Ele
é um exemplo de profissional a ser seguido. Depois de tantos anos trabalhando
na zona rural, decidiu avançar e buscar novos caminhos profissionais. Encontrou,
na barbearia, a solução para seu crescimento. Fez cursos, especializou-se e,
hoje, atua no mercado de trabalho com os clientes que conquistou por sua
dedicação, cotidianamente.
Este
guerreiro é o Clodoaldo Gomes, 51 anos. Um homem simples, mas experiente
e repleto de experiências e lições de vida para compartilhar. Hoje, ele
conversou com o CULTURA VIVA. Acompanhe!
CULTURA
VIVA: O senhor nasceu em Campos, no norte do Rio de Janeiro. Durante o tempo em
que viveu lá sempre trabalhou como barbeiro?
CLODOALDO
GOMES: Eu me formei e
comecei a cortar cabelo, aos meus 24 anos. Antes da profissão, atuava como
trabalhador rural.
C.V.: E
como é este ramo de barbearia em Campos? Há muita concorrência?
C.G.:
A concorrência, assim
como acontece em todos os lugares, não é diferente na cidade de Campos dos Goytacazes.
C.V.: Como
foi seu início como barbeiro? Recebeu algum incentivo para atuar na profissão
ou decidiu sozinho?
C.G.:
Na verdade, tive alguns
incentivos e inspiração, como, por exemplo, quando a minha saudosa mãe
cortava meu cabelo, quando eu passei a cortar os cabelos de algumas crianças da
família e, também, pelo fato de, ao trabalhar na zona rural, me despertou a
entrar em um desafio para eu lutar e ter uma profissão.
C.V.: Como
foi a primeira vez que cortou o cabelo de alguém, profissionalmente? Ocorreu
algum erro?
C.G.:
A minha primeira vez em
que cortei o cabelo de uma pessoa, como profissional, o corte não ficou bom e o
cliente nunca mais voltou (risos).
C.V.: Com
o passar do tempo, surgiram novas tendências nos cortes de cabelo. Seus
clientes costumam a aderir ou são mais clássicos?
C.G.:
A maioria dos meus
clientes preferem continuar no clássico mesmo.
C.V.: E
quanto aos cuidados com os cabelos, o homem anda mais vaidoso? O que mais houve
da parte deles, neste sentido?
C.G.:
Os homens de hoje estão
mais vaidosos, com certeza. Porém, o que ainda mais os incomoda continua sendo
a calvície.
C.V.: Como
analisa o mercado da beleza em Rio Bonito? Ao chegar na cidade se surpreendeu?
C.G.:
Eu cortei cabelo em Campos
dos Goytacazes durante dois anos e, em Unamar, no segundo distrito de Cabo
Frio, por 25 anos. Cheguei em Rio Bonito em abril de 2024. Fazendo uma
comparação com as três cidades, não achei nada aqui para me surpreender no
mercado de beleza não.
C.V.: Quem
é sua maior inspiração nos cortes de cabelo?
C.G.:
Lá, no início da minha
carreira, existiam dois barbeiros que foram minha inspiração, mas, hoje,
não.
C.V.: No
tocante à reciclagem, o senhor costuma fazer cursos sempre? Como se recicla,
enfim?
C.G.:
Meu primeiro curso de
barbeiro foi no início da carreira na cidade de Campos dos Goytacazes, em 1996.
Quando eu estava em Unamar, no segundo distrito de Cabo Frio, dei continuidade
fazendo o curso de cabeleireiro, em Rio das Ostras, em 2005. Mas, para atuar na
profissão, preferi continuar só com os cortes masculinos mesmo.
C.V.: Quais
são as redes sociais?
C.G.:
Facebook Clodoaldo Gomes;
Tik Tok @clodoaldo238;
Instagram @clodoaldo997.
Fotos:
Arquivo pessoal de Clodoaldo Gomes
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