Ela nasceu para a Arquitetura. Desde muito pequena, já era possível perceber seu talento pelo jeito de organizar os ambientes, trabalhar as cores e ajustar o que, talvez, muita gente grande não percebia ao redor. Mas, ela dava conta de transformar o espaço em algo muito interessante e aconchegante. Só poderia ser mesmo a arquiteta Thaís Ruiz, de São Paulo. Uma profissional que vem deslanchando no mercado paulista e tem, com seu jeito peculiar, dado uma nova roupagem no setor, deixando sua marca que ficará para gerações futuras, sem dúvidas.
Veio de família simples, mas o bom gosto sempre esteve presente. Há poucos dias, Thaís concedeu uma entrevista no programa “Mulheres” da TV Gazeta e deixou muita gente impressionada com a forma prática que ela mudava ambientes em verdadeiros espaços marcantes, através de fotos enviadas pelos telespectadores. A apresentadora Glória Vanique ficava perplexa com as dicas da profissional. Realmente, suas ideias e orientações motivam e aquece o mercado da Arquitetura.
Hoje, ela concedeu uma entrevista exclusiva pro CULTURA VIVA. Acompanhe!
CULTURA VIVA: Quando descobriu talento para a Arquitetura?
THAÍS RUIZ: Desde criança eu me interessei pelo “belo”: onde eu estava queria deixar bonito! Como sou de origem muito simples, os termos “arquitetura” e ‘design de interiores” nunca foram comuns no meu círculo de convívio; eu queria deixar bonito, desde a mesa para a festa do Natal até meu quarto.
C.V.: Então, foi antes da profissionalização?
T.R.: Sim, isso nasceu comigo, eu só não sabia o nome da profissão.
C.V.: Quais (ou quem) são suas principais fontes de inspiração para compor seus trabalhos?
T.R.: A vida cotidiana e a natureza, essas são minhas fontes de inspiração. Outras culturas também, pois não existe somente um modo de viver. Ter essa consciência me encanta e me inspira.
C.V.: Qual a parte da Arquitetura, no sentido de "mão na massa", mais a senhora gosta de trabalhar?
T.R.: Aquela arquitetura que impacta a vida de mais pessoas ao mesmo tempo, praças, ambientes corporativos, hospitalares. Quando a gente muda ambientes deste segmento todo um grupo de pessoas tem a vida melhorada. Adoro trabalhar as residências, mas isso impacta somente a vida de uma família. Quando eu projeto ambientes de uso coletivo, meu coração bate mais forte, pela abrangência.
C.V.: Recentemente, a senhora participou do programa "Mulheres" da TV Gazeta, de São Paulo, onde mostrou diversas fotos que recebeu de clientes solicitando sua orientação para melhorar a ambientação em cômodos específicos da casa. Qual mudança achou mais prática ali e descreveria pra gente?
T.R.: A mudança mais prática é a que chamamos de produção de ambientes, aquela que não envolve necessariamente uma obra, que todas as atividades podem ser executadas pelos proprietários. De uma instalação de quadros e ganchos e até uma troca de luminária. Pode parecer pouco, mas o efeito é sempre muito gratificante.
C.V.: Ao mudar o ambiente dentro de uma casa, a cor das paredes pode ser o norte para uma boa decoração?
T.R.: Com certeza, as cores podem mudar completamente a percepção do espaço, elas possuem o poder de fazer com que um ambiente pareça mais alto, mais largo, ou, até, o contrário, mais estreito, menor. Cores são um ótimo ponto de partida para uma renovação de ambientes.
C.V.: Que dica poderia dar para quem deseja uma sala de estar aconchegante?
T.R.: A dica mais importante, na minha opinião, é ajustar a cor da luz. Veja bem; não estou falando da cor da luminária e, sim, da luz que ela emite. Luz amarelada sempre vai contribuir para a percepção de conforto. Na sequência posso falar do enxoval, da cortina, do tapete e das almofadas que vestem a sala e o aconchego vem. Os têxteis são muito importantes.
C.V.: Quadros e luminárias são objetos importantes na decoração?
T.R.: Com certeza! Não existe uma composição boa sem estes elementos, Na minha opinião, eles são fundamentais.
C.V.: Além de planejar e decorar ambientes de residências, a senhora também atende clientes para organizar salas comerciais? Há muita diferença entre ambos os serviços?
T.R.: Sim, atendo desde empresas multinacionais até pequenos empreendedores. Os projetos corporativos e de varejo são um mercado bastante importante para o mercado da arquitetura. A grande diferença entre um projeto comercial e um residencial é o marketing, ou seja, o objetivo final, quando, em casa, a gente pensa na identidade da família, no ambiente comercial, a gente precisa pensar na identidade da empresa e o que ele deseja passar, tanto para seus colaboradores quanto para seus clientes.
C.V.: Em sua opinião, para atuar na Arquitetura há muita exigência no mercado atualmente, tanto no sentido da clientela, como na burocracia?
T.R.: Existe mercado para todos os tipos de profissionais, mas não serei ingênua em dizer que o público de alto padrão escolhe seus arquitetos somente pela competência. Existe um mercado de luxo muito forte na arquitetura, aquele que sempre ouvimos dizer que “arquitetura é coisa de rico”. Ocorre que é uma parcela bem pequena e um grupo bem fechado. A demanda maior é a de pessoas comuns que desejam e merecem viver bem e, para estas pessoas, o mercado oferece uma parcela muito generosa de profissionais. Sobre a burocracia, arquitetura é uma profissão regulamentada. É fundamental ter diploma, registro e estar em dia com o Conselho.
C.V.: Quais são as suas redes sociais?
T.R.: Instagram @thaisruizmais. É o perfil onde apresento os projetos e obras. Tenho outro´, o @arquitetathaisruiz, onde tenho um trabalho voltado para o público de arquitetos e designers e, neste, trato mais o dia a dia da nossa profissão e a busca pela valorização da classe. É a minha rede mais forte, porém, pouco interessante para o público consumidor final.
Fotos: divulgação


