Agenda do Teatro Municipal de Niterói para primeira quinzena de Junho

26 maio 2017 |


Rodrigo Bittencourt mostra o lado artístico da política na telona

24 maio 2017 |


Discutir a realidade atual do Brasil de forma artística não é nada fácil. E ainda mais levar às telas do cinema algo que faça o público refletir para possibilitar um futuro melhor para a nação, afinal, apesar de todos os acontecimentos, a vida continua e detemos, enquanto cidadãos, de armas próprias para darmos novos rumos ao país. Assim, o diretor do filme “Real - o plano por trás da história”, Rodrigo Bittencourt, comanda uma das melhores produções, na área, nos últimos anos. E esse bate papo artístico com o público, através da trama, vai ter estreia, em todo o país, no dia 25 de maio. Com bom gosto para seleção de repertórios, Rodrigo também assina a trilha sonora do filme.

Acompanhe a entrevista que ele concedeu, com exclusividade, ao CULTURA VIVA!

CULTURA VIVA: Arte e política andam juntas ou é possível separá-las? 
RODRIGO BITTENCOURT:Totalmente possível separar o joio do trigo. Eu separo Caetano Veloso e José Serra tranquilamente, por exemplo (risos).

C.V.: Até que ponto seu filme “Real” é político?
R.B.: Até o ponto que eu quis deixar ele ser. O que importa pra mim são grandes ideias. Sou um homem de ideias e ideais. Quando Santos Dumont criou o avião ele não sabia que iam pegar a ideia dele e fazer guerras com ela. Uma coisa é a ideia, a outra é o que políticos fazem com ela depois. Geralmente eles estragam as grandes ideias, mas por elas serem grandes, acabam extrapolando esses vampiros e servindo também para boas causas. Assim foi com o real, que extrapolou a tolice entre direita e esquerda e se tornou uma ideia que salvou o país inteiro da hiperinflação.


C.V.: Você também tem uma carreira como cantor/compositor, certo? Como administra suas inspirações, encaminhando elas para o cinema, música, escrita...?
R.B.: Pra mim tudo é escrever. Nasci escrevendo poemas e músicas e tudo pra mim é ritmo. Construo cada cena pensando antes no ritmo delas. Traço um mapa para isso na minha cabeça e assim crio um universo rítmico para todo o filme. 'Pensar é fazer música" 

C.V.: O Brasil, do jeito que está hoje em dia, ainda causa boas inspirações?
R.B.: O Brasil sempre me causa boas inspirações. Precisamos positivar, aprender isso com os Beatles, eles fizeram isso o tempo inteiro... Eu sou um positivista e sou apaixonado pelo meu país que quando deixa um pouco de ser dionisíaco para ser apolíneo, quando conseguimos esse equilíbrio, tudo se resolve, sempre com grandes ideias e grandes soluções!  Ou é melhor falar de outras épocas?
  
C.V.: Lembra qual foi o primeiro filme que viu na vida que te emocionou, a ponto de fazer seguir esta profissão?
R.B.: "Ladrões de Bicicleta", do Vittorio de Sica.

C.V.: Você é um diretor que também faz músicas e escreve, ou um compositor que também faz cinema?
R.B.: Eu não acredito nessas divisões para os artistas e nem para a vida. Sartre dizia muito isso que se você acredita que é alguma coisa, você se torna um escravo daquela crença e não consegue se libertar dela, a ponto de simplesmente repetir a vida toda a mesma personagem. Eu não sou assim. Eu não SOU, eu ESTOU.
Sou de estados. Posso ser hoje diretor e amanhã acordar músico, ou roteirista, ou poeta, ou romancista... Ou um... ladrão de Bicicleta... (risos).


C.V.: Falando em música, o que curte ouvir (nacional e inter)? 
R.B.: Eu vivo com música quase todos os dias da vida. Adoro. Gosto de tudo... Meus preferidos? Beetowen, Bach, Mozart, Tchaikowisk, Hendrix, Jorge Ben, Caetano, Tom Jobim, Nirvana, Lenon, Beatles, Tom zé... Fagner, Fabio júnior... Metallica, Megadeth, Slayer... Nossa, tanta gente... Mosca, Chico César, Lenine... Cazuza, Renato Russo, os Titãs são gênios! Arnaldo Antunes sozinho também é! 

C.V.: E o que não curte?
R.B.: Sandy, Mara Maravilha, Angélica, Tiago Iork... Não gosto de nada muito empoladinho, gosto de coisas reais, que tem sangue na veia...

C.V.: Você veio da zona oeste do Rio, Bangu. Acredita que é um ponto fora da curva? Ou é possível que, cada vez mais, surjam artistas de expressão nacional vindos de subúrbios e periferias do país? 
R.B.: Acredito que eu sou a curva (risos). Espero que sim! Nós trepamos melhor... (risos).

C.V.: O que é preciso fazer para que a arte não seja apenas elitista?
R.B.: A arte não é apenas elitista. Sou um exemplo vivo disso, Seu Jorge é outro e muita gente pobre conseguiu arrebentar e fazer sucesso... Aliás, acredito que a maioria veio dos subúrbios, falando dos músicos. Já o cinema, a maioria dos diretores e diretoras são ricos... Ou possuem famílias com grana. Pelo menos no eixo Rio e São Paulo. A música é bem mais democrática que o cinema. Eu sou dos poucos diretores pobres que conseguiu realmente fazer um filme assim, bem grande. 

C.V.: Dizem que as pessoas não estão indo mais tanto ao cinema, por causa das séries e TV por assinatura. Sente isso também? 
R.B.: Nao sinto. Tivemos mais de 13 milhões de bilhetes em Minha Mãe é Uma Peça 2. O cinema vem crescendo a cada ano. O Brasil está em crise em quase todas as áreas e o cinema só cresce. Ano passado crescemos mais e 15%! 

C.V.: Como o cinema nacional pode resgatar seu interesse com o público, como fez o argentino, por exemplo?
R.B.: Faltam mais salas e falta menos patrulha política. O cinema não pode viver apenas de um lado só, não somos manetas. Ou pelo menos não podemos ser se quisermos crescer de verdade. Falta também o brasileiro parar de detestar seu próprio povo e costumes. Os americanos venderam tudo em seu cinema pro mundo, franceses e ingleses também. E ainda vendem, o cinema argentino começou a fazer isso, nós ainda não. Precisamos de mais filmes internacionalmente conhecidos, precisamos que as distribuidoras e produtores invistam nisso. Ou seja, quanto temos um filme como o Real- o plano por trás da historia, temos aí a chance real com um trabalho com muito esmero técnico de todas as equipes, de concorrer de igual pra igual com qualquer cinema do mundo. É preciso investir em filmes assim e colocá-los em todos os festivais possíveis.

Fotos: Divulgação


Conferência de Assistência Social teve hoje dois seminários, em Búzios

23 maio 2017 |


Dois seminários deram sequência, nesta terça-feira, à Conferência Municipal de Assistência Social, que tem como tema "Garantia de Direitos no Fortalecimento do SUAS". O encontro é realizado no Cine Teatro do INEFI, na Rasa, em Búzios (RJ).

Pela manhã o seminário foi sobre "Acesso ás seguranças sócio-assistenciais e a articulação entre serviços, benefícios e transferência de renda como garantia de direitos sócio-assistenciais. Já o tema da tarde, a partir das 14h, é "A legislação como instrumento para uma gestão de compromissos e corresponsabilidade dos entes federativos para a garantia dos direitos sócio-assistenciais".

A conferência será encerrada nesta quarta-feira (24), que tem na programação a plenária final, apresentação cultual e, por fim, a solenidade encerramento.


Foto: Divulgação

David Silvah lança seu primeiro álbum

|


O músico desponta na nova safra de talentos da MPB e mostra influências da black music e de ritmos latinos no novo trabalho
O cantor, compositor e instrumentista paulistano David Silvah está lançando o CD “Gratidão”, um álbum que traz uma sonoridade bastante plural, em que a música  brasileira conversa com outros ritmos latinos, com a black music e cheio de influência do samba.
O resultado são canções alegres, dançantes e românticas. Todas as composições são autorais e revelam letras com bom humor trazendo temas como romance, esperança, homenagem às mulheres, a loucura da garotada pelo futebol...
“O público de vários lugares em que tenho me apresentado ao longo dos últimos anos já canta as músicas de minha autoria e os fãs insistiam para que eu gravasse um disco”, comenta David Silvah sobre a inspiração para preparar o álbum que traz participação especial da cantora Ana Pauli e do rapper Dom M 
Trajetória artística
Desde muito cedo, o músico esteve ligado ao cenário artístico. Primeiramente pela atividade do pai, "Seu Bira", que foi integrante da banda “União Black”, e que como trompetista também acompanhou diversos artistas pelo Brasil.
Ainda criança, David Silvah participou de inúmeros festivais de música na escola. Mas foi na adolescência que o contato com essa arte ficou ainda mais forte quando fez parte de alguns grupos de samba.
Naquele momento foi a chance de mostrar também as habilidades como instrumentista autodidata, tocando cavaquinho. Ele também toca violão e instrumentos de percussão.Decidido a viver profissionalmente de sua paixão pela música, David Silvah entrou para a Universidade Livre de Música (ULM) onde se formou em Canto Popular.
“Nesse período de estudos, pude conhecer a música brasileira numa amplitude muito maior. Comecei a estudar o violão, a compor músicas no estilo MPB, bossas, sambas e tudo que o coração sentia. Foi uma época enriquecedora, um divisor de águas”, relembra o artista.
Além do conteúdo acadêmico que lhe abriu o horizonte sobre as mais diversas possibilidades musicais, as influências de David Silvah também são ecléticas.
Seu repertório de inspiração sonora inclui nomes consagrados nacionais e internacionais de diversas gerações como Tom Jobim, Djavan, Tim Maia, Jorge Ben, Seu Jorge, Toni Beneth, Esperanza Spalding, Aretha Franklin, Elis Regina, Gal Costa, Zéqueti, Cartola, João Nogueira, Wilson Simonal, Caetano, Gil, Milton Nascimento, Josias Damasceno, Cesinha Oliveira, Stevie Wonder, Marvin Gaye e Algreen.
Antes de iniciar o trabalho solo, David Silvah fez parte da banda RED. Com o grupo, gravou dois álbuns sendo um deles indicado ao “Prêmio da Música Brasileira”, em 2005, na categoria de melhor álbum de Canção Popular Brasileira, concorrendo com grupos como Roupa Nova e 14Bis.
Ainda com a banda, fez turnê pela América latina e abriu o show da cantora norte-americana Lauryn Hill.
Recentemente, com a cantora dinamarquesa Julie Degas, deram inicio ao projeto o “Café do Mundo”. Que consiste em composições da dupla misturando as influências da música brasileira com o jazz e com a soul music. O trabalho ainda está em fase de finalização e numa conexão artistisca intensa entre São Paulo e Londres. 
 Confira o Web Clipe da música Gratidão, que da nome ao CD:

Agora, em 2017, com o lançamento de seu primeiro álbum, o artista também inicia a turnê de divulgação com shows por todo o país. 
O CD "Gratidão" já está disponivel em todas as plataformas digitais.
 Acompanhe o David Silvah nas redes sociais:
Instagram: @davidsilvahcantor

Foto: Filipe Nevares 

Espetáculo 'João e o Pé de Feijão - O Guarda Histórias' estreia no Teatro Folha

22 maio 2017 |


O espetáculo “João e o Pé de Feijão – O Guarda Histórias”, adaptado e dirigido por Max Oliveira, estreia no Teatro Folha dia 03 de junho e fica em cartaz até final de agosto, com sessões aos sábados e domingos, às 17h40.

Para contar a história de João, o diretor Max Oliveira criou as personagens Lucy, uma garota hiperativa, e Philip, um antigo funcionário da casa onde a menina vive. A história começa quando Lucy anda por todos os cômodos da casa em busca de seu gatinho e encontra Philip procurando a chave de um velho guarda-roupas. O que Lucy logo descobre é que o guarda-roupas não é somente um móvel, mas um “guarda-histórias” que pode levá-la a viver aventuras incríveis. A primeira aventura é a famosa história de “João e o Pé de Feijão”. De dentro do guarda-roupas surgem elementos cenográficos e adereços utilizados na montagem.

A história do escritor inglês Benjamin Tabart é famosa no imaginário infantil: João é um garoto que vive com sua mãe num casebre. Eles enfrentam dificuldades financeiras e por isso precisam vender tudo o que possuem, inclusive a melhor amiga de João, uma vaquinha que na montagem é chamada Leiteira.  No caminho até a feira da cidade onde João venderia a vaquinha, o menino é abordado por um ancião que oferece alguns feijões -que diz serem mágicos- como pagamento para ficar com a vaca. A mãe de João não aprova o acordo, o que faz João jogar fora os feijões mágicos. Na manhã seguinte ele é surpreendido por um gigantesco pé de feijão que brota em seu quintal.  O garoto, curioso, escala o pé de feijão até sumir entre as nuvens e chegar à casa de um gigante, onde encontra muita riqueza.

SOBRE O ELENCO

Natália Foschini - atriz formada pelo Indac. Iniciou suas experiências com montagens dirigidas por Abigail Wimmer e estendeu seus estudos com cursos na SP Escola de Teatro, Doutores da Alegria, e oficinas de interpretação, canto e dramaturgia no Núcleo Experimental. Trabalhou no musical infantil "Cinderela", de Marina Costa; "Fricção", da Cia. Haú e direção de Kiko Marques; "Romeu e Julieta", de Zé Henrique de Paula.

Fabrício Molinágil -  ator, cantor e contador de histórias, iniciou seus estudos no NAC Núcleo de Artes Cênicas do SESI em 2002 e estudou teatro mambembe nas Oficinas Lélia Abramo em Araraquara-SP. De 2004  a 2007 integrou a Cia Teatral T.E.X.C excursionando diversos Estados com montagens de peças infantis. Estudou Artes Dramáticas no SENAC, fez Imersão em Musicais na 4 Act Performing Arts e música na Fundação das Artes e Studio Marconi Araújo. Seus mais recentes trabalhos em teatro foram: "O Menino dos Olhos d’ Água" d grupo de  cultura popular Malaebaú; o musical infantil "A Vaca Lelé", e "O Magico de Oz" pela Velado Produções. 

SOBRE O AUTOR E DIRETOR

Max Oliveira - ator, bailarino, coreógrafo e diretor. Max tem em seu currículo créditos como Dance Captain na gravação do DVD “30 anos de carreira” do cantor Daniel, os musicais da Broadway “Miss Saigon” , “ A Bela e a Fera” , “Cats” , “ New York, New York” e a  “A Madrinha Embriagada” em São Paulo. Atuou nas produções de “O Rei Leão” na Espanha e Austrália. Assinou a direção geral do espetáculo “Alice - O Musical” que estreou em São Paulo em outubro de 2013, a supervisão geral dos espetáculos infantis “A Vaca Lelé” e “A Árvore Mágica”.

FICHA TÉCNICA

Autor - Benjamin Tabart
Adaptação e direção – Max Oliveira
Elenco - Natália Foschini e Fabrício Molinágil
Voz do Gigante – Vandson Paiva
Preparação de atores - Fernando Marianno
Trilha sonora - Elton Towersey
Design de cenário e figurino - Paula de Paoli
Execução de cenário - Vagner Almeida
Execução de objetos - Victor Lei
Execução de figurino - Zezé de Castro
Artesã - Leda Campos
Acessórios - Adelina Silva Gomes
Design gráfico - Celso Azevedo e Victor Hugo Dultra
Operador de Som – Clauber Fonseca
Operador de Luz – Isaias Neri
Assistente de Produção – Lucas Silverio
Produção - Jardel Romão
Direção Geral - Max Oliveira


”João e o Pé de Feijão – O Guarda Histórias”
Local: Teatro Folha
Temporada: 03 de junho a 27 de agosto. Sessões extras dias 15 e 16 de junho.
Apresentações: sábados e domingos, às 17h40
Ingresso: R$ 40,00 (setor único) *

Duração: 45 minutos
Classificação indicativa: a partir de 3 anos

*Valore referente ao ingresso inteiro. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br

Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / 50% de desconto para funcionários e clientes do Cartão Renner. Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 00h; sábado, das 12h às 00h; e domingo, das 12h às 19h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3113-3215 / 97628-4993 / Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, CSN, LG, Privalia, Nova Chevrolet, Wickbold, Owens, Teleperformance e Grupo Pro Security.

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL

O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de quinze anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação a empresa soma mais de 2 milhões de espectadores.

Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças, como “Gata Borralheira”, “O Grande Inimigo”, “Os Saltimbancos”, “A Pequena Sereia”, “Grandes Pequeninos”,  “Branca de Neve e os Sete Anões”, “A Cigarra e a Formiga”, “Cinderela” e “Chapeuzinho Vermelho” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, “Senhoras e Senhores”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “E o Vento Não Levou”, “Equus” a trilogia “Enquanto Isso...”, além de projetos de humor – como “Nunca Se Sábado...” e “IMPROVISORAMA” – Festival Nacional de Improvisação Teatral. Em parceria com Moeller e Botelho produziu os Musicais “Um Violinista no Telhado”, “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, “Nine – Um Musical Felliniano” e “Beatles num Céu de Diamantes”.

 Foto: Beatriz Villela



Kid Vinil morre aos 62 anos

20 maio 2017 |


O cantor e radialista Kid Vinil morreu na tarde de sexta-feira no hospital Totalcor, no Jardim Paulistano, em São Paulo, depois de ficar pouco mais de um mês em coma induzido. Antonio Carlos Senefonte, 62 anos, teve uma parada cardiorrespiratória após fazer show em um clube de Conselheiro Lafaiete (MG) na noite de 15 de abril. A morte foi causada por complicações de um edema.


Paulista de Cedral, Kid Vinil teve grande sucesso nos anos 1980 à frente do grupo Magazine, emplacando hits que aproximaram o rock brasileiro do gosto e da linguagem popular. O país se divertiu com a crônica urbana de “Sou Boy”, embarcou no romantismo adolescente de “Tic Tic Nervoso”, e aprovou sua interpretação de “Comeu”, de Caetano Veloso, tema de abertura da novela “A gata comeu”, da TV Globo, em 1985.


Fotos: Internet


A prefeitura  de Macaé (RJ) realizou, neste sábado (20), o primeiro “Mutirão de Castração de Cães e Gatos” gratuito, para os moradores do bairro Lagomar. Foram 38 animais submetidos à intervenção cirúrgica, no Posto de Abastecimento e Combate ao Aedes, que foi adaptado para procedimento.

Equipes médicas participaram do mutirão, como o médico veterinário Edmundo Abílio, professor de cirurgia para animais de pequeno porte do curso de veterinária da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), de Campos dos Goytacazes e sua equipe de 13 médicos veterinários (mestres em cirurgia), parceiros do Programa Municipal de Controle Populacional de Cães e Gatos (PCPCG).

Além disso, o corpo de médicos veterinários do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Macaé e o voluntariado formado por mais de 20 estudantes de medicina veterinária, enfermagem, protetores de animais e servidores públicos do município contribuíram para a realização da ação.

- Hoje foi um marco para nós que acreditamos que é possível realizar políticas públicas para animais em Macaé. Tivemos um voluntariado excelente e a adesão do Pet Star (pet shop) que ofereceu brindes e atrativos para as crianças que se encontraram aqui durante o procedimento com os 22 cães e 16 gatos. Tivemos aqui também o primeiro alimentador público para pequenos animais que futuramente será afixado em locais estratégicos da cidade através de parcerias. Só podemos dizer que o saldo foi bastante positivo -, ressaltou coordenador especial de Promoção da Saúde dos Animais, Rafael Amorim.

Na avaliação do doutor Edmundo Abílio, o crescente aumento populacional de cães e gatos é um problema de todo o Brasil e a solução viável que ameniza é a castração, evitando que estes animais continuem a se reproduzir e consequentemente, gerarem mais abandono, principalmente, nos bairros mais carentes onde sempre tem animais soltos. Ele disse que pretende continuar a parceria com a cidade.

- Macaé está próximo Uenf/Campos e isso facilita a nossa vinda. Hoje, como teste, foi excelente em todos os aspectos. A prefeitura fez um trabalho de registro dos animais e os exames clínicos prévios. Percebemos que mesmo com a chuva os animais de ambos os sexos e raças foram castrados. Isso nos anima a continuar com a parceria -, assegurou.

A diarista Lina Andrea, 37 anos, estava muito feliz com a castração de sua cadela de sete meses que achou na rua quando tinha dois meses e a adotou. Ela conta que possui ainda duas outras cadelas que estão em tratamento de câncer no consultório veterinário público do Parque de Exposições e que essa castração veio ao encontro de quem não tem condições de arcar com os custos. “Esse programa caiu do céu. O que a prefeitura está fazendo é muito importante para quem não tem condições financeiras, mas que precisa cuidar do seu animal”, disse. 

O médico veterinário Carlos Magno, que também é mestre em cirurgia, participou ativamente do mutirão deste sábado no Lagomar. Para ele, o programa se distingue tanto no controle populacional como evita zoonoses e até acidentes de trânsito com os animais. “Acho de fundamental importância para o município, pois muitos animais possuem proprietários, mas também têm acesso às ruas e o ingresso da cadela às ruas quando está no cio terá sempre como consequência ninhadas indesejadas”, explicou.

O “Mutirão de Castração de Cães e Gatos” é realizado pela prefeitura, por meio do Programa Municipal de Controle Populacional de Cães e Gatos (PCPCG) e executado pela coordenação especial de Promoção da Saúde dos Animais e Controle de Zoonoses (CEPSACZ)

Voluntariado – A estudante de medicina veterinária da Faculdade Castelo Branco do Rio de Janeiro (Unidade da Penha), Karine Veloso, 23 anos, foi voluntária do mutirão no Lagomar. “Não importa a causa, importa ajudar e isso aqui está muito bonito porque tem voluntários unidos em prol da causa dos cães e gatos”. A estudante de enfermagem da Estácio de Sá, Manuela Carvalho, 19 anos, explicou que também viu nas redes sociais e logo se propôs a vir. “Achei muito legal a iniciativa de castração popular de cães e gatos aqui na cidade. Nunca houve antes e é de extrema importância na diminuição do índice de crescimento populacional”.


Foto: Guga

Dupla 'Criolina' se apresenta em São Paulo

19 maio 2017 |


Radiola em Transe, terceiro CD da dupla Criolina, tem 13 faixas que dialogam com a psicodelia e sonoridades dos anos 1970. Gravado em São Paulo no segundo semestre de 2016, a turnê de lançamento segue, tendo como próximo show dia 25 de maio no centro Cultural Rio Verde, em São Paulo.
Depois de Criolina (2007), Cine Tropical (2011) e o EP Latino Americano (2016), Alê Muniz e Luciana Simões lançam agora o álbum Radiola em Transe. São 13 inéditas que vão do reggae do rock, do ragga à dança do lelê, entre outros gêneros e ritmos. As faixas têm autoria da dupla, duas delas em parceria com o poeta Celso Borges. 
Gravado no estúdio ParedeMeia, em Piracaia, a 100 km de São Paulo, em setembro e outubro deste ano,Radiola em Transe sai pelo selo paulistano Sete Sóis e tem direção de Rovilson Pascoal. O disco dialoga com a psicodelia dos anos 70 e experimenta novas texturas sonoras daquele rico momento da música universal. 
“Transe de transcender, uma radiola que vai além do que se espera dela, que te joga numa realidade sonora diferente do som do dia a dia”, afirma Alê Muniz. “A gente quis dar à nossa música uma nova sonoridade, próxima de um tipo de experiência ligada aos anos 70, de pedais, sintetizadores, minimoogs e bateria pingüim”, diz Luciana Simões. 
O projeto gráfico é assinado por Amanda Simões a partir de fotos de Márcio Vasconcelos, também presentes no encarte do disco. “Fizemos um ensaio num espaço rural do interior da ilha, que se parece com outros lugares espalhados pelo mundo, seja na África ou na Jamaica, um território universal”, afirma Luciana Simões. 
Mas Radiola em Transe não é só o CD e o vinil, que será lançado em março, mas é também uma radiola ambulante que vai acompanhar a dupla em discotecagens ao longo de 2017. “A geringonça foi projetada pelo cenógrafo paulistano ZITO e estará também no palco com a gente. Ela vai abrigar todo o arsenal psicodélico usado nos shows: pedais, efeitos etc”, conta Alê Muniz.
 Clipes: 


Data: 25/05/2017
Local: Centro Cultural Rio Verde - Rua Belmiro Braga, 119 - São Paulo SP
Horário: 21:00
Ingressos: R$40,00 (inteira)  R$ 20,00 (meia entrada Solidária*)
(https://www.sympla.com.br/criolina-apresenta-radiola-transante__145501)
*Vendido apenas antecipadamente. Basta levar a doação de 1 alimento ou produto de higiene pessoal.
Foto: Divulgação




Espetáculo da Cia. de Teatro Heliópolis fala da violência sutil e naturalizada do dia a dia

18 maio 2017 |


Companhia de Teatro Heliópolis estreia o espetáculo Sutil Violento no dia 27 de maio (sábado, às 20h), na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, no bairro Ipiranga, em São Paulo.

Com texto de Evill Rebouças e encenação assinada por Miguel Rocha (diretor e fundador do grupo), a montagem trata da violência sutil - visível ou comodamente invisível - do nosso cotidiano.

A encenação de Sutil Violento inicia com um frenesi cotidiano, as pessoas correm. Não param. Mal se percebem. Desviam umas das outras, em alguns momentos se esbarram e, em átimos de atenção, reparam que há outros tão próximos e tão parecidos (ou tão diferentes?). Ali, logo ali, há um corpo caído no chão. Será um homem ou um bicho? Apenas se cansou ou não respira mais? Queria comunicar algo, mas será que conseguiu? Um olhar mais atento ao entorno começa a revelar abusos, agressões, confrontos e opressões diárias: formas de coerção privadas ou públicas. Sutis violências do nosso tempo; tão sutis que se tornam invisíveis, naturalizadas.

Segundo o diretor Miguel Rocha, o espetáculo aborda o tema microviolência por meio de uma estrutura fragmentada, tanto na cena quanto no texto. A dramaturgia é composta por um conjunto de elementos: ações físicas, movimentos, música ao vivo e texto. Não há personagens com trajetórias traçadas, mas “figuras” cujas relações com o contexto social em que vivem estão em foco, a exemplo da mulher que é silenciada e do jovem que usa sapatos de salto mediante olhares atravessados. “As microviolências se revelam a partir dessas relações que se estabelecem entre essas pessoas e a sociedade”, argumenta o diretor.

A encenação tem trilha sonora de Meno Del Picchia, executada ao vivo (guitarra, violoncelo e percussão). A música também tem sua carga dramatúrgica em Sutil Violento e ajuda a estabelecer as tensões entre as figuras, muitas vezes a força do discurso está na musicalidade ou na própria canção interpretada. Outro ponto importante é o espaço cênico: a Companhia de Teatro Heliópolis optou por uma instalação (de Marcelo Denny) ao invés de cenografia. Nada convencional, o cenário cedeu lugar a um ambiente todo coberto pela cor vermelha (piso, paredes e arquibancadas) que, no primeiro contato, já propõe sensações diversas. “Queremos que o público integre o espaço, e a monocromia ajuda a inseri-lo dentro da cena. Essa cor vibrante, esse vermelho intenso tem como contraponto a luz fria, que também contribui para a sensação de experimentação do não convencional”, conta o diretor.

Miguel Rocha conclui que o espetáculo quer pontuar as microviolências do nosso tempo, do Brasil de hoje; mostrar que as pequenas ou sutis violências se potencializam mediantes suas naturalizações. “Sutil Violento é muito mais provocação que denúncia. Cada um vai entender o espetáculo pela perspectiva pessoal. Por isso acho importante trabalhar com símbolos em cena, que reverberam sempre de forma diferente para cada pessoa; o espectador vai se deparar com alguns deles em Sutil Violento. É importante fazer o público pensar, e um argumento bom para isto é mesmo a provocação.”

Sutil Violento é resultado do projeto Microviolências e Suas Naturalizações, contemplado pela 28ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Uma série de atividades foi realizada, em 2016, durante o processo de pesquisa. Além de entrevistas com pessoas da comunidade de Heliópolis, o grupo promoveu encontros para discutir a “Naturalização da Violência” com importantes pensadores e ativistas: o jornalista e doutor em ciência política Leonardo Sakamoto, a filósofa Marcia Tiburi, a historiadora social Zilda Iokoi e o jornalista Bruno Paes Manso. Os debates, mediados pela crítica teatral Maria Fernanda Vomero (também provocadora), funcionaram comoprovocações teóricas fundamentais para a construção do trabalho. O projeto teve ainda provocações teatrais com Alexandre Mate e Marcelo Denny, preparação corporal e direção de movimento de Lúcia Kakazu e figurino assinado por Samara Costa, entre outros.

Ficha técnica

Encenação: Miguel Rocha.
Texto: Evill Rebouças (criação em processo colaborativo com a Cia de Teatro Heliópolis)
Elenco: Alex Mendes, Arthur Antonio, Dalma Régia, David Guimarães, Klaviany Costa e Walmir Bess.
Direção de movimento e preparação Corporal: Lúcia Kakazu
Oficinas de dança: Nina Giovelli e Camila Bronizeski
Direção musical e preparação vocal: Meno Del Picchia
Oficinas de voz e canto: Olga Fernandez, Sofia Vila Boas e Lu Horta
Músicos: Giovani Bressanin (guitarra), Peri Pane (violoncelo) e Luciano Mendes de Jesus (percussão)
Sonoplastia: Giovani Bressanin
Provocação teórica e prática: Maria Fernanda Vomero
Provocação / teatro épico: Alexandre Mate
Provocação / teatro performático: Marcelo Denny
Mesas de debates: Marcia Tiburi, Leonardo Sakamoto, Bruno Paes Mando e Zilda Iokoi
Mediadora/debates: Maria Fernanda Vomero
Organização de textos do programa: Maria Fernanda Vomero
Cenografia/instalação: Marcelo Denny
Assistente de cenografia: Denise Fujimoto
Figurino: Samara Costa
Iluminação: Toninho Rodrigues e Miguel Rocha
Assistente de iluminação: Raphael Grem
Operação de luz: Gabriel Igor
Direção de produção: Dalma Régia
Produção executiva: Janete Menezes e Mayuri Tavares
Designer gráfico: Camila Teixeira
Fotos: Geovanna Gellan
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
Realização: Companhia de Teatro Heliópolis
Apoio: 28ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, AGC Vidros, Schioppa, Arno e Tonlight.


Espetáculo: Sutil Violência
Estreia: 27 de maio. Sábado, às 20 horas
Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533. Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318
Temporada: 27 de maio a 27 de agosto (dia 29 de julho não haverá apresentação)
Horários: sextas e sábados 20h e domingos, às 19 horas
Ingressos: Grátis (bilheteria 1h antes das sessões)
Duração: 90 minutos. Gênero: Experimental. Classificação: 14 anos
Capacidade: 48 lugares. Não possui acessibilidade.
Agendamento para escolas e ONGs: sessões das sextas-feiras.


Foto: Geovanna Gellan