Trânsito no Rio afeta corpo e mente, aponta psicólogo do AmorSaúde

05 setembro 2026 |

 


Passar horas no trânsito já faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Entre congestionamentos, longos trajetos e o transporte público lotado, o tempo gasto nos deslocamentos entre casa e trabalho ocupa uma parcela cada vez maior do dia. O problema é que esse período costuma ser encarado apenas como uma consequência da vida nas grandes cidades, enquanto seus impactos sobre a saúde física e mental permanecem, muitas vezes, em segundo plano.


Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil e o Sebrae, mostra que moradores de grandes centros urbanos passam, em média, o equivalente a 21 dias por ano no trânsito. No Rio de Janeiro, a situação é ainda mais desafiadora. De acordo com um estudo do aplicativo de mobilidade Moovit, o tempo médio do deslocamento entre casa e trabalho na Região Metropolitana chega a 58 minutos por trajeto. Entre os usuários do transporte público, 11% passam duas horas ou mais em cada viagem, fazendo com que o tempo diário no trânsito possa ultrapassar quatro horas.


Segundo Carlos Júnior, profissional de psicologia do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, o deslocamento não deve ser visto apenas como um intervalo entre uma atividade e outra. “Múltiplos fatores estão envolvidos nesse processo, entre eles a insegurança diante de condições externas, a imprevisibilidade dos horários dos transportes coletivos e o desconforto durante o trajeto, como a ausência de ar-condicionado, os ruídos excessivos e a superlotação”, afirma.


O psicólogo destaca que, quanto mais tempo gasto no deslocamento, menor tende a ser o tempo disponível para atividades importantes, como descanso, lazer, prática de exercícios físicos, alimentação adequada e convivência social. A longo prazo, esse desequilíbrio pode comprometer a disposição e a qualidade de vida.


Quando o cansaço começa antes mesmo do expediente


De acordo com o profissional, os primeiros sinais de que o deslocamento está afetando o bem-estar emocional podem aparecer antes mesmo do início da jornada de trabalho. “O indivíduo pode perceber que a rotina está excessivamente concentrada no trabalho e no deslocamento, restando pouco tempo ou energia para o lazer, a convivência social e o autocuidado”, explica. Entre os principais sinais de alerta, estão:


Irritabilidade frequente;


Impaciência durante a rotina;


Cansaço antes mesmo do início do expediente;


Falta de disposição para atividades fora do trabalho;


Sensação de que o dia se resume ao deslocamento e às obrigações profissionais.



Os efeitos do trânsito vão além do estresse


Carlos ressalta que o impacto dos deslocamentos prolongados não se limita ao desconforto durante o trajeto, pelo contrário, diferentes áreas da vida podem ser afetadas.


Trabalho: o excesso de tempo no trânsito pode reduzir a concentração, a produtividade e o interesse pelas atividades profissionais.


Relacionamentos: o desgaste com o deslocamento pode favorecer o isolamento, a redução da energia para interações sociais e até a diminuição da libido.


Sono: as noites de sono podem sofrer consequências importantes, já que “o estresse se torna cíclico, porque a pessoa não consegue recarregar a energia”, afirma Carlos.


Como tornar o deslocamento menos desgastante


Embora nem sempre seja possível reduzir o tempo gasto no trânsito, algumas estratégias podem ajudar a diminuir os impactos da rotina. O psicólogo recomenda:


Evitar transformar o trajeto em uma extensão do trabalho, ou seja, não utilizar o tempo no transporte público ou de aplicativo para resolver demandas no celular ou notebook.


Manter uma alimentação equilibrada ao longo do dia, para que não falte energia para as horas em deslocamento;


Cuidar da hidratação, principalmente em períodos quentes e secos, já que durante o deslocamento o acesso à fonte de água é limitado;


Reservar tempo para atividades prazerosas para não fazer da vida um looping entre acordar, pegar trânsito, ir e voltar do trabalho e dormir;


Buscar momentos de desconexão das demandas profissionais e conexão com relações sociais.



Quando procurar ajuda profissional?


O acompanhamento profissional pode ser importante e recomendado quando o desgaste provocado pelo deslocamento começa a afetar diferentes aspectos da vida. Entre os alertas, estão esgotamento constante, ansiedade persistente, alterações de humor, apatia e insônia.



Sobre o Cartão de TODOS


O Cartão de TODOS é referência no mercado de cartões de descontos. Criado em 2001 por Altair Vilar, em Ipatinga (MG), a empresa oferece a intermediação de descontos entre os usuários do cartão e as empresas parceiras. A adesão ao Cartão de TODOS dá direito a descontos nas mais de 500 clínicas médico-odontológicas parceiras, permitindo o acesso da população à saúde primária de qualidade, além de oferecer descontos em atividades que englobam serviços voltados à educação e ao lazer e, ainda, a itens essenciais. A empresa atende, hoje, o equivalente a mais de 20 milhões de pessoas, e possui uma rede com mais de 12.000 estabelecimentos parceiros em todo o Brasil.


Sobre o AmorSaúde


O AmorSaúde é a maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil, com mais de 500 unidades ativas em todo o território nacional. Fundada com a missão de oferecer saúde de qualidade a preços acessíveis, a rede realiza mais de 18 milhões de consultas por ano, mais de um milhão de procedimentos odontológicos e mais de 35 milhões de exames, em parceria com os maiores laboratórios do país. Com estrutura moderna, multicanalidade e foco em atendimento humanizado, a rede oferece consultas presenciais, telemedicina, exames laboratoriais e de imagem, odontologia e encaminhamento para cirurgias eletivas.


Foto: Divulgação

 


Uma cachorrinha acorda e percebe que seu pai humano desapareceu. Ao abrir a geladeira ela atravessa um portal que a leva para uma ilha onde animais vivem entre frutas, música e fantasia. Coroada vossa majestade pelos simpáticos habitantes daquele lugar, Ritinha ganha uma coroa, súditos e poderes para decidir tudo ao seu redor. É nesse cenário mágico que o leitor é apresentado a Rainha Ritinha, lançamento da VR Editora, escrito e ilustrado por Malu Francini, que faz sua estreia como escritora após construir carreira como ilustradora de livros de Rita Lee, Xuxa e Luisa Mell.


Inspirada na própria cachorrinha de estimação, a "neta" de quatro patas da rainha do rock brasileiro, a autora apresenta um enredo marcado por um mundo fantástico, animais falantes, uma jornada de autodescoberta e a importância de voltar para casa, mesmo depois de viver grandes aventuras. Na ilha, a personagem vivencia um reino onde morangos já nascem como sorvete, cocos servem chocolate quente e refrigerante e festas acontecem ao som do hulla-rock. Mas será que ser rainha é mesmo tão incrível quanto parece? Aos poucos, ela percebe que nem mesmo um trono consegue preencher a falta de quem ama.



Designer, especialista em animação e mestre em Literatura, Malu Francini reúne textos divertidos com onomatopeia, musicalidade e aliteração (figura de linguagem que consiste na repetição intencional de sons de consoantes), somados a ilustrações coloridas que deixam a história ainda mais imersiva. Por meio do olhar da protagonista, a autora apresenta ao pequeno leitor o relato fantástico de Ritinha, uma cachorrinha inteligente que se tornou a "rainha da casa".


Ao acompanhar a escolha da pequena soberana de abrir mão do reinado para reencontrar o pai, Rainha Ritinha mostra que afeto, segurança e acolhimento não podem ser substituídos por poder, conforto ou abundância. A narrativa convida crianças e adultos a refletirem sobre a importância da família, da adoção responsável, do cuidado com os animais e dos vínculos que fazem qualquer casa se transformar em um reino de amor. Neste livro, Malu reforça que a imaginação abre portas para grandes aventuras, mas é no amor cotidiano que cada pessoa encontra um verdadeiro lar.


Uma cachorrinha acorda e percebe que seu pai humano desapareceu. Ao abrir a geladeira ela atravessa um portal que a leva para uma ilha onde animais vivem entre frutas, música e fantasia. Coroada vossa majestade pelos simpáticos habitantes daquele lugar, Ritinha ganha uma coroa, súditos e poderes para decidir tudo ao seu redor. É nesse cenário mágico que o leitor é apresentado a Rainha Ritinha, lançamento da VR Editora, escrito e ilustrado por Malu Francini, que faz sua estreia como escritora após construir carreira como ilustradora de livros de Rita Lee, Xuxa e Luisa Mell.


Inspirada na própria cachorrinha de estimação, a "neta" de quatro patas da rainha do rock brasileiro, a autora apresenta um enredo marcado por um mundo fantástico, animais falantes, uma jornada de autodescoberta e a importância de voltar para casa, mesmo depois de viver grandes aventuras. Na ilha, a personagem vivencia um reino onde morangos já nascem como sorvete, cocos servem chocolate quente e refrigerante e festas acontecem ao som do hulla-rock. Mas será que ser rainha é mesmo tão incrível quanto parece? Aos poucos, ela percebe que nem mesmo um trono consegue preencher a falta de quem ama.


Designer, especialista em animação e mestre em Literatura, Malu Francini reúne textos divertidos com onomatopeia, musicalidade e aliteração (figura de linguagem que consiste na repetição intencional de sons de consoantes), somados a ilustrações coloridas que deixam a história ainda mais imersiva. Por meio do olhar da protagonista, a autora apresenta ao pequeno leitor o relato fantástico de Ritinha, uma cachorrinha inteligente que se tornou a "rainha da casa".


Ao acompanhar a escolha da pequena soberana de abrir mão do reinado para reencontrar o pai, Rainha Ritinha mostra que afeto, segurança e acolhimento não podem ser substituídos por poder, conforto ou abundância. A narrativa convida crianças e adultos a refletirem sobre a importância da família, da adoção responsável, do cuidado com os animais e dos vínculos que fazem qualquer casa se transformar em um reino de amor. Neste livro, Malu reforça que a imaginação abre portas para grandes aventuras, mas é no amor cotidiano que cada pessoa encontra um verdadeiro lar.


Malu Francini é designer, especialista em animação e mestra em Literatura. Iniciou a trajetória nas artes rabiscando as paredes de casa e consolidou a carreira unindo o traço à narrativa lúdica. Estreou no universo infantil como ilustradora da obra Amiga Ursa, de sua "fada-madrinha" Rita Lee e seguiu ilustrando obras de personalidades como Xuxa e Luisa Mell. Agora, ela brilha em sua estreia como escritora e ilustradora, com sua estética refinada e vibrante para o centro da cena editorial.

Redes sociais:

Instagram: @malu_francini
Site: https://malufrancini.com/

Sobre a editora: Alguns livros viram febre, outros, marcam gerações. Com mais de 25 anos no Brasil e um catálogo de autores e ilustradores premiados, a VR Editora transforma literatura em experiências que os leitores querem viver e reler.


Instagram: @vreditorabr


Foto1: Divulgação | VR Editora

Foto2: Divulgação | VR Editora

 


Niterói será palco da pré-estreia de “Essa Mina é Game Over”, ou EMEGO, anime produzido pela Noches Produções que será exibido pela primeira vez ao público no dia 12 de setembro, durante o Niterói Expo Geek. A produção combina romance, universo gamer e técnicas utilizadas na animação japonesa com uma narrativa construída a partir de personagens, situações e referências brasileiras.


Com seis episódios de cinco minutos cada, a minissérie acompanha Leo, um gamer acostumado a nunca perder uma partida, que se apaixona pela primeira vez ao conhecer Bia, a única pessoa capaz de derrotá-lo em seu jogo favorito. A partir dessa derrota, Leo precisa entender seus sentimentos, enquanto a história transforma a competição em uma comédia romântica sobre descobertas, relações e os vínculos construídos dentro e fora do universo dos games.


Apesar de utilizar técnicas e processos associados à produção japonesa de animação, EMEGO não pretende reproduzir histórias ou referências estrangeiras. A Noches desenvolveu a produção a partir de uma perspectiva brasileira, utilizando personagens, situações e cenários que dialogam diretamente com o público nacional. “Nós crescemos apaixonados pelos animes, mas queríamos ver a nossa cultura retratada ali. Nossa linguagem e técnicas podem ser japonesas, mas nossa alma é 100% brasileira”, afirma Carlos Vizeu, diretor criativo da Noches Produções.


A iniciativa parte de uma percepção dos fundadores da Noches sobre a relação do público brasileiro com os animes. O país está entre os maiores consumidores do gênero no mundo, mas ainda não possui uma produção nacional de anime realizada a partir dos métodos de produção utilizados pela indústria japonesa. Existem iniciativas de artistas e estúdios independentes que trabalham com a estética do anime, mas a proposta de EMEGO é aplicar também processos e técnicas de produção japoneses em uma obra criada no Brasil. Para a produtora, essa combinação abre espaço para o desenvolvimento de histórias nacionais dentro de uma linguagem que já possui forte identificação com o público.


“Existe um público jovem e jovem-adulto sedento por consumir histórias no gênero anime, com identidade brasileira. Não se trata apenas de fazer anime no Brasil, mas de criar um mercado para ele e suprir esse público não atendido”, afirma Mab Castro, CEO e produtora da Noches.


A trajetória da produtora inclui projetos como “Nina e os Guardiões”, exibida pelo NatGeo Kids, e “Genius!”, piloto de anime produzido dentro do workflow japonês e apresentado em 2024 durante o próprio Niterói Expo Geek. O estúdio também recebeu reconhecimento da Câmara de Vereadores de Niterói pelo trabalho desenvolvido no setor criativo e pela utilização de métodos japoneses de produção.


Parcerias levam técnicas japonesas para a produção brasileira


Para desenvolver EMEGO, a Noches se uniu a outras duas empresas em um Comitê de Produção, modelo utilizado no Japão para reunir diferentes parceiros no financiamento, desenvolvimento e gerenciamento de projetos de anime. A proposta é adaptar essa estrutura de colaboração à produção brasileira, reunindo empresas especializadas em diferentes etapas do projeto. Uma das integrantes é a BDN Rio, empresa especializada em dublagem e produção sonora que, com EMEGO, participa de uma produção que utiliza, pela primeira vez no Brasil, o sistema Afureko (Afuteru Rekorudo), processo no qual a interpretação dos atores de voz é construída a partir da animação já realizada.


Para Mattheus Caliano, diretor geral de Afureko de EMEGO, participar do projeto também representa a realização de um objetivo profissional que começou ainda na infância. “A direção de dublagem de animes sempre foi meu objetivo enquanto profissional, falo sobre isso desde os meus sete anos de idade”, conta. A experiência, segundo ele, trouxe uma dinâmica diferente para o trabalho de dublagem. No Afureko, os atores recebem a animação já realizada e precisam construir suas interpretações a partir das emoções, movimentos e expressões dos personagens, fazendo com que voz e imagem estejam diretamente conectadas.


Caliano destaca justamente essa relação como um dos aspectos mais marcantes da experiência. “Saber que as nossas escolhas de tom, intensidade e volume, junto com a animação feita pelo estúdio, vão dar a humanidade necessária aos personagens e o ritmo emocional da narrativa é incrível”, afirma.


A coordenadora artística de voz de EMEGO, Roberjane Andrade, também destaca a integração entre as equipes envolvidas no processo. Para ela, a realização do Afureko exigiu sintonia entre a proposta da Noches, a direção e o trabalho desenvolvido pelo elenco. “Poder trabalhar com pessoas tão criativas e comprometidas com o universo do anime é mágico”, afirma Roberjane. Segundo ela, o resultado dessa colaboração pode ser percebido tanto nas falas dos personagens quanto na música da produção.


A utilização do Afureko também exigiu uma adaptação da equipe brasileira ao processo. Diferentemente do modelo mais comum no Ocidente, em que os atores de voz ajudam a construir o acting dos personagens durante a gravação, no sistema utilizado em EMEGO a interpretação visual é desenvolvida previamente pela equipe de animação. “Então foi preciso mostrar para a BDN Rio como é todo o sistema de produção dos animes”, explica Mab Castro. A experiência, segundo a produtora, faz parte da proposta de trazer ao Brasil processos específicos da produção japonesa e adaptá-los à realidade de um projeto nacional.


Para os atores de voz, o trabalho também representou uma experiência diferente. Byanca Mercys, que interpreta Bia, destaca a liberdade de interpretação proporcionada pelo processo e a possibilidade de trabalhar diretamente a partir das emoções presentes na imagem. Já Lucas Bastos, voz do protagonista Leo, classifica a experiência como desafiadora e gratificante por exigir uma dinâmica diferente da dublagem tradicional.


A música também integra a construção da identidade de EMEGO. Diretor musical da produção, Charles Botelho participou da criação da canção de encerramento da série, elemento presente também em produções japonesas de anime. Para Botelho, um dos principais desafios foi adaptar a letra da música preservando a mensagem, a métrica e a sonoridade da composição. “Adaptar uma canção exige muito mais do que simplesmente encontrar novas palavras: é preciso preservar a essência da mensagem, respeitar a métrica, a sonoridade e a identidade da obra”, explica.


O trabalho, segundo o diretor musical, também permitiu transformar a canção em parte da identidade sonora da produção. “Ter a oportunidade de contribuir para a canção de encerramento de ‘Essa Mina é Game Over’ foi motivo de muito orgulho”, afirma.


Mangá e anime com identidade brasileira


Outra empresa a integrar o Comitê de Produção de EMEGO é a Shonen West, iniciativa brasileira dedicada à criação e publicação de mangás próprios e de autores nacionais. A empresa trabalha com técnicas de narrativa e produção utilizadas no mercado japonês, adaptando esses recursos a histórias desenvolvidas por criadores brasileiros.


Para Gabriel Araújo, editor-chefe e CEO da Shonen West, essa adaptação está entre os principais objetivos da participação da empresa no projeto. Segundo ele, a proposta não é simplesmente importar obras ou modelos japoneses, mas utilizar técnicas desenvolvidas naquele mercado para construir histórias com identidade própria. “A forma como os dois personagens principais interagem na história mostra que a nossa participação como editora não é simplesmente pegar licenças de obras que já fazem sucesso no Japão e publicar uma ‘versão brasileira’ para o público”, afirma Araújo.


O trabalho da Shonen West parte, portanto, de técnicas de narrativa e produção dos quadrinhos japoneses, mas procura adequá-las ao contexto de uma criação brasileira. Para Araújo, essa combinação pode permitir que uma história desenvolvida no país alcance públicos além do mercado nacional. “Nosso objetivo é utilizar as técnicas de narrativas e de produção de quadrinhos japoneses e adequá-las de maneira apropriada para que uma visão brasileira possa alcançar os corações de leitores e telespectadores pelo mundo”, afirma. “Fico alegre em dizer que a história EMEGO pode levar essa brasilidade ao restante do Brasil e aos outros países”, completa.


A dinâmica entre Leo e Bia também é apontada por Araújo como um dos elementos que sustentam o potencial da história. Os dois personagens possuem personalidades diferentes e estabelecem uma relação a partir da competição, que aos poucos dá espaço para a descoberta de sentimentos. “O potencial do mangá e anime de ‘Essa Mina é Game Over’ vem, principalmente, do tipo de interação, muito comum entre várias obras de sucesso no Japão e ao redor do mundo, que trazem o relacionamento de personagens opostos, mas que de certa forma se completam”, diz Ikeda, editor da Shonen West.


A combinação entre referências japonesas e elementos brasileiros está, assim, no centro da proposta de EMEGO. A produção utiliza técnicas e processos associados ao mercado de anime, mas parte de personagens, situações e cenários desenvolvidos a partir de uma perspectiva nacional.


Niterói como ponto de partida


A escolha de Niterói para a pré-estreia reforça a relação da Noches com a cidade, onde o estúdio desenvolve parte de sua trajetória e já recebeu reconhecimento por sua contribuição à produção cultural e criativa. A exibição durante o Niterói Expo Geek coloca o lançamento em contato direto com um público que já acompanha o universo dos animes, games e cultura pop.


A cidade também faz parte da trajetória do projeto. Em 2024, a Noches apresentou o piloto de “Genius!” no Niterói Expo Geek, também utilizando o workflow japonês de produção. Agora, o evento recebe a primeira exibição pública de EMEGO, ampliando a presença da produtora no principal encontro de cultura geek da cidade.


Com a pré-estreia em Niterói, “Essa Mina é Game Over” apresenta ao público uma produção que combina técnicas japonesas de animação com uma narrativa brasileira. Para a Noches, a proposta é utilizar uma linguagem já reconhecida internacionalmente para contar histórias que tenham personagens, referências e identidade capazes de representar o Brasil dentro do universo do anime.


Pré-estreia de “Essa Mina é Game Over”

Data: 12 de setembro de 2026

Local: Niterói Expo Geek

Produção: Noches Produções

Formato: minissérie de anime com seis episódios de cinco minutos


Foto: Divulgação | Noches Produções


 


Dentro da escola, o aprendizado também acontece quando a sala de aula dá lugar ao tatame, à roda de capoeira ou ao ritmo da dança. É assim que alunos da Escola Estadual Municipalizada José Rozendo, no bairro Rodagem, encontram novas formas de aprender, conviver e descobrir habilidades ao longo do dia.


A unidade passou a funcionar em tempo integral em 2026 e incorporou o esporte à rotina dos estudantes por meio de atividades oferecidas pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Entre as opções estão jiu-jitsu, capoeira e dança, modalidades que movimentam os diferentes turnos e ampliam as experiências dos alunos para além do conteúdo tradicional das disciplinas.


O jiu-jitsu ganhou um incentivo especial desde que passou a fazer parte da rotina dos alunos. Os estudantes que participam das aulas receberam novos quimonos, entregues pela Prefeitura de Carapebus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). O material reforça a estrutura destinada às atividades e representa mais um incentivo para que os estudantes permaneçam envolvidos com a modalidade.


Praticante de jiu-jitsu, o secretário municipal de Educação, Dudu Pontes, acompanha de perto o desenvolvimento dos estudantes e defende o esporte como uma ferramenta que ultrapassa a atividade física. Para ele, a prática esportiva contribui para a convivência, a disciplina, o respeito e a construção de vínculos dentro do ambiente escolar.


"O esporte tem um papel muito importante na formação dos nossos alunos. Ele ensina disciplina, respeito, responsabilidade e mostra que cada conquista é resultado de dedicação e persistência. Esses valores não ficam apenas no tatame. Eles acompanham o estudante na escola, em casa e na vida", afirmou.


O secretário também destaca o potencial das atividades esportivas para aproximar os estudantes, fortalecer amizades e melhorar a convivência entre diferentes perfis dentro da escola.


"A criança que pratica esporte aprende a conviver, a respeitar o espaço do outro, a lidar com vitórias e derrotas e a entender que todos podem evoluir. Isso ajuda na educação e na formação de cidadãos de bem. É uma experiência que leva ensinamentos para o dia a dia", acrescentou.


A presença do jiu-jitsu, da capoeira e da dança na Escola José Rozendo também amplia as possibilidades de participação dos estudantes. Cada modalidade oferece uma experiência diferente, seja pelo movimento corporal, pela expressão artística, pela cultura ou pelos valores associados à prática esportiva.


No caso do jiu-jitsu, o contato com a modalidade aproxima os alunos de uma atividade que exige concentração, disciplina e respeito. O treino não se resume à técnica. A convivência com colegas e professores também faz parte do processo de aprendizagem.


A transformação da escola em unidade de tempo integral abre espaço para que esse tipo de atividade esteja incorporado à rotina dos estudantes. Com mais tempo de permanência no ambiente escolar, a proposta permite diversificar as experiências oferecidas aos alunos e criar novas oportunidades de aprendizagem.


Para Dudu Pontes, esse trabalho também depende do apoio da administração municipal. O secretário destaca o prefeito Bernard Tavares pelo incentivo às práticas esportivas dentro da rede municipal de ensino e pela compreensão do esporte como instrumento de formação.


"O prefeito Bernard Tavares abraçou o projeto e entende que o esporte pode transformar a vida dos nossos alunos. Quando a gestão acredita nessas iniciativas e cria condições para que elas aconteçam, quem ganha é o estudante. Estamos formando não apenas alunos, mas pessoas preparadas para conviver, respeitar e construir um futuro melhor", declarou.


Na Rodagem, o resultado aparece no cotidiano. Entre um treino e outro, os estudantes aprendem que o esporte também pode ensinar sobre limites, escolhas, respeito e persistência.


A entrega dos quimonos é uma parte dessa nova rotina. No tatame, nas aulas de capoeira ou nos momentos dedicados à dança, a escola passa a oferecer aos alunos diferentes caminhos para aprender e participar. Em uma unidade que agora funciona em tempo integral, cada atividade pode representar uma nova descoberta e contribuir para a formação dos estudantes.


Foto: Divulgação

Ivete Sangalo lança regravação de 'Arde Outra Vez' junto à PC Macabu, sucesso de Thalles Roberto

31 agosto 2026 |

 


PC Macabu e Ivete Sangalo se unem em uma nova versão de “Arde Outra Vez”, música que marcou a trajetória de Thalles Roberto e se tornou uma das canções mais conhecidas de seu repertório. A regravação chegou às plataformas digitais na última sexta-feira (28), em uma parceria que reúne diferentes trajetórias da música brasileira em torno de uma composição já conhecida pelo público.


Originalmente lançada por Thalles Roberto, “Arde Outra Vez” ganhou destaque por sua forte conexão com o público e pela dimensão que alcançou dentro da trajetória do cantor e compositor. A canção passou a integrar o repertório pelo qual o artista se tornou conhecido e, ao longo dos anos, consolidou-se como uma das faixas mais lembradas de sua carreira.


Agora, a música ganha uma nova leitura pelas vozes de PC Macabu e Ivete Sangalo, que assume papel de destaque na nova gravação. Reconhecida por transitar por diferentes gêneros e públicos ao longo de sua carreira, Ivete leva sua identidade vocal para uma composição originalmente associada ao universo de Thalles Roberto, criando um encontro entre repertórios e trajetórias distintas.


Mais do que simplesmente revisitar uma música conhecida, a nova gravação propõe uma aproximação entre diferentes públicos. A essência da composição é preservada, enquanto a interpretação de PC Macabu e Ivete apresenta “Arde Outra Vez” sob uma nova perspectiva, ampliando as possibilidades de circulação da faixa e conectando a música a ouvintes que talvez tenham contato com ela pela primeira vez a partir desta versão.


A escolha da canção também estabelece uma ponte com a história recente da música popular brasileira. Ao revisitar uma composição que já possui uma relação estabelecida com o público, PC Macabu e Ivete partem de um repertório reconhecível para construir uma interpretação própria, sem apagar as características que fizeram da música um sucesso.


O lançamento conta ainda com a participação da FM O Dia, que integra a estratégia de divulgação da nova versão e aproxima a faixa do universo do pagode e do público da rádio. A iniciativa amplia a circulação da música e reforça o diálogo da regravação com diferentes segmentos da música brasileira.


Com “Arde Outra Vez”, PC Macabu e Ivete Sangalo recuperam uma composição importante da trajetória de Thalles Roberto e apresentam a canção para um novo momento. A parceria coloca lado a lado a história de uma música já conhecida e a força de uma das maiores vozes da música brasileira, criando uma nova porta de entrada para a faixa e para sua história. 


Ouça a música: https://found.ee/ardeoutravez


Foto: Divulgação

 


Um chapéu, uma bota, um cavalo e muita vontade de viver um dia diferente. Triunfo, distrito de Santa Maria Madalena, já se prepara para receber a terceira edição do Passeio das Patroas, encontro que reúne mulheres apaixonadas pelo universo equestre em uma celebração marcada por música, amizade e valorização da força feminina.


Com o tema “Unidas pela força feminina e amor aos cavalos”, o III Passeio das Patroas está marcado para 26 de setembro, na Praça Central de Triunfo. A programação promete movimentar o distrito e transformar as ruas e estradas da região em cenário para uma cavalgada que ganhou identidade própria.


A proposta vai muito além de reunir amazonas e cavalos. O passeio se consolidou como um momento de encontro entre mulheres que compartilham a paixão pela vida no campo, pelos animais e pela cultura das cavalgadas. É também uma oportunidade de convivência, diversão e fortalecimento dos laços entre participantes de diferentes localidades.


E música não vai faltar. Entre as atrações confirmadas estão Maria Pinheiro e Alex Maya, que sobem ao palco no retorno do passeio para comandar a festa na Praça Central. Os shows serão abertos ao público.


Durante o percurso, a animação ficará por conta do Trio Elétrico Mega Vibe, com locução de Márcio Greyck e participação do DJ Blainer. A estrutura acompanhará as participantes ao longo do trajeto, levando música e entretenimento para diferentes momentos da cavalgada.


A organização também preparou uma novidade para esta edição. O fotógrafo Bruno Moreno estará presente para registrar os detalhes do evento, desde os momentos de preparação até os encontros, sorrisos e cenas ao longo do passeio.


As imagens prometem guardar um pouco da história de cada participante e transformar a terceira edição em uma coleção de lembranças que permanecerão depois que os cavalos deixarem as estradas de Triunfo.


Outro detalhe já revelado pela organização é a cor oficial da camisa deste ano: laranja. A escolha promete dar um visual marcante ao passeio e levar para as ruas uma identidade visual ligada à energia e à união das participantes.


A organização também orienta as participantes a respeitarem as regras de segurança e os avisos definidos para o passeio. A intenção é garantir que a cavalgada ocorra de forma organizada, tranquila e segura para amazonas, animais e público.


Além da programação artística, o evento movimenta a economia local e abre espaço para a participação de empresas interessadas em apoiar a iniciativa. Marcas podem buscar informações sobre as propostas de patrocínio por meio dos contatos disponibilizados pela organização.


O III Passeio das Patroas também chega com uma marca importante: a continuidade de uma iniciativa que encontrou no distrito de Triunfo um espaço para reunir tradição, lazer e protagonismo feminino.


Para quem participa, o passeio é uma experiência compartilhada. Para quem acompanha, é uma oportunidade de conhecer de perto uma manifestação que mistura a cultura das cavalgadas com música e confraternização.


Quando setembro chegar, a expectativa é de que o laranja tome conta de Triunfo, entre chapéus, botas, cavalos, música e muitos encontros. E, mais uma vez, as patroas prometem mostrar que lugar de mulher também é onde ela quiser estar, inclusive na sela, na estrada e no comando da própria festa.


Foto: Divulgação

 


Algumas homenagens não terminam quando a cerimônia acaba. Em Carapebus, a memória de Tuani Maia Nascimento passa a fazer parte de um espaço criado para acolher justamente mulheres que precisam de ajuda para romper o ciclo da violência. Assassinada no dia 1º de agosto, a jovem teve seu nome eternizado no Centro Especializado de Atendimento à Mulher, o CEAM, inaugurado como parte das ações de encerramento do Agosto Lilás.


A homenagem carrega dor, mas também um compromisso com a vida. A partir de agora, o espaço que leva o nome de Tuani será uma das principais portas de entrada para mulheres de Carapebus em busca de orientação, acolhimento, proteção e caminhos para sair de situações de violência.


O prefeito Bernard Tavares destacou que a homenagem representa um compromisso do município com a proteção das mulheres e com o fortalecimento da rede de atendimento.


"Tuani jamais será esquecida. Transformar sua memória em um espaço de acolhimento é uma forma de reafirmar que Carapebus não aceita a violência contra a mulher e que precisamos estar preparados para acolher, orientar e proteger quem precisar de ajuda. Que o nome de Tuani represente vida, esperança e a força de uma rede que precisa agir antes que seja tarde."


Tuani foi morta dentro da loja onde trabalhava, no dia 1º de agosto. Segundo a Polícia Civil, o ex-companheiro, Ezequiel, entrou no estabelecimento e a atacou com uma faca. A investigação aponta que a vítima sofreu mais de 20 golpes.


O caso ganhou ainda mais gravidade porque, segundo as informações da investigação, Tuani já possuía uma medida protetiva de urgência concedida pela Justiça contra o acusado. A existência da medida reforça a importância de ampliar os mecanismos de proteção e de garantir que mulheres em situação de risco tenham acesso rápido à rede de atendimento.


Para a procuradora-geral de Carapebus, Kênia Quintal, o novo espaço representa um avanço na construção de uma política permanente de proteção.


"Esse espaço nasce de uma dor que jamais deve ser esquecida, mas também de uma decisão de transformar essa memória em proteção e cuidado. O CEAM será um lugar de escuta, orientação e acolhimento para mulheres que precisam saber que não estão sozinhas."


É nesse cenário que o novo CEAM ganha significado. Mais do que uma estrutura pública, o espaço representa um ponto de apoio para quem muitas vezes enfrenta medo, insegurança, dependência emocional ou financeira e dificuldade para denunciar uma situação de violência.


A inauguração integrou o encerramento do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A programação reuniu autoridades, representantes do poder público e moradores em um momento de mobilização pela defesa da vida e dos direitos das mulheres.


O prefeito de Macaé, Welberth Rezende, também participou da mobilização e lamentou profundamente a morte de Tuani. O chefe do Executivo macaense destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa envolver ações permanentes de prevenção, atendimento e proteção.


"Recebemos com muita tristeza a notícia da morte da Tuani e nos solidarizamos com toda a família neste momento de dor. Macaé tem desenvolvido ações permanentes para amparar as mulheres, fortalecer a rede de proteção e oferecer atendimento para quem enfrenta situações de violência. Precisamos trabalhar cada vez mais para que nenhuma mulher tenha sua vida interrompida por uma violência que poderia ter sido evitada."


O novo CEAM representa, portanto, um ponto de apoio para mulheres que precisam falar, buscar orientação ou encontrar ajuda para enfrentar uma situação de violência.


A proposta é que nenhuma mulher precise enfrentar esse caminho sozinha. O atendimento especializado permite orientar sobre os direitos, os serviços disponíveis e as medidas que podem ser adotadas de acordo com cada situação.


A memória de Tuani, portanto, passa a ocupar um lugar diferente. Em vez de permanecer apenas associada à tragédia de uma jovem que perdeu a vida, seu nome agora identifica um serviço destinado a proteger outras mulheres.


A homenagem também deixa uma mensagem direta para a sociedade: feminicídio não pode ser tratado como um episódio isolado. Por trás de cada caso existe uma história, uma família e, muitas vezes, sinais anteriores de violência que precisam ser reconhecidos e enfrentados antes que seja tarde.


O CEAM Tuani Maia Nascimento nasce nesse contexto, entre a dor da perda e a esperança de impedir novas tragédias. Um espaço que carrega um nome, uma memória e uma responsabilidade: estar de portas abertas para mulheres que precisam de apoio e socorro.


Carapebus por Tuani. Juntos na luta contra a violência contra as mulheres. Feminicídio, não. Antes que seja tarde. 


Foto: Divulgação

Thaís Ruiz e a forma peculiar de transformar ambientes

28 agosto 2026 |

 


Ela nasceu para a Arquitetura. Desde muito pequena, já era possível perceber seu talento pelo jeito de organizar os ambientes, trabalhar as cores e ajustar o que, talvez, muita gente grande não percebia ao redor. Mas, ela dava conta de transformar o espaço em algo muito interessante e aconchegante. Só poderia ser mesmo a arquiteta Thaís Ruiz, de São Paulo. Uma profissional que vem deslanchando no mercado paulista e tem, com seu jeito peculiar, dado uma nova roupagem no setor, deixando sua marca que ficará para gerações futuras, sem dúvidas.


Veio de família simples, mas o bom gosto sempre esteve presente. Há poucos dias, Thaís concedeu uma entrevista no programa “Mulheres da TV Gazeta e deixou muita gente impressionada com a forma prática que ela mudava ambientes em verdadeiros espaços marcantes, através de fotos enviadas pelos telespectadores. A apresentadora Glória Vanique ficava perplexa com as dicas da profissional. Realmente, suas ideias e orientações motivam e aquece o mercado da Arquitetura.


Hoje, ela concedeu uma entrevista exclusiva pro CULTURA VIVA. Acompanhe!


CULTURA VIVA: Quando descobriu talento para a Arquitetura? 

THAÍS RUIZ: Desde criança eu me interessei pelo “belo”: onde eu estava queria deixar bonito! Como sou de origem muito simples, os termos “arquitetura e design de interiores” nunca foram comuns no meu círculo de convívio; eu queria deixar bonito, desde a mesa para a festa do Natal até meu quarto.



C.V.: Então, foi antes da profissionalização?

T.R.: Sim, isso nasceu comigo, eu só não sabia o nome da profissão. 



C.V.: Quais (ou quem) são suas principais fontes de inspiração para compor seus trabalhos?

T.R.: A vida cotidiana e a natureza, essas são minhas fontes de inspiração. Outras culturas também, pois não existe somente um modo de viver. Ter essa consciência me encanta e me inspira.



C.V.: Qual a parte da Arquitetura, no sentido de "mão na massa", mais a senhora gosta de trabalhar?

T.R.: Aquela arquitetura que impacta a vida de mais pessoas ao mesmo tempo, praças, ambientes corporativos, hospitalares. Quando a gente muda ambientes deste segmento todo um grupo de pessoas tem a vida melhorada. Adoro trabalhar as residências, mas isso impacta somente a vida de uma família. Quando eu projeto ambientes de uso coletivo, meu coração bate mais forte, pela abrangência.





C.V.:  Recentemente, a senhora participou do programa "Mulheres" da TV Gazeta, de São Paulo, onde mostrou diversas fotos que recebeu de clientes solicitando sua orientação para melhorar a ambientação em cômodos específicos da casa. Qual mudança achou mais prática ali e descreveria pra gente?

T.R.: A mudança mais prática é a que chamamos de produção de ambientes, aquela que não envolve necessariamente uma obra, que todas as atividades podem ser executadas pelos proprietários. De uma instalação de quadros e ganchos e até uma troca de luminária. Pode parecer pouco, mas o efeito é sempre muito gratificante.


 C.V.: Ao mudar o ambiente dentro de uma casa, a cor das paredes pode ser o norte para uma boa decoração?

T.R.: Com certeza, as cores podem mudar completamente a percepção do espaço, elas possuem o poder de fazer com que um ambiente pareça mais alto, mais largo, ou, até, o contrário, mais estreito, menor. Cores são um ótimo ponto de partida para uma renovação de ambientes.


C.V.: Que dica poderia dar para quem deseja uma sala de estar aconchegante?

T.R.: A dica mais importante, na minha opinião, é ajustar a cor da luz. Veja bem; não estou falando da cor da luminária e, sim, da luz que ela emite. Luz amarelada sempre vai contribuir para a percepção de conforto. Na sequência posso falar do enxoval, da cortina, do tapete e das almofadas que vestem a sala e o aconchego vem. Os têxteis são muito importantes.



C.V.: Quadros e luminárias são objetos importantes na decoração?

T.R.: Com certeza! Não existe uma composição boa sem estes elementos, Na minha opinião, eles são fundamentais.



C.V.: Além de planejar e decorar ambientes de residências, a senhora também atende clientes para organizar salas comerciais? Há muita diferença entre ambos os serviços?

T.R.: Sim, atendo desde empresas multinacionais até pequenos empreendedores. Os projetos corporativos e de varejo são um mercado bastante importante para o mercado da arquitetura. A grande diferença entre um projeto comercial e um residencial é o marketing, ou seja, o objetivo final, quando, em casa, a gente pensa na identidade da família, no ambiente comercial, a gente precisa pensar na identidade da empresa e o que ele deseja passar, tanto para seus colaboradores quanto para seus clientes.





C.V.: Em sua opinião, para atuar na Arquitetura há muita exigência no mercado atualmente, tanto no sentido da clientela, como na burocracia?

T.R.: Existe mercado para todos os tipos de profissionais, mas não serei ingênua em dizer que o público de alto padrão escolhe seus arquitetos somente pela competência. Existe um mercado de luxo muito forte na arquitetura, aquele que sempre ouvimos dizer que “arquitetura é coisa de rico”. Ocorre que é uma parcela bem pequena e um grupo bem fechado. A demanda maior é a de pessoas comuns que desejam e merecem viver bem e, para estas pessoas, o mercado oferece uma parcela muito generosa de profissionais. Sobre a burocracia, arquitetura é uma profissão regulamentada. É fundamental ter diploma, registro e estar em dia com o Conselho.



C.V.: Quais são as suas redes sociais?

T.R.: Instagram @thaisruizmais. É o perfil onde apresento os projetos e obras. Tenho outro´, o @arquitetathaisruiz, onde tenho um trabalho voltado para o público de arquitetos e designers e, neste, trato mais o dia a dia da nossa profissão e a busca pela valorização da classe. É a minha rede mais forte, porém, pouco interessante para o público consumidor final.



Fotos: divulgação