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Feira Preta Festival retorna ao Rio de Janeiro nos dias 29, 30 e 31 de maio, e ocupa o Píer Mauá, Armazém Kobra e diversos pontos da Região Portuária. Realizado em parceria com a iniciativa Viva Pequena África, é o maior evento de cultura e economia preta da América Latina e reúne shows, talks, cinema, feira de empreendedores, gastronomia, moda e inovação negra. A escolha do território da Pequena África, historicamente marcado pela chegada, circulação e resistência de populações de matriz africana, conecta o evento a uma geografia simbólica da diáspora, onde passado e futuro se encontram para reafirmar identidades e projetar o desenvolvimento social e econômico.


“A força da cultura preta move economias, redes, territórios e futuros. O Feira Preta Festival é um espaço de encontro entre memória, criatividade e prosperidade. Mais do que um festival, queremos consolidar uma plataforma permanente de desenvolvimento econômico e cultural para a população negra”, afirma Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta.


Organizações da Pequena África


Na sexta-feira (29), as ações começam com o painel de abertura do BNDES sobre crédito e impacto social, e o dia encerra-se com um xirê conduzido pelo Ilê Asé Iyá Omi Funfun e pelo afoxé Filhos de Gandhi Rio.


No sábado (30) terá o Cortejo do Cordão do Prata Preta e as apresentações de dança da Cia Efeito Urbano. No mesmo dia, o Instituto Pretos Novos coordena o circuito guiado no Cais do Valongo, enquanto o CEAP comanda o painel "Ubuntu Carioca: Presente, Passado e Futuro da Pequena África", seguido pelo debate "Da Pequena África ao Mundo: fluxos da diáspora". O Baile Black Bom também marca presença no sábado, ocupando o Palco Pedra do Sal, no Armazém Kobra, convidando Dom Filó e Sandra de Sá.


No domingo (31), o público acompanha o cortejo do Bloco Coração das Meninas e a apresentação da Orquestra Luna, primeira orquestra de câmara de violinos da Providência, idealizada pela instituição Casa Amarela. O dia conta com o samba de raiz Samba Canela de Velho, do grupo Moça Prosa e o Samba da Cabaça. O Casarão Cultural João de Alabá assume o circuito histórico Cidade Terreiro.


Durante todo o fim de semana, as ações de literatura e infância ocupam o espaço Feira Pretinha e o Espaço Ginga, e traz contações da Casa da Escrevivência com as histórias de Ananse e Yalodê, o espetáculo "O Cordel da Providência" do Instituto Entre o Céu e a Favela e o Bando do Teatro da Favela, ao lado da contadora Kemla Baptista e mediações de Jonathan Raymundo.


Cine Raiz


O evento conta com o Cine Raiz, mostra de cinema negro promovida pelo BNDES. As exibições incluem os longas "Malês", dirigido por Antônio Pitanga, "A Noite de Alaíde", que conta a trajetória de Alaíde Costa, “Criadas”, a animação "Amadeo e o Hipotético Mundo Novo", além do curta "O Senhor do Trem".


Lançamento Rede Memória Viva


Durante o evento será anunciado o edital da Rede Memória Viva, uma ação de que vai conectar e promover, nacional e internacionalmente, organizações de base territorial dedicadas à preservação e à valorização da memória africana no Brasil, criando uma articulação inédita entre iniciativas de salvaguarda da herança africana, turismo de base comunitária e desenvolvimento econômico local. 


A proposta da Rede é construir, até 2027, um mapa interativo de territórios de memória negra, inspirado na experiência desenvolvida na Pequena África carioca, reconhecida internacionalmente por sua importância histórica para a diáspora africana. O mapa será veiculado, ao menos, em português, inglês e espanhol, dando visibilidade global às organizações e territórios integrantes da Rede.


O edital da ação deve ser lançado em junho, dando prazo de pelo menos um mês para inscrição das organizações interessadas. O resultado da seleção está previsto para setembro, com a listagem de todas as organizações que tenham atendido aos critérios previstos na iniciativa. Não há limite máximo de organizações contempladas: tantas quantas se inscrevem e atenderem aos requisitos poderão participar da Rede e receberão as atividades de capacitação nela previstas. 


Os critérios de seleção vão considerar aspectos ligados à preservação da memória afro-brasileira, atuação cultural comunitária, potencial turístico, valorização da ancestralidade africana e impacto territorial. “Identificar outras Pequenas Áfricas no Brasil significa reconhecer territórios que preservam a memória viva da população negra e impulsionam o afroturismo como estratégia de desenvolvimento econômico e valorização cultural. A Rede nasce para fortalecer essas iniciativas e conectá-las nacionalmente”, afirma Antônio Pita, diretor da Diaspora.Black.


Adicionalmente a esse propósito de mapeamento de organizações vinculadas à preservação da memória africana no Brasil, a iniciativa Rede Memória Viva selecionará quatro propostas de ações de arquitetura, interpretativas e/ou museológicas, para apoio mediante custeio da elaboração de projeto técnico, que possa facilitar a captação de recursos para sua execução junto a parceiros públicos ou privados. Os detalhes dessa seleção também serão veiculados no edital previsto para junho deste ano. 


A iniciativa Viva Pequena África é estruturada e patrocinada pelo BNDES, com apoio financeiro da Open Society Foundations, Ford Foundation, Instituto Ibirapitanga e Fundação Itaú, sendo gerida por uma coalizão composta pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), Diáspora.Black e Feira Preta. 


Programação Pequena África


Sexta-feira, 29 de maio


Palco Zungu (no Armazém 1)

10h05 - 11h00 —  BNDES: Crédito, inovação e impacto social


Área Externa (Entre o Armazém Kobra e o Armazém 1)

17h30 - 19h00 — Filhos de Gandhy + Ilê Asé Iyá Omi Funfun


Sábado, 30 de maio


Palco Pedra do Sal (no Armazém Kobra)

14h00 - 18h00 — Baile Black Bom convida Dom Filó e Sandra Sá


Palco Zungu (no Armazém 1)

13h40 - 14h00 — Cia Efeito Urbano — Hip Hop Samba

15h00 - 16h20 — Samba Canela de Velho


Espaço Cais do Valongo

12h00 - 13h00 —  CEAP: Ubuntu Carioca: Presente, Passado e Futuro da Pequena África

17h00 - 18h00 —  Da Pequena África ao Mundo: fluxos da diáspora 


Espaço Ginga (no Armazém 1)

15h40 - 16h10 — O Cordel da Providência — Instituto Entre o Céu e a Favela


Espaço Feira Pretinha

14h30 - 15h00 — Casa da Escrevivência — Ananse e o baú de histórias


Cinema: Cine Raiz (no Armazém 1)

14h15 — Longa: Malês 

21h31 — Curta O Senhor do Trem 


Área Externa (Entre o Armazém Kobra e o Armazém 1)

12h00 - 13h00 — Cordão do Prata Preta (Cortejo)


Território da Pequena África (Fora dos Armazéns)

10h00 — Tour Circuito Histórico Instituto Pretos Novos


Domingo, 31 de maio


Palco Pedra do Sal (no Armazém Kobra)

20h10 - 21h30 — Teresa Cristina convida Áurea Martins e Rita Benneditto


Palco Zungu (no Armazém 1)

15h40 - 17h00 — Moça Prosa

17h40 - 19h00 — Samba da Cabaça (Tia Ciata) e Convidados


Espaço Feira Pretinha

14h30 - 15h00 — Casa da Escrevivência — Yalodê, conto afro-brasileiro


Cinema: Cine Raiz (no Armazém 1)

13h00 — Longa: A Noite de Alaíde 

15h20 — PROMO exclusiva: Amadeo e o Hipotético Mundo Novo 

15h50 — Longa: Criadas 


Área Externa (Entre o Armazém Kobra e o Armazém 1)

12h00 (Início) — Bloco Coração das Meninas (Cortejo)


Território da Pequena África (Fora dos Armazéns)

10h00 — Tour Cidade Terreiro


Link para retirada de ingressos:https://www.sympla.com.br/evento/feira-preta-festival-rio-2026/3437629


Mais informações: https:/https://feirapretafestival2026.com.br


***Na Foto em destaque, Viva Pequena África, na

Região da Pequena África

Foto: Divulgação

 


No dia 22 de março, dois símbolos da identidade carioca se encontram em um movimento inédito de ocupação cultural: o lendário Baile Charme de Madureira desembarca pela primeira vez no Grajaú. A apresentação encerra a 124ª edição do Festival Desapegue-se, que retorna à Praça Edmundo Rego após seis anos com uma programação focada em sustentabilidade e acessibilidade radical.


A presença do baile reforça a circulação cultural entre bairros da Zona Norte e amplia o alcance de uma das manifestações mais consolidadas da cena suburbana carioca. No Grajaú, o charme integra a programação de um festival voltado à sustentabilidade e à mobilização comunitária.


Com 18 anos de atuação, o Desapegue-se reúne iniciativas ligadas à economia circular e à justiça climática. Nos dias 19 e 20, promove ações em escolas públicas do bairro. No sábado, dia 21, inicia uma programação na Praça Edmundo Rego com caminhada histórica e ecológica e mutirão na horta comunitária. O Festival continua no domingo, dia 22, das 9h às 21h, quando a praça recebe Feira de Trocas com moeda social, Sessão de Cinema, Estação de Reparos para concertos de bicicletas, roupas, sapatos e eletrônicos e praça de alimentação vegetariana, com mais de 60 atividades ao longo do dia.


O festival também investe pesado em acessibilidade, oferecendo intérprete de Libras, audiodescrição e estruturas adaptadas para garantir que a ocupação da praça seja, de fato, para todos.




Festival Desapegue-se

Local: Praça Edmundo Rego, Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro

Horário: O festival acontece das 9h às 21h; o Baile faz o encerramento da noite.

Entrada: Gratuita, retirada de ingressos pelo Sympla


***Na Foto em destaque, o Baile Charme do Viaduto de Madureira


Foto: Luiz Júnior/ Divulgação



'Ivete Clareou' cresce em 2026 e ganha datas em novas cidades

12 janeiro 2026 |

 


Ivete Sangalo acaba de anunciar oficialmente as cidades que receberão "Ivete Clareou" em 2026. A nova etapa do projeto – idealizado por IESSI e Super Sounds – tem nove datas confirmadas ao longo do ano, com passagem por diferentes estados brasileiros.

 

O retorno está marcado para o dia 04 de abril, quando a cantora baiana se apresentará em Florianópolis. Em seguida, “Ivete Clareou” passará por Recife (18/04), Rio de Janeiro (01/05), São Paulo (22/08), Belo Horizonte (19/09), Fortaleza (10/10), Salvador (14/11), Ribeirão Preto (28/11) e Campinas (12/12). Ingressos começam a ser vendidos no dia 27 de janeiro, pelo site da Ingresse.

 

A continuidade, confirmada ainda em dezembro do ano passado pelo perfil oficial do projeto, reforça o sucesso de “Ivete Clareou”, que registrou números impressionantes em sua estreia. Ao todo, a turnê reuniu cerca de 55 mil pessoas em cinco cidades, com mais de 30 horas de show e 31 convidados especiais, que subiram ao palco para cantar com Ivete.

 

Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador – que já receberam o show em 2025 – cinco novos destinos terão a oportunidade de vivenciar o samba de mainha. Essa expansão vai de encontro aos pedidos contínuos dos fãs da cantora, que fizeram campanha nas redes sociais por novas datas e locais.

 

“É uma alegria enorme ver o ‘Ivete Clareou’ alcançar essa dimensão. O projeto nasceu com a proposta de celebrar o samba a partir da identidade e da história da Ivete, e a resposta do público superou todas as nossas expectativas. A confirmação dessa nova temporada marca um momento muito especial, de consolidação e amadurecimento. Nosso objetivo é crescer cada vez mais e, ainda este ano, levar a turnê para outros países”, destaca Tiago Maia, sócio da Super Sounds – empresa responsável pela idealização e execução do projeto junto com a IESSI.

 

“A resposta do público desde a estreia foi determinante para essa nova etapa. O ‘Ivete Clareou’ amadureceu, ganhou identidade própria e hoje é um projeto sólido, que une arte, memória afetiva e uma entrega muito verdadeira da Ivete no palco. É muito gratificante acompanhar esse crescimento orgânico, impulsionado pelo carinho do público e por uma construção artística bem alinhada”, ressalta Cynthia Sangalo, sócia da IESSI.

 

A turnê revisita as raízes musicais de Ivete Sangalo, que tem forte conexão com o samba desde sua infância. A cantora comanda um verdadeiro espetáculo com mais de cinco horas de duração e um repertório repleto de clássicos do samba e pagode, além de canções inéditas do projeto e grandes sucessos de sua trajetória.

 

Criado para promover uma imersão no universo do samba, o show conta com palco 360º e elementos visuais que referenciam grandes nomes do ritmo – como placas em homenagem a Clara Nunes, Demônios da Garoa e Alcione. A energia é sempre um dos pontos altos do show: o público samba, canta, dança, pula e acompanha a alegria e animação de Ivete do começo ao fim.

 

“A retomada dessa turnê em 2026 e a confirmação do sonho de cantar samba só reitera que o que vivemos em 2025 foi extraordinário e reforça a necessidade não só minha, de viver isso, mas do público que está avio por viver o samba e a alegria do encontro. 2026 será ainda mais surpreendente. Estaremos em mais lugares, mais cidades, com uma estrutura que supera todas as expectativas. Agora é preparar o coração e abrir o braço para viver o ‘Ivete Clareou’”, comenta Ivete Sangalo.

 

TURNÊ “IVETE CLAREOU”
04/04 – Florianópolis
18/04 – Recife
01/05 – Rio de Janeiro
22/08 – São Paulo
19/09 – Belo Horizonte
10/10 – Fortaleza
14/11 – Salvador
28/11 – Ribeirão Preto
12/12 – Campinas

 

Foto: Rafael Mattei


Keiphany Gomes e os passos de uma artista que nasceu para brilhar

13 novembro 2025 |

 


Ela é uma batalhadora. Desde pequena envolvida com a arte e o ballet, especificamente, já passou pelo teatro e pela música, com muita dedicação por onde transitou. Atualmente, Professora, Diretora Artística e Produtora Cultural, a jovem Keiphany Gomes, 27 anos, hoje conversou com o CULTURA VIVA e relatou, um pouco, da sua trajetória no meio artístico. Dá, até, para suar com os passos da dança dessa história.

 

Acompanhe!

 

CULTURA VIVA: Desde pequena você se dedica ao ballet. Foi natural ou houve influências?

KEIPHANY GOMES: Desde os 6 anos me dedico não somente ao ballet, mas, também, a outras artes cênicas, como o teatro e a música. Comecei cantando aos três anos e, aos seis, minha mãe me colocou no ballet, que eu era completamente apaixonada! Aos oito, entrei para o teatro. Sim, recebi muitas influências — minha mãe é uma atriz nata e meu pai, Mauricio Gomes, um verdadeiro “pé de valsa”. Eles me ensinaram a amar a arte e me ajudaram a transformar esse amor no meu maior foco, especialmente minha mãe, Cristina Carneiro.

 

C.V.: Com o passar do tempo e amadurecendo nessa arte, preferiu seguir algum estilo musical?

K.G.: Com o tempo, percebi que o meu propósito era influenciar vidas através da arte. Mesmo na adolescência eu já entendia que minha arte deveria transformar pessoas — seja pela música, pela dança ou pelo teatro. Por isso, escolhi uma vertente: só canto, danço e atuo aquilo que edifica, que inspira, que ajuda as pessoas a se expressarem e se encontrarem — como eu me encontrei na arte.


 

C.V.: Quais foram as maiores dificuldades que já enfrentou no mundo da dança? Como lidou com a realidade?

K.G.: Foram muitas. Uma das primeiras foi a dificuldade de atenção. Era muito complicado assimilar os passos e combinações do ballet. Naquela época, não se falava em TDAH — então eu era considerada “lerda” e isso abalava muito minha autoestima. Chorei muitas vezes pelos cantos, até entender que, mesmo com minhas limitações, a arte poderia ser o meu hiperfoco e que através dela eu poderia vencer o medo de “não ser capaz”. Hoje transformo essa dificuldade em criatividade e sensibilidade. Outra grande barreira foi a questão financeira. Meus pais sempre quiseram investir em mim, mas nem sempre era possível. Muitas vezes faltava dinheiro para sapatilhas, figurinos e mensalidades. Na faculdade de Dança, na Cândido Mendes (Ipanema – RJ), eu vendia café, doces e fazia bazar para pagar os custos. Quando comecei a produzir espetáculos aos 15 anos, em Rio Bonito, lembro de vender doces na Praça Fonseca Portela para pagar o teatro da CDL e ver as crianças do projeto onde eu era instrutora se apresentarem. Mas, também, enfrentei uma dificuldade religiosa e ideológica. Muitas pessoas da minha igreja não viam a dança com bons olhos e, ao mesmo tempo, muitos artistas não me aceitavam no meio por eu ser cristã e ter uma arte que confessa os valores da fé. Vivi um conflito entre dois mundos: o artístico e o espiritual. Foi um processo de amadurecimento até entender que a arte e a fé podem caminhar juntas e que o meu propósito é justamente usar a arte como um instrumento de edificação e transformação de vidas.

 

C.V.: Quais são suas principais referências no ballet?

K.G.: Ana Botafogo, em especial, não só por ser a primeira bailarina, mas por ser tão sensível e humana. Por muitas vezes, enviei cartas para muitos artistas para falar dos projetos que realizava e a Ana Botafogo foi a única que me retornou e mantém o contato através de uma grande amiga, a Marta (aliás, faço essa dedicação a ela!), outras professoras, como Vera Aragão, Monique Emílio e Heloísa Almeida são grandes inspirações também! Mas, ouso dizer que também minha grande amiga e parceira Mary Patrício é uma referência pessoal — uma professora incrível que me inspirou muito no tempo que morei em Rio das Ostras.

 

C.V.: Qual foi a apresentação mais difícil que já teve que encarar? Onde buscou força para seguir?

K.G.: Acredito que todas as apresentações são desafiadoras — o frio na barriga é importante, mesmo para quem já está acostumado. Porém, a mais difícil foi no dia em que um grande amigo da família, o Laudinei, faleceu. Ele me acompanhou desde pequena, me levava para cursos, era muito presente. No mesmo dia do enterro eu tinha uma apresentação à noite. Fui ao velório, à tarde, e me apresentei à noite. Cumpri meu papel, mas assim que saí do palco fui ao camarim e chorei muito. Foi uma das apresentações mais difíceis da minha vida porque precisei sorrir quando só queria chorar.


 

C.V.: Em suas aulas de dança, há algo em que seus alunos têm mais dificuldade?

K.G.: Cada aluno é único. O que é fácil para um, é desafiador para outro. As técnicas das danças acadêmicas, como o ballet e o jazz, são complexas. Por isso, procuro ser uma professora sensível, que entende as dificuldades e respeita o tempo de cada um. Eu mesma sei o que é ter dificuldade com a dança e, por isso, ensino com empatia e paciência.

 

C.V.: E o workshop “Fábrica de Artes Keiphany Gomes” — de quem foi a ideia? O que acontece nele de mais especial?

K.G.: A ideia é minha. A Fábrica de Artes Keiphany Gomes não será apenas um workshop, mas um projeto de formação e fomento cultural. O objetivo é capacitar tecnicamente os artistas locais com aulas regulares, workshops e eventos, trazendo professores da cidade e de outros municípios que sejam referência em suas áreas. Vamos começar com o primeiro workshop, que eu mesma ministrarei como professora formada em Licenciatura em Dança.


 

C.V.: Você teria agenda para fazer este workshop em outros municípios? Como os interessados podem agendar?

K.G.: Com certeza! Os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp da produtora The Son, minha empresa no setor da economia criativa, que está produzindo o projeto Fábrica de Artes Keiphany Gomes.

 

C.V.: E como tem sido o cotidiano do grupo do workshop no WhatsApp?

K.G.: Tem sido animado! O grande desafio que comentamos é fazer o workshop e se apresentar no mesmo dia — uma verdadeira maratona artística!

 

C.V.: Quais são suas redes sociais?

K.G.: @keiphanygomes e @thesonprodutora

 

Alguns momentos da carreira da Keiphany Gomes:









Fotos: Arquivo pessoal de Keiphany Gomes

 


Festivais culturais movimentam Bonito durante o inverno

22 julho 2025 |

 


Capital brasileira do ecoturismo, Bonito, no Mato Grosso do Sul, também se firma como polo cultural com grandes eventos que atraem visitantes de todo o país. Entre os dias 20 e 24 de agosto, a cidade recebe mais uma edição de seu tradicional Festival de Inverno. Celebração da diversidade cultural do estado, o evento tem uma variada programação cultural, que engloba apresentações musicais, espetáculos de teatro, mostras de dança, oficinas artísticas e outras atividades.

 

Neste ano, o festival preparou uma agenda de shows de grandes artistas da música brasileira, como Elba Ramalho e Maestro Spok (dia 20), Titãs (21), Samuel Rosa (22), Jorge Aragão (23) e Guilherme e Santiago (24). A programação completa, que une arte, lazer e contato com a natureza, será divulgada no site MS Cultural.

 

Já de 25 de julho a 02 de agosto acontece o 3º Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano de Bonito. O evento exibe 63 filmes de países como Brasil, Argentina, Peru, Chile, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Uruguai e Equador e celebra o cinema como ponte entre culturas. Todas as atividades do festival são gratuitas.

 

Passeios: Nascente Azul

 

O clima típico do inverno transforma as paisagens de Bonito. Com menos chuvas durante o período, as águas do destino, como na Nascente Azul, atingem o grau máximo de limpidez, ficando ainda mais cristalinas. Mesmo em dias mais frios, a flutuação da Nascente Azul continua sendo uma excelente experiência, pois o rio deste complexo de ecoturismo se mantém em torno de 24ºC o ano todo.

 

O balneário da Nascente Azul – cujo acesso está incluso no ingresso da flutuação – também tem como diferencial atividades fora da água, como um conjunto de trilhas autoguiadas, a delicada e imponente cachoeira das tufas calcárias para contemplação, paisagens panorâmicas da Serra da Bodoquena e muitos pontos instagramáveis. Para os mais aventureiros, o complexo oferece ainda tirolesa e o emocionante pêndulo humano.

 

Onde comer: Bacuri

 

Na parte gastronômica, vale destacar o restaurante Bacuri Cozinha Regional, que busca resgatar as autênticas tradições culinárias sul-mato-grossenses com toques autorais do chef Sylvio Trujillo. O cardápio do Bacuri apresenta pratos repletos de sabor, como o cupim de colher, a chipa Guazú, o frango com bori bori e o pintado ao molho da Mineradora Urucum.

 

***Na Foto em destaque, a Praça da Liberdade, em Bonito (MS)

Foto: Divulgação


 


Autoconfiança, feminilidade e liberdade. É isso que muitas mulheres têm redescoberto no ritmo envolvente e nas cadeiras do Chair Dance, uma modalidade de dança performática que tem ganhado cada vez mais espaço nos estúdios e corações de quem busca mais do que apenas mexer o corpo: quer se reconectar com ele.

 

À frente dessa revolução está Cris Pole — ou Cristiane Santos G. O., como está nos documentos — uma carioca de 48 anos que é pura inspiração. Dona do Cris Pole Studio, localizado na Intendente Magalhães, no bairro de Vila Valqueire, ela é atleta, coreógrafa, treinadora, palestrante e empresária. Além disso, atua como jurada em campeonatos esportivos e artísticos, inclusive nas tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. De 2020 até março de 2025, também ocupou o cargo de diretora de Pole Sport na Fecapole, sendo uma das organizadoras dos festivais Fecapole e dos campeonatos PoleArteFecapole em 2023 e 2024. Atualmente, organiza a terceira edição do @champ_dolls, o primeiro campeonato de Chair Dance do Brasil, que acontecerá no Rio de Janeiro, em maio.

 

Para Cris, o Chair Dance vai muito além de passos bem executados. “É uma prática que ajuda a mulher a se olhar com mais carinho, a reconhecer sua potência e a se expressar com liberdade”, explica. Com movimentos sensuais e elegantes, essa modalidade proporciona uma jornada de autoconhecimento única. “A cada aula, a mulher se vê mais segura no próprio corpo. É um reencontro com a autoestima”, completa.

 

Ela já ouviu histórias emocionantes de alunas que chegaram tímidas, inseguras, e que hoje brilham no palco e na vida com uma confiança que nem imaginavam que tinham. “Aprender uma coreografia, conquistar novos movimentos... tudo isso gera uma sensação de realização pessoal que se reflete no dia a dia, no trabalho, nos relacionamentos e principalmente no espelho”, diz.

 

Embora o Chair Dance ainda seja muitas vezes associado apenas à sensualidade, Cris faz questão de destacar que isso está longe de ser um ponto negativo — na verdade, é um trunfo. “Muitas mulheres cresceram ouvindo que ser sensual era errado. Aqui, elas aprendem que sensualidade não é para os outros — é delas. É uma força interna, poderosa e linda”, explica. Criar um espaço seguro onde cada mulher possa se expressar sem julgamentos é parte essencial do trabalho que ela realiza em seu estúdio. “Dançar para si mesma, com prazer e autenticidade, é uma forma revolucionária de amor-próprio”, afirma.

 

Dicas da Cris Pole para despertar sua feminilidade com a dança:

  1. Sinta cada parte do seu corpo antes de começar a dançar.
    Este momento de conexão é essencial para que o movimento seja verdadeiro.
  2. Use o olhar como uma extensão da sua expressão.
    O olhar transmite emoções e intensifica a presença.
  3. Movimente-se com suavidade e fluidez, destacando os quadris e braços.
    Esses movimentos despertam a sensualidade natural do corpo.
  4. Dance para você mesma, com prazer e autenticidade.
    Quando a dança é feita para agradar a si mesma, tudo flui com mais verdade.
  5. Escolha músicas que despertem sua força e feminilidade.
    A trilha sonora certa pode transformar sua energia.

No palco, no estúdio ou na vida, Cris Pole mostra que a dança pode ser uma poderosa aliada na construção de uma mulher mais segura, confiante e livre — exatamente como deve ser.


Conheça mais sobre seu trabalho pelo Instagram: https://www.instagram.com/crispolestudiooficial/?hl=pt

 

Foto: Divulgação


 


A secretaria municipal de cultura abriu as inscrições para a Escola Municipal de Dança (E.M. Dança) nesta quarta-feira, 15 de janeiro, para o cadastro reserva de 2025. Os interessados devem realizar o procedimento online até o dia 31 de janeiro por meio do link disponível no portal da prefeitura.


O cadastro reserva será utilizado após a renovação dos alunos já matriculados, que acontecerá de 20 a 31 de janeiro, em caso de vagas remanescentes. Em 2024, a escola que atende crianças e jovens de 5 a 17 anos, matriculou 540 novos estudantes entre as modalidades de ballet, jazz e danças urbanas.

Todos os cursos oferecidos pela E.M. Dança são gratuitos, oferecidos pela Prefeitura de Macaé através da Secretaria Municipal de Cultura. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (22) 2772-1918.

A Escola Municipal de Dança fica à Rua São João, 200, Centro. 


Foto: Divulgação

 


Carol Mont Serrat e a vida dedicada à Dança por amor

08 dezembro 2023 |

 


Ela nasceu para dançar. Sua dedicação e persistência revelaram uma artista ímpar que esbanja talento o tempo todo. Assim é a coreógrafa Carol Mont Serrat, 39 anos. 


Como Produtora Cultural, treina seu grupo de Ballet, que faz o maior sucesso em Rio Bonito (RJ). Além disso tudo, ainda atua no mercado como Cirurgiã Dentista. 


Ela é um espetáculo de pessoa e, hoje, conversou com o CULTURA VIVA.


Acompanhe! 

 

CULTURA VIVA: Além de ser coreógrafa e Professora de Dança, você ainda tem um grupo de ballet específico para shows. Isso prova o quanto a Dança e a música são fortes em sua vida. A que se deve essa relação?

CAROL MONT SERRAT: É uma relação terapêutica, uma paixão antiga. Faz 26 anos que vivo a dança. É poesia em forma de movimentos. Quando danço, esqueço o mundo lá fora, minha alma transcende, meu corpo relaxa: o uso para trazer beleza para mim e para quem curte essa arte maravilhosa! 

 

C.V.: No seu primeiro contato com a Dança profissional, já teve certeza de que seria um norte para sua vida? 

C.M.S.: Não tive. Eu sempre amei dançar, mas me tornei profissional por consequência da minha paixão e dedicação. 


C.V.: Qual o evento de maior relevância que seu grupo de Ballet já participou? Teve o êxito esperado?

C.M.S.: No FARB, produzido por mim e pelo Pedro Rodrigo, meu parceiro. Tivemos muito êxito, muitos elogios e apresentamos o quadro "Burlesque", que é uma crítica social de quebra de tabus. 


 

C.V.: E como Produtora Cultural como analisa o mercado, no momento? Dá para sobreviver?

C.M.S.: Sim, dá sim. Vimos um "Oceano Azul"! Tem muita matéria-prima artística incrível na cidade e na região, mas, nem todo artista gosta de pensar em detalhes de produção, aí que a gente entra para "pensar" por eles e fazer acontecer. 


 

C.V.: Além de toda essa vida intensa com a Cultura, você também atua como Cirurgiã Dentista. A Odontologia também é um sonho realizado?

C.M.S.: É sim, e minha carreira principal. Sou apaixonada por tudo o que faço! Se não for para fazer com amor, eu nem vou. 

 

C.V.: E, nesta área, seu trabalho é bem específico: doenças orais e Odontologia Hospitalar. Como tem sido esta experiência?

C.M.S.: Comecei a abrir um campo novo e maravilhoso! Tem sido muito gratificante ajudar pacientes críticos. 


 

C.V.: Que novidade prepara para 2024 com seu grupo de Ballet?

C.M.S.: As novidades sempre surgem. Somos ricas de ideias inovadoras! 

 

C.V.: Quais são as suas redes sociais?

C.M.S.: No Instagram @carolmsmb, @balletmontserrat, @CarolMontSerrat; no YouTube @BalletMontSerrat; no TikTok ballepuvhp6. 


Um pouco mais do trabalho da Coreógrafa:


 




Fotos: Divulgação


Pedro Rodrigo e a Dança que conduz uma vida profissional de conquistas

26 novembro 2023 |

 



Ele faz da vida um passo de Dança. Talento, empenho e dedicação refletem seu trabalho, que marca uma geração de artistas que se engajam em projetos que, concretizados, chegam a ser premiados até fora de sua cidade, Rio Bonito, no interior do Rio de Janeiro. Assim é o cotidiano do jovem Pedro Rodrigo. Produtor Cultural e apaixonado pela Dança, de forma em geral, escreve um novo capítulo de sua história a cada dia, deixando sua boa impressão em dezenas e mais dezenas de espectadores. Viva! Bravo! Mil aplausos para este mestre dos palcos!

 

Hoje, o rapaz conversou com o CULTURA VIVA e abriu o livro de sua vida profissional.

 

Acompanhe!

  

CULTURA VIVA: Seu talento para a Arte e a Dança vem de família?

PEDRO RODRIGO: Minha família não tem histórico em relação à Arte. Então, acredito que, por ter tido uma infância meio solitária, estimulou a minha criatividade e imaginação, que são fundamentais para todo artista.

 

C.V.: Sempre teve apoio de familiares e amigos na decisão da carreira? 

P.R.: Para todo artista é meio difícil essa aceitação e apoio da família e dos amigos. Então, no início, meu trabalho não era levado muito a sério. Com o tempo, tive que provar, para mim mesmo, que poderia seguir nesse caminho, mas, através de muito trabalho, persistência e conquistas.


 

C.V.: Qual foi o momento mais complicado que já encarou em um dos seus trabalhos artísticos?

P.R.: Recentemente, dentro do período de um ano, tive três dos maiores e mais desafiadores trabalhos da minha carreira: o meu grupo de dança, chamado Sense Companhia, foi o primeiro da história de Rio Bonito a ser aprovado e a participar do Festival de Dança de Joinville (SC), reconhecido como o maior do mundo. Também Idealizei e produzi o Festival de Artes de Rio Bonito e o Show Transfigurar da cantora Castilios. Foram projetos que exigiram bastante da minha saúde física e mental.

 

C.V.: Teve algum tipo de Dança que mais demorou a acertar o passo?

P.R.: Eu já estudei algumas danças e, sem dúvidas, o Ballet Clássico foi a mais desafiadora. Apesar de ser maravilhoso, é um estilo de dança que exige muita disciplina, dedicação e constância. Então, a minha história no Ballet acabou sendo bem curta.

 


C.V.: Para uma pessoa que deseja aprender a dançar um ritmo específico leva quanto tempo, em média, para estar perfeito? Nesse caso, o que pode atrasar o desempenho desse aluno?

P.R.: Qualquer pessoa, em qualquer idade pode (e deve) dançar. Mas, existem alguns fatores importantes que diferem o tempo e o processo de cada pessoa. Como, por exemplo, se a pessoa quer ser uma bailarina profissional, com certeza, levará anos para ela atingir um nível profissional. E, para alguém que quer dançar como hobbie e apenas se divertir, nas primeiras aulas ela já está dançando. Mas, tudo depende de como a essa pessoa se dedica à dança. Sua dedicação ou falta, é o principal fator para ajudar ou atrasar a evolução de alguém.

 

C.V.: Dos espetáculos que já participou, qual o que deu maior visibilidade ao seu trabalho?

P.R.: Estou muito feliz com a repercussão do espetáculo “Cartas da Noite” da Sense Companhia, que foi estreado no Festival de Artes de Rio Bonito e será reapresentado no dia 09/12, com entrada gratuita, na Sociedade Musical e Dramática Rio Bonitense. Como diretor, coreógrafo e bailarino, sinto que elevou meu trabalho na cena cultural riobonitense.


 

C.V.: Em sua opinião, os riobonitenses gostam da Dança de forma geral, ou apenas apreciam?

P.R.: Em 10 anos que atuo na dança, em Rio Bonito, sempre me impressionei em como as pessoas aqui gostam e são engajadas em relação à dança. A dança, em Rio Bonito, é muito rica, com estúdios, grupos e profissionais. E me alegra ver que existem pessoas de todos os lugares e idades que amam dançar!

 

C.V.: Quais são suas redes sociais?

P.R.: Todos os meus trabalhos e projetos podem ser encontrados no Instagram com os endereços @pedro.rodrigoss, @festivaldeartesderiobonito, @sensecompanhia e @boaformadanca, além dos canais no YouTube dos mesmos.  

 

Fotos: Arquivo pessoal de Pedro Rodrigo