Farsa à Brasileira' reestreia no Teatro Folha dia 07 de março

20 fevereiro 2018 |



A comédia “Michel III – Uma Farsa à Brasileira” reestreia no Teatro Folha e será apresentada as quartas e quintas-feiras a  partir de 07 de março. Escrita por Fabio Brandi Torres e dirigida por Marcelo Varzea, a montagem tem como personagem central Michel, um aspirante ao trono, cansado de viver em segundo plano, que resolve conspirar para assumir a coroa.

A peça é uma das montagens produzidas pelo projeto Berçário Teatral e realizou em janeiro deste ano uma bem sucedida temporada no Teatro dos Arcos, sempre com plateia lotada. O público demonstrou interesse na sátira política que cria relação entre as personagens de William Shakespeare e os fatos recentes da política brasileira. O autor Fabio Brandi Torres se inspirou em “Rei Lear”, “Macbeth”, “Ricardo III”, “Romeu e Julieta”, “Júlio César”, “Hamlet” e até “Sir Thomas More” (texto inédito em português), entre outras obras de Shakespeare, para revisitar o período histórico brasileiro do final do segundo mandato de Lula, passando pelo processo de impeachment de Dilma Rousseff, até o momento presente. O título Michel III remete a Michel Temer, o terceiro vice que se tornou presidente após a redemocratização.

Num ambiente de intrigas e obscuridades, cada personagem das cenas shakespeareanas tem o seu equivalente na política brasileira. Nesta sátira, os personagens fazem referência a figuras protagonistas do jogo político, além de Michel Temer: Lula,  Dilma Rousseff, Marta Suplicy, Marina Silva, Eduardo Cunha, Romero Jucá, Sergio Moro; empresários como Marcelo Odebrecht e Joesley Batista; e Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment.

“Michel III – Uma Farsa à Brasileira” usa a comédia como instrumento de crítica e observação do jogo de forças políticas que inclui acordos partidários e seus respectivos rachas de antigas alianças, políticos que são descartados na briga pelo poder, povo revoltado e dividido por posições extremistas. Áudios “vazados”, notícias falsas, memes na internet, delações premiadas, condenações de governantes, enfim, o que compõe o cenário político. “Foram necessários quatro meses de pesquisas sobre os fatos históricos para escrever a peça que fala de ambição e poder, fazendo a relação com os textos de Shakespeare”, explica Fabio Brandi Torres.

O autor acredita que a peça oferece diferentes níveis de leitura e compreensão, conforme o interesse na observação do jogo político e conhecimento da obra de Shakespeare. “Quem não conhece a obra de Shakespeare e não se atentou para os fatos políticos vai entender a trama porque a história que é contada trata de um assunto universal. Mas quem tem referências da dramaturgia e observou os fatos políticos vai perceber mais detalhes”, diz.

O diretor Marcelo Varzea conta que se interessou em participar do projeto porque considera importante preservar a democracia e o poder do voto. “A peça fala de um trono que foi usurpado. Nós, no nosso país, estamos cada vez mais  treinados  a desvendar o que há por trás dos discursos políticos. A peça também favorece este exercício. Faz rir e, principalmente, faz pensar. Este é meu propósito: insuflar a análise crítica, sem a presença de heróis”, diz o diretor.

O texto evita tomar partido por um dos lados da disputa política, fugindo da polarização. Mas expõe os fatos de maneira que o público possa tirar as suas conclusões. Um dos assuntos tratados é a pedalada fiscal, que foi a justificativa para o afastamento da ex-presidente Dilma. As pedaladas foram legalizas dois dias após o impeachment, quando o governo de Michel Temer sancionou mudanças na lei orçamentária. Este fato está parodiado no texto de Fabio como a Cavalgada dos Fiscais.

SOBRE O AUTOR FABIO BRANDI TORRES

Diretor teatral, dramaturgo e roteirista. Foi vencedor por duas vezes do prêmio de Melhor Autor do Festival de Teatro Curta/SESI (2000 e 2002) e três vezes indicado como Melhor Autor ao Prêmio Coca-Cola FEMSA de Teatro Jovem (“A Matéria dos Sonhos”, 2004, “Ciranda das Flores”, 2009 e “Pandolfo Bereba”, 2013). Também foi indicado ao Prêmio Shell 2005, como Melhor Autor, por “O Mata-Burro”.

Como roteirista, foi colaborador das novelas “Seus Olhos” (SBT) e “Paixões Proibidas” (BAND/RTP), e da sitcom “#PartiuShopping” (Multishow). Em 2017, assinou o roteiro do documentário “Inezita”, para a TV Cultura.

Teve a peça “Um Conto do Rei Arthur” editada ao vencer o Concurso de Dramaturgia Vladimir Maiakovski e o livro infanto-juvenil “O Tesouro de Fabergè” publicado em duas edições.

Seus textos já foram apresentados em Portugal, Espanha, Estados Unidos e Cabo Verde, e encenados por Isser Korik (“Revistando”, “Grandes Pequeninos” e “A Pequena Sereia”), Iacov Hillel (“Prepare seu Coração” e “Tutto Nel Mondo è Burla”), Val Pires (“Medida por Medida”), Caco Ciocler (“Vão Livre”), André Garolli (“Trama da Paixão” e “O Mata-Burro”), William Gavião (“Respeitável Público?” e “Macbeth”) e Rosi Campos (“Se Casamento Fosse Bom...”).

SOBRE O DIRETOR MARCELO VARZEA

Ator carioca formado na CAL, mora em São Paulo desde 1991, onde tem uma sólida carreira no teatro e se destaca como protagonista de diversos espetáculos, dirigido pelos maiores nomes de encenadores brasileiros.

Atuou em musicais de sucesso, como, “Cazuza”, “Elis”, “Rock in Rio-o Musical” e “O Musical da Bossa Nova”. Protagonizou a lendária montagem de Gabriel Villela para “A Ópera Do Malandro”, vivendo o malandro Max Overseas; atuou em séries de TV fechada (HBO, FOX, Multishow, Netflix e GNT).

Na TV Globo esteve no elenco das obras “A Lei do Amor”, “Malhação”, “Separação”; “Força de um Desejo”, “Um Só Coração”, “JK” e  “Insensato Coração”. Na mesma emissora, fez participações em “Os Normais”, “A Diarista”, “Sob Nova Direção”, “Toma Lá, Dá Cá”, “Casos e Acasos“ e “Retrato Falado”, entre outras obras.

No cinema, atuou em “Xingu”, “Boleiros”, “Deus Jr”, entre outros filmes.

Marcelo também é dramaturgo, preparador de atores e já dirigiu diversos eventos corporativos. Foi assistente de direção de novelas, comandou os 3 anos de sucesso do projeto de atores/cantores “Segundas Intenções”. Dirigiu o musical “ Do Kitsch ao Sublime “, o drama “Aquário com Peixes”, do premiado Franz Keppler, entre outros espetáculos.

Neste momento está em cartaz com o monólogo Silêncio.doc no Auditório MuBE, com direção de Marcio Macena.

SOBRE O ELENCO

Marcelo Diaz – atuou em “Cais ou da Indiferença das Embarcações”, direção de Kiko Marques; “Valéria e os Pássaros” e “Crepúsculo”, montagens da Velha Cia; “A Porta Secreta”, com direção de Fabio Ock; “As Feiosas”, de Marilia Toledo (indicado como ator ao Premio Femsa); e “O Fingidor”, de Samir Yazbec. Mais recentemente atuou em “Chapeuzinho Vermelho”, dirigido por Eduardo Leão.

Amaziles de Almeida - Cursou o Teatro Universitário/UFMG, participando de importantes montagens: “Electra”, de Eurípedes; “Rasga Coração”, de Oduvaldo Vianna Filho; “A Casa de Bernarda Alba”, de Garcia Lorca; e “Aurora da Minha Vida”, de Naum Alves de Souza. A partir de 1991, já em São Paulo, trabalhou nas  montagens “Ham-Let”, direção José Celso Martinez Corrêa; “Laços Eternos”, direção de Renato Borghi; “Verás que Tudo é Mentira”, direção de Marco Antonio Rodrigues; “Quarto 77”, direção de Roberto Lage; “Side Man”,  direção de Zé Henrique de Paula; “Te Amo São Paulo”, direção de Isser Korik; entre outras peças. Fez vários curtas-metragens e algumas participações em longas, como, “O Grande Mentecapto”, de Oswaldo Caldeira; “Alma Corsária”, de Carlos Reichenbach. Na TV, atuou em “Mandacaru”, com direção de Walter Avancini  na extinta TV Manchete; “Antônio dos Milagres”, na CNT/Gazeta em SP, com direção de Lucas Bueno; e “Sandy e Junior” na Rede Globo.

Martha Meola – atuou nas peças “O Cárcere Secreto”, com direção de Francisco Medeiros; “Macunaíma”, “A Hora e a Vez de Augusto Matraga“, dirigidas por Antunes Filho; “Woyzeck”, direção de Alexandre Stockler; “Há Vagas Para Moças de Fino Trato”, direção de Marcelo Lazaratto; “Dorotéia – Farsa Irresponsável”, de Nelson Rodrigues, direção de Carlos Gomes; Assim É (Se lhe Parece), de Luigi Pirandello, direção de Marco Antônio Pâmio, entre outras montagens. Atuou em diversas novelas na TV, entre elas “Verdades Secretas”, de Walcyr Carrasco, e “Tempo de Amar”, de Alcides Nogueira, ambas na TV Globo. No cinema, trabalhou em “Sonhos Tropicais”, de André Sturm; “Contra Todos”, de Robson Moreira; “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia; “O Palhaço”, de Selton Mello; entre outros filmes de longa e curta-metragem. Também trabalhou em mais de 100 campanhas publicitárias no Brasil e na América Latina.

Fabiano Medeiros - iniciou sua carreira em 1991. Em 1997 a convite de Gabriel Villela, integrou o show "Tambores de Minas", de Milton Nascimento. Atuou em “A Vida é Sonho” dirigida por Gabriel Villela. Em 1999 ingressou na Armazém Companhia de Teatro (RJ), uma das mais conceituadas companhias brasileiras, dirigida por Paulo de Moraes, atuando nos espetáculos “Alice Através do Espelho”, “Da Arte de Subir em Telhados”, “Pessoas Invisíveis”, “Casca de Noz” e “Toda Nudez Será Castigada”. Em São Paulo realizou os shows “Tropicália 4.0”; “Clara Luz”; “Tropicália é preciso!” e “Divino Maravilhoso”. Paralelamente  aos shows trabalha também nos espetáculos musicais “Cazuza – Pro dia nascer feliz, o musical”, “Rita Lee mora ao lado”, em ambos fazendo o papel de Ney Matogrosso.

Lena Roque - atriz, diretora, apresentadora e arte educadora formada em Artes Cênicas pela ECA/USP em 1995. Atua há 32 anos. No teatro fez 22 espetáculos, entre eles, “Domésticas”, direção de Renata Melo, “Dúvida”,  direção de Bruno Barreto, “Freak Show”, direção de William Pereira ,“Frenesi”, direção de Naum Alves de Souza. Participou das séries “Axogum” (Canal Brasil), “Psi” (HBO), da novela “Chiquititas” (SBT) e em dezenas de comerciais e vídeos institucionais. No cinema, atuou em “Domésticas”, de Fernando Meirelles e Nando Olival; “Quanto Vale ou é Por Quilo?”, de Sergio Bianchi, entre outros. Escreveu o livro “Impressões” e quatro peças de teatro: “Alto Falante” ,“Autópsia”  “Impressões”, e “Louca de Amor - Quase Surtada”, adaptação do livro “Confissões de uma Louca de Amor” de Viviane Pereira.

Michel Waisman - formado pela Escola de Arte Dramática (EAD/USP). Atuou nas peças “A Máquina Tchekov”, com direção de Clara Carvalho e Denise Weinberg; “Esplêndidos”, com direção de Eduardo Tolentino; “Os Sete Gatinhos”, com direção de Nelson Baskerville; “O Beijo no Asfalto”, com direção de Marco Antônio Brás; “O Despertar da Primavera”, com direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Trabalhou no seriado “Na Forma da Lei”, da TV Globo; nas séries “3%”, série produzida pela Boutique Filmes, e “Rio Heroes”, produzida pela Mixer aguardando lançamento.

FICHA TÉCNICA

Texto:  Fabio Brandi Torres
Direção: Marcelo Varzea
Elenco: Marcelo Diaz, Amazyles de Almeida, Martha Meola, Fabiano Medeiros, Lena Roque e Michel Waisman
Assistente de direção: Tadeu Freitas
Direção de movimento: Erica Rodrigues
Trilha sonora: Andre Ha
Iluminação: Lena Roque
Figurino: Vanessa Wander e Larissa Paulino
Visagismo:  Igor Miranda 


 “Michel III – Uma Farsa à Brasileira”
Reestreia: 07 de março de 2018
Temporada: 26 de abril de 2018
Apresentações: quartas e quintas-feiras, às 21h
Ingresso: R$30,00 (setor 2) e R$40,00 (setor 1)
*Valores referentes a ingressos inteiros. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 12 anos 

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323. Vendas on line no site: www.teatrofolha.com.br

Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / 50% de desconto para funcionários e clientes do Cartão Renner. Horário de funcionamento da bilheteria: quarta e quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 21h30; sábado, das 12h às 22h; e domingo, das 12h às 20h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885, (11) 3101-8589, (11) 97628-4993 / Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, CSN, LG, Privalia, Nova Chevrolet, Wickbold, Owens, Teleperformance e  Grupo Pro Security.

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL

O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de quinze anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação a empresa soma mais de 2 milhões de espectadores.

Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças, como “Gata Borralheira”, “O Grande Inimigo”, “Os Saltimbancos”, A Pequena Sereia”, Grandes Pequeninos”,  “Branca de Neve e os Sete Anões”, “A Cigarra e a Formiga”, “Cinderela” e “Chapeuzinho Vermelho” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, Senhoras e Senhores”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “E o Vento Não Levou”, “Equus” a trilogia “Enquanto Isso...”, além de projetos de humor – como “Nunca Se Sábado...” e “IMPROVISORAMA” – Festival Nacional de Improvisação Teatral. Em parceria com Moeller e Botelho produziu os Musicais “Um Violinista no Telhado”, “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, “Nine – Um Musical Felliniano” e “Beatles num Céu de Diamantes”.

Foto: Naava Bassi


Carolina Ferraz e Otavio Martins estreiam a comédia 'Que Tal Nós Dois?' no Teatro Folha

19 fevereiro 2018 |



Peça mostra relacionamento de dois amantes que se encontram uma vez por ano na convenção da empresa onde trabalham

A comédia romântica “Que Tal Nós Dois?”, com Carolina Ferraz e Otavio Martins, estreia no Teatro Folha dia 02 de março e será apresenta até o final de abril, de sexta-feira a domingo. A peça com direção de Isser Korik  conta uma história de amor, mas é também um recorte na vida de duas personagens que provocam uma reflexão sobre seus sentimentos a partir de um inesperado encontro.

O texto foi escrito numa parceria entre os autores Juliana Araripe e Otávio Martins. Um homem e uma mulher, ambos casados e com família,  funcionários de uma grande empresa, se conhecem numa convenção. Embalados pelo clima de confraternização, e depois de beberem alguns drinks, acabam passando a noite juntos. No dia seguinte acordam juntos em quarto de hotel e, sem nenhuma intimidade, decidem não mais repetir o encontro amoroso. Mas como ninguém manda no coração, no ano seguinte, novamente na convenção da empresa, eles se reencontram e passam a noite juntos, estabelecendo um relacionamento.

A peça se desenvolve ano após ano, sempre mostrando os reencontros nas convenções da empresa e as mudanças na vida de cada um, o que reflete no relacionamento deles. O ator e autor Otavio Martins conta que o texto mostra a evolução da relação, que começa com o constrangimento de duas pessoas que acordam juntas sem lembrar exatamente os detalhes da noite vivida. No segundo ano em que as personagens se encontram os conflitos pessoais são revelados. Questões relacionadas ao poder surgem no terceiro ano porque, na medida em que ela passa a assumir um cargo de liderança na empresa, abala o lado machista dele. O desfecho da história de amor acontece no quarto ano, quando algo inesperado acontece com o casal. A autora Juliana Araripe diz que a peça fala de relacionamento para chegar à condição existencial. “Os relacionamentos todos estão no eixo de nossas vidas. Às vezes esperamos pela relação ideal e as pessoas entram na nossa vida de um jeito inesperado, na contramão do que planejávamos. Então precisamos estar abertos para o que a vida nos propõe”, diz.

A atriz Carolina Ferraz conta que já tem afinidade profissional com o autor e colega de cena Otavio Martins, o que colabora muito para o jogo cênico. Eles trabalharam juntos na peça “Três Dias de Chuva” e em algumas novelas. Agora, pela primeira vez, ela encara um trabalho que é deliberadamente uma comédia, que exige precisão nas marcas de cena e ritmo. Sobre sua personagem, a atriz diz que é “uma mulher realizada na vida profissional, que se descobre mais ainda dentro da paixão”.

Otávio Martins conta que não teve relação de apego ao texto durante os ensaios da peça. Na hora de atuar, estabelece outra relação com a história, afastando-se um pouco da experiência de escrever o texto. “Tenho afinidade pessoal e artística com o diretor Isser Korik. O diretor é o primeiro espectador de uma montagem e nesta relação de trabalho ele pode ser o primeiro a sugerir cortes no texto. Confio na direção e prefiro entrar no jogo da criação”, conta.

O diretor Isser Korik é bastante familiarizado com o gênero comédia, em quase 30 anos de carreira. Atuou durante oito anos em “Vacalhau  & Binho”, dirigiu comédias escritas por autores consagrados internacionalmente, entre elas,  a trilogia “Enquanto Isso...”, de Alan Ayckbourn; “O Mala”, de Larry Shue; “Jogo Aberto”, de Jeff Gould; e mais recentemente “O Empréstimo”, de Jordi Galceran. É com toda esta experiência que ele considera importante o jogo entre os atores no momento do ensaio. “Este elenco, em especial, se entrega aos estímulos da direção. Esta disponibilidade dos atores faz toda a diferença na cena”, aposta.

SOBRE O DIRETOR ISSER KORIK

Diretor, ator, produtor, tradutor e dramaturgo, Isser Korik coleciona trabalhos marcantes como comediante em quase 30 anos de carreira, como  “Vacalhau & Binho”, de Zé Fidélis, que permaneceu oito anos em cartaz; “O Dia que Raptaram o Papa”, de João Bethencourt; e, recentemente, “E  o Vento não Levou”, de Ron Hutchinson, e “Toda Donzela Tem um Pai que é uma Fera”, de Gláucio Gill. Como diretor se destaca na comédia.

Concebeu “Nunca se Sábado...”, apresentado por quatro temporadas sob sua direção-geral, que marcou a cena paulistana.
Dirigiu o sucesso “A Minha Primeira Vez”, de Ken Davenport; a trilogia cômica de Alan Ayckbourn “Enquanto Isso...”; “O Mala”, de Larry Shue; o projeto “Te Amo, São Paulo”, que reuniu grandes nomes da dramaturgia paulista; além dos infantis “A Pequena Sereia”, de Fábio Brandi Torres; “Grandes Pequeninos”, de Jair Oliveira; “Cinderela”, “O Grande Inimigo” e “Ele é Fogo!”, de sua autoria, tendo recebido por esse último o Prêmio APCA. Recentemente dirigiu os sucessos “Jogo Aberto”, de Jeff Gould; e “O Empréstimo”, de Jordi Galceran.

É diretor artístico da produtora Conteúdo Teatral e do Teatro Folha.

SOBRE A ATRIZ CAROLINA FERRAZ

Estreou como atriz na novela “Pantanal”, da TV Manchete, e não parou mais. Nos primeiros anos de carreira atuou em “Escrava Anastácia”, “A História de Ana Raio e Zé Trovão” e “Floradas na Serra”. Na TV Globo, foi apresentadora do Fantástico e depois atuou nas novelas, “O Mapa da Mina”, “Pátria Minha”, “Tropicaliente”, “História de Amor”, “Por Amor”,  “Beleza Pura”, “Avenida Brasil”, entre outros trabalhos marcantes para o público.

No cinema fez “Alma Corsária”, de  Carlos Reichenbach; “Mater Dei”, de  Vinicius Mainardi; “Amores Possíveis”, de  Sandra Werneck; ”Crô – O Filme”, de Bruno Barreto; “A Glória e a Graça” e ”O Passageiro – Segredos de Adulto”, ambos de Flávio Ramos Tambellini.

Atuou nas peças “Honra”, com direção de Celso Nunes;  “Selvagem como o Vento”, de Denise Stoklos;  “O Rim”, dirigida por Elias Andreato;  “Amores, Perdas e meus Vestidos”, com direção de Alexandre Reinecke; e “Três Dias de Chuva”, montagem dirigida por Jô Soares.

A atriz apresentou no canal GNT cinco temporadas de seu programa “Receitas da Carolina”, um sucesso entre o público interessado em gastronomia. Também lançou o livro “Na Cozinha com Carolina” e se prepara para lançar brevemente “Na Cozinha com Carolina 2”.

SOBRE O AUTOR E ATOR OTAVIO MARTINS

Ator, diretor, dramaturgo e roteirista. 

É o vilão da próxima novela do SBT, “As Aventuras de Poliana”, que estreia em abril. O ator também se prepara para a estreia da polêmica série “Toda Forma de Amor”, sobre diversidade sexual, dirigida por Bruno Barreto.

Em 2018, dois roteiros pra cinema  que ele assina junto com a parceira Juliana Araripe entram em fase de produção: “Quem Casa Quer Casa”  e “Chance”. Em “Quem Casa Quer Casa”, também fará sua estreia como diretor em cinema, ao lado da Joana Mariani. O ator também se prepara para a estreia, em março, do filme “Nada a Perder”, em que faz um vilão na cinebiografia de Edir Macedo. 

Os sucessos de Otávio no teatro são as comédias “Divórcio”, com a Suzy Rego e a Natallia Rodrigues; “Caros Ouvintes”, com a qual recebeu o Prêmio Arte Qualidade Brasil de melhor autor e melhor diretor; e o drama “Três Dias de Chuva”, com direção de Jô Soares. Seu extenso currículo no teatro exercendo as funções de ator, diretor e dramaturgo reúnem mais de 30 peças.

Começou na televisão fazendo a série Mothern no GNT. Passou pela Globo em novelas, como, “Amor Eterno Amor”, “Além do Horizonte” e “Tapas e Beijos”. Foi colaborador do Walcyr Carrasco escrevendo pra novela “Eta Mundo Bom”.  Dirigiu o programa #partiushopping, no Multishow, com Tom Cavalcante, Daniele Winits e Nany People. Também atuou como o policial durão na série PSI, na HBO. 

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia - Otavio Martins e Juliana Araripe
Elenco - Carolina Ferraz e Otavio Martins
Participação especial em áudio - André Gonçalves, Danielle Winits e Regina Duarte
Cenografia  - Paula de Paoli
Cenotécnico - Wagner José de Almeida
Figurinos  - Carolina Ferraz
Trilha sonora composta - Ricardo Severo
Assessoria de Imprensa - Claudio Marinho
Criação Gráfica - Winnie Affonso
Fotografia  de cartaz - Gustavo Arraes
Fotografia de cena - Edson Kumasaka
Equipe Técnica - Jardim Cabine
Coordenação de Produção - Isabel Gomez
Assistente de Produção - Pedro Pó
Administração - Isabel Gomez  e Pedro Pó
Iluminação e Direção  - Isser Korik                  
Realização - Conteúdo Teatral e  RDP Cultural

'QUE TAL NÓS DOIS?'
Estreia: 02 de março de 2018
Até: 29 de abril de 2018
Apresentações: sexta-feira, 21h30; sábado, 20h e 22h; e domingo, 20h
Ingresso: R$40,00 (setor 2) e R$60,00 (setor 1) às sextas-feiras e domingos; R$50,00 (setor 2) e R$70,00 (setor 1) aos sábados

*Valores referentes aos ingressos inteiros inteiros. Meia-entrada disponível em todas as sessões de acordo com a legislação.
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 12 anos

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323. Vendas on line no  site: www.teatrofolha.com.br 

Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / 50% de desconto para funcionários e clientes do Cartão Renner. Horário de funcionamento da bilheteria: quarta e quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 21h30; sábado, das 12h às 22h; e domingo, das 12h às 20h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885, (11) 3101-8589, (11) 97628-4993 / Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, CSN, LG, Privalia, Nova Chevrolet, Wickbold, Owens, Teleperformance e  Grupo Pro Security.

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL

O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de quinze anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação a empresa soma mais de 2 milhões de espectadores.

Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças, como “Gata Borralheira”, “O Grande Inimigo”, “Os Saltimbancos”, A Pequena Sereia”, Grandes Pequeninos”,  “Branca de Neve e os Sete Anões”, “A Cigarra e a Formiga”, “Cinderela” e “Chapeuzinho Vermelho” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, Senhoras e Senhores”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “E o Vento Não Levou”, “Equus” a trilogia “Enquanto Isso...”, além de projetos de humor – como “Nunca Se Sábado...” e “IMPROVISORAMA” – Festival Nacional de Improvisação Teatral. Em parceria com Moeller e Botelho produziu os Musicais “Um Violinista no Telhado”, “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, “Nine – Um Musical Felliniano” e “Beatles num Céu de Diamantes”.

Foto: Edson Kumasaka