
Depois de visitar a Holanda algumas vezes, Luciane Pinho de Almeida ficou bastante intrigada ao observar que o grupo de brasileiras que viviam naquele país aumentava e decidiu investigar a razão disso. O livro Para além das nossas fronteiras: mulheres brasileiras imigrantes na Holanda, lançamento da Editora Unesp, apresenta um retrato sobre o mundo das mulheres que encontraram no país uma nova chance de vida.
A autora traça relações entre a globalização e as correntes migratórias e, por meio de trechos de entrevistas concedidas por brasileiras residentes na Holanda, as explicações por deixar o Brasil aparecem, enquanto o novo cotidiano dessas mulheres vai se revelando. A busca por uma melhor condição de vida é a resposta mais corriqueira entre as entrevistadas quando questionadas sobre o motivo de irem viver na Europa.
A prostituição é abordada no livro, já que há mulheres que são enganadas com a falsa promessa de emprego no exterior. Como na Holanda a profissão é regularizada, o tráfico de mulheres se tornou freqüente e muitas – de diferentes nacionalidades – ao chegarem lá, acabam como escravas sexuais em regime integral.
As dificuldades enfrentadas pelas brasileiras também são relatadas por elas na obra. A barreira do idioma, juntamente com o inverno rigoroso são os principais obstáculos a serem driblados pelas imigrantes. A partir dos sinceros e despojados diálogos apresentados em Para além das nossas fronteiras, não é só o perfil das brasileiras que vai se formando, mas um retrato do que é a sociedade holandesa, suas diferenças e (poucas) semelhanças com o Brasil.
Sobre a autora – Luciane Pinho de Almeida é doutora em Serviço Social pela Unesp e bacharel em Serviço Social e Pedagogia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Desenvolveu diversos trabalhos de pesquisa sobre a questão das migrações internacionais de brasileiros. Hoje é professora nos cursos de Serviço Social e Pedagogia e diretora de Assuntos Comunitários da UCDB.
Título: Para além das nossas fronteiras: mulheres brasileiras imigrantes na Holanda
Autor: Luciane Pinho de Almeida
Número de páginas: 272
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 49
ISBN: 978-85-7139-858-0
Os livros da Fundação Editora da Unesp podem ser adquiridos pelo site www.editoraunesp.com.br ou telefone (11) 3242-7171.
Imigrantes brasileiras na Holanda têm vida retratada em livro
05 dezembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 23:06 | Marcadores: LivrosMais de 300 pessoas “Saíram do Sofá” e aderiram a I Caminhada/ Corrida contra o Sedentarismo
03 dezembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 12:41 | Marcadores: Especial
Mais de 300 pessoas caminharam e correram contra o Sedentarismo no sábado, dia 22 de novembro, na I Caminhada/ Corrida contra o Sedentarismo. O evento reuniu crianças, adolescentes, idosos, maratonistas e, principalmente iniciantes que aderiram à campanha e participaram com a camiseta da iniciativa, em prol da saúde e qualidade de vida. O percurso de5 quilômetros no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, foi finalizado com uma mesa de frutas. “Todas as expectativas foram superadas. Esperávamos 100 pessoas e recebemos mais de 300. Isso mostra que a população começa realmente a se preocupar com atividade física e que o nosso grande objetivo está sendo alcançado”, diz Patricia Castellar Pirozzi, diretora-executiva da Triathon Academia, organizadora do evento.
Pelo sucesso deste ano, Patricia já tem planos para a II Caminhada/ Corrida contra o Sedentarismo, que acontecerá em 2009! “Temos certeza que essa é a primeira de muitas caminhadas em prol dessa causa que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Como profissionais do setor de saúde só temos a contribuir. Nosso objetivo é a responsabilidade social, demonstrada através da nossa missão e do comportamento ético de toda equipe de colaboradores e professores. Em breve, divulgaremos mais informações e a data do próximo evento”, finaliza.
Artista brasileiro vive fora do país por falta de oportunidade
02 dezembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 01:08 | Marcadores: Gente
O ator Lucas Constante, 39 anos, atua na profissão há 23. Começou a fazer teatro com 16 anos, em Sorocaba (SP). “Nasci para ser ator. O ar que respiro quer me ver feliz e atuando”, diz.
No Brasil, deu início à carreira com o espetáculo “Maria Terra Maria”, com a direção de Valdevino Martins que, segundo Constante, é um grande teatrólogo de Sorocaba. “Uma pessoa que adimiro pela garra e pela insistência em fazer teatro dentro de tanta dificuldade que temos”, ressalta. Depois, fez teatro com Mário Persico, Gill de Mello, Benão de Oliveira, Roberto Flores, e Roberto Gill de Camargo, “todos grandes batalhadores e excelentes profissionais”, na análise do ator. Muitos cursos e work-shops deram bagagens para ele. Fez Dança com a bailarina e coreógrafa Janice Vieira. Além de muitas apresentações, monólogos, etc. “O fato que mais marcou minha carreira foi o sofrimento que eu tinha em me manter fazendo o que amo, pois eu chorava muito por não poder viver do meu sonho, viver do que eu amava. Então, isso me marcou, pois era considerado doido ter que fazer teatro só aos finais de semana, mas mesmo assim segui. Os ensaios chegavam a varar a madrugada. Eu tinha sede de só fazer teatro, mas não foi possível”, revela.
Devido às constantes dificuldades em viver do teatro no Brasil, principalmente por não ter fonte de renda para manutenção de suas peças, Constante precisava tomar um novo rumo. Logo, o ator decidiu residir nos Estados Unidos para tentar melhorar sua situação financeira e, no futuro, voltar ao Brasil para viver do seu sonho. “A falta de oportunidade me fez sair do meu país”, desabafa. “Aqui é mais difícil ainda fazer teatro, pois tudo é muito caro, e os brasileiros que vivem aqui não estão ainda educados a ir ao teatro, mas, gracas a Deus, estamos, aos poucos, educando a ida dos mesmos ao teatro, a valorizarem a cultura. Acho que aqui temos um pouco mais de oportunidade, apesar da dificuldade”.
Constante não faz apenas teatro no local, também trabalha de segunda a sexta-feira em outra função, uma vez que ainda não foi possível viver do que tanto ama. “Mas acredito que logo chegará minha vez”, avisa.
O artista tem intenção de voltar a viver no Brasil daqui há 3 ou 4 anos, mas uma proposta, uma oportunidade de trabalho aqui o faria retornar imediatamente. “Gostaria de ser grato ao país que nasci recebendo uma oportunidade de eu mostrar o que sei fazer, o que amo fazer, que é atuar. Peço a Deus todos os dias para que alguém nesse país tão abençoado me enxergue, me dê uma chance, por menor que seja”, confessa.
Nos Estados Unidos, Constante faz teatro, comerciais para TV (Globo e Record), filmes como “Green Grass”, onde participou de vários testes para conseguir o papel (www.greengrassfilm.com), um filme americano onde vive um dos personagens principais, “The Date” - um outro filme americano, e “Sleather” - um longa americano. Entre as peças teatrais que já atuou, estão: “Brega é quem me diz”, com Sidney Magal no elenco, “Um Conto de Natal Brasileiro”, “As Estrelas”, “Cinderela - A estória que sua mãe não contou” e “O Grito de um Bastardo” (monólogo). Participou também do concurso “Talento Brasil”, onde haviam 4.000 inscritos, percorreu todos os estados dos Estados Unidos durante 8 meses e, finalmente, foram escolhidos os finalistas, que são 50 pessoas, e estará na Final no dia 6 de dezembro em Miami com o personagem “Chacrinha”. “Acho que a arte é valorizada por pessoas que tem sensibilidade e bom senso, que priorizam o talento dos artistas. Porém, há uma grande maioria com o poder nas mãos que não dão o valor que a arte merece, dando mais oportunidades a pessoas que tem um rostinho bonito, apenas. O sol nasce para todos”, acredita. “Quem desejar me contratar para TV, cinema, teatro... Estou à disposição, quero ter oportunidade aí no Brasil. Meu e-mail para contato é usaforall@hotmail.com. Alguns trabalhos podem ser vistos no meu orkut “Ator-Lucas Constante”.
O ator deu essa entrevista exlcusiva ao “Cultura Viva” direto de Boston (EUA), por e-mail.
Bob Cunha... Uma coreografia da vida
30 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 17:38 | Marcadores: Dança
O dançarino e coreógrafo Bob Cunha, 48 anos, dedica seu tempo integral à Dança. Em parceria com Áurya Pires, forma uma dupla que encanta o público em todas as apresentações. Nesse ano, faria números ao ar livre no evento “Arte em Laranjeiras e Cosme Velho”, no Rio de Janeiro, mas devido à chuva, não foi possível. Premiado, respeitado no mundo da Dança e com agenda cheia com shows também no exterior, Cunha deu entrevista exclusiva para o “Cultura Viva”.
CULTURA VIVA: Em que momento de sua vida despertou o desejo pela Dança? Quando tomou a iniciativa de se dedicar a ela, teve apoio da família ou houve resistência?
BOB CUNHA: Já tinha feito moda, pintura e estudava Arquitetura; então comecei a fazer dança. Na época não existia bolsista, então pagava pelas minhas aulas de turma e particulares. Sem mais dinheiro, comecei a dar aulas para fazer aulas. Por problemas particulares e também pela dança não falo com minha irmã há doze anos, e minha mãe, quando viva, também não era a favor.
C.V.: Você e a Áurya Pires formam parceria há muitos anos. Na sua opinião, a que se deve essa sintonia?
B.C.: Responsabilidade. No geral, as pessoas acham que tudo é uma grande brincadeira e desde o início a Áurya sempre foi muito responsável. Com o tempo e muitas aulas Jazz, Contemporâneo, Tango, Dança de Salão, Pilates e mais a experiência do palco trouxe uma qualidade acima da média. No meu caso a coragem de novos desafios, que, a meu ver, são desafios para uma pessoa mais jovem e não para alguém de 48 anos (às vezes arrisco até minha saúde e minha vida). Enfim, popularidade não tem nada a ver com qualidade!
C.V.: Com um currículo tão vasto, pode-se analisar um Bob Cunha ontem e hoje mediante a experiência adquirida. Para a arte da dança a dedicação é importante ou basta o dom?
B.C.: Dedicação total, a Dança não admite stop, preguiça, cansaço, e sobreviver dela não é fácil. “Dom”, isso não é fundamental. Somos realmente um país de Terceiro Mundo. Fala-se de cultura, mas o apoio é ínfimo, falta apoio municipal, estadual, federal e da iniciativa privada; espaço na mídia para tudo isso ser falado (cobrado) . Eu hoje continuo exigente, sou mais ponderado, dança para lazer, dança para terceira idade e dança para profissionais. Continuo tentando entender que os jovens políticos podem mudar essa favelização geral e também da Educação. Tem muita gente que não vive da Dança, não tem um RG, mas atrapalha, suja e prega conceitos sem nenhum respaldo. Acho que as informações deveriam chegar de uma forma mais transparente ao público.
C.V.: Como analisa o “Arte em Laranjeiras e Cosme Velho”? Eventos desse porte têm apoio da sociedade e de empresários para sua realização? Há interesse de empreendedores?
B.C.: É a primeira vez que participamos, e a apresentação não aconteceu por causa da chuva. Nos outros anos, estava viajando. Quanto ao apoio, eu não sei, porque fui convidado para dançar, não faço parte da organização. Acho que a sociedade e empresários têm que ter algum abono para apoiar a cultura e para a classe, muito mais do que uma Lei Rouanet, que não funciona.
C.V.: Que dica você daria a quem está começando, profissionalmente, na arte da Dança?
B.C.: Vou ser prático e direto, tudo é difícil, além de muito esforço, dedicação e disciplina, se tiver a chance tente carreira no exterior. No seriado “Bope” tem um paradigma, ou você se omite ou se corrompe ou vai à guerra. Eu fui à guerra. Faça a sua opção e boa sorte!
Bob Cunha e Áurya Pires
Contato para aulas, shows e eventos dentro e fora do Brasil:
Tels.: 21 – 25567765 / 96293072
auryapires@yahoo.com.br
www.bobcunhayauryapires.com
A Árvore de Natal da Lagoa é um sonho!
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 16:46 | Marcadores: Especial
A inauguração da Árvore de Natal da Lagoa ontem, dia 29 de novembro, foi marcada por muitos imprevistos. Minutos antes de dar início ao espetáculo que faria a abertura oficial do evento, a natureza fez sua participação: começou a chover. Centenas de pessoas e dezenas de famílias, que lotaram o Parque do Cantagalo, na Lagoa Rodrigo de Freitas (RJ), já estavam cansadas de esperar tantos minutos para o grande momento. Mesmo com imensos transtornos, por volta das 20h50m, a produção teve que atender ao desejo do público: soltou um som de orquestra e iluminou a Árvore, no meio da Lagoa. O povo gritava, emocionado. A construção de 85 metros traz anjos, notas musicais e um tema especial, “Uma melodia de paz para a família brasileira”.
Em seguida, os artistas convidados, deram início à programção, reduzida pela intempérie. Entre os artistas, se apresentaram: Roberta Sá, Turíbio Santos, Carol McDavit, Elba Ramalho e João Bosco, apresentados pela jornalista Renata Fan, da Rede Bandeirantes de Televisão.
Sobre o evento, a funcionária pública da área de Justiça, Hustenira Fragata, 53 anos, considera o evento uma tradição. “É o terceiro movimento maior. Primeiro é o carnaval; segundo, o revéillon. Um evento gratuito que as pessoas estão sempre esperando. Eu acho o máximo! É, sem dúvida, uma pré-confraternização”, disse.
Também na platéia, a operadora de Telemarketing, Silvia Silveira, 41 anos, faz parte da inauguração todos os anos. “Acho superinteressante acontecer eventos como este nessa época do Natal. Isso é mais cultura. Para nós que somos amantes das artes, gostamos muito disso”, afrmou.
Com apoio da Bradesco Seguros e Previdência, Prefeitura do Rio e Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Árvore de Natal da Lagoa fica posta até o dia 6 de janeiro de 2009.
Vale a pena conferir tamanha beleza!
Natal no Circo: uma homenagem aos Palhaços - Edson Soares
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 15:52 | Marcadores: Edson Soares
Desejo a todos os admiradores do jornal Cultura Viva e do nosso Blog um Feliz Natal, repleto de paz, amor, saúde e união sem falsidades! Nesse ano, fiz uma homenagem diferente: comemoro o Natal com todos vocês homenageando os Palhaços - os maiores artistas do mundo - que levam humor não só às crianças, mas aos adultos também. E, a propósito: quem nunca fez uma "palhaçada" na vida? De certa forma, todos nós já atuamos como "palhaços" em algum momento. Só que não tivemos tanto talento como eles, os profissionais, claro!
Que o Senhor Jesus renasça em cada coração!
Assista: http://www.youtube.com/watch?v=b3zYJj87MCU
Qual a maior dificuldade do aluno hoje na escola?
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 15:14 | Marcadores: Educação
“A dificuldade é uma dona-de-casa sair cedo, chegar tarde, cansada e ainda ir para o colégio.
Tem também a dificuldade que vem pela idade porque as matérias são diferentes, complicadas. Tive que passar por muitos obstáculos, principalmente da vergonha de ter que estudar com pessoas mais jovens que eu, mas acabei tirando de letra. Foi uma grande conquista, uma vitória e realização de um sonho.
Hoje passo essa experiência para todos aqueles que querem estudar na minha idade. É só ter fé e confiar em Deus.”
Alzenira Gonçalves
Estudante
Nilza Moraes Rolim lança 'Estados D'Alma'
28 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 22:54 | Marcadores: Gente, Rio Bonito
A poetisa do município de Rio Bonito (RJ), Nilza Moraes Rolim (foto), lançou o livro "Estados D'Alma", no dia 5 de novembro, no Salão Nobre do Esporte Clube Fluminense, no Centro da cidade. A noite foi um marco para o público presente. Com apoio da Prefeitura Municipal de Rio Bonito, Nilza realizou um de seus sonhos: publicar seu próprio livro. Familiares, amigos e admiradores dos textos da professora aposentada, lotaram o ambiente e participaram de um evento especial, com apresentações musicais e alunos das escolas municipais declamando poemas contidos em "Estados D'Alma" em homenagem à escritora. A obra foi distribuída gratuitamente a todos os presentes.
Sucesso, dona Nilza, a senhora merece!
Da Informática para os palcos... Rodrigo Rocha!
27 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 21:08 | Marcadores: Gente
“Não fui eu que escolhi esta carreira, e sim ela me escolheu”. Esta frase do ator Rodigo Rocha, 26 anos, revela o segredo de seu sucesso. Aos 17, se dedicava por completo à área de Informática, onde fez cursos, lecionou como professor de Informática Básica e chegou a se formar em Bacharel em Informática. Com o passar do tempo, o cotidiano “cibernético” do rapaz foi se tornando estressante demais. Por passar horas frente ao computador, Rocha buscou algo para relaxar. E, como a vida tem seus planos, no meio do caminho, surge uma nova proposta. “Por acaso, andava por uma das ruas próxima à minha casa, e cruzei com um cartaz amarelo chamativo que tinha informações sobre um curso de teatro. Foi aí que comecei a fazer o curso e me apaixonei pela área de artes cênicas. Depois de alguns anos larguei tudo e quando percebi, estava me dedicando por completo nessa área. De inicio, quase ninguém sabia, fazia o curso por prazer próprio. Logo depois que tive minha primeira estréia nos palcos, convidei amigos e familiares para assistir e, desde então, sempre tive o apoio de todos”, detalha.
Preparado para atuar, o ator fez uma oficina de teatro básico. Em seguida, encarou um curso profissional técnico. Toda sua formação, em Curitiba (PR), teve muito esforço: passou por uma banca junto ao SATED do Estado para ter o registro DRT. “Hoje em dia é muito importante para quem quer seguir essa área ter alguma formação, pois cresce absurdamente a concorrência dia após dia. Se o ator não tem um diferencial, acaba mesmo ficando para trás. Precisamos estar sempre nos atualizando, fazendo cursos e buscar sempre novos horizontes em paralelo”, orienta.
Entre os principais trabalhos que já atuou, estão: “Guerra dos Sexos - Um casamento pra lá de Pós Moderno”, onde foi sucesso no Festival de Teatro de Curitiba 2008. “Esse espetáculo teve casa lotada todos os dias, e tivemos que abrir sessão extra. Foi um trabalho muito gratificante onde pude contar com minha amiga-atriz Gil Priandi”, detaca. “Parem o Mundo que eu Quero descer”, “A Vida Após o Casamento”, o musical “Música para Ver, Dança para Ouvir”, dentre outros. Na TV fez alguns episódios de um seriado para um programa local de Curitiba, comerciais e gravou alguns pilotos, como da novela “O Novo Síndico”. No cinema, participou no filme “Corpos Celestes”, além de alguns festivais com diversos curtas.
Sobre a mídia, o jovem atuante, tem sua opinião formada. “Acredito que está melhorando o espaço para as pessoas pouco conhecidas, pois a própria mídia tem buscado caras novas. Antigamente era sempre o mesmo pessoal nas telas dos nossos televisores e cinemas. Mas se pararmos, hoje, na frente de uma TV, veremos que existem diversas pessoas pouco conhecidas. E isso é muito bom para aqueles que buscam o seu espaço. Sempre haverá indicações, seja hoje, ontem e amanhã. Assim também como sempre haverá testes e por aí vai, mas diante de tudo isso, acredito que o momento seja favorável para aqueles que buscam o seu ingresso na mídia”, opina.
Especificamente sobre o teatro, Rocha acredita que “seria mais interessante se as pessoas fossem mais ao teatro ou qualquer outro tipo de cultura”. Ele ressalta que uma peça, em si, leva muitas pessoas ao teatro quando o ator é divulgado na mídia. Se um espetáculo for montado com atores não reconhecidos, é complicada sua valorização. “As pessoas reclamam muito dos preços das bilheterias do teatro, sendo que muitas vezes um lanche em um shopping sai mais caro do que assistir um bom espetáculo. Porém, tudo isso é contraditório, pois nosso público está disposto a pagar qualquer preço para um espetáculo com pessoas famosas. Acho que a consciência cultural do nosso país precisa amadurecer e muito. E não podemos esquecer do grande problema que enfrentamos hoje com as carteirinhas de estudantes falsificadas, onde todos os produtores elevam o preço, pois a grande maioria paga somente meia entrada, e quem não tem esse benefício acaba deixando de ir ou paga um preço absurdo. Isso dificulta sempre a valorização do teatro”, reclama.
O ator garante que o profissional precisa ter sorte, conhecer pessoas certas, estar no lugar certo e na hora certa para que conquiste espaços no mercado. “Tudo isso pode influenciar na sua carreira. O importante é estar aberto a novas oportunidades. Quem faz o que ama com muito carinho, tem grandes chances de ter uma carreira ascendente.”
Para 2009, Rocha busca novos horizontes. “Me desprendi da minha cidade de origem (Curitiba). Atualmente, estou morando em Campinas (SP), onde pretendo fazer cursos e estar me aperfeiçoando. Tenho conhecido pessoas maravilhosas. Já tenho alguns projetos no teatro selecionados para 2009. Acredito que estar em um novo Estado, posso estar abrindo portas e aumentando as opções de trabalho. Quero estar fazendo trabalhos nos palcos, estar ligado a algum trabalho beneficente, acreditando sempre que o próximo ano vai ser melhor que o anterior!”, acredita o jovem.
Lino Corrêa estréia na Rede TV!
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 20:52 | Marcadores: TelevisãoMulheres entendem de futebol?
25 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 01:06 | Marcadores: EspecialEm rodas de amigos, em qualquer discussão sobre futebol, a presença masculina é sempre predominante. Mas a idéia e o preconceito de que só eles é que entendem e que podem discutir sobre o assunto está indo por água abaixo. Lançado recentemente, há um pouco mais de um mês, o site Bela da Bola (www.beladabola.com.br) chegou para mostrar que a mulherada não só sabe sim de futebol, como também adora esse esporte como muitos homens.
O site é escrito apenas por jornalistas mulheres que são apaixonadas pelo jornalismo esportivo e principalmente por futebol. A idéia surgiu em maio do ano passado, quando a estudante de Comunicação Social Fernanda Belém resolveu criar um blog, com o mesmo nome do atual site, para poder escrever crônicas de jogos, cobrir treinos e entrevistar jogadores. Ela só não contava que o número de visitas pudesse crescer tão rápido, sem divulgação.
Foi então que depois de um ano, resolveu que estava na hora de profissionalizar um pouco mais a sua idéia. Convidou outras três amigas, que também são apaixonadas pelo esporte e juntas colocaram as mãos na massa e estão dando o que falar. Isabella Amorim, Pamella Lima, Raquel Vieira e Fernanda Belém formam o time Bela da Bola e ainda contam com a participação especial da jornalista da rádio Manchete, Marise Zuriaga, que por muitas vezes colabora com o grupo com matérias super interessantes e entrevistas importantes com as estrelas do futebol.
- Quando Fernanda me chamou, nem pensei duas vezes. Sou apaixonada por futebol desde criança e adorei a idéia de poder ter um site sobre o assunto e invadir esse espaço que ainda é tão restrito aos homens – declara Isabella.
Atualmente o foco do site é o futebol carioca, mas as meninas não pensam em ficar só pelas terras do Rio de Janeiro não. Esperam conseguir montar, o mais breve possível, uma estrutura sólida e crescer cada vez mais.
- O projeto bela da bola é uma proposta original que tem o objetivo de dar visibilidade ao trabalho de mulheres jornalistas (estudantes e graduadas) no futebol. A idéia fundamental é dar oportunidades e mostrar a capacidade feminina em lidar com o esporte em questão, provando que futebol não é uma questão de gênero, mas é concebido por quem gosta e entende, sejam homens ou mulheres – explica Pamella Lima.
Se você ainda não viu essa novidade no meio do futebol, confira o quanto antes.
- O site ainda não está completo, faltam alguns ajustes, mas já contamos com algumas entrevistas exclusivas, crônicas e colunas. Convidamos a todos para que confiram o site e nos enviem sugestões e críticas, para podermos ir melhorando cada vez mais. O site ainda é um bebê, mas logo ele estará no ponto. – finaliza Fernanda.
Como é o dia-a-dia de um Fã-clube?
23 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 19:58 | Marcadores: EspecialA Fafá é sempre muito presente em tudo o que acontece com o fã-clube. É muito atenciosa com todos os membros, atendendo a todos da melhor maneira possível, faz fotos, dá autógrafos, etc.
Costumamos dizer que o fã-clube é a Família Fafá, quase todos participam bastante. Não posso dizer que fazemos encontros sempre, porque temos membros de vários estados do Brasil e até fora, como Portugal e Estados Unidos, mas a Fafá conseguiu unir o grupo de uma maneira muito forte.
O nosso dia-a-dia é tranqüilo: eu e Marina Vieira, que também faz parte do fã-clube, fazemos sempre uma busca na internet, revistas e jornais por notícias da Fafá; a Marina atualiza o site do fã-clube, com as notícias encontradas, com fotos de shows e datas de novas apresentações. Eu respondo os e-mails e atualmente administro duas comunidade referentes à Fafá no orkut (Fafá de Belém é Diva e Doidinhos da Fafá). Nossas atividades são maiores quando temos show e lançamentos de CD. Nessa época ligamos para rádios, escrevemos para programas de TV pedindo músicas e participação da Fafá na programação. Ainda fazemos camisas, geralmente com a capa do CD que está sendo lançado para a estréia do show, recebemos membros do fã-clube aqui no Rio ou somos recebidos em outros estados ou cidades para as apresentações.”
Érica Freire Távora
Fã-Clube Tua Presença de Fafá de Belém
São Gonçalo (RJ)
http://www.fctuapresenca.com.br/
Como é o dia-a-dia de um Fã-clube?
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 19:53 | Marcadores: Especial
Nosso dia-a-dia é ativo, promovemos obras de ação social nos bairros carentes de Mossoró; estamos sempre juntos comemorando seja o que for, com o escudo do fã-clube a frente (carnaval, copa do mundo, São João, etc.); pagamos uma mensalidade para gastos locais e quando é para as viagens nos juntamos para sair mais barato. O importante é manter esses vínculos com a cantora, que é sempre muito atenciosa conosco. Nenhum fã-clube se mantém sem união e compreensão dos associados: o nosso é um exemplo disso.”
Fernando Filgueira Barbosa JúniorFã-clube Oficial Encontros e Encantos de Joanna
Pau dos Ferros (RN)
"Quando a gente amadurece..." - Edson Soares
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 19:50 | Marcadores: Edson SoaresCom relação à vida afetiva, nos achamos, em certos momentos, mais sensíveis e compreendemos melhor o outro ser. Mesmo quando a intolerância quer ascender, entendemos o limite, a hora de darmos um ponto final nas questões e, assim, conseguimos apertar na tecla “pause”. Evitamos, com isso, tragédias. Ganho conquistado com o amadurecimento.
Ainda assim, guardamos no peito os anseios de menino e sonhamos com coisas que ainda aguardamos o curso natural das situações. Tem causas que não dependem do nosso esforço ou vontade, mas de terceiros. Lamentamos, mas somos obrigados a esperar. A tolerância também é um fruto valioso de alguém amadurecido.
De nada ou para nada adianta a ansiedade, o desespero e o estresse. Estes só levam à morte. Quem de fato tem idade e amadurecimento suficiente para encarar a vida com presteza, consegue entender suas facetas, desvendar os seus códigos e, então, tira de letra as respostas para continuar sobrevivendo... Porque a vida é um milagre que merece ser respeitado e aproveitado.
Se você ainda não consegue enxergar os seus momentos assim, procure amadurecer e verá que as impossibilidades podem se tornar facilidades a partir do seu comportamento e prisma das situações vigentes. Tente.
Cultura de 25 anos
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 19:44 | Marcadores: TelevisãoO sucesso foi tão grande que em 1983 a Rede Globo contratou o grupo para apresentar o infantil “Balão Mágico” e durou até 1986. Na companhia de Luciana (prima de Simony), Fofão (mistura de homem com cachorro) e Castrinho que, além de ajudar a comandar o programa, também interpretava o personagem “Cascatinha”. Essa turma emocionou gerações, lotava estádios e casas de espetáculos. Inclusive, quando se apresentavam no evento anual “Chegada de Papai Noel no Maracanã”, arrancava gritos da multidão, e nos shows no Scala Rio, estendiam as datas em cartaz. Era a infância mais pura, simples e ingênua. Precocidades vieram depois com o novo formato de programa infantil.
Enfim, “A Turma do Balão Mágico” completa 25 anos e a menina que agitava a garotada, hoje mãe de 3 filhos, a Simony, lança o CD “Superfantástica”, em comemoração a essa conquista. Vale a pena conferir e apresentar aos pequeninos de hoje. Revela uma infância de sonhos, sem fantasias, e inesquecível.
Roberto Cawet no Show do Tom
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 14:36 | Marcadores: TelevisãoÁurya Pires promove grande baile para festejar seu aniversário
21 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 20:50 | Marcadores: DançaCarlos Navas e suas 'Canções de Faz de Conta'
16 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 00:59 | Marcadores: MúsicaO sucesso foi tão grande que gerou o segundo CD entitulado “Canções de Faz de Conta”, com músicas de Chico Buarque. Segundo ele, o sucesso das canções da “Arca de Noé” o surpreendeu e envaideceu muito. “De repente eu estava ali relendo clássicos de Vinicius de Moraes que foram interpretados pela nata da MPB com arranjos suntuosos nos dois discos e especiais de TV originais, que marcaram época e também a minha vida. O show ainda acontece pelo Brasil, ultrapassando 100 mil espectadores, sem mídia global, nem patrocínio. É pretensioso dizer, mas sinto que fiz uma leitura destes clássicos do meu modo e isto vem tocando platéias de faixas etárias e classes sociais muito distintas. Não pensava num segundo disco infantil, pois tenho muitos projetos adultos para tocar, mas surgiu a oportunidade e o contato com a gravadora Lua Music e eu tinha de fazer algo à altura da Arca. Daí a idéia de interpretar Chico Buarque. Os arranjos e uma interpretação despretensiosa, porém personalizada, são o forte do trabalho, mas, na minha opinião, o link com o público se deve ao fato de termos conseguido manter a alma lúdica destas canções”, explica.
De acordo com Navas, o público infantil de hoje recebe as músicas de Chico Buarque e Vinícius de Moraes muito bem, com frescor e alegria. “Daqui há 100, 200 anos, quando elas forem bem cantadas e tocadas, estou certo que a reação será a mesma. Vejo os olhos das pessoas brilharem nas platéias, independente da idade. O mesmo acontece com as canções de roda, de ninar. A mediocridade da mídia jamais conseguirá acabar com isso”, enfatiza.
O cantor deixa um recado para as crianças. “Que sejam crianças sempre, na alma e coração. O tempo é uma circunstância que pode ser feliz ou não. Que saibamos todos lidar com ele de forma construtiva e saudável. Que se preocupem com o bem estar do próximo e do nosso planeta. Que pensem, façam, ouçam, se alimentem e digam sempre coisas boas, pois isto pode transformar o Universo”, finaliza.
Contato para shows: (11) 3865-9078.
E-mail: carlosnavas@carlosnavas.com.br
Site: http://www.carlosnavas.com.br/
‘Faz um Milagre em mim’: música de Regis Danese faz sucesso no país
13 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 00:58 | Marcadores: MúsicaC.V.: Seu terceiro e mais recente CD “Compromisso” está fazendo o maior sucesso. Inclusive, a música “Faz um milagre em mim” está na boca do povo. A que se deve a identificação das pessoas com essa canção? Qual a história dessa composição?
R.D.: Vejo que esta história é minha historia há nove anos atrás, e muitas pessoas estão se convertendo, outras pessoas voltando para igreja, mas fiquei muito alegre porque Deus operou um grande milagre na vida de uma criança que nasceu com cinco meses, estava na UTI e sua avó começou a cantar “sou pequeno de mais, me dá a tua paz”, e esta frase mexeu com ela e ela disse: “Senhor, esta criança é pequena demais, mas o Senhor é grande e pode operar um milagre. E a criança saiu da UTI e passa bem. Glória a Deus!
C.V.: Quais são seus próximos projetos para este ano ainda e o próximo?
R.D.: Cumprir a agenda desse ano e o ano que vem gravar um DVD.
Faz Um Milagre em Mim
Composição: Regis Danese
Como Zaqueu eu quero subir
'TRAIÇÃO': CELEBRADA PEÇA DE HAROLD PINTER EM CARTAZ NO SOLAR DE BOTAFOGO
09 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 12:40 | Marcadores: TeatroPrestes a comemorar dois anos de existência, o Centro Cultural Solar de Botafogo apresentou no dia 26 de setembro sua segunda produção teatral. Escrita por um dos mais reverenciados dramaturgos do século XX, o inglês Harold Pinter, a peça ‘Traição’ (‘Betrayal’) ganha o palco do Teatro Solar sob a direção de Ary Coslov, em produção conjunta do Solar de Botafogo e Arcos Produções Artísticas. Isabella Parkinson, Leonardo Franco e Isio Ghelman, que também assina a tradução do texto, dão vida ao trio de personagens da trama escrita em 1978 e considerada por muitos o melhor trabalho do autor britânico, Prêmio Nobel de Literatura de 2005.
Fã de longa data da obra de Pinter, Ary Coslov adquiriu os direitos de ‘Betrayal’ após assistir a montagem há três anos, em Londres. “Esta é a realização de um antigo sonho: dirigir uma peça de Pinter, e em especial esta, considerada uma de suas melhores, um de seus textos mais pessoais”, ressalta. Sócio do Solar de Botafogo ao lado da esposa, a atriz Claudia Lira, Leonardo Franco faz coro: “É muito importante o Solar receber este projeto como sua segunda produção teatral. Nossas escolhas sempre recaem sobre textos de qualidade”, destaca.
Para verter o texto para o português, Isio Ghelman estabeleceu como principal objetivo o cuidado em ser o mais fiel possível ao original: “Não se trata de uma adaptação, tento manter ao máximo na tradução o clima do que é dito em inglês. Acho importante para a atmosfera do espetáculo que ele seja ambientado na Inglaterra da década de 70, como no original”, explica. “Tive também o cuidado de não alterar algumas referências a locais geográficos, como nomes de rua, mas cortei outras muito específicas, como o nome de uma livraria, que não acrescentariam nada para o entendimento do público e ao mesmo tempo não comprometeriam as intenções do autor”, completa.
Conhecido pela concisão de seus diálogos e pelas pausas, tão significativas quanto as falas, Pinter não foge nesta peça ao estilo que consagrou seu trabalho. No entanto, trata-se, para muitos críticos, do texto com mais força de comunicação de sua obra, o que mais se aproxima do público; mais ainda por falar sobre um tema que, direta ou indiretamente, cria de imediato uma identificação com a platéia.
A PEÇA
Um triângulo amoroso formado por um homem, sua esposa e o amante desta é o ponto de partida para uma trama em que a traição mais óbvia e aparente é apenas uma das muitas que compõem o caleidoscópico relacionamento dos três personagens, em que cada movimento muda o papel de cada um. Robert (Leonardo Franco) e Emma (Isabella Thompson) são casados e Jerry (Isio Ghelman) é o melhor amigo de Robert, padrinho do casamento e também amante de Emma, em uma relação extra-conjugal que se estende por sete anos.
Contada de trás para frente, a história começa com o encontro dos ex-amantes dois anos depois do fim de seu relacionamento adúltero. “A inversão da ordem cronológica faz do público cúmplice da história ao revelar antecipadamente o desfecho e, com isso, desloca o foco do espectador do que acontece para como acontece. Ele passa a saber mais que o personagem”, explica o diretor. Ele vai mais longe ao afirmar que o artifício usado por Pinter é uma forma de provocar a participação da platéia: “Esta estrutura é fundamental dentro da peça. É como um jogo proposto ao público e que exige sua participação, como se desvendar o comportamento daquelas pessoas fizesse parte da dramaturgia. É um golpe de mestre”, entusiasma-se.
Ao longo das nove cenas em que o espetáculo é dividido, o espectador se depara com os outros lados do triângulo amoroso. De traidor, Jerry passa a ser o maior traído quando descobre que, em certa altura de sua relação com Emma, Robert fica a par do adultério pela própria esposa e os dois nada lhe falam a respeito. Jerry descobre ainda que Robert foi também infiel no casamento e, como seu melhor amigo, nunca lhe contou sobre suas aventuras amorosas.
Em um cenário despojado assinado pelo premiado cenógrafo Marcos Flaksman, diversos móveis empilhados no fundo da cena são dispostos no palco para recriar os ambientes onde a história se passa. Uma cama, mesas, cadeiras e poucos elementos cênicos transformam o espaço ora em uma biblioteca, ora na sala de estar do casal, ora no apartamento em que os amantes se encontram ou ainda no pub e no restaurante onde parte da ação acontece. O clima de cada cena é reforçado pela luz de Aurélio de Simoni, que dialoga ainda com a projeção de datas sobre o cenário e com o uso de neons, recursos cenográficos criados por Flaksman.
Cada mudança na inversão dos papéis é sutilmente sublinhada pelos figurinos naturalistas criados por Rô Nascimento, que se vale de um jogo cromático criado exatamente para acentuar o momento de cada um na trama: “Mantive um tom de sofisticação uniforme, pertinente ao nível sócio-cultural dos personagens, com ternos, coletes, pulôvers e cardigans, mas brinco com as cores, principalmente entre os dois homens. São pequenos detalhes que pontuam essas mudanças”, descreve. Vértice do triângulo amoroso, a mulher usa sempre vestidos, que compõem de forma equilibrada os tons ora clássico ora sedutor.
O AUTOR
Aos 78 anos, Harold Pinter é, sem exagero, o mais proeminente autor teatral da atualidade. Vencedor de importantes prêmios, em que se destaca o Nobel de Literatura recebido em 2005, o inglês é também ator, diretor e autor de roteiros para o cinema, dentre os quais ‘A mulher do tenente francês’, que recebeu uma indicação ao Oscar, assim como o próprio ‘Betrayal’, levado às telas por um elenco encabeçado por Jeremy Irons, Ben Kingsley e Patrícia Hodge. Entre suas 29 peças teatrais, as mais conhecidas são ‘A volta ao lar’, ‘Festa de aniversário’, ‘Traição’ e ‘O Zelador’. Separado de seus pais quando tinha apenas nove anos de idade, em plena eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, Pinter se tornou um ferrenho opositor à guerra e defensor dos direitos humanos, assumindo publicamente suas posições políticas. Apesar do fracasso inicial de sua peça de estréia - ‘A festa de aniversário’, em 1958 –, o autor estabeleceria já em sua segunda obra, ‘The Caretaker’, a base para a consagração de uma carreira pontuada pelo sucesso e reconhecimento da crítica especializada.
"Traição" está em cartaz até o dia 7 de dezembro no Solar de Botafogo Centro Cultural, que fica na Rua General Polidoro, 180, Botafogo. E, em 2009, a temporada prossegue na casa.
EDSON SOARES NO JORNAL 'BOTAFOGO EM DESTAQUE'
08 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 00:35 | Marcadores: Edson Soares'TANGOLOMANGO' NO CIRCO VOADOR
07 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 10:06 | Marcadores: ShowSolar de Botafogo Centro Cultural: espaço onde a arte se encontra cada vez mais viva através dos espetáculos da casa
04 novembro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 00:10 | Marcadores: TeatroEm Botafogo se instala uma das casas de espetáculo mais aconchegantes do Rio de Janeiro: Solar de Botafogo Centro Cultural. Dirigido pelo casal de atores Leonardo Franco e Claudia Lira, a casa apresenta ao público atividades culturais ricas em informação e divertimento. Abaixo, três espetáculos que aconteceram, recentemente, e levaram dezenas de pessoas ao local.
Quem quiser mais informações sobre o Solar, pode acessar www.solardebotafogo.com.br. Vale a pena conferir!
Guta Stresser e Ana Paula Pedro em ‘Primeira Chuva no Deserto’
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 00:07 | Marcadores: TeatroDurante os intervalos... Nada melhor que um solo de piano
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 00:05 | Marcadores: Música, TeatroFatores como estilo, faixa etária, discurso e comportamento do público, determinam o que vai tocar. Eventualmente, promove algum contraste e considera “interessante” perceber como o público reage.
Para contratar o pianista para shows e apresentações, basta ligar ( 21) 2554-7324 e 9492-9671, ou, se preferir, enviar e-mail para danikatzenstein@gmail.com. Sem sombra de dúvida, vale a pena conferir o talento do rapaz!
Claudia Lira e João Carlos Assis Brasil em ‘Gosto que me Enrosco’
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 00:01 | Marcadores: Música, TeatroMENSAGEM DA SEMANA
31 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 14:20 | Marcadores: EspecialSe lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó. Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra. A glória do Senhor seja para sempre! Exulte o Senhor por suas obras!
Reflexão
Você consegue compreender que a despeito de quais ou quantas lutas você esteja passando, a maior delas você venceu porque está vivo (a)? A sua vida é um milagre, um presente de Deus pra você.
Imagine uma situação em que você compra um valiosíssimo presente e oferece-o a alguém que estime muito. Este alguém se emociona ao recebê-lo e agradecido, coloca este presente à sua disposição se quiser desfrutá-lo também. Qual seria a sua reação? Não ficaria lisonjeado (a) com isso? Não se acharia importante para esta pessoa?
Pois bem, é exatamente assim que Deus se sente em relação a nós, quando colocamos a disposição Dele, o presente mais valioso que já recebemos em nossa passageira existência: A nossa vida!
Que o Senhor tenha misericórdia de ti e te dê longevidade para testemunhar o Seu amor!
Com carinho,
TV Sinai: um projeto infantil inesquecível! - Edson Soares
28 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 20:16 | Marcadores: Edson Soares‘Mixórdia e Cia.’ marca público em dois meses de espetáculo
26 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 21:34 | Marcadores: TeatroSucesso de público e com grande repercussão na imprensa carioca, em todas as apresentações havia artistas e demais profissionais ligados à cultura, como atrizes, atores, diretores de teatro e cinema, além da Velha Guarda da Mangueira, que também marcou presença.
No dia 2 de agosto, o ator João Carlos Barroso do programa “Zorra Total” da Rede Globo prestigiou o elenco e, no final, foi convidado ao palco. Lá de trás onde estava sentado, gritou: “Gente, eu hoje só vim assistir”. Mesmo assim, atendeu aos colegas e foi cumprimentá-los. O público aplaudiu.
Como se não bastasse, a atriz Íris Bruzzi, que interpreta a “Vó Tuquinha” na novela “Chamas da Vida” da Rede Record, encantou-se com o que viu e comentou: “Ao assistir a peça tive momentos de emoção, pois para quem fez revista como eu, é inesquecível. Parabéns pela coragem dos colegas que, sem cenário e praticamente só contando com o talento de cada um, procuraram dar toda a beleza e alegria de um espetáculo de teatro de revista. Fernando Reski, meu grande amigo e homem de teatro, ama teatro de revista e isso fica bem claro na sua atuação. Beijos pra todos do elenco!”, disse com exclusividade ao “Cultura Viva”.
Faculdade Tobias Barreto lança Núcleo de Ensino a Distância
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 21:26 | Marcadores: EducaçãoQUEM INDICA O QUÊ - CLEITON ECHEVESTE
23 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 14:30 | Marcadores: LivrosOCUPAÇÃO: Ator, diretor e produtor.
INDICA O QUÊ? O livro “O Menino que Brincava de Ser”, da autora Georgina Martins, publicado pela editora DCL, de São Paulo, no ano de 2000 e, atualmente, se encontra em sua terceira edição.
SUA OPINIÃO: Um livro infanto-juvenil extremamente marcante, que me emocionou muito e me emociona a cada leitura que faço dele. Eu acho que ali a Georgina conseguiu fazer uma bela transposição de uma inspiração que ela teve a partir do filme “Minha Vida em Cor-de-rosa”, do Alan Berlinê, um filme belga de 1996. As mesmas questões que nós levamos para o palco com o espetáculo “O Menino que Brincava de Ser”, são colocadas de uma maneira absolutamente concisa, precisa, não-didática (porque o livro infantil didático é muito chato); ele é boa literatura e a Georgina desde então vem se aperfeiçoando ainda mais, inclusive, recentemente ela foi laureada com o prêmio “Adolfo Aizen”, da União Brasileira de Escritores, pelo livro “Uma Maré de Desejo” (um dos mais recentes dela, publicado pela Editora Ática).
"HÁ UM LIMITE" - EDSON SOARES
22 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 16:15 | Marcadores: Edson SoaresMas, vale ressaltar que “há um limite” para tudo nesse mundo, nada é para sempre. Para aqueles com bastante experiência aqui na terra, reserva-se o aprendizado que instrui para o cotidiano: paciência tem limite; nenhum emprego é eterno (se não sair por um motivo qualquer, um dia se aposenta); todo curso começa e tem seu fim. Estes são apenas alguns exemplos, mas há uma infinidade de situações com começo, meio e fim. Algumas não terminam como se esperava, mas tem lá seu término.
Da mesma forma, seu sofrimento também tem um ponto final. Hoje aparenta não ter, mas o futuro o garante: vêm novas aventuras por aí. Não sobrou para você apenas as migalhas, tem pão fresquinho... Para que transbordar seu cálice de problemas se a sua estrutura não comportaria excessiva turbulência? Por isso, quando as situações chegam ao ápice, soluções surgem; novos caminhos direcionam uma jornada com final feliz. Tem sempre conquistas para quem não desiste. Portanto, persista, você chega lá. Eu garanto.
Os mitos sobre o mel e os seus reais efeitos
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 15:33 | Marcadores: SaúdeNunca se deve dar mel às crianças com menos de um ano, já que elas não possuem anticorpos contra a perigosa bactéria Clostridium botulinum, que pode causar o tão temido botulismo, doença que provoca paralisia muscular. “As bactérias necessárias para proteger o organismo aparecem após o primeiro ano de idade e são essenciais para preservar a saúde”, explica Dra. Samantha.
Pessoas com mais de um ano de idade podem degustar o mel sem contra-indicações. O mel é considerado benéfico à saúde pois possui carboidratos e energia. Mas atenção! Isso não quer dizer que o mel cura, mas ajuda a lubrificar as vias respiratórias.
Dermatologista alerta para os cuidados com a pele no verão
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 15:27 | Marcadores: SaúdeA dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, explica que há cuidados que devem ser tomados com a pele durante a estação, mesmo quando não se está na praia ou na piscina.
É nesta época do ano que os raios solares se intensificam. Além de causarem danos à saúde, eles contribuem para o aparecimento de manchas, envelhecimento precoce da pele e até queimaduras, dependendo do tempo de exposição ao sol.
Segundo a dermatologista, 80% do envelhecimento vem de dos raios de sol. Você duvida? Então olhe a pele do rosto de uma mulher, sempre exposta, e a dos seios, que passa a vida escondida. As duas são submetidas ao mesmo envelhecimento biológico e, no entanto, parecem ter idades diferentes. Um bom argumento para usar o filtro solar desde criancinha.
As pessoas não sentem, mas o estrago está sendo feito cada vez que ficam “morenas”, já que a pele se pigmenta para se proteger. Não tem jeito, todo bronzeamento significa morte celular.
Não há desculpas para não se proteger, existem protetores e bloqueadores solares disponíveis em diversos fatores para todos os tipos de pele. “Para os amantes do sol, as exposições moderadas nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde, são uma prática saudável”, aponta Dra. Valéria.
Cuidados com a hidratação e a limpeza da pele também são essenciais nessa estação. Os hidratantes evitam a sensação de pele ressecada e desidratada, pois fornecem nutrientes e devolvem as moléculas de água perdidas com a exposição ao sol.
SIMONY SÓ PARA CRIANÇA
11 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 20:11 | Marcadores: Música.: Site Oficial Simony Cantora :.
· Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
· Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA...
... E muito mais!
Ao mestre com carinho
08 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 19:38 | Marcadores: EducaçãoO Professor é parte integrante
de nossas vitórias,
Mas nem sempre recebe
O mérito justo.
BELA LIÇÃO DE VIDA
Associe a liberdade, as conquistas,
A vitória, o futuro promissor,
Atitudes saudáveis e a eloqüência,
A cada instrução do mestre, PROFESSOR.
Não cabe a qualquer pessoa,
Exercer a mais bela profissão,
Digna das maiores deidades,
Pois, estudam, estudam, estudam..., e aprendem,
Se formam e lecionam
Para manter a tradição,
Dão-nos maior lição de vida,
Exercendo deveres voltados à socialização.
A educação lapidada
É como moeda de ouro,
Em todo universo
Tem seu valor!
A “mola mestra”
No desenvolvimento cultural
E social da nação, deveras,
É o PROFESSOR.
O porvir de cada nação,
Ao Professor, meu ídolo, pertence,
Pois o fruto de seu trabalho,
É fraterno! É eterno! É permanente!
“Não há investimento em educação
Sem antes florescer os educadores”
Cláudio Oliveira
Araruama - RJ
Registro aqui meus agradecimentos e parabenizo cada Professor pelo que faz de melhor por um ser humano e pela sua Pátria.
CORDIAIS SAUDAÇÕES, QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!
PARTICIPE
Bob Cunha e Áurya Pires vão dançar no Arte em Laranjeiras
Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 18:45 | Marcadores: Dança'CULTURA VIVA' no site da FAFÁ DE BELÉM
06 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 10:02 | Marcadores: Cultura VivaLANÇAMENTO DO LIVRO 'ENSAIOS RADIOATIVOS' DE MÁRCIO-ANDRÉ
03 outubro 2008 Postado por JORNAL CULTURA VIVA por Edson Soares às 21:24 | Marcadores: LivrosAtravés do princípio da contaminação radioativa e de uma vivência do absurdo, o autor propõe as delimitações de uma didática livre e sugere, através de reflexões em torno da literatura e da arte, as noções de uma realidade anti-institucional, anti-moralista e anti-estetizante, em prol de uma vida permeada pela obra de arte, mas em que arte e vida só são correspondentes e possíveis se partindo de dentro delas mesmas, nunca de simulacros institucionalizados e dicotomias "racionalizantes", como as noções de subjetividade e objetividade, ficção e realidade.
Márcio-André escreveu também os livros Movimento Perpétuo (2002), Cazas (2006) e Intradoxos (2007), que neste momento está sendo adaptado para o cinema pela cineasta Paula Gaitán. O poeta, tradutor, editor, performer e ensaísta atua como editor da revista de arte e literatura Confraria, produzida pela Confraria do Vento, editora que ele próprio coordena no Rio de Janeiro. Faz peças musicais para teatro e cinema e realiza performances de improvisação oral, poesia sonora e música eletroacústica, fundindo a poesia e o som do violino ao do laptop.
O lançamento de Ensaios Radioativos contará com leituras de Carlos Emílio Corrêa Lima, Poeta Chacal, Edson Cruz, Marcelino Freire, Renato Rezende e performances de Aderaldo Cangaceiro, Jean-Pierre Caron, Victor Paes.

























