Rafael Antonio Puchivailo e o Trapézio como meio de vida

15 julho 2019 |



Uma perspectiva de vida pelo ângulo do trapézio. O que leva uma pessoa a se interessar por esse esporte alternativo e passar a viver dele? O jovem Rafael Antonio Puchivailo da empresa Trapézio Voador, em São Paulo, tem a resposta. Segundo ele, em meados de 2007, em um projeto conjunto da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com uma escola local em Curitiba, surgiu a oportunidade. “Eu já treinava circo e ginástica olímpica no ginásio e, então, me foi apresentado a grande estrutura do trapézio de voos”, contou. 

Sem histórico de profissionais na área dentro do seio familiar, pelo contrário, oriundo de uma família convencional, seu pai trabalha na área de seguros automotivos e seus irmãos em Administração. “Eu sempre me interessei por esportes e artes. Tive a sorte de poder contar com o apoio deles no desenvolvimento da minha carreira. O que me encantou sempre no trapézio, foi a facilidade com que os artistas desenvolviam os exercícios com tanta leveza, e ao vivenciar isso, descobri uma comunidade muito unida em apoiar o desenvolvimento do outro, e não competir entre eles. No trapézio você fica sempre disponível ao colega e essa energia é sem igual”, distingue a prática de outras profissões.

E, assim, anos a fio com dedicação e se destacando cada vez mais, Rafael se tornou um Instrutor de Trapézio plenamente realizado e, hoje, conversa um pouco com o CULTURA VIVA sobre essa vivência. Acompanhe!

CULTURA VIVA: Em sucintas palavras, qual a história do trapézio no Brasil?

RAFAEL ANTONIO PUCHIVAILO: O trapézio de voos sempre esteve presente nas tendas tradicionais de famílias circenses, nossos amados circos de picadeiro. Foi presente, também, em escolas especializadas formadoras de artistas profissionais como a Unicirco e a Escola Nacional no Rio de Janeiro,  formando muitos artistas de altíssimo nível que, até hoje, atuam em diversas das maiores companhias do mundo. Por volta dos anos 2000, a atividade instruída foi importada para resorts como uma opção de recreação e vem ganhando cada vez mais adeptos. Nos últimos dez anos temos visto a abertura de cada vez mais estruturas e escolas especializadas.

C.V.: Como uma atividade física que exige coragem e entrega, quais os benefícios para quem pratica a modalidade?

R.A.P.: O praticante de trapézio voador vai vivenciar uma emoção nova a cada dia de treino, cada nova posição executada é como voltar a emoção do primeiro salto e, como a maioria das atividades circenses, a execução dos movimentos substituem uma boa parte de opções de atividades físicas.

C.V.: Existem restrições que impedem alguém da prática?

R.A.P.: Um trapézio bem equipado e com uma equipe operacional experiente se torna uma atividade muito inclusiva, onde crianças de 4 anos até vovôs de 70 ou mais podem vivenciar uma aula bacana sem riscos. O que um interessado em praticar precisa estar atento é que a atividade é executada em altura, geralmente a plataforma onde os saltos acontecem está a 7m do chão. Pessoas sensíveis a essa situação devem ser acompanhadas de perto; pessoas que têm alguma lesão ou limitação no movimento dos ombros, sendo uma parte do corpo muito exigida durante a prática, também deve consultar um médico antes de começar a prática. 

C.V.: Conte uma curiosidade do trapézio que muita gente não sabe.

R.A.P.: O trapézio voador é muito mais próximo de atividades de meditação do que das de adrenalina. Apesar da altura, o praticante, durante a execução, tem que estar focado e aberto aos comandos e orientações do seu instrutor ou, até mesmo, de um colega de equipe. Deve acompanhar o trapézio no movimento de balanço e não lutar contra. No trapézio precisão é tudo. 

C.V.: A partir de que idade uma pessoa já pode praticar o esporte?

R.A.P.: Com o acompanhamento correto temos espaços fornecendo atendimento de crianças com 4 anos para vivências e, a partir de 9 anos, para treinamentos.

C.V.: Em que quesito o trapézio passa à frente se comparado com outras atividades físicas?

R.A.P.: A atividade do trapézio se diferencia devido ao foco não ser uma atividade física. Sendo uma arte oriunda do circo, a dinâmica acontece de forma divertida e leve. Como o objetivo é executar a figura proposta ao invés de atingir certa quantidade ou competir com outro praticante, o resultado físico se torna um bônus por estar se desenvolvendo tecnicamente.


C.V.: Embora tenha tantos benefícios, o custo é alto para quem deseja praticar o trapézio. O que mais encarece a prestação do serviço?

R.A.P.: O valor agregado na prestação da aula de trapézio vem da sensibilidade que a atividade requer. Uma escola comprometida com o bem estar e segurança dos seus alunos vai estar sempre investindo em manutenção preventiva de seus equipamentos e trazendo instrutores formados na área e com experiência na operação dos equipamentos de segurança. Temos sempre que lembrar que, em um trapézio, estamos executando movimentos entre sete a dez metros de altura. Por isso, em todas as aulas temos, no mínimo, três instrutores atuando ao mesmo tempo para garantir que tudo saia com segurança.

C.V.: E para quem deseja trabalhar na área há campo profissional? Tem muitas exigências?

R.A.P.: Para aqueles que desejam se aperfeiçoar e profissionalizar, não só em nível Brasil como mundialmente existe uma procura muito grande por instrutores. O Brasil hoje é um grande exportador de mão de obra de qualidade, tanto artistas profissionais como instrutores que atuam em hotéis, acampamentos intensivos e escolas ao redor do mundo. Um instrutor de trapézio deve ser uma pessoa responsável, comprometida com os procedimentos de segurança, e proativa na inovação de acompanhamentos durante as aulas.

C.V.: Em São Paulo, você e grande equipe atuam num espaço chamado Trapézio Voador. Existem muitos outros espaços na cidade? 

R.A.P.: A Trapézio Voador é um projeto sem precedentes no Brasil. Os idealizadores do projeto o desenvolveram com muito carinho e pensando nos mínimos detalhes. A escola foi, literalmente, construída do zero com foco em acolher a estrutura que hoje utilizamos. Apesar de termos uma quantidade significante de escolas de circo em São Paulo, a Trapézio Voador é a única que oferece a opção de aula com trapézio de voos, sendo o carro-forte da escola que leva a atividade até no nome.

C.V.: Em sua opinião, qualquer município pode aderir a esta prestação de serviço, facilmente? Há grande público para o setor?

R.A.P.: O circo sempre teve seu magnetismo natural: onde estiver localizado sempre irá ter interesse de profissionais e curiosos. Eu acho que estamos vivendo um crescimento muito grande no reconhecimento das artes como prática regular e isso só tende a aumentar nos próximos anos. Com as pessoas migrando de atividades mais rotineiras para propostas que ofereçam mais do que apenas atividade física. 

C.V.: Que recado você deixa para quem deseja praticar o trapézio, mas tem medo?

R.A.P.: De o primeiro passo, tente procurar uma escola próxima e assista uma aula. Ganhe a motivação pouco a pouco, entenda que você não precisa fazer um salto mortal logo na primeira aula. Uma equipe vai comemorar, com você, o primeiro balanço, o primeiro salto, um degrau por vez. Permita essa evolução gradativa em você, e vai acabar experimentando uma sensação que nunca teve antes.

Fotos: Arquivo pessoal de Rafael Antonio Puchivailo


Espetáculo 'Álbum de Família – Pureza ou Pecado?' em cartaz no Teatro Paiol Cultural

09 julho 2019 |


O consagrado autor maldito ganha forma atemporal nessa incestuosa montagem.


Com reflexões profundas e o desmascaramento brutal da instituição família, a peça se passa em dois ambientes.

A semelhança absolutamente radical e aparentemente improvável dos dois cenários, ilustra o espaço profano, mesclando os ambientes em um único e atemporal lugar. Juntos em uma única e indelicada dramaturgia, trazemos ao palco um universo incestuoso entre os personagens que se movem num tempo verdadeiramente mítico, não marcado, inconsciente.

Um espetáculo aprofundado nas emoções dos personagens e com uma leitura desagradável, afinal o próprio autor afirma: “Numa palavra, estou fazendo um teatro desagradável, peças desagradáveis. E por que peças desagradáveis? Segundo já se disse, porque são obras pestilentas, fétidas, capazes, por si sós, de produzir o tifo e a malária na plateia”

Nelson Rodrigues, retratado pela neurociência das emoções através do Alba Emoting. Uma montagem surpreendente e inédita, marcada pela respiração como mola propulsora das emoções.

Classificação etária: 12 anos

Elenco [Nome Artístico]: – Andre Luís – Camila Mendonça - Carla Verna  - Cristiane Marques – Diego Jardim - Felipe Estevão -  Guilherme Pedroso - Hebert Freitas – Kazue Akisue - Marta Regia – Reynaldo Sapucaia -  Tawany Rein

Ficha Técnica:

Direção Geral: Edu Rodrigues
Produção Geral: Cristiane Marques
Figurinos e Cenário – O Grupo
Criação de Luz: Edu Rodrigues
Operador de Som e Luz: Ygor Sapucaia
Fotos: Gilberto Rosa
Realização: ER Arte Produções 

A CIA

Produtora atuante no mercado a 21 anos, atuando nos últimos 7 anos como produtores e realizadores dos espetáculos: Branca de Neves – Um Musical Encantado/ A Bela e a Fera – 20 anos/A Serpente – Nelson Rodrigues/  Pinocchio – Uma aventura Teatral Mágica./Adoráveis Monstros /  Sargento de Milícias /Emmanuel a luz de Chico Xavier e Cinderella - Hoje administra o Teatro Fernando Torres e Produção local de alguns espetáculos em Cartaz neste Teatro. 

Teatro Paiol Cultural
Rua Amaral Gurgel, 164 (Vila Buarque) - (11) 3337-4517
Até dia: 25/07/2019
Quintas, às 21hs
Valores: 50,00 inteira – 25,00 meia
Bilheteria: Quarta a domingo, das 15h às 20h, ou até o início do último espetáculo do dia.
Sistema de ar / Acesso para portadores de necessidades especiais / café /
Estacionamento conveniado em frente ao teatro: Rua Amaral Gurgel, 175 ou Rua Marquês de Itu, 392 - LS Park    

Foto: Divulgação

Barracão Cultural leva adaptação de livro de Eva Furnari a parques e ao Sesc Pinheiros

05 julho 2019 |



Montagem reflete sobre as diferenças em encenação lúdica e bem humorada, onde a música ao vivo, criada por Dr Morris, tem papel de destaque na dramaturgia.

Inspirado em obra homônima de Eva Furnari, com dramaturgia de Sérgio Pires e direção de Cris Lozano, a CiaBarracão Cultural segue com o espetáculo NÓS, durante o mês de julho.

As apresentações são grátis e ocorrem no Parque Previdência (dia 6/7 - sábado), e Parque Raposo Tavares (dia 7/7 - domingo), em duas sessões: às 11h e às 15h. Na sequência, a peça cumpre temporada no Sesc Pinheiros (do dia 13 ao 20/7), aos sábados e domingos, às 16h.

A montagem - que narra a trajetória de Mel, uma garota que tinha nós pelo corpo, pois não conseguia chorar - tem Eloisa ElenaLeandro GoulartLucas Nuti e William Simplício no elenco, direção musical de Dr Morris, cenografia de Marco Lima e figurino de Marichilene Artisevskis. Este é o terceiro espetáculo de rua da companhia, que já realizou os bem sucedidos O Tribunal de Salomão (2011) e A Condessa e o Bandoleiro (2014).

O enredo NÓS, Mel é uma garota que nasceu de um repolho mofado, na pequena Pamongas, onde vivia feliz e rodeada de borboletas: motivo de brincadeiras e zombarias por parte dos habitantes 'normais' da cidade. Um dia, de tanto segurar as mágoas e o choro, que não caia nem mesmo descascando cebolas, seu corpo ficou cheio de nós, cada um mais apertado que o outro. Diante disso, resolveu ir embora para um lugar distante, e saiu disfarçada de geladeira. Mel não sabia que havia tantas coisas para conhecer. Cinco nós foram necessários para que ela se aventurasse. À medida que se permitiu vivenciar cada coisa diferente na jornada, seus nós foram se desfazendo. Ela encontrou alguém que ganhou sua confiança e uma cidade onde cada um tinha seu próprio nó e ninguém ligava para isso.

O principal argumento para a Barracão Cultural montar um espetáculo a partir de um livro de Eva Furnari é sua habilidade em abordar temas sensíveis e polêmicos de forma objetiva, lúdica e fantástica. Em NÓS, ela propõe uma reflexão sobre temas como diversidade, intolerância, respeito e alteridade. A relação que se estabelece entre as características peculiares de Mel e a relação com o ambiente onde vive gera “nós” em seu corpo e a obriga a realizar uma jornada de autodescoberta.

“Essa menina traz uma coisa bela e poética para o mundo, que são as borboletas, mas a consequência por ser diferente é se tornar uma pessoa deslocada e com marcas no corpo”; comenta a atriz Eloisa Elena, que vive a personagem. “Acreditamos que falar sobre os temas propostos por Eva é uma questão urgente, com potencial para encontrar ressonância entre os mais diversos públicos e estimular a convivência e o respeito”, completa. Ela ainda ressalta que NÓS não mostra somente o lugar da dificuldade, nem retrata a resignação na dor. “Mel representa a força de vontade, a busca. Ela não esmorece no desejo de encontrar o seu lugar no mundo”.

Para a diretora Cris Lozano, “o micro-bullying, aquele que pode ser praticado quase sem perceber, não é apresentado como julgamenteo ou denúncia, mas como propulsor da autorreflexão”. Isso é colocado em cena de forma leve, em uma encenação lúdica e cheia de humor. A narrativa passa pelo realismo fantástico, deixando livre o imaginário do público. Lozano explica que a encenação busca inserir o espectador na história, fazê-lo pensar sobre como agiria diante daquela situação e também entender que não se deve tratar com naturalidade a banalização das diferenças.

O espetáculo tem um coro de vozes masculinas que, segundo a diretora, pode representar o patriarcado, mostrando como essa menina é vista, a partir de uma questão bem mais forte que a poética. “Esse coro traz a herança polifônica do coletivo masculino que espera da mulher um comportamento limitado do que não é poético”. Os atores-músicos se revezam nas personagens que surgem na trajetória da menina: adolescentes, homens de negócios e trio de vacas malhadas, entre outros. Mas um dos garotos não se encaixa, exatamente, na posição de antagonista; ele tem afeição por Mel, mas não vai contra a posição dos colegas.

A trilha sonora original, criada por Dr Morris, é tocada ao vivo pelos atores. A Barracão Cultural tem o privilégio de ter como integrante um diretor musical. A cada espetáculo, a sonoridade vem sendo um dos fatores determinantes nas montagens. Em NÓS, reverencia o artista popular de rua que, além de interpretar e narrar, também canta e toca os instrumentos. “Algumas canções têm papel fundamental na trama, seja dramatúgico, poético ou narrativo”, comenta Dr Morris. Ele ainda acrescenta que buscou por uma sonoridade que fosse além do popular e trouxesse originalidade e graça. “Conseguimos isso com o violão de nylon, os tambores, a marimba de porcelanato e a marímbula, uma espécie de calimba grave e grande, que foi construída pelo ator Leandro Goulart”, explica o músico.

O cenário é uma microarena com uma ‘estação’ para os músicos e seus instrumentos, possibilitando ao público ver o espetáculo de vários pontos de vista, de acordo com a posição em que se encontra. O cenógrafo Marco Lima conta que se inspirou no repertório imagético da literatura de Eva Furnari para criar um cenário alegórico. “Fizemos um recorte que transporta o universo da autora para o palco, tirando o espectador do cotidiano e situando-o em outro espaço”, explica o cenógrafo. Nada realista também é o figurino. “Temos um pezinho no circense”, brinca Marichilene Artisevskis. A figurinista diz que buscou exaltar a fantasia tanto nas vestes e adereços como nas cores utilizadas.

Foram programadas 30 apresentações de NÓS, todas em espaços públicos, ao ar livre. A estreia oficial, em junho, foi no Parque da Aclimação, e a montagem seguiu para o Parque do Povo e Jardim da Luz. As sessões correm também durante o mês de agosto.

Ficha técnica

Texto: Livre adaptação da obra de Eva Furnari. Dramaturgia: Sérgio Pires. Direção: Cris Lozano. Elenco: Eloisa Elena, Leandro Goulart, Lucas Nuti e William Simplício. Direção musical e canções originais: Dr Morris. Cenografia: Marco Lima. Figurinos: Marichilene Artisevskis. Coordenação técnica: Maurício Mateus.Confecção de cenografia e adereços de cenografia e figurino: Tetê Ribeiro, Lucas Luciano e Fábio Ferretti.  Orientação de movimento e coreografias: Andrea Soares. Aulas de beatbox: Thiago Mautari. Aulas de saxofone: Leonardo Muniz. Construção da marimbula: Leandro Goulart. Confecção de escada e suporte dos instrumentos: Ciro Schu. Costureiras: Judite de Lima e Marinil Ateliê. Design gráfico: Cláudio Queiroz. Ilustrações do material gráfico: Marina Bethanis.Fotos de divulgação: Henk Nieman. Coordenação e facilitação dos encontros com jovens: Cláudio Queiroz. Direção de vídeo-documentário: Murilo Alvesso. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Produção executiva: Geondes Antônio. Direção de produção: Eloisa Elena. Administração: Tetê Ribeiro. Produção e realização: Barracão Cultural. Apoio: 7ª edição do Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo.

Apresentações – Julho/2019
GRÁTIS

6 de julho. Sábado, às 11h e às 15h
Parque Previdência
Rua Pedro Peccinini, 88 - Jardim Ademar, Butantã. SP/SP.
           
7 de julho. Domingo, às 11h e às 15h
Parque Raposo Tavares
Rua Telmo Coelho Filho, 200 – Jardim Olympia, Butantã. SP/SP.

13, 14, 20 e 21 de julho. Sábados e domingos, às 16h
Sesc Pinheiros – Praça
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros. SP/SP. Tel: (11) 3095-9400

Foto: Divulgação

Cabo Frio participa da feira Brasil Offshore

26 junho 2019 |



Até sexta-feira (28) mais de 70 mil pessoas devem passar pela 10ª edição do maior evento do setor de petróleo e gás

Com o objetivo de divulgar Cabo Frio como um atrativo de lazer e gastronomia para empresários e trabalhadores do setor de petróleo e gás, o Cabo Frio Convention, em parceria com a Auto Viação Salineira, o Cabo Frio Airport e a Prefeitura de Cabo Frio, participa, esta semana, da 10ª edição da Brasil Offshore, uma feira e conferência internacional da indústria de petróleo e gás, que acontece até sexta-feira (28) no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, em Macaé. A abertura do evento aconteceu nesta terça-feira (25) com a presença do governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

A Brasil Offshore é uma das feiras de maior tradição e credibilidade entre operadoras, epcistas, integradores, construtoras e fornecedores de equipamentos, subsea, automação, manutenção, transporte e logística, em especial das empresas que atuam na Bacia de Campos.

Criada a partir da necessidade de um espaço que congregasse inovação, conteúdo e oportunidades para incentivar negócios e a competitividade do setor, a Brasil Offshore é um evento voltado para o futuro da indústria e da própria Bacia de Campos, com experiências e uma exposição completa orientada por novas tecnologias e soluções para toda a cadeia de exploração e produção de petróleo e gás.

Segundo os organizadores, 600 marcas estarão presentes durante a feira que deve gerar R$ 300 milhões em novos negócios. Com tanta importância no setor de petróleo e gás, a expectativa é de que ela atraia mais de 70 mil pessoas entre empresários e trabalhadores, um público capaz de movimentar, economicamente, o turismo de lazer e gastronomia de cidades como Cabo Frio, por exemplo. “A indústria offshore movimenta muito rede hoteleira das cidades do entorno de Macaé, e por sermos tão próximos, servimos de opção para lazer para empresários e trabalhadores dessas empresas através da nossa gastronomia, dos roteiros turísticos, da nossa hotelaria, e até mesmo do nosso comércio”, informou Maria Inês Oliveros, presidente do Cabo Frio Convention, que está com um stand de divulgação da cidade no evento.

Em entrevista, o governador do Rio falou da importância do evento para a economia do Estado, e também sobre investimentos no turismo. "Vamos transformar o Rio de Janeiro, e o turismo é uma das ferramentas que vamos utilizar para isso. O turismo é o nosso novo petróleo”, comentou Witzel.

Foto: Divulgação

HANNA lança álbum duplo em homenagem a João Gilberto, com autorizações exclusivas

25 junho 2019 |



Quatro anos após o lançamento de “O Amor é Bossa-Nova”, cantora regrava outras 23 canções imortalizadas na voz de seu ídolo, que, inclusive, autorizou as autorais “Ho ba la la” e “Bim Bom” 
            
Quatro anos depois de lançar o álbum “O amor é Bossa Bova – Homenagem a João Gilberto”, na época, inclusive, com indicações ao Grammy Latino e ao Prêmio da Música Brasileira, a cantora HANNA volta, neste momento, a se debruçar sobre a obra deste patrono da música brasileira, agora imbuída de uma releitura mais abrangente, com maior pompa e apostando alto. O segundo volume de “O amor é Bossa Bova – Homenagem a João Gilberto”, um CD duplo, reúne 23 canções que se consagraram na voz do pai da Bossa-Nova e que se tornaram obrigatórias em setlists jazzísticos mundo afora. O resgate magistralmente concebido e realizado pela cantora – que por si só já desponta como um dos grandes lançamentos contemporâneos do gênero – traz ainda duas cartas na manga: as canções “Ho ba la la” e “Bim Bom”, duas autorais, do primeiro compacto de João Gilberto (“Chega de Saudade”, de 1957), foram autorizadas pelo próprio, quando já atravessava sérios imbrólios pessoais e financeiros.
           
A delicada situação do célebre compositor se tornou pública, especialmente, no ano passado, quando se viu obrigado a deixar seu apartamento no Leblon por causa de dívidas, e se mudar para um local emprestado. Sem dar entrevistas nem realizar shows há anos, as autorizações dessas músicas para o novo CD da HANNA são verdadeiros trunfos que parecem retribuir o carinho e a admiração da cantora pelo compositor.
           
O disco duplo “O amor é Bossa Bova – Homenagem a João Gilberto – volume 2” reúne também outras músicas que João Gilberto gravou e levou para o mundo e se tornaram standards internacionais: “Aquarela do Brasil”, “Corcovado”, “Águas de Março”, “Caminhos cruzados”, “Avarandado”, “A cor do Pecado”, “Desde que o Samba é samba”, “É preciso perdoar”, “Eu quero um samba”, “Eu sei que vou te amar”, “Eu vim da Bahia”, “Falsa baiana”, “Fotografia”, “Insensatez”, “Lígia”, “Pra quê discutir com a madame”, “O samba da minha terra”, “Retrato em Branco e Preto”, “Você e eu”, “Triste”, “Tin Ton por Tin Tin”.

Com uma carreira internacional digna de elogios e reconhecimentos notáveis – em março de 2019 ganhou o título de Embaixadora do Turismo do Rio de Janeiro – e após apresentações ao longo dos últimos 20 anos em clubes de jazz da Itália, Suíça, Grécia, França, além de importantes casas de show do Rio (Teatro Rival, Planetário da Gávea, Forte de Copacabana, dentre outros),  HANNA empresta, neste novo álbum, sua doce interpretação e requinte,  seu toque sensual e o aveludado de sua voz, que passeia com brilhantismo a cada canção, repaginando, com seu estilo único, a influência inconfundível de João Gilberto. 

HANNA

A cantora, compositora e atriz nasceu em Maceió, Alagoas, e começou muito menina na Rádio Difusora de Alagoas, onde foi eleita a "Rainha do Rádio". Mais tarde, no Rio de Janeiro, iniciou também carreira de modelo e atriz, realizando campanhas publicitárias e filmes.

Em 1981, gravou para a trilha sonora do filme “Xavana a ilha do amor”, de Zigmunt Sulistrowski, no qual também atuou como atriz no papel de uma cantora. Anos depois, em 1984, gravou, pela Som Livre, uma música para a personagem de Christiane Torloni na novela Partido Alto, de Aguinaldo Silva e Glória Perez. Além do LP da novela, a música “Sentimentos” deu nome a outro disco, pela mesma gravadora, com produção de Alexandre Agra, arranjos de Ricardo Cristaldi e direção geral de Guto Graça Mello.
Em 1999, gravou o CD independente “Eu te amo”, lançado em cadeia nacional no programa “Jô Soares onze e meia”, no SBT. Em 2001, lançou o CD "Nós em Nós", pela Ipanema Records, no qual canta compositores consagrados como Caetano Veloso, Rita Lee, Gonzaguinha, Cazuza e outras de própria autoria.


Videoclipes do novo disco:




Foto: Andre Telles


'CONECTADOS o Musical' estreia dia 6 de julho,em São Paulo

23 junho 2019 |



Montagem dirigida por Hudson Glauber tem direção musical de Thiago Gimenes,
texto de Alexandra Garnier e elenco formado por Luckas Moura, Gabriel Moura,
Vicky Valentim, Giulia Ayumi, Carol Amaral, Dorgival Júnior e Madu Araújo.

Estreia no dia 6 de julho, sábado, o espetáculo CONECTADOS o Musical no Teatro das Artes, às 18 horas, em São Paulo. Sete jovens atores – Luckas MouraGabriel MouraVicky ValentimGiulia AyumiCarol AmaralDorgival Júnior e Madu Araújo – protagonizam uma eletrizante, divertida e também dramática aventura musical em busca do sucesso, na qual a conexão entre eles precisa ir bem além da tecnologia.

A dramaturgia foi criada por Alexandra Garnier, a partir de ideias do próprio elenco.Hudson Glauber assina a direção geral e Thiago Gimenes é responsável pela direção musical, assinando também as canções do espetáculo, que são interpretadas ao vivo nessa ‘pop broadway’. Na ficha técnica tem ainda André Capuano na direção de movimento e Chico Spinoza na cenografia. A idealização é do próprio elenco que resolveu levar à diante um projeto de gente grande, que os artistas tinham em comum.

No enredo, sete jovens apaixonados pela música participam das audições de um grande concurso de talentos. Eles são Bia, July Mie, Angel, Tuco, Duda, Helena e JP, adolescentes de realidades e características muito diferentes, que se veem conectados pela música, em busca de um mesmo sonho.

Os ingredientes dessa trajetória passam pelo cotidiano das personagens e suas particularidades: diferenças sócio-culturais, relações familiares, romances, intrigas, amizade e dúvidas sobre o futuro. No decorrer da trama, os artistas descobrem que precisam transpor os obstáculos, enfrentar os percalsos, tirar as máscaras e efetivar uma conexão real humana, fora do aplicativo do celular, para potencializar a possibilidade de sucesso pessoal e profissional.

O diretor Hudson Glauber comenta que há uma boa carga dramática na encenação que, somada à irreverência juvenil, explora também a intensidade das questões familiares, o distanciamento dos pais, a carência, a busca desses jovens por um lugar no mundo. “CONECTADOS o Musical reflete sobre as consequências da falta de tempo na sociedade contemporânea para cultivar os laços. A encenação passa pelasfragilidades de cada personagem com suas diferentes atitudes, personalidades e individualidades”, afirma o diretor.

A música assume também um papel dramatúrgico no espetáculo. O texto de CONECTADOS o Musical está nas letras das canções e, segundo o diretor musical Thiago Gimenes, traz fundos morais que aprofundam os conflitos desses jovens. “A trilha sonora acompanha a identidade de cada personagem e conta cada história em linguagem ‘broadway’, misturando ritmos como pop, rock, rap, reaggae e balada”, revela Gimenes .

CONECTADOS o Musical promete divertir e emocionar, não só pela aventura dos jovens em busca da realização, mas também pela descoberta de suas próprias identidades”, finaliza Hudson Glauber.

As personagens

Bia (Carol Amaral) - Bia tem 16 anos, é estudiosa e aplicada em tudo que faz. Sua mãe é costureira e seu pai, contador, perde o emprego ao longo da trama, deixando Bia na iminência de ter que abandonar o concurso. Parece passiva, mas sua paciência temina diante do desrespeito. Sensível e romântica, ela logo se apaixona por um dos garotos.

July Mie (Giulia Ayumi) - July tem 16 anos, filha de pai brasileiro e mãe japonesa. Descolada, simpática e alegre, vive rodeada de amigos com seu estilo ‘skatista’. Tem déficit de atenção e odeia estudar, mas é muito focada quando assunto é cantar e dançar. É alvo da implicância dos colegas por ser a última a entender os fatos, a rir das piadas; é meio ‘perdidinha’. Tem pavio curto, sai em defesa dos mais fracos e, na hora da briga, mistura português com japonês.

Angel (Vicky Valentim) – Angel, 16 anos, é bonita e antenada. O pai é profissional bem sucedido que tem aversão à carreira artística. A mãe os abandonou quando ela era pequena e foi em busca do sonho de ser cantora. Como lembrança, tem um retrato e uma carta. Mimada pelo pai, que atende todos os seus desejos, é impaciente com as fraquezas alheias; usa a arrogância como uma forma de proteção. Elal ainda tem dúvidas sobre sua orientação sexual.

Helena (Madu Araújo) – Helena, 17 anos, é a irmã mais velha do personagem Duda. Não tem intenção de ser cantora profissional, mas é louca por famosos. É dona de mais de 70 fã-clubes no Instagram; aficionada por atores, youtubers e cantores; viciada em fanfics, novelinhas e webseries. Não tem a menor idéia de que profissão seguir. Com a separação dos pais, entrou ainda mais no mundo de amigos virtuais. Seu estilo de se vestir traz a identidade de seu ídolo.

Duda (Dorgival Júnior) – Duda, 15 anos, é o irmão mais novo de Helena. Com os hormônios em ebulição, só pensa em namorar. É conquistador, mas ainda está aprendendo a lidar com as garotas. Não gosta de ser visto ao lado da irmã. O pai, divorciado da mãe, mulherengo e machista, exerce grande influência sobre Duda. Nunca pensou em ser cantor e desconhecia seu talento. Inscreveu-se no concurso para ficar perto de Angel, por quem se apaixonou.

Tuco (Gabriel Moura) – Tuco, 17 anos, vem de família de músicos de classe média. Seus pais são ‘alternativos’, veganos, adeptos de fitoterápica e reciclagem. Sempre vê o lado positivo de tudo e odeia brigas. Tranquilão, meio aliendao e sempre atrasado, parece estar sob o efeito de maconha. É a favor da liberdade sexual e da legalização da maconha, usa roupas alternativas e em seus bolsos sempre tem coisas como uma banana ou uma pequena imagem de Buda.

JP (Luckas Moura) - JP tem 18 anos e, portanto, o único maior de idade, além de sensato e inteligente. É calado, tem um ar de mistério: guarda um segredo. Seus pais são milionários e sempre conseguiram tudo para os filhos usando a influência. JP resolve, pela primeira vez, conquistar algo pelo seu próprio mérito. Todos pensam que ele é um rapaz humilde, que vive com a avó na periferia. Apesar da diferença social, JP tem conexão imediata com Bia.

Ficha técnica

Dramaturgia: Alexandra Garnier. Direção: Hudson Glauber. Direção musical, composições e preparação vocal: Thiago Gimenes. Direção de movimento: André Capuano. Elenco: Luckas Moura, Gabriel Moura, Dorgival Júnior, Giulia Ayumi, Vicky Valentim, Carolina Amaral e Madu Araújo. Cenografia: Chico Spinoza. Desenho de luz: Rodrigo Alves. Trilha sonora: Tomé Souza. Figurino: Liliane Ávilla.
Assistência de cenografia: Kimiko Kobayashi. Assistência de direção: Rodrigo Trevisan e Felipe Caiafa. Cenotécnica e adereços: Marcos Santos. Operação de som: Felipe Moraes. Operação de luz: Jarbas Sardinha. Contrarregragem: Felipe Caiafa e Martins Silva.
Técnica de palco e camarins: Luana Pessi. Idealização: DGM Produções Artísticas. Produção e realização: Nosso Cultural, DGM Produções Artísticas e Ministério da Cidadania. Direção de produção: Ricardo Grasson. Produção executiva: Heitor Garcia e Felipe Aidar. Gestão de projeto: Lumus Entretenimento. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Comunicação visual e redes sociais: Teto Cultura. Book de apresentação: Felipe Barros. Fotos, design, cenário: Woodstock Produtora. Fotos: Caio de Biasi.

Musical: CONECTADOS o Musical
Estreia: 6 de julho, sábado, às 18 horas
Temporada: 6 de julho a 31 de agosto. Sábados, às 18h
Gênero: Musical. Duração: 60 min. Indicação de idade: 12 anos.
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).

Teatro das Artes - Shopping Eldorado
Av. Rebouças, 3970 – 3º Piso – Pinheiros. São Paulo/SP
Telefone: (11) 3034-0075. Capacidade: 769 lugares.

Foto: Divulgação