Clodoaldo Gomes é um exemplo de profissional para gerações

28 agosto 2025 |

 


Ele é um exemplo de profissional a ser seguido. Depois de tantos anos trabalhando na zona rural, decidiu avançar e buscar novos caminhos profissionais. Encontrou, na barbearia, a solução para seu crescimento. Fez cursos, especializou-se e, hoje, atua no mercado de trabalho com os clientes que conquistou por sua dedicação, cotidianamente.


Este guerreiro é o Clodoaldo Gomes, 51 anos. Um homem simples, mas experiente e repleto de experiências e lições de vida para compartilhar. Hoje, ele conversou com o CULTURA VIVA. Acompanhe!

  

CULTURA VIVA: O senhor nasceu em Campos, no norte do Rio de Janeiro. Durante o tempo em que viveu lá sempre trabalhou como barbeiro?

CLODOALDO GOMES: Eu me formei e comecei a cortar cabelo, aos meus 24 anos. Antes da profissão, atuava como trabalhador rural.

 

C.V.: E como é este ramo de barbearia em Campos? Há muita concorrência?

C.G.: A concorrência, assim como acontece em todos os lugares, não é diferente na cidade de Campos dos Goytacazes.

 


C.V.: Como foi seu início como barbeiro? Recebeu algum incentivo para atuar na profissão ou decidiu sozinho?

C.G.: Na verdade, tive alguns incentivos e inspiração, como, por exemplo, quando a minha saudosa mãe cortava meu cabelo, quando eu passei a cortar os cabelos de algumas crianças da família e, também, pelo fato de, ao trabalhar na zona rural, me despertou a entrar em um desafio para eu lutar e ter uma profissão.

 

C.V.: Como foi a primeira vez que cortou o cabelo de alguém, profissionalmente? Ocorreu algum erro?

C.G.: A minha primeira vez em que cortei o cabelo de uma pessoa, como profissional, o corte não ficou bom e o cliente nunca mais voltou (risos).


 

C.V.: Com o passar do tempo, surgiram novas tendências nos cortes de cabelo. Seus clientes costumam a aderir ou são mais clássicos?

C.G.: A maioria dos meus clientes preferem continuar no clássico mesmo.

 

C.V.: E quanto aos cuidados com os cabelos, o homem anda mais vaidoso? O que mais houve da parte deles, neste sentido?

C.G.: Os homens de hoje estão mais vaidosos, com certeza. Porém, o que ainda mais os incomoda continua sendo a calvície.

 


C.V.: Como analisa o mercado da beleza em Rio Bonito? Ao chegar na cidade se surpreendeu?

C.G.: Eu cortei cabelo em Campos dos Goytacazes durante dois anos e, em Unamar, no segundo distrito de Cabo Frio, por 25 anos. Cheguei em Rio Bonito em abril de 2024. Fazendo uma comparação com as três cidades, não achei nada aqui para me surpreender no mercado de beleza não.

 

C.V.: Quem é sua maior inspiração nos cortes de cabelo?

C.G.: Lá, no início da minha carreira, existiam dois barbeiros que foram minha inspiração,  mas, hoje, não.


 

C.V.: No tocante à reciclagem, o senhor costuma fazer cursos sempre? Como se recicla, enfim?

C.G.: Meu primeiro curso de barbeiro foi no início da carreira na cidade de Campos dos Goytacazes, em 1996.  Quando eu estava em Unamar, no segundo distrito de Cabo Frio, dei continuidade fazendo o curso de cabeleireiro, em Rio das Ostras, em 2005. Mas, para atuar na profissão, preferi continuar só com os cortes masculinos mesmo.

 

C.V.: Quais são as redes sociais?

C.G.: Facebook Clodoaldo Gomes; Tik Tok @clodoaldo238; Instagram @clodoaldo997.

 

Fotos: Arquivo pessoal de Clodoaldo Gomes


Câmara de Cambuci realiza 1º Seminário de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher

27 agosto 2025 |

 


A Câmara Municipal de Cambuci viveu uma noite de grande significado nesta segunda-feira (26), durante a programação do Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. O 1º Seminário Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher reuniu autoridades, lideranças e comunidade em um encontro marcado por emoção, reflexão e inspiração.

 

A presidente da Câmara, vereadora Leila Velasco, destacou a importância do momento para a cidade. "Esse seminário é um marco para Cambuci, porque reforça a necessidade de unir forças e dar visibilidade a uma causa que precisa ser discutida todos os dias, dentro e fora do parlamento", afirmou.

 

O ponto alto da noite foi a palestra da advogada e Procuradora-Geral de Carapebus, Kênia Rodrigues Quintal, com o tema "Do silêncio à voz: o papel da sociedade no enfrentamento à violência contra a mulher". Reconhecida por sua trajetória pioneira no meio jurídico, Kênia emocionou o público ao reforçar a importância da escuta, do diálogo e da participação feminina nas decisões. "Agradeço a oportunidade de estar aqui e reforço que a mulher deve ser respeitada e ter voz ativa em todas as decisões. Só assim construiremos uma sociedade mais justa e igualitária", destacou.

 

Com sua experiência marcada pela abertura de espaços inéditos para mulheres, como a Procuradoria-Geral de Carapebus, Kênia compartilhou reflexões sobre a união de forças para mudar realidades e combater desigualdades. O evento contou ainda com a presença de autoridades do município e de cidades vizinhas, que compareceram para prestigiar a programação e reforçar a importância do debate.

 

Mais do que um evento, a noite representou um passo firme rumo a uma cidade mais consciente, engajada e comprometida com a igualdade de gênero e a valorização da mulher.

 

Foto: Divulgação

 

 

 


Carlota Marques lança single interpretado por João Cavalcanti

26 agosto 2025 |

 


Carlota Marques antecipa single gravado por João Cavalcanti, música que fará parte de um EP a ser lançado nos próximos meses. "Quem ama sangra no samba", canção composta por Carlota Marques e Paulo César Feital, reverencia e registra a força, a sensibilidade, a emoção e a delicadeza da alma feminina das nossas tantas "Iyás" (em iorubá significa mãe, uma forma carinhosa para nos referirmos à figura materna), responsáveis pelo deslumbramento da única ópera em movimento do mundo contemporâneo: o Carnaval.

 

Carlota Marques (compositora premiada e parceiros famosos)

 

Compositora premiada em diversos festivais de música  no país, nos quais iniciou sua trajetória autoral; parceira de Délcio Carvalho, Paulo César Pinheiro, Angela Ro Ro, Irinéa Maria, Paulo César Feital e Vidal Assis, teve suas composições gravadas por  Chico Buarque,  Paulo César Pinheiro, Alaíde Costa,  Jane Duboc, Fátima Guedes, Délcio Carvalho, Leila Pinheiro, Jorge Vercillo, Áurea Martins, Roberto Menescal, Danilo Caymmi, Angela Ro Ro, João Cavalcanti, dentre outros expressivos intérpretes da nossa música.

 

 Além do single "Quem  ama sangra no samba o EP de Carlota Marques, que será lançado ainda em 2025, também trará parcerias da artista com grandes nomes  da MPB, como Ângela Ro ro e Paulo César Pinheiro.  

 

QUEM AMA SANGRA NO SAMBA

Confira os links para o single e clipe:

https://link.quae.com.br/CarlotaMarques_QuemAmaSangraNoSamba?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAAacNEZYOd96jwoTTvR7xhLsoUvSVBMaKV9kNtOj6FkxVOnZZ9vW544Pky-1rDA_aem_Y9Ai5dfalP2AKAQq4gsL-Q


https://www.youtube.com/watch?v=e2lwQ2evntE

 

LETRA

Quem Ama Sangra no Samba

(Carlota Marques/Paulo César Feital)


Samba/ Há entre a renda e a miçanga/Um dedo negro que sangra/ No tafetá do pierrô

Samba/ Quem ama sangra no samba/ Cantando o enredo entre as mangas/ Do manto do imperador/ Vivem, mães e mulheres dos bambas/ No barracão das muambas/ Entre a paixão e o amor/ Bordam fios de fibra no pano/ Sangue no Império Serrano/ As veias na Beija-Flor/ São costureiras, rendeiras/ Sinhás bordadeiras,/ Tecendo a ilusão/ Tantas Marias guerreiras/ Anônimas Silvas,/ As porta-bandeiras da decoração/ Sambam, entre o batuque e a costura/ Alinhavando a ternura/ De um povo tão sonhador/ Ah, há entre a renda e a miçanga/ Um dedo negro que sangra¹ No tafetá do pierrô/ Ah, quem ama sangra no samba no barracão das muambas/ Na mão que bate o tambor/ Ah, há entre a renda e a miçanga/ Um dedo negro que sangra/ No tafetá do pierrô/ Ah, quem ama sangra no samba/ Na pulsação da kizomba/ Na emoção do cantor 

 

FICHA TÉCNICA

Composição: Carlota Marques e Paulo César Feital// Arranjo:  Leandro Braga//Voz: João Cavalcanti//Violão: João Ferraz//Violão 7 cordas: Marlon Júlio//Cavaquinho e banjo: Léo Pereira//Percussão: Magno Júlio//Clarineta: Aline Gonçalves.

 

VIDEOCLIPE

Vídeo Captação: Marcelo Junior, João Marcelo Fernandes//Edição: Marcelo Junior.

 

Foto: Internet

 


No dia 3 de setembro, às 20h, o grupo de artistas “Todos nós somos um” realizará o seu primeiro SARAU com o objetivo que acompanha o grupo desde a sua fundação: abrir um espaço de amostra, interação, troca e fomento à arte. Byafra, Projeto Caleidoscópio, Chiko Queiroga, Paulo Façanha, Natália Boere, Gabriel Vale, Luiz Guima, Marco Guahyba, Fábio Lima, Giovanna Farias, Guto Collina e Lander Andrade irão abrir a noite na Casa com a Música, na Lapa. Em seguida, o microfone estará disponível a todos que quiserem apresentar suas músicas, poesias e trabalhos artísticos. 

 

O Sarau foi intitulado de “Coração Valente” em homenagem a um dos artistas, Tuninho Villas, que acabou de passar por uma cirurgia cardíaca. Tuninho, além de ser o presidente do Sindicato Nacional dos Compositores Musicais (SINDCOM), é o dono do espaço juntamente com sua esposa, Robertinha Villas, que também integra o coletivo. 

 

O “Todos nós somos um” é um grupo formado por compositores, intérpretes, poetas, instrumentistas e artistas do Brasil inteiro. De acordo com Analu Paredes, do Projeto Caleidoscópio, os ideais do coletivo convergem com uma grande carência no mercado cultural atual. 

 

 - O nosso coletivo tem fome de arte, de poesia, da música que toca a alma. A ideia é fazermos Saraus por todo país e abrirmos espaço para artistas exporem seus trabalhos, fazerem novas parcerias e semearem cultura e afeto - conta.

 

Ela explica que a necessidade de se criar um movimento artístico nos dias de hoje é fundamental, pois, com a era dos streamings, as pessoas têm ficado cada vez mais individualistas e os espaços para artistas estão cada vez mais escassos.

 

- “Todos nós somos um” é um grito de ocupação de uma camada poderosa da música brasileira que clama por um novo amanhã democrático e espaço para todos expressarem a sua arte – completa.

 

Onde: Casa com a Música - Rua Joaquim Silva, 67, Lapa, Rio de Janeiro - RJ

Quando: 3 de setembro, quarta-feira, às 20h

Entrada: ingresso solidário

Redes sociais:

https://www.instagram.com/casacomamusica/

https://www.instagram.com/todosnossomosum/

 

Foto: Divulgação


 


Dando início a programação da semana, o Blue Note Rio vai receber o cantor baiano Saulo Fernandes. Ele fez sua primeira participação numa apresentação em público em um trio elétrico aos 10 anos, comandou seu primeiro Carnaval na Bahia em 2001 e já no ano seguinte, com seu trabalho cada vez mais reconhecido, foi convidado a comandar a tradicional Banda Eva. Na quarta-feira, o cantor se apresenta pela primeira vez no palco do Blue Note Rio.


 

Na quinta e na sexta, Mel Lisboa está de volta ao Blue Note Rio para apresentar seu show em tributo a Rita Lee. Mel performa vários sucessos do repertório da rainha do rock n’ roll brasileiro no formato voz e violão. A própria Rita um dia disse “Mel, você me fez muito melhor do que eu mesma”. A intérprete, então, devolve o elogio numa homenagem apaixonada para aquela que até hoje é sua melhor personagem.
 

No sábado, a voz jamaicana que conquistou o mundo retorna ao Blue Note Rio com a nova turnê “Andru Donalds Acoustic Live”. Conhecido mundialmente por sucessos como “Mishale”, “Save Me Now”, “Lovin’ You” e por sua voz marcante no projeto Enigma, o cantor retorna ao Brasil para uma série de apresentações em formato acústico. Em uma atmosfera intimista e repleta de emoção, Andru será acompanhado pelo compositor, tecladista e produtor musical Pedro Malcher e pelo talentoso produtor musical e guitarrista brasileiro Rafael Casqueira, revelação da nova geração de músicos nacionais.

 


Na sequência, às 22h30, a compositora e vocalista de jazz brasileiro, Anna Setton apresenta suas próprias composições e arranjos, destacando sua voz poderosa e intimista enquanto se apresenta ao lado de seu quarteto. Anna é uma artista singular: moldou sua voz e musicalidade navegando pelas noites de jazz de São Paulo, percorreu o mundo por cinco anos ao lado da grande lenda Toquinho, mergulhou nos universos do jazz, da bossa nova e da MPB, e de lá emergiu com uma música fresca, melódica e original.
 

No domingo, às 19h, Tuto Ferraz lança seu disco de jazz ao vivo, gravado em Santiago (Chile), em show no Blue Note Rio. No repertório, faixas do primeiro álbum e inéditas que estarão no segundo disco de estúdio, previsto para o segundo semestre de 2025. Uma noite para celebrar a criatividade e a energia do jazz contemporâneo com forte influência brasileira.


27/08 - QUARTA - 20h e 22h30

SAULO FERNANDES


 

28/08 - QUINTA - 18h

PIANO BAR - ADAURY - PART. ZÉ MARIA


 

28/08 - QUINTA - 20h e 22h30

MEL LISBOA CANTA RITA LEE


 

29/08 - SEXTA - 20h e 22h30

MEL LISBOA CANTA RITA LEE


 

30/08 - SÁBADO - 20h

ANDRU DONALDS ACOUSTIC LIVE


 

30/08 - SÁBADO - 22h30

ANNA SETTON


 

31/08 - DOMINGO - 19h

TUTO FERRAZ QUINTETO 

 

 

Foto1: Divulgação

Foto2: Simone Marinho

Foto3: Divulgação

 


João Silva celebra o "Programa do João" em festa especial vestido de Philipp Plein

22 agosto 2025 |

 


Na noite desta quinta-feira, 21 de agosto, João Silva recebeu convidados em São Paulo para comemorar o lançamento de seu novo programa no SBT. O apresentador foi o anfitrião da noite vestindo look completo da marca alemã Philipp Plein, que assina com exclusividade seu estilo para a ocasião. 

 

Programa do João, que estreou no último dia 9 de agosto e vai ao ar semanalmente, à meia-noite, após o ‘’Sabadou com Virgínia’’, tem a proposta unir emoção, entrevistas e entretenimento em uma linguagem que conecta diferentes gerações. 

 

Com a escolha por Philipp Plein, João reforça sua identidade ligada ao universo da moda e do entretenimento, marcando este novo momento de sua carreira em grande estilo. 

 

@philipppleinofficial 
@philipppleinriodejaneiro 

 

Shopping VillageMall 
Avenida das Américas 3.900 
Barra da Tijuca 
Tel: +55 (21) 3252-2810 

 

Foto: Ranato Pizzutto


 


Um novo centro cultural nasce no coração de São Paulo com a proposta de somar o acesso à arte contemporânea: o Espaço República abre oficialmente suas portas com uma exposição coletiva inédita intitulada “Do ateliê à exposição: Dialéticas artísticas no Espaço República” reunindo obras de arte de 19 artistas visuais residentes que hoje mantêm seus ateliês no prédio. 

 

A mostra com entrada franca, com curadoria de Andrés Inocente Martín Hernández, PhD, Curador, pesquisador e crítico de Arte, marca o lançamento de um projeto que integra ateliês de produção, salas para cursos e workshops, além de um andar expositivo com estrutura profissional. Uma cadeia completa pensada para apoiar artistas em todas as etapas de sua trajetória.

 

Localizado na icônica Avenida São Luís, no centro histórico da capital, o prédio que abriga o Espaço República tem uma longa história familiar e comercial, mas foi na pandemia que começou sua transformação. 

 

Com os conjuntos corporativos esvaziados desde o pós pandemia e guiado por uma vivência profunda no meio artístico, Philip Haji-Touma, artista, empreendedor e idealizador do projeto, decidiu abrir os andares para o universo da criação. “Eu via muitos artistas talentosos à procura de espaço para trabalhar, expor ou ensinar. Criei esse ambiente para suprir essas lacunas e formar um ecossistema que viabilize a produção artística como um todo, funcionando como um laboratório”, afirma Phil.

 

Hoje, o Espaço República ocupa cinco andares: três com ateliês (privativos e coletivos), um andar dedicado a cursos e outro voltado à exibição de obras. Mais do que alugar salas, o projeto oferece uma infraestrutura que inclui curadoria, apoio fotográfico, produção de exposições, montagem e assessoria. 

 

“É uma resposta concreta a um mercado que, muitas vezes, é carente de espaços que acolhem projetos e artistas oferecendo uma estrutura profissional e organizada para realizar seus anseios artísticos", completa Philip.

 

A exposição de inauguração, que estreia no dia 28 de agosto e fica em cartaz até 20 de setembro, é também um gesto coletivo. A programação acontece sempre de quinta a sábado com entrada franca.

 

“Essa mostra é um retrato vivo da potência artística que está sendo gestada aqui. É emocionante ver a diversidade de linguagens, materiais e propostas que surgem desse convívio diário entre artistas”, afirma o curador Andrés Hernández, que vem acompanhando de perto a produção dos ateliês. 

 

A exposição no Espaço República em São Paulo conta obras de arte de 19 artistas que possuem seus ateliês no mesmo prédio onde se encontra o Espaço, e de dois artistas que já tiveram seus estúdios aqui, tem o intuito de provocar discussões sobre dialéticas artísticas que atingem os artistas visuais e o Sistema Artístico Contemporâneo. Destaque especial para os ciclos que circundam o trabalho no ateliê e destes para a exposição.

 

“É uma experiência de imersão. Queremos que as pessoas entendam o que é criar no centro da cidade, ocupando esse território com arte, com encontros, com troca”, diz Phil.

 

“Minha obra é um convite urgente: sonhe, mesmo quando tudo ao redor parecer endurecido. É rosto, tecido, memória, uma bandeira íntima no centro de São Paulo. No Espaço República, junto de outros artistas, traçamos novas rotas sensíveis. Transformamos concreto em poesia, ruído em presença, centro em arte viva. Aqui, a arte pulsa onde pulsa a cidade. Sonhar é o primeiro ato de resistência”, diz Andrea Natali, uma das artistas da mostra.

 

“Este é um experimento plural, artístico e humano que pretende deixar em evidência hibridações operacionais e conceituais - CONCEBER, CONSTRUIR, EXPOR - nos tensionamentos das camadas que sequenciam o trabalho artístico e as relações entre os agentes do Sistema: artistas, obras de arte, curadores, espaços arquitetônicos, produtores, mercado de arte, espectadores e/ou participantes de publicações, expografia, escrita, editais, salões, residências, portfólios etc”, pontua o curador.

 

“O projeto evidencia a importância dos diálogos entre os artistas visuais, os agentes e/ou processos do Sistema Artístico Contemporâneo para retroalimentar conhecimentos, atualizações de discursos e normas burocráticas na Arte Contemporânea e, sobretudo, o respeito e harmonia entre os seres humanos, conceitos tão primordiais na contemporaneidade”, acrescenta Hernández.

 

“Meu trabalho traz um olhar sobre vulnerabilidade, gênero e sexualidade, ampliando o debate sobre temas ainda pouco visíveis nas artes visuais. No Espaço República, esse hub de artistas fortalece a cena cultural do centro de São Paulo, criando conexões, atraindo novos públicos e dialogando com a renovação da região, marcada pela presença de galerias e espaços independentes”, afirma Duda Breda, artista plástico que terá a obra exposta.

 

“Apresento obras que exploram a percepção das cores e seus fenômenos em movimento, profundidade, irradiação, por meio de pintura, linhas, camadas e sobreposições. A maior contribuição dos artistas do República é aproximar arte e cultura do cotidiano urbano e manter viva a revitalização do centro”, afirma Veridiana Magalhães, artista plástica do espaço.

 

Segundo Hernández: “Uma exposição que reverbera em discussões e interpretações de cada obra de arte e do conjunto delas, assim como possibilita aprofundar no conhecimento de processos que acompanham a produção artística na contemporaneidade e, consequentemente, valorizar a importância da arte na sociedade e de como a ARTE é uma ferramenta indispensável para a educação e a instrução”.

 

Além da exposição, o público poderá participar de ateliês abertos, visitas mediadas com o curador e rodas de conversa com artistas ao longo do período. A mostra marca um novo momento para o prédio, mas também para o circuito de arte da cidade. 

 

A ideia é que o Espaço República seja um hub artístico: acolhendo, projetando e conectando artistas de dentro e fora de São Paulo. Todo o trabalho é baseado na construção e propósito e não na obrigação. Sendo que grande parte dessa exposição assim como todo o ecossistema do projeto foi e está sendo montada com a ajuda e indicações de artistas internos. É um espaço vivo, colaborativo e inclusivo”, finaliza Philip Haji-Touma.

 

Exposição de Abertura – Espaço República

Local: Espaço República — Avenida São Luís 86, República, São Paulo – SP

Data: De 28 de agosto a 20 de setembro de 2025

Horário: Quintas a sábados, das 14h às 19h

Programação inclui visitas com curador, ateliês abertos e rodas de conversa com artistas

Entrada gratuita

Instagram:  @espacorepublica

 

***Na Foto em destaque, Philip Haji-Touma, artista, empreendedor e idealizador do projeto

 

Foto: Divulgação


Sophia Abrahão no Teatro UOL com o espetáculo 'Uma semana, nada mais’

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O casal, Sofía (Sophia Abrahão) e Pablo (Leandro Luna) estão morando juntos há quatro meses. Mas o que é um paraíso para ela é um inferno para ele. Pablo quer romper o relacionamento, não aguenta mais. Um desejo repentino e urgente que ele não sabe como resolver. Para isso, ele obriga Martin (Beto Schultz), seu melhor amigo, a morar com ele e sua namorada, para que ela, cansada de viver com um intruso, decida terminar o relacionamento.

 

Se a convivência a dois já é difícil, imagine a três?

 

Uma semana, nada mais. É o tempo estipulado entre os amigos para concluírem o grande plano.


 

Todos enfrentarão situações inesperadas e surpreendentes que revelarão facetas completamente ocultas de suas personalidades.

 

Depois de tantos anos de amor e amizade, uma semana será suficiente para por fim a essas relações?

 

FICHA TÉCNICA:

Autoria: Clement Michel.

Direção: João Fonseca.

Elenco: Leandro Luna, Sophia Abrahão e Beto Schultz.

 

Temporada: 06 de setembro a 26 de outubro de 2025.
Apresentações: Sábados e Domingos, 18h.

Ingresso*: Setor único - R$ 100,00 (inteira).

Duração: 70 minutos.

Classificação indicativa: 14 anos.

 

Fotos: Divulgação


‘Corte Fatal’ no Teatro UOL, em SP

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Certificada pelo Guinness como a peça não musical há mais tempo em cartaz no mesmo teatro, “Shear Madness” retorna ao Brasil após três décadas como CORTE FATAL, em uma nova versão dirigida por Pedro Neschling e estrelada por Carmo Dalla Vecchia, Fernando Caruso, Douglas Silva e grande elenco.

 

A trama se passa em um salão de beleza em São Paulo, onde uma famosa cantora reclusa é assassinada. Todos se tornam suspeitos e o público assume o papel de detetive, ajudando a decidir o rumo da história. Com uma estrutura ágil e dinâmica, o espetáculo quebra a quarta parede e transforma os espectadores no “sétimo personagem”.

 

Com 40 anos de sucesso internacional, a peça já foi traduzida para 28 idiomas e vista por 14 milhões de pessoas. Agora, CORTE FATAL promete prender a plateia entre o suspense e o riso, garantindo uma experiência única e interativa.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção e Adaptação: Pedro Neschling.
Atores: Carmo Della Vecchia, Douglas Silva, Fernando Caruso.
Autor: Paul Pörter.

Produção geral: Sandro Chaim e Miçairi Guimarães.

Realização: Magic Group.

 

Temporada: 05 de setembro a 02 de novembro de 2025.
Apresentações: Sextas e Domingos, 20h - Sábados 20h e 22h.

 

Ingresso*: Setor A: R$ 150,00 | Setor B: R$ 120,00
Duração: 100 minutos.
Classificação etária: 14 anos.

 

Foto: Divulgação


 


Aos 85 anos, Toni Gonçalves estreia na literatura com um livro que é pura memória viva, atravessada por humor, poesia e resistência. “Xe Mombe’u” — expressão guarani que significa “Minhas histórias” — reúne crônicas e causos que não seguem a ordem dos calendários, mas a ordem do coração.

 

Descendente de indígenas, psicanalista de formação, ator e produtor cultural por paixão, Toni transforma lembranças em narrativa, costurando episódios de infância, juventude e maturidade com a leveza de quem sabe rir da própria vida e a firmeza de quem enfrentou preconceitos e superações.

 

O livro é um convite a caminhar com ele pelas estradas do Brasil profundo: o caminhoneiro apaixonado que estampava declarações no para-choque, a “patente” descoberta em viagem ao Sul, os bailinhos de bairro que guardavam segredos e amores, as andanças que encheram os bolsos de memórias.


 

Xe Mombe’u é crônica popular, feita de lembranças que se confundem com invenção e risos que convivem com cicatrizes. Cada página carrega o jeito simples e direto de Toni contar a vida como se estivesse proseando na beira da estrada. No prefácio, o cineasta Diaulas Ullysses resume bem: “O papel não morre. A palavra, menos ainda. Reflita. E viva o Toni ‘Guarani’ Gonçalves!”.

 

Com prefácio de Diaulas Ullysses e nota editorial de Vicentini Gomez, o livro é também celebração de uma amizade e parceria artística que se desdobrou em filmes premiados como Juqueriquerê, Encontro Inoportuno e Cantando pras Cadeiras. 

 

Ficha técnica:

Título: Xe Mombe’u – Minhas Histórias

Autor: Toni Gonçalves

Edição: 2025 - 112 páginas

Editora: Paieiros inventores de histórias

Dia 23 de agosto de 2025

Livraria do Espaço – rua Augusta, 1475

Espaço Petrobras de Cinema

Prêmio Aldir Blanc  -  Governo Federal, o Governo do Estado de São Paulo, a Política Nacional Aldir Blanc, a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e o Fomento CULTSP.

 

Fotos: Divulgação


 


O Botafogo Praia Shopping, em parceria com a galeria Zagut, apresenta a exposição "Enseada Eco Visual", uma mostra de arte que une a criatividade artística à conscientização ambiental. Com a Enseada de Botafogo aos seus pés e a imponente silhueta do Pão de Açúcar como testemunha, o shopping reafirma seu compromisso com a natureza que o cerca, acolhendo uma iniciativa que se alinha com sua visão de um futuro mais sustentável. A exposição estará disponível de 20 a 22 de agosto, no Espaço Vista, no 3º piso. 

 

A Zagut, presente no 1º piso do shopping, é uma galeria que compartilha a crença no poder da arte como voz da sustentabilidade que traz consigo um histórico de exposições que ecoam os objetivos das Nações Unidas. O Rio, palco da histórica Eco 92, pulsa com a urgência das questões ambientais, e o Brasil, com a COP30 na Amazônia Legal, assume um papel central na proteção de nosso planeta. Com obras que incluem desenhos, gravuras, pinturas, colagens e poemas, a mostra é um manifesto visual que convida a uma reflexão que interfira para um futuro melhor. 

 

Para celebrar a inauguração, no dia 20 de agosto, a exposição contará com um coquetel especial a partir das 16h, onde o público poderá interagir com os artistas enquanto desfruta de vinhos e petiscos. Durante os três dias, os visitantes terão a oportunidade de apreciar de perto as obras e, se desejarem, poderão adquiri-las diretamente dos artistas através de um QR Code presente no local. O encerramento da mostra, no dia 22 de agosto, também terá um evento para marcar a presença da exposição no shopping. 

 

"Acreditamos que a arte é uma ferramenta poderosa para gerar reflexão e conscientização. A exposição Enseada Eco Visual é uma forma de trazer essa discussão para o nosso público, unindo o talento dos artistas à nossa visão de um mundo mais sustentável. É uma oportunidade para que os nossos clientes vivenciem uma experiência cultural e se conectem com uma causa tão importante, tudo isso em um espaço com uma das vistas mais inspiradoras da cidade.", afirma Isabella Colonna, gerente de marketing do Botafogo Praia Shopping. 

 

Exposição "Enseada Eco Visual"  

Local: Espaço Vista, 3º piso – Botafogo Praia Shopping  
Período: De 20 a 22 de agosto de 2025  
Horários: 

  • Inauguração (20/08): Das 16h às 20h 
  • Visitação (20 a 22/08): Das 10h às 22h  
  • Entrada: Gratuita 

 

 

Botafogo Praia Shopping 

Imagine um local com um variado mix de compras, alimentação e serviços. Junte uma vista deslumbrante para o mais belo cartão-postal da cidade e adicione charme e conveniência. Este é o Botafogo Praia Shopping, que há mais de 20 anos encanta os cariocas e turistas que chegam a Botafogo, um dos mais tradicionais bairros da cidade. Inaugurado em 23 de novembro de 1999, o Botafogo Praia Shopping faz parte da rotina de quem mora e/ou trabalha em Botafogo e bairros adjacentes na zona sul carioca. Sua localização é privilegiada. Além de estar a cinco minutos da Estação de Metrô Botafogo e a apenas 15 minutos do Aeroporto Santos Dumont, o shopping fica localizado em frente ao Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos da cidade e conta com um mix completo que atende a um público qualificado, composto por executivos e profissionais de empresas em seu entorno, além de famílias e moradores da região.  #BotafogoPraiaShopping

 

Sobre a Ancar Ivanhoe 

Ancar Ivanhoe, com 50 anos de atuação no mercado, é a maior empresa de capital privado em shopping center do país. Pioneira no setor, começou sua trajetória na década de 70, quando ingressou na indústria como uma das responsáveis pelo desenvolvimento do segundo shopping construído no Brasil: o Conjunto Nacional Brasília. Em 2006, associou-se à canadense Ivanhoe Cambridge, líder global de serviços imobiliários, e continua em constante expansão. Após 10 anos dessa parceria de sucesso, a Ancar Ivanhoe tornou-se uma das cinco maiores empreendedoras e administradoras de shopping center do Brasil, presente nas cinco regiões do país, com 24 empreendimentos em seu portfólio, entre shoppings em operação e em desenvolvimento.  Para mais informações, acesse www.ancarivanhoe.com.br.  

 

Foto: Botafogo Praia Shopping/Divulgação


 


Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição A terra, o fogo, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant, que conta com o patrocínio do Nubank, Mantenedor Institucional do Instituto Tomie Ohtake, da SKY, na cota Bronze, e da Fundação Norma y Leo Werthein, na cota Apoio. Concebida como um museu em movimento e dedicada à obra e ao pensamento do poeta, filósofo e ensaísta martinicano Édouard Glissant (1928–2011), a exposição integra a Temporada França-Brasil 2025 como um de seus principais destaques. A iniciativa de intercâmbio cultural é promovida pelo Instituto Francês e pelo Instituto Guimarães Rosa (Itamaraty), com o apoio de um comitê formado por 15 empresas: Engie, LVMH, ADEO, JCDecaux, Sanofi, Airbus, CMA CGM, CNP Seguradora, L’Oréal, TotalEnergies, Vinci, BNP Paribas, Carrefour, VICAT e SCOR. Com curadoria de Ana Roman e Paulo Miyada, a mostra é uma realização do Instituto Tomie Ohtake, correalização do Mémorial ACTe, do Édouard Glissant Art Fund e do Institut Tout-Monde, além de parceria com o CARA — Center for Art, Research and Alliances e apoio institucional do Institut Français.


Parte da pesquisa de longo prazo do Instituto Tomie Ohtake em torno da produção de memória, a exposição dá sequência a iniciativas recentes como a mostra Ensaios para o Museu das Origens (2023) e o seminário “Ensaios para o Museu das Origens – Políticas da memória” (2024), que reuniu representantes de museus, arquivos e comunidades em um intenso debate sobre preservação e cidadania.


Com seu título inspirado na antologia poética La Terre, le feu, l’eau et les vents (2010), organizada pelo escritor martinicano, a mostra ensaia o que seria um “Museu da Errância”. Errância é uma vivência da Relação: recusa filiações únicas e propõe o museu como arquipélago – espaço de rupturas, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Contra genealogias rígidas, propõe-se uma memória em trânsito, feita de alianças provisórias, traduções e tremores – um processo institucional movido pelo encontro entre tempos, territórios e linguagens. Ainda que Glissant tenha deixado fragmentos de sua visão para um museu do século 21, não chegou a concretizá-lo. A curadoria imagina como poderia ser esse Museu da Errância em uma mostra de múltiplas camadas e conexões inesperadas entre obras, documentos e paisagens. As duas ideias-chave da organização da montagem da exposição são a palavra da paisagem e a paisagem da palavra, concebidas a partir da concepção de Glissant de “parole du paysage”. Como apontam em texto, “No primeiro caso, o território infiltra-se na fala; no segundo, a linguagem se projeta no espaço, convertendo signos, letras e códigos em relevo, clima ou correnteza”. Para o poeta, a paisagem não é apenas cenário externo, mas força ativa que molda memórias, gestos e linguagens.


Além disso, estão presentes em frases, manuscritos e entrevistas do autor outras ideias como Todo-mundo, crioulização, arquipélago, tremor, opacidade, palavra da paisagem e aqui-lá. Para a curadoria, que trabalhou em contínuo diálogo com Sylvie Séma Glissant, trata-se de um arco de assuntos interligados com profunda relevância no mundo contemporâneo, que mais uma vez se vê permeado por discursos e medidas de intolerância perante o diverso e incapaz de criar canais de escuta dos Elementos naturais e das paisagens ameaçados de destruição.


É nesse horizonte que se apresenta, pela primeira vez no Brasil, parte da coleção pessoal reunida por Glissant e atualmente preservada no Mémorial ACTe, em Guadalupe. O conjunto inclui pinturas, esculturas e gravuras de artistas com quem o pensador conviveu e sobre os quais escreveu, como Wifredo LamRoberto MattaAgustín CárdenasAntonio SeguíEnrique ZañartuJosé Gamarra, Victor Brauner e Victor Anicet, entre outros. São artistas de crescente reconhecimento internacional, que viveram trajetórias de diáspora e imigração, e produziram em trânsito entre línguas, linguagens, paisagens e histórias múltiplas. Trata-se de um valioso recorte da produção artística da segunda metade do século 20, que lida com o imaginário, a figuração, a linguagem e as grafias como recursos carregados de traços de memória, identidade e invenção.

 

À coleção de obras somam-se documentos, cadernos, vídeos e fragmentos de textos e entrevistas de Glissant, igualmente inéditos. Entre eles, destaca-se o Caderno de uma viagem pelo Nilo (1988) – com notas e desenhos em fac-símile – que vai além do registro de viagem para se tornar um exercício poético-filosófico, no qual o autor questiona a ideia de uma origem única e propõe a noção de origens múltiplas. A mostra apresenta também trechos da extensa entrevista concedida em 2008 a Patrick Chamoiseau, escritor martinicano e parceiro intelectual de Glissant, da qual resultou o monumental Abécédaire. O público poderá conferir dezessete verbetes selecionados pela curadoria, exibidos em seis monitores distribuídos pela exposição. Esses materiais revelam como o poeta elaborava suas ideias no cruzamento entre escrita, oralidade e imagem.

 

Este extenso e rico acervo é apresentado em diálogo com trabalhos de mais de 30 artistas contemporâneos das Américas, Caribe, África, Europa e Ásia — nomes como Chico TabibuiaEmanoel AraújoFederica MattaFrank WalterJulien CreuzetManthia DiawaraMelvin EdwardsSheila Hicks, Rebeca Carapiá, Pol Taburet, Tiago Sant’Ana, entre outros — que convocam o público a experimentar, de forma sensorial, o entrelaçamento entre paisagem, linguagem e memória. Nas palavras dos curadores: “Entre as peças selecionadas há partituras visuais que serpenteiam pelas paredes como cordilheiras, vídeos em que frases viram espuma marítima e instalações sonoras que transformam poemas em ar e vibração”. Parte dessa proposta inclui ainda obras especialmente comissionadas para a exposição, realizadas por Aislan PankararuPedro França e Rayana Rayo, do Brasil, e por Arébénor BasséneHamedine KaneNolan Oswald DennisPol TaburetKelly Sinnapah Mary e Tarik Kiswanson, de diferentes contextos internacionais, ampliando as vozes e perspectivas que atravessam a mostra.

 

Para setembro, está programado o lançamento de um catálogo, em português e em inglês - cuja edição em inglês está sendo coeditada pelo CARA - que reúne textos das instituições parceiras, ensaio curatorial de Ana Roman e Paulo Miyada, verbetes sobre os artistas participantes, além da transcrição de trechos do Abécédaire. O volume inclui também o manuscrito Caderno de uma viagem pelo Nilo, de Glissant, assim como legendas técnicas e ficha detalhada da exposição. Em novembro, no Instituto Tomie Ohtake, a programação se completa com um seminário com a participação de alguns dos artistas da exposição e com importantes intelectuais que dialogam com a obra de Glissant.

 

O projeto contempla, ainda, uma residência artística na Martinica, realizada em agosto de 2025, com a participação de Rayana Rayo Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). Os frutos dessa vivência, que conta com o apoio da Coleção Ivani e Jorge Yunes e do Instituto Guimarães Rosa, darão origem a intervenções em diálogo com a coleção de arte africana do MON – Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O evento também integra a Temporada França Brasil. No primeiro semestre de 2026, a exposição tem itinerância prevista para Nova York, no CARA — Center for Art, Research and Alliances.


Lista completa de artistas participantes:

Agustín Cárdenas, Aislan Pankararu, Amoedas Wani e Patrice Alexandre, Antonio Seguí, Arébénor Basséne, Cesare Peverelli, Chang Yuchen, Chico Tabibuia, Eduardo Zamora, Emanoel Araújo, Enrique Zañartu, Ernest Breleur, Etienne de France, Federica Matta, Flavio-Shiró, Florencia Rodriguez Giles, Frank Walter, Gabriela Morawetz, Geneviève Gallego, Gerardo Chávez, Hamedine Kane, Irving Petlin, Jean-Claude Garoute (Tiga), José Gamarra, Julien Creuzet, Kelly Sinnapah Mary, M. Emile, Manthia Diawara, Mélinda Fourn, Melvin Edwards, Minia Biabiany, Nolan Oswald Dennis, Öyvind Fahlström, Pancho Quilici, Paul Mayer, Pedro França, Pol Taburet, Raphaël Barontini, Rayana Rayo, Rebeca Carapiá, Roberto Matta, Serge Hélénon, Sheila Hicks, Sylvie Séma Glissant, Tarik Kiswanson, Tiago Sant’Ana, Victor Anicet, Victor Brauner, Wifredo Lam, Zé di Cabeça (José Eduardo Ferreira Santos). 

 

A terra, o fogo, a água e os ventos – Por um Museu da Errância com Édouard Glissant

Curadoria: Ana Roman e Paulo Miyada
Pré-abertura: 02 de setembro de 2025 (convidados), 19h
Em cartaz de 03 de setembro de 2025 a 25 de janeiro de 2026

De terça a domingo, das 11h às 19h [última entrada até 18h | Entrada franca

 

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: 11 2245 1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: https://www.youtube.com/@tomieohtake

 

*Na Foto em destaque, Frank Walter, Self-Portrait with Warwick, 1984, óleo sobre papel cartão, 08 x 05 cm

Foto: Eduardo Ortega