Fonte de alegria, desenvoltura e que prega a importância de vivermos de bem com a vida sempre. Poderíamos definir, assim, o apresentador Rodrigo Marques. Nascido em Belo Horizonte (MG) no dia 5 de maio de 1983, é o primeiro filho da dona Maria das Dores e do senhor Waldivino Marques. Embora tenha vivido sua infância na cidade de Ipatinga, conhecida como a Cidade do Aço, aos 13 anos, se mudou para o Rio de Janeiro. Como um menino sonhador, guardava em seu coração o desejo de, um dia, apresentar um programa de televisão. Segundo ele, a vontade surgiu quando tinha, apenas, 4 anos. Me lembro de assistir ao Programa do Chacrinha, na casa da minha avó, em uma antiga televisão de madeira, ainda em preto e branco. A partir daquele momento, nasceu em mim o desejo de estar diante das câmeras. Desde pequeno, brincava de ser apresentador, fazia meus próprios microfones com espuma de colchão, entrevistava toda a família e participava de eventos culturais na escola. Eu, realmente, gostava de apresentar, de me comunicar com as pessoas e de estar no palco. Enfim, foi na infância que descobri a paixão que levaria para toda a vida”, relatou.


Há alguns anos, Rodrigo apresenta o programa infantil “Show Marques”, na Rede NGT, com grande aceitação de público e crítica. No palco, o rapaz se transforma em um menino que comanda a festa junto a dezenas de crianças que brincam, cantam e dançam o tempo todo, além de assistirem a diversos desenhos animados com mensagens que a garotada sempre tira algum proveito quanto a assuntos ligados à vida cotidiana e à família.


Hoje, o apresentador concedeu entrevista ao CULTURA VIVA e relatou, um pouco, da sua trajetória de vida e profissão. Acompanhe!


  
C.V.: Como surgiu a ideia do programa "Show Marques? Recebeu influências?  

RODRIGO MARQUES: Na verdade, o Show Marques não nasceu do sonho de fazer um programa infantil. Meu sonho, desde os 4 anos de idade, sempre foi apresentar um programa de televisão. Naquela época, eu nem sabia que existiam apresentadores voltados para o público infantil. Na minha infância, minha família não tinha televisão em casa. Eu só assistia TV quando ia à casa da minha avó, geralmente nos fins de semana. Foi lá que tive uma das lembranças mais marcantes da minha vida: assistir ao Programa do Chacrinha em uma antiga televisão de madeira, ainda em preto e branco. Ver aquele palco, a plateia e toda aquela alegria despertou em mim o desejo de um dia estar na televisão. Alguns anos depois, em 1991, vivi outro momento que ficou guardado na memória. Minha mãe trabalhava como lavadeira e, ao passar pelo local onde ela estava, vi na televisão a abertura do Show Maravilha, voltando do intervalo comercial. Aquela cena me encantou, mas, sinceramente, ainda não imaginava que um dia trabalharia com entretenimento infantil. Aos 13 anos, comecei a fazer teatro. Participei da peça Cadê o Riso do Palhaço e, na estreia, um empresário do ramo de recreação infantil assistiu ao espetáculo. Ele disse que eu tinha uma presença de palco muito diferente e me convidou para trabalhar em sua equipe como animador de festas. Aceitei o convite e permaneci com ele durante cerca de um ano. Foi meu primeiro contato profissional com o entretenimento infantil. Pouco tempo depois, me mudei para o Rio de Janeiro, onde fui morar com minha tia, em Copacabana. Em 2000 procurei, espontaneamente, uma oportunidade na ONG Turma da Pholia, que funcionava na Rua Barata Ribeiro. Lá participei de cursos de recreação, teatro, oficinas de atuação e preparação para trabalhar com crianças. Também realizávamos visitas voluntárias a hospitais e participávamos de ações sociais, além de atuar em festas infantis. Essa experiência contribuiu muito para minha formação profissional e para a pessoa que sou hoje. Em 2001 surgiu outra oportunidade importante. Um vizinho me indicou para participar de uma seleção no Centro de Dança Rio. Durante esse processo fui convidado pelo coreógrafo Oswald Berry, que havia trabalhado com a Xuxa, para integrar um musical dirigido por ele. Permaneci cerca de seis meses no projeto, aprendendo sobre dança, expressão corporal, palco e produção artística. Depois dessas experiências, percebi que estava ajudando a realizar os sonhos de outras pessoas, mas ainda não estava construindo o meu. Decidi então criar meus próprios espetáculos. Passei a trabalhar com recreação infantil em festas de aniversário, escolas e eventos, mas sempre levando algo diferente. Enquanto muitos recreadores apenas conduziam brincadeiras, eu fazia um verdadeiro show: cantava, dançava, fazia trocas de figurinos, interpretava personagens e contava com assistentes de palco. Ao longo dos anos montei uma equipe e percorri inúmeras casas de festas, escolas e eventos por aproximadamente 17 anos. Mesmo assim, o sonho de apresentar um programa de televisão continuava vivo. Nunca foi, especificamente, o desejo de apresentar um programa infantil: eu queria apresentar televisão. O trabalho com crianças acabou acontecendo naturalmente devido à minha trajetória profissional. Em 2014 eu já estava bastante desanimado. Passei anos levando projetos para diversas emissoras e sempre recebia respostas negativas. Em outubro daquele ano fui contratado para animar uma festa em Nova Iguaçu. No evento estava presente toda a equipe da TV Rio, uma das maiores TVs online da época. Aproveitei a oportunidade para apresentar meu projeto. Depois de quase um ano de conversas e muita insistência, recebi uma ligação do diretor perguntando: "Quando estreia o Show Marques?". Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Como eu já tinha experiência em cenografia, construí, em menos de vinte dias, um cenário de aproximadamente 14 metros quadrados. Durante o desenvolvimento do programa surgiu a ideia de homenagear os clássicos programas infantis das décadas de 1980 e 1990, utilizando alguns elementos que marcaram aquela época, como a nave espacial. Essa escolha gerou muitas críticas, principalmente de fãs da Xuxa, que diziam que eu estava copiando. Recebi muitos ataques e ofensas nas redes sociais, mas nunca pensei em desistir. O Show Marques estreou ao vivo, diante de uma plateia com mais de 300 pessoas. A audiência surpreendeu e ultrapassou duas mil visualizações logo na estreia, chegando a sobrecarregar o site da TV Rio. Dois anos depois, apresentei o projeto à Rede NGT. O diretor de programação gostou da proposta e aprovou, imediatamente, sua exibição. 






O Show Marques estreou na Rede NGT no dia 3 de julho de 2017, sendo exibido de segunda a sexta-feira. Em 2018, após o excelente crescimento da audiência, o programa ganhou mais um dia na programação e passou a ser exibido de segunda a sábado, alcançando todo o Brasil por meio da TV aberta, parabólica, satélite e operadoras de TV por assinatura.



Além da Rede NGT, o programa também foi exibido pela TV Baixada, no Rio de Janeiro, e pela TV Vale Verde, em Mossoró (RN). Durante a pandemia as gravações precisaram ser interrompidas, mas, em 2024, retornamos à Rede NGT. Atualmente, o Show Marques vai ao ar todos os sábados, das 8h às 9h, em TV aberta. E, também, para quem mora em São José do Vale do Rio Preto e Areal, pode assistir ao progrma no canal 17 da GSat, estado do Rio de Janeiro, todos os Domingos, às 14h. Hoje, continuo produzindo, praticamente, tudo de forma independente. Eu mesmo desenvolvo os cenários, confecciono figurinos, produzo personagens, escrevo roteiros, componho músicas, faço as vinhetas, edito os programas e coordeno toda a produção. Também conto com o importante apoio do Instituto SOS Reviver, em Tinguá, Nova Iguaçu, onde realizamos as gravações com as crianças.



Nunca procurei copiar nenhum apresentador ou apresentadora. Minha proposta sempre foi construir uma identidade própria. O que realmente me inspira até hoje são as músicas infantis que marcaram gerações. Inclusive, adquiri os direitos de algumas regravações. A música de abertura do programa, por exemplo, é uma adaptação autorizada por Dido de Oliveira, autor da obra original, que permitiu transformar "Xou da Xuxa Começou" em "Show do Marques Começou", uma marca registrada do programa. Se existe uma grande lição nessa caminhada, é que o "não" faz parte do caminho. Aprendi que as oportunidades dificilmente chegam prontas. Muitas vezes, somos nós que precisamos criá-las. O Show Marques é resultado de muita persistência, trabalho, criatividade e da certeza de que vale a pena acreditar nos nossos sonhos, mesmo quando ninguém mais acredita.



C.V.: Quais foram os ídolos da sua infância? 

R.M.: Sem dúvida, o Chacrinha foi meu primeiro grande ídolo. Foi, assistindo ao programa dele, ainda muito pequeno, na casa da minha avó, que nasceu o sonho de um dia apresentar um programa de televisão talvez parecido com o dele. Na adolescência, passei a admirar muito a Mara Maravilha. Nessa época, eu já tinha televisão em casa e assistia ao Mara Maravilha Show sempre que podia. Foi nela que encontrei uma grande inspiração pela forma espontânea, alegre e carismática de apresentar. Muitas pessoas imaginam que, por eu apresentar um programa infantil, a Xuxa tenha sido minha maior referência, por eu ter usado um disco voador e cantar algumas de suas músicas. Na verdade, não. Tenho um enorme respeito e admiração por ela. Considero a Xuxa a maior artista infantil da história do Brasil, um exemplo de profissional e de ser humano, além de uma inspiração para várias gerações. Mas, quando o assunto é estilo de apresentação, minha maior inspiração sempre foi a Mara Maravilha. Foi sua maneira de se comunicar com o público que mais influenciou a construção da minha identidade como apresentador.




  
C.V.: Qual a mensagem central do programa?


R.M.: A principal mensagem do Show Marques é mostrar que ainda é possível reunir toda a família em frente à televisão para viver momentos de alegria, diversão e boas lembranças. O programa busca resgatar a magia dos grandes programas infantis, levando entretenimento de qualidade, músicas, brincadeiras e conteúdo que valorizam o respeito, a amizade, a inclusão, a solidariedade e o sonho de nunca desistir dos nossos objetivos. Também acredito que a infância deve ser vivida com imaginação, criatividade e afeto. Por isso, cada programa é pensado para divertir as crianças e, ao mesmo tempo, despertar nos adultos a nostalgia de uma época em que a televisão reunia pais e filhos em torno de um mesmo conteúdo.


  
C.V.: Recebeu muitas críticas no início da jornada? Como lidou com elas?


R.M.: Recebo críticas até hoje. No início foi bem mais difícil. Muitas pessoas me xingavam, faziam comentários ofensivos e, até, espalhavam informações falsas sobre o meu trabalho. Diziam que eu queria ser a Xuxa, a Mara Maravilha, a Angélica e o Sérgio Mallandro ao mesmo tempo (Risos). Naquela época, praticamente, não existia outro programa infantil com o formato que eu apresentava e isso causava muita estranheza. Alguns sites de fofocas chegaram a fazer chacota do meu trabalho, e confesso que houve momentos em que tudo isso me abalou bastante. Os fãs mais radicais da Xuxa, por exemplo, ainda hoje fazem críticas e, às vezes, deixam comentários ofensivos nas redes sociais. Mas, com o tempo, aprendi que quem se expõe ao público também está sujeito às opiniões das pessoas. Procurei transformar as críticas construtivas em aprendizado e deixar de lado aquelas que tinham apenas a intenção de ofender. Se eu tivesse desistido por causa delas, o Show Marques jamais teria chegado aonde chegou. Hoje entendo que o trabalho fala por si e o carinho das crianças e das famílias não tem preço que pague.





  
C.V.: Como são as gravações do programa? Muita correria nos bastidores? O estúdio fica aqui no Rio?

R.M.: Quando o Show Marques surgiu, por volta de 2015, eu gravava um programa por semana, geralmente aos sábados. Desde o início, eu não trabalhava sozinho: tinha uma equipe de cerca de 10 pessoas que corria junto comigo em todas as etapas da produção, desde a organização até os bastidores das gravações. Mesmo assim, já havia bastante trabalho envolvido. Tudo mudou quando o programa entrou na TV aberta e passou a ser diário. A partir desse momento, a rotina ficou muito mais intensa. O contrato exigia que os programas não fossem repetidos, e, como no início ainda não havia investimento consistente de patrocinadores, praticamente tudo era financiado do meu próprio bolso. Levou um tempo até o programa chamar atenção e começar a atrair apoiadores. Para viabilizar a produção era obrigado a gravar até cinco programas em um único dia. Começávamos por volta das 14h e íamos até às 22h , aproximadamente. Durante a semana, especialmente às sextas-feiras, eu com a equipe da época corríamos atrás de crianças para participar do programa, já que esse tipo de formato ainda não era tão conhecido. Muitas vezes fazia divulgação em escolas, conversava com pais na porta e explicava pessoalmente o projeto.



Além disso, havia toda a preparação: ensaios, criação de roteiros e figurinos. Eu procurava não repetir figurinos, o que exigia muita criatividade em pouco tempo. Chegava a passar horas pesquisando referências e planejando cada detalhe dos programas. Era uma rotina muito cansativa. Dormia pouco e a pressão era grande, mas eu não estava sozinho - minha equipe estava comigo em todas as etapas, ajudando a manter tudo funcionando. Em alguns momentos, essa intensidade também afetava a minha saúde e o meu bem-estar, tamanha era a correria. Além da gravação, também havia a parte técnica. O programa era gravado com três câmeras mini DV e, depois, todo o material precisava ser passado para o computador, com cortes de erros e montagem dos blocos. Era um processo longo e exigente, que envolvia noites de edições, pois a Rede NGT só recebia programas às quartas-feiras até as 14h.





As crianças também precisavam de muita energia e incentivo durante as gravações, o que exigia ainda mais dedicação para manter o clima animado mesmo em dias difíceis. Atualmente, a rotina mudou um pouco. Hoje gravo cerca de três a quatro programas por mês, concentrados em um único final de semana. As gravações acontecem em um galpão cedido pelo Instituto SOS Reviver, em Tinguá, Nova Iguaçu. Nós montamos e desmontamos todo o cenário em menos de 24 horas, incluindo luz, palco, câmeras e estrutura. De 2015 até 2021, as gravações eram feitas em um estúdio fixo em Nova Iguaçu, com apoio de patrocinadores, o que ajudava a cobrir os custos. Hoje, no entanto, a realidade é mais independente, com apoio cultural e parcerias que ajudam a manter o projeto ativo. Apesar das dificuldades, essa experiência me ensinou muito sobre produção, trabalho em equipe, resistência e amor pelo o que se faz. É um trabalho intenso, mas feito com muita dedicação e paixão.


  
C.V.: E a questão publicitária? Tem dificuldades para conseguir patrocinadores?

R.M.: Hoje, sim, existem muitas dificuldades. O cenário publicitário mudou bastante, principalmente com o crescimento da internet e a migração dos investimentos para outras plataformas. Além disso, por se tratar de um programa infantil, existem regras mais rígidas em relação à publicidade. Hoje não posso trabalhar com publicidade tradicional dentro do programa, pois a legislação não permite a venda de produtos para crianças em programas infantis. Por isso, o projeto precisa ser estruturado dentro do modelo de apoio cultural e editais. Dessa forma, em vez de patrocinadores comerciais diretos, buscamos parcerias institucionais, apoio cultural e incentivos previstos em lei para a manutenção do conteúdo. Isso exige um trabalho constante de articulação e busca de novas oportunidades para manter o programa no ar. Mesmo com essas dificuldades, seguimos firmes, adaptando o projeto à realidade atual e encontrando formas legais e responsáveis de viabilizar o Show Marques.




C.V.: Você é um profissional de Comunicação, é formado em Jornalismo e sabe lidar com o público. Acha que, na TV, falta gente assim para produzir trabalhos dedicados às crianças?

R.M.: Além de ser formado em Jornalismo, também sou formado em Marketing, justamente para entender melhor esse processo de captação de apoio e patrocínio para o programa. Mesmo assim, a realidade não é simples. Muitas vezes, eu mesmo vou às ruas buscar apoio e divulgar o projeto. Não é fácil. Produzir um programa desse tipo exige disciplina, investimento pessoal e, em muitos momentos, tirar dinheiro do próprio bolso para manter tudo funcionando. As pessoas, em geral, não fazem porque realmente é um trabalho difícil. Exige conhecimento em várias áreas ao mesmo tempo: produção, comunicação, cenografia, roteiro, edição e gestão. Eu busquei aprender tudo isso ao longo dos anos, estudando, fazendo cursos e adquirindo experiência na prática. O Show Marques sempre foi e continua sendo cem por cento construído por mim. Hoje sou o Marques apresentador, mas também sou o Rodrigo que muitos conhecem como produtor, criador, organizador e, muitas vezes, executo praticamente todas as etapas sozinho. Isso inclui desde a criação do conteúdo até a montagem de cenários e organização das gravações. Fico triste ao ver que muitas pessoas não têm oportunidade de desenvolver projetos assim, seja por falta de conhecimento, de estrutura ou de apoio. No Brasil, infelizmente, ainda há pouco investimento na cultura voltada para o público infantil, especialmente na televisão.






Acredito que falta, sim, mais espaço e menos foco apenas no retorno financeiro imediato por parte das emissoras e do mercado. Existem muitos talentos com boas ideias e criatividade, mas sem oportunidade para mostrar seu trabalho. Se houvesse mais incentivo e abertura, certamente surgiriam muitos outros projetos como o Show Marques. Ainda assim, sigo fazendo o que está ao meu alcance, dentro da minha realidade, com os recursos que tenho, sempre buscando evoluir. Esse não é um trabalho simples e nem para qualquer pessoa. Ele exige paixão, persistência e muita dedicação. Eu fui construindo meu caminho aos poucos, enfrentando dificuldades cação. Eu fui construindo meu caminho aos poucos, enfrentando dificuldades até hoje, mas sempre seguindo em frente com o meu projeto.



C.V.: E o Rodrigo Marques cantor surgiu naturalmente? Vem novidades ainda neste ano?

R.M.: Cantor? (Risos). Eu nem canto no banheiro de casa para você ter uma ideia. Eu canto mal pra caramba! A música surgiu muito mais por necessidade do próprio trabalho com o público infantil do que por uma carreira artística como cantor. Ao longo do tempo, acabei entrando nesse universo porque precisava de músicas para os espetáculos e para o programa. Já gravei cerca de nove trabalhos independentes e regravei grandes sucessos da música infantil, como Uni, Duni, Tê, do Trem da Alegria, Certo ou Errado, da Patrícia Marques e, também, versões minhas de clássicos, como Xou da Xuxa Começou, adaptado para o Show do Marques Começou. Uma das minhas primeiras músicas foi Girafa Gigi, gravada em 2002, mesmo eu cantando muito mal, na época (Risos). Eu nunca me vendi como cantor. A música infantil entrou no meu trabalho como como uma ferramenta de comunicação e entretenimento, assim como acontece com muitos profissionais do meio que não têm formação vocal, mas utilizam a música como parte do espetáculo.




Sim, este ano estou lançando meu décimo trabalho independente, chamado Marques 1, 2, 3. É um projeto totalmente voltado para músicas de brincadeiras e resgate da infância. Por exemplo, temos a música Batata Quente, feita por mim em parceria com um amigo, além de Menino de Madeira (Pinóquio), do Talison Rodrigues, o mesmo autor de Meu Amigo Peter Pan, que também teve ótima repercussão. Esse novo projeto, que será lançado em outubro, traz de volta brincadeiras e referências que marcaram as décadas de 80 e 90, como cubo mágico, emojis e outras referências lúdicas. É um trabalho bem divertido e com a identidade que sempre marcou o Show Marques: leve, nostálgico e voltado para a infância.

  
C.V.: Quais são as suas redes sociais?  

R.M.: Eu até tenho redes sociais, mas não sou muito ativo nesse universo. Reconheço que preciso melhorar esse lado e me dedicar mais à comunicação digital. No Instagram, o perfil é @showdomarques. Também estou presente no Facebook, basta buscar por Show Marques. Em relação ao YouTube, atualmente não mantenho um canal ativo. Tive um canal com mais de 500 vídeos, que acabou sendo removido pela plataforma, e isso me desmotivou bastante na época. Portanto, não dei continuidade a um novo canal oficial. Ainda assim, existem alguns canais de fãs que repostam conteúdos e, às vezes, utilizo esses materiais quando preciso apresentar o trabalho. O site oficial é https://marques.art.br/, que está passando por uma reformulação. Em agosto ele será lançado com uma nova identidade visual e mais conteúdo. Estamos também organizando todo o acervo do Show Marques, editando os programas desde o início da trajetória. A previsão é que, a partir de outubro, sejam lançados conteúdos em formato de streaming, reunindo vídeos antigos e novos do programa, mostrando toda a evolução do projeto desde o começo.


Fotos: Divulgação