No próximo dia 25 de agosto, às 18h30, a cantora Fafá de Belém estará participando do projeto "Fim de Tarde", da Funarj, no palco do Teatro João Caetano (Praça Tiradentes/ RJ) com o show "Piano e Voz" - um espetáculo permeado por hits de sua trajetória e músicas do álbum  de título homônimo. O show, que terá ingressos a preços populares, também serve para uma dupla e emblemática celebração: o cinquentenário de carreira e os 70 anos de vida celebrados no último dia 09/8. Fafá < /strong>será acompanhada pelo piano virtuoso de João Rebouças.


Fafá de Belém, que adora realizar espetáculos com formatações diferentes e paralelamente às turnês de lançamento dos seus álbuns, também privilegia apresentações acústicas e mais intimistas como este  "Piano e Voz". Admirada pelas mais diversas camadas sociais, classes culturais e faixas etárias indistintas, a cantora gosta de prestigiar o público com roteiros diversificados,  brindando plateias com repertórios diferenciados. Um espetáculo intimista, requintado, mas, ao mesmo tempo, popular e acessível.  Segundo Fafá "...esses shows, acústicos e intimistas, são sempre muito especiais porque nos aproximam ainda mais do público". 

Neste espetáculo, a intérprete é acompanhada pela sutileza de um piano que se adequa, e transita perfeitamente, entre os momentos delicados e às explosões viscerais do canto vigoroso de Fafá. No roteiro, alguns dos grandes sucessos como “Coração do Agreste”, “Nuvem de Lágrimas”,  "Foi Assim" e "Memórias", canções que  também fazem parte do álbum "Fafá de Belém - Piano e Voz".

Resumindo: será um show de hits e, também, um encontro entre artista e público com a finalidade de celebrar alguns dos momentos mais emocionantes da trajetória vitoriosa de uma cantora que extrapolou fronteiras e, mesmo depois de cinco décadas, continua a nos emocionar.  


Show "Fafá de Belém -  Piano e Voz - Sucessos"

Artistas - Fafá de Belém (voz) e João Rebouças (piano)

Local: Teatro João Caetano - Projeto Fim de Tarde (FUNARJ)

Data: 25/8/ 2026 // Horário: 18h30

Praça Tiradentes, s/n - Centro - RJ - Fone - 2332 9257

Horário: 18h30// Duração: 90 minutos

Ingressos a preços populares -  Inteira - R$5,00 // Meia - R$2,50

As vendas serão abertas a partir do dia 19/8 no link: https://funarj.eleventickets.com/#!/categoria/a2be06bf2547fac07cf207be3636f48c67442f23
Antes disso, caso queiram acessar informações sobre a programação, podem digitar o link: https://funarj.eleventickets.com/#!/home#%2Fapresentacao%2F78370f667ca3cd0fe1d6946d913c609e74f1d4d0

Ingressos online pelo portal oficial Funarj / Eleven Tickets ou, diretamente, na bilheteria do Teatro

Bilheteria: De terça a sexta - das 13h às 18h // sábados das 15h às 18h. Domingos e feriados só quando houver espetáculo.

Capacidade : 1139 lugares


Foto: Aryanne Almeida

 


O Réveillon A VILLA Búzios acaba de anunciar o line-up completo de sua quarta edição, consolidando a festa como um dos grandes eventos de virada de ano do país. Em uma programação que combina alguns dos principais nomes da música brasileira, o evento reúne Matuê, Ludmilla, Ferrugem, Dilsinho, Filipe Ret, Sorriso Maroto, WIU, Teto, Brandão, YAN e Vou Zuar em quatro dias de celebração.


A programação começa em 29 de dezembro, com Matuê, Brandão e YAN. No dia 30, o palco recebe Ludmilla e Ferrugem. Para a noite mais aguardada, 31 de dezembro, Dilsinho, Vou Zuar e Filipe Ret comandam a festa da virada. O encerramento acontece em 2 de janeiro, com Sorriso Maroto, WIU e Teto.


A escolha das atrações reforça uma das principais características de A VILLA: reunir diferentes gerações e estilos em uma mesma experiência. Do trap ao funk, passando pelo rap e pelo pagode, o festival aposta em artistas que estão entre os grandes destaques da música nacional e amplia a disputa pelo público que busca destinos de alta qualidade para celebrar o ano novo.


Realizado em Búzios, um dos destinos turísticos mais desejados do Brasil, A VILLA vai além da programação musical. O projeto foi pensado como um complexo de entretenimento, reunindo música, gastronomia, esportes, experiências e iniciativas de sustentabilidade em uma celebração inspirada pela atmosfera tropical da cidade.


Com quatro dias de programação e um line-up de peso, o evento vem se tornando uma das principais opções do país para a virada, competindo diretamente com os tradicionais Réveillons do Nordeste e fortalecendo Búzios como um dos grandes destinos nacionais para o período.


Os ingressos para a quarta edição de A VILLA Búzios já estão à venda, através do site: https://www.ingresse.com/reveillon-a-villa-buzios-2027/  


Réveillon A VILLA Búzios – 4ª edição

29/12: Matuê, Brandão e YAN


Entrada: 16h às 22h


30/12: Ludmilla e Ferrugem

Entrada: 16h às 22h


31/12 – Réveillon: Dilsinho, Vou Zuar e Filipe Ret

Entrada: 20h às 06h


02/01: Sorriso Maroto, WIU e Teto

Entrada: 16h às 22h

Ingressos: https://www.ingresse.com/reveillon-a-villa-buzios-2027/  

Classificação: 18 anos

Instagram: @avillareveillon

Realização: GH Music, Folk Agência, RN Entretenimento e Pulse


Foto: Internet

 


A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, leva ao público chinês, no dia 22 de agosto, uma nova apresentação de Floresta Villa-Lobos (no exterior, The Amazon Concert), em produção conjunta com a Orquestra do NCPA (National Centre for the Performing Arts), em Pequim. O concerto acontece às 14h30 (horário local), no Beijing Performing Arts Centre, sob a regência do maestro brasileiro Wagner Polistchuk, e integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa dos governos dos dois países para o fortalecimento dos laços diplomáticos, artísticos, educacionais e turísticos entre as nações. 


Dez músicos da Osesp viajam à capital chinesa para se apresentar lado a lado com os músicos da China NCPA Orchestra, em um encontro que celebra uma parceria duradoura entre as duas instituições. A relação entre a Osesp e o NCPA remonta a fevereiro de 2019, quando a orquestra brasileira realizou turnê pela China e por Hong Kong, com um concerto na capital chinesa que recebeu grande recepção de público e crítica. Desde 2023, a Fundação Osesp integra também a The World Association for Performing Arts, rede internacional sediada em Pequim que reúne instituições dedicadas às artes cênicas ao redor do mundo.  


Em Floresta Villa-Lobos, o programa contará ainda com a participação do Coro da Associação de Músicos de Pequim e das sopranos Wenqin Zhang e Yi Zhang. A curadoria visual é assinada por Marcello Dantas.  


"Ao longo dos últimos anos, temos construído uma relação sólida e generosa com o National Centre for the Performing Arts, e esse concerto em Pequim é a expressão mais recente dessa parceria — uma parceria que leva a música do Brasil, e com ela nossa fauna e flora, à capital de um dos polos mais importantes da música de concerto no cenário internacional. Estar presente lá no Ano Cultural Brasil-China, com um projeto tão representativo da nossa identidade musical, é motivo de grande orgulho para nós", diz Marcelo Lopes, Presidente e CEO da Fundação Osesp. 


Nos dias 3, 4 e 5 de setembro, será a vez da Osesp receber 10 representantes da Orquestra do NCPA na Sala São Paulo. O programa será regido pela maestra sino-americana Xian Zhang, colaboradora de longa data da Orquestra paulista. O programa brasileiro começa com O Tubo de Bambu Roxo, obra da tradição chinesa que evoca a sonoridade e a expressividade da música tradicional para instrumentos de bambu. Também serão executados o Concerto para violino nº 2 de Prokofiev — com Tai Murray como solista — e Quadros de uma exposição de Mussorgsky na orquestração de Ravel. Essa não é a primeira vez que uma comitiva chinesa se junta aos músicos da Osesp. Em abril de 2023, 11 instrumentistas da orquestra de Pequim estiveram na Sala São Paulo para três apresentações e visitas a diversos equipamentos culturais da capital paulista.


Sobre a Floresta Villa-Lobos 


Floresta Villa-Lobos é uma jornada musical e visual pela natureza brasileira, tecida como um grande rio de afluentes que tem na música de Heitor Villa-Lobos seu eixo principal. O programa parte da abertura Nhanderú, de Clarice Assad, inspirada em rituais indígenas da chuva e da fertilidade, passa pelos Choros nº 3 e nº 5, de Heitor Villa-Lobos, e pela Sinfonia dos Orixás, de José Antonio Almeida Prado — síntese única da tradição afro-brasileira —, atravessa a Floresta do Amazonas, também de Villa-Lobos, Águas da Amazônia, de Philip Glass — o único estrangeiro do grupo —, e Boto e Passarim, de Tom Jobim em arranjo de Tiago Costa, até desaguar nas Bachianas Brasileiras nº 4 e no arrebatador Choros nº 10, "Rasga o Coração".  


Além de celebrar a música de nosso país, o concerto é um retrato visual de diversos biomas brasileiros — e um convite, num momento de urgência climática, a ouvir a floresta como parte essencial da identidade brasileira.  


“A proposta visual para a Floresta Villa-Lobos nasce da música: da música inspirada pela floresta tropical e pelo nosso ecossistema. Em cada seção, as imagens nos mostram como espécies da fauna brasileira — nativas ou não — percebem o nosso espaço, no nosso tempo. Cada movimento musical nos convoca a imaginar, do ponto de vista de um animal, o ambiente que o cerca. São imagens que, na companhia da música, podem sugerir tantas outras formas de enxergar o Brasil e a sua biodiversidade. Todas as cenas foram captadas no mês de julho, essencialmente em locais da Amazônia, de Bonito e do Pantanal”, conta Marcello Dantas, curador visual do projeto. 


Floresta Villa-Lobos é uma criação original da Osesp, desenvolvida por Marin Alsop (Diretora Musical da Osesp entre 2012 e 2019) em colaboração com Hilo Carriel, Daniel Lima e Juliano Ancieto — seus ex-alunos brasileiros do Festival de Campos do Jordão e do Peabody Institute (Universidade Johns Hopkins, EUA), com contribuição de Arthur Nestrovski, ex-Diretor Artístico da Osesp (2010–2022). O projeto estreou em novembro de 2021 na Sala São Paulo, sem a instalação visual, que foi incorporada em setembro de 2022. Desde então, o projeto já foi apresentado pela Osesp nos Estados Unidos em outubro de 2022, incluindo passagem pelo Carnegie Hall, e no Festival de Música Clássica de Bogotá, em abril de 2025. Especialmente para o concerto em Pequim, a obra Onze, de Marco Antônio Guimarães, foi substituída por Cinco Elementos (Wu Xing), do compositor Carlos dos Santos, em um gesto de diálogo entre as culturas brasileira e chinesa.  


OSESP 


Desde seu primeiro concerto, em 1953, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se Diretor Musical e Regente Titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como a Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. Em 2026, a Osesp se torna a primeira orquestra brasileira a gravar pelo Selo Deutsche Grammophon. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005. 


CHINA NCPA ORCHESTRA  


A China NCPA Orchestra é a orquestra residente do Centro Nacional das Artes Cênicas (National Centre for the Perming Arts) de Pequim, sob a direção artística do maestro Lü Jia. Reconhecida como referência nacional de excelência, particularmente no teatro lírico, já se apresentou em mais de 70 produções de ópera no NCPA até o momento. Além de seu trabalho no repertório operístico, a orquestra apresenta uma temporada sinfônica completa a cada ano, cativando o público com sua energia e vitalidade artística únicas. Já colaborou com maestros e artistas de renome mundial, como Lorin Maazel, Zubin Mehta, Christoph Eschenbach, Valery Gergiev, Myung-Whun Chung, Lang Lang, Wang Jian e Kyung-Wha Chung. Aclamada como "uma orquestra brilhante e de primeiro nível", já realizou extensas turnês pelos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália e Emirados Árabes Unidos, entre outros países.


CORAL DA ASSOCIAÇAO DE MÚSICOS DE PEQUIM  


O Coral reúne jovens cantores oriundos de companhias artísticas de Pequim e formados em conservatórios de música. Reconhecido por seu timbre puro e grande expressividade, o grupo é especializado em obras corais clássicas chinesas e no repertório revolucionário. Ao longo de sua trajetória, colaborou com instituições como a CCTV, a Televisão de Pequim, o Poly Culture Group e o Ministério da Cultura e Turismo, participando de grandes produções sinfônico-corais em celebrações nacionais, entre elas a épica O Oriente é Vermelho, em comemoração ao centenário do Partido Comunista da China, e a suíte sinfônico-coral de ópera de Pequim O Grande Canal da Capital, estreada no NCPA. O coral mantém ainda parcerias com as principais orquestras do país, consolidando-se como referência da atividade coral profissional na capital chinesa. 


WAGNER POLISTCHUK REGENTE 


A atuação de Wagner Polistchuk como regente reflete sua sólida formação, decorrente de seu aperfeiçoamento com os maestros Andreas Spörri, Dante Anzolini, Ronald Zollmann, Roberto Tibiriçá e com os lendários Eleazar de Carvalho e Kurt Masur. Em 2024, assumiu a posição de Regente Titular da Orquestra Experimental de Repertório, corpo artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Foi regente adjunto da Orquestra Sinfônica de Santo André e regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina. Já esteve à frente da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, da Orquestra Filarmônica de Mendonza, na Argentina, da Orquestra Sinfônica Nacional do Peru e da Hermitage, na Suíça, dentre outras. Teve também a oportunidade de reger a Osesp em diversas ocasiões. Foi diretor artístico da tradicional Camerata Antiqua de Curitiba, entre 2009 e 2011, e regente principal da Orquestra Sinfônica da USP, de 2012 a 2014. Em 1998, obteve o 2º lugar no 5º Concurso Latino-Americano de Regência Orquestral da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Em 2002, foi premiado no Concurso Internacional de Regência Prix Credit Suisse, na Suíça, e no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes. Wagner também é trombone solista da Osesp desde 1981 e professor de trombone e regência na Academia de Música da Osesp. 


FLORESTA VILLA-LOBOS 

22 de agosto de 2026, às 14h30 

Beijing Centre for the Performing Arts 

Mais informações: https://www.chncpa.org/  


CHINA NCPA ORCHESTRA 

MÚSICOS DA OSESP  

CORO DA ASSOCIAÇÃO DE MÚSICOS DE PEQUIM  

WAGNER POLISTCHUK regente  

WENQIN ZHANG soprano  

YI ZHANG soprano  

MARCELLO DANTAS curador visual 


CLARICE ASSAD Nhanderú  

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 3 – Pica-Pau  

EDINO KRIEGER Canticum Naturale: Monólogo das Águas  

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 5 – Alma Brasileira  

JOSÉ ANTONIO ALMEIDA PRADO Sinfonia dos Orixás: Seleção  

HEITOR VILLA-LOBOS A Floresta do Amazonas: Cair da Tarde  

CARLOS DOS SANTOS Cinco elementos [Wu Xing]  

PHILIP GLASS Águas da Amazônia: Seleção  

TOM JOBIM Boto e Passarim [Arranjo de Tiago Costa]  

HEITOR VILLA-LOBOS Bachianas Brasileiras nº 4: Seleção  

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 10 – Rasga o Coração: Excerto 

 

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura. 


***Na Foto em destaque, a apresentação da Floresta Villa-Lobos no Carnegie Hall, em 2022, com a Osesp e o Coro da Osesp sob regência de Marin Alsop. 

Foto: Chris Lee/Acervo Fundação Osesp

 


Dedicada, compromissada e, há anos, leva seu trabalho na Educação como um emblema em seu peito. Estes são, apenas, alguns quesitos da professora Danielle Corrêa.  Atualmente, como Secretária Municipal de Educação de São Pedro da Aldeia, avança, com garra e intrepidez, os projetos e as atividades no município, que integra o grupo de cidades da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Prova disso foi a nota 6,0 do município conquistada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 2025 – fruto de um trabalho motivador da Danielle e sua equipe que coordena as atividades pedagógica, dando suporte direto aos docentes.


Ela conversou com o CULTURA VIVA e falou sobre o aprendizado dos alunos, o papel da escola em parceria com o papel da família e expôs a realidade de um trabalho intenso desenvolvido no município, mas que se orgulha dos frutos que vem colhendo e dos que ainda colherá das sementes que plantam todos os dias, coletivamente. Acompanhe!


C.ULTURA VIVA: No momento, a senhora está atuando na área educacional no município de São Pedro da Aldeia. Como tem sido este desafio?

DANIELLE CORRÊA: Estar à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Pedro da Aldeia é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade e uma realização profissional. Eu sou professora concursada da rede municipal e conheço a nossa realidade educacional de perto. Antes de assumir a Secretaria, atuei na própria SEMED, na coordenação de Políticas Pedagógicas, na coordenação de programas federais e, também, na área de avaliação, acompanhando o SAEB. Hoje, temos uma rede com 43 unidades escolares e, aproximadamente, 14,4 mil estudantes. Isso significa lidar diariamente com realidades muito diferentes, desde as questões pedagógicas até infraestrutura, pessoal, transporte, alimentação, inclusão e gestão escolar. O maior desafio é justamente fazer com que todas essas áreas caminhem juntas e tenham como centro o nosso estudante. E acredito que temos avançado porque estamos trabalhando muito próximos das escolas e dos profissionais. Desde que assumi, sempre procurei reforçar que a SEMED não pode estar distante da escola. Precisamos estar presentes, ouvir, identificar os problemas e construir soluções coletivamente.


C.V.: Qual sua análise sobre o andamento dos trabalhos da Educação em São Pedro da Aldeia?

D.C.: Eu faço uma avaliação muito positiva, mas sempre com os pés no chão. Temos avanços importantes, tanto na parte pedagógica quanto na estrutura e na organização da rede, mas sabemos que ainda temos muitos desafios pela frente. O que considero muito importante é que estamos construindo uma política educacional que não olha apenas para um resultado isolado. Estamos trabalhando formação dos profissionais, acompanhamento da aprendizagem, recomposição das aprendizagens, inclusão, avaliação, programas educacionais, melhoria dos espaços escolares e fortalecimento da gestão. Também estamos avançando no planejamento de longo prazo. Em 2026, por exemplo, iniciamos o processo de construção do novo Plano Municipal de Educação, que vai orientar as políticas educacionais do município para o período de 2027 a 2037, com participação de diferentes segmentos da sociedade. Então, vejo a Educação de São Pedro da Aldeia em um processo de crescimento, com uma equipe comprometida e com muita coisa sendo construída. O resultado aparece, mas ele é consequência de um trabalho contínuo e em conjunto com toda a comunidade escolar. 

A criação da Comissão Gestora do PME 2027-2037 foi formalizada pela Portaria SEMED nº 017/2026, assinada por mim.


C.V.: E o rendimento dos alunos está de acordo com o planejado?

D.C.:  Os resultados mostram que estamos no caminho certo. O IDEB é uma das evidências mais importantes desse avanço, mas não é o único indicador que acompanhamos. Nosso objetivo não é simplesmente melhorar uma nota. Queremos que o estudante realmente aprenda, desenvolva suas habilidades e tenha condições de avançar em sua trajetória escolar. Por isso, trabalhamos com acompanhamento pedagógico, avaliação, identificação das dificuldades e intervenções ao longo do processo. A aprendizagem precisa ser acompanhada durante todo o ano, e não apenas quando chega o momento de uma avaliação externa. Os resultados que estamos alcançando nos mostram que as estratégias adotadas estão produzindo efeitos, mas também nos apontam onde precisamos avançar ainda mais.


C.V.: Recentemente, seu trabalho teve um reconhecimento público através das excelentes notas que tirou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Como foi ter mais esta conquista?

D.C.: Foi um momento de muita alegria, mas principalmente de reconhecimento pelo trabalho de toda a rede. São Pedro avançou, e muito! O município alcançou IDEB 6,0, saindo de 5,3 em 2023. Quando olhamos para esse crescimento, precisamos entender que por trás de uma nota existem milhares de estudantes, professores, diretores, equipes pedagógicas e profissionais de apoio trabalhando diariamente. O resultado do SAEB/IDEB 2025 mostra que, mesmo diante de grandes desafios e de uma realidade financeira bastante diferente de outros municípios da região, nossa Educação está avançando. 

Também tivemos resultados muito expressivos em nossas unidades escolares. A Escola Municipal Flonete Alexandrino da Silva alcançou 7,0, nos Anos Iniciais, e a Escola Municipal Lucinda Franciscone de Medeiros alcançou 5,7, nos Anos Finais. Esses resultados nos deixam muito felizes porque demonstram que o trabalho realizado dentro das escolas está fazendo diferença. E existe um detalhe que torna essa conquista ainda mais significativa: São Pedro da Aldeia está entre os municípios da região com os menores repasses de royalties, muito abaixo de cidades vizinhas. Isso não diminui a importância dos recursos — pelo contrário. Recurso faz diferença e é fundamental para garantir melhores condições de ensino. Mas os números mostram que, mesmo com limitações, existe algo que dinheiro sozinho não compra: compromisso, trabalho, união e dedicação de quem faz a Educação acontecer todos os dias. Eu recebo esse resultado com muita gratidão, mas não como ponto de chegada. Para mim, uma boa avaliação aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. Agora precisamos olhar para esses resultados, entender o que deu certo e fazer com que as boas práticas possam alcançar cada vez mais estudantes da nossa rede. 




C.V.: Conseguir uma nota boa no IDEB não é fácil. Criou alguma estratégia específica?

D.C.: Não existe uma única estratégia capaz de explicar um resultado como esse. O que existe é trabalho, acompanhamento e planejamento. Uma das nossas preocupações foi aproximar ainda mais a Secretaria das unidades escolares. Precisamos conhecer a realidade de cada escola, identificar as dificuldades e apoiar as equipes na construção das soluções. Também trabalhamos com acompanhamento dos resultados das avaliações, identificação das habilidades que precisavam ser fortalecidas, disponibilização de materiais de apoio e ações pedagógicas direcionadas. Outro ponto fundamental foi a recomposição das aprendizagens. Precisávamos entender que muitos estudantes ainda apresentavam lacunas e que não seria possível simplesmente seguir o currículo sem olhar para essas necessidades.


C.V.: E o preparo dos docentes foi difícil?

D.C.: Foi um processo de muito diálogo e construção coletiva. Não acredito em uma estratégia que seja simplesmente imposta de cima para baixo. Tivemos conversas com os professores para identificar problemas, ouvir as dificuldades e pensar nos ajustes necessários. Também estivemos nas unidades escolares, acompanhando de perto o trabalho, promovendo diálogos e, em alguns momentos, realizando aulas de demonstração para apresentar possibilidades de abordagem dos conteúdos. Outro ponto importante foi a disponibilização de materiais de apoio para auxiliar o professor no planejamento e na prática pedagógica. O professor precisa se sentir apoiado. Ele está na ponta, dentro da sala de aula, e conhece o estudante como ninguém. Então, nosso papel enquanto Secretaria é oferecer formação, ferramentas, acompanhamento e condições para que esse profissional consiga desenvolver seu trabalho da melhor maneira possível.  

A valorização dos profissionais aparece também nas ações públicas da Secretaria, que tem promovido formações, colóquios e iniciativas de reconhecimento dos servidores da rede, conforme divulgado em nosso site oficial da prefeitura: https://pmspa.rj.gov.br/




C.V.: Em sua opinião, os pais dos alunos têm atuado em parceria com a escola ou jogam toda a responsabilidade sobre a instituição?

D.C.: Eu acredito que a maioria das famílias quer o melhor para seus filhos e reconhece a importância da escola. O que precisamos fortalecer cada vez mais é a parceria entre família e escola. A escola tem uma responsabilidade enorme, mas ela não consegue fazer tudo sozinha. Quando família e escola caminham na mesma direção, o estudante percebe que existe uma rede de adultos preocupados com seu desenvolvimento. Também precisamos compreender que cada família tem uma realidade diferente. Por isso, o diálogo é fundamental. Em vez de procurar culpados, precisamos procurar caminhos. Quando a família acompanha a frequência, observa as atividades, conversa com a criança ou adolescente sobre a escola, participa das reuniões e mantém diálogo com os profissionais, ela está contribuindo diretamente para a aprendizagem. Porque quando existe propósito, trabalho e união, os resultados aparecem.


C.V.: Trocando em miúdos, qual seria a parte da escola e a parte dos responsáveis na melhor construção possível do aprendizado do aluno?

D.C.: Eu diria que a escola tem a responsabilidade de garantir o ensino com qualidade: professores preparados, planejamento, acompanhamento da aprendizagem, acolhimento, avaliação, intervenções pedagógicas e um ambiente adequado para que o estudante aprenda. Já a família tem um papel fundamental naquilo que acontece fora dos muros da escola: acompanhar a vida escolar, estabelecer uma rotina, incentivar a leitura e os estudos, acompanhar a frequência, conversar com os filhos e manter uma relação próxima com a escola. Mas não vejo isso como uma divisão rígida de responsabilidades. É uma parceria. A escola ensina, orienta e acompanha. A família educa, incentiva, acompanha e fortalece aquilo que é trabalhado. Quando essas duas partes se unem, quem ganha é o estudante. 


C.V.: Em 2027 as férias escolares do meio do ano serão de 31 dias. Quais são os prós e os contras disso?

D.C.: Uma mudança no calendário escolar sempre precisa ser analisada considerando os estudantes, os profissionais da Educação, as famílias e a própria organização da rede. Um período maior de férias no meio do ano pode trazer benefícios, principalmente por proporcionar aos estudantes e profissionais um tempo maior de descanso e recuperação. Para o professor, que tem uma rotina bastante intensa, esse intervalo também pode contribuir para retornar ao segundo semestre com mais disposição. Por outro lado, precisamos ter cuidado com a interrupção do processo de aprendizagem, principalmente entre os estudantes que apresentam maiores dificuldades. Quanto maior o período sem contato com as atividades escolares, maior pode ser a necessidade de retomada dos conteúdos e das habilidades no retorno. Por isso, o planejamento do calendário precisa considerar não apenas a quantidade de dias de férias, mas a organização de todo o ano letivo. Precisamos garantir os dias letivos, preservar o direito ao descanso dos profissionais e, ao mesmo tempo, assegurar que os estudantes tenham continuidade no processo de aprendizagem. O mais importante é que qualquer mudança seja planejada e acompanhada pedagogicamente, para que o calendário esteja a serviço da aprendizagem.




C.V.: Quais são as suas redes sociais?

D.C.: Instagram/Facebook: @danielle.correa.7


Foto1: Arquivo Pessoal de Danielle Corrêa

Foto2: Divulgação

Foto3: Arquivo Pessoal de Danielle Corrêa

Foto4: Arquivo Pessoal de Danielle Corrêa