O
mês de janeiro começa agitado no Museu da Língua Portuguesa.
Logo no dia 10, no sábado, tem início a Estação Férias com uma
série de atividades relacionadas à mostra temporária FUNK: Um grito de
ousadia e liberdade. Haverá também visitas e ações especiais
promovidas pelo Núcleo Educativo. Localizado no histórico prédio da
Estação da Luz, o Museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e
Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Sob
comando de artistas-educadores do coletivo Agbalá Conta, a Estação Férias de
janeiro de 2026 promoverá ações relacionadas às culturas urbanas. De
terça a domingo, vão acontecer oficinas de rima, grafite e danças urbanas,
além de aulas de criação de lambes e pinturas corporais e adornos, sempre em
quatro horários: 10h, 11h, 14h e 15h. Brincadeiras tradicionais, como pular
corda, mãe da rua, barra manteiga e amarelinha, também estarão disponíveis das
10h às 17h. Para participar, não é preciso se inscrever: basta chegar e começar
a brincar.
Aos
sábados, a programação da Estação Férias ganha duas ações
especiais. No dia 10, o Projeto Giz realiza a Intervenção e
Vivência Pintar de Giz das 10h às 16h, com os artistas Rafa Black
e Tinho. No dia 17, às 11h, é a vez do Grupo Diladim apresentar o
espetáculo Requebrando.
Visitas
especiais
O Núcleo Educativo promoverá duas visitas especiais ao Museu. No dia 17, às
13h, é a vez de Joias de Crioula, que buscará, por meio do
acervo da exposição principal, apresentar as representações de mulheres negras
nos séculos 18 e 19. A ideia é destacar as formas de resistência através
de símbolos que essas mulheres carregavam.
Movimentos
de Ancestralidade é
o título da visita a ser realizada no dia 31, às 13h. Nesta ação, os educadores
e educadoras do Museu vão conectar os conteúdos da exposição principal com os
da mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, focando
em trabalhos que abordam temas como espiritualidades
afro-diaspóricas.
O
Museu mantém, em sua programação de janeiro, as visitas
rotineiras com os educadores à exposição principal (aos sábados e domingos, às
10h e às 13h) e ao prédio da Estação da Luz (aos sábados e domingos, às 11h e
às 15h). Todas são gratuitas: os grupos são formados 15 minutos antes
do início da visita, no Pátio A, perto da bilheteria.
Leitura
Aos domingos, quem vem ao Museu tem acesso à programação da Estação
Famílias. Nela, o Núcleo Educativo promove a leitura de algum livro e
uma atividade relacionada a essa obra.
Os
livros escolhidos neste mês são Fevereiro, de Carol Fernandes
(dia 11); De Passinho em Passinho: um livro para dançar e sonhar,
de Otávio Júnior (dia 18); e O mundo no
black power de Tayó, de Kiusam de Oliveira (dia
25). A atividade acontece no segundo andar do Museu, das 13h às 14h30.
Exposições
Quem vem ao Museu ainda pode visitar a exposição principal e a
mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade.
Com
experiências audiovisuais e interativas, a exposição principal destaca
a variedade da língua portuguesa falada no Brasil. Um dos destaques é a linha
do tempo Português do Brasil, que narra a história da nossa língua
do Império Romano até os dias de hoje, explicando as contribuições e as marcas
das línguas indígenas e de línguas africanas no português brasileiro. Vale
ainda mencionar a Praça da Língua, um espaço imersivo no qual
textos da literatura em língua portuguesa, de nomes como Graciliano Ramos e
Machado de Assis, são projetados no teto, com vozes de artistas como Maria
Bethânia, Chico Buarque e Tom Zé.
Com
473 obras em exibição, entre pinturas, fotografias e registros audiovisuais, a
exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade apresenta
as marcas deste movimento cultural que transforma modos de falar, vestir e
criar. Concebida pelo Museu de Arte do Rio (MAR), a mostra tem curadoria de
Taísa Machado, Dom Filó, Amanda Bonan, Marcelo Campos e Renata Prado.
A
exposição evidencia o caminho percorrido pelo funk desde a influência da música
negra estadunidense, passando pelos bailes black e soul dos anos 1960 e 1970,
até o estabelecimento no Rio de Janeiro com características próprias e depois
em São Paulo, onde também assumiu feições locais. A versão paulistana do
projeto inclui obras de nomes como Tami Silva, Brenda Nicole e Rafa Black, que
destacam o funk na Baixada Santista e na capital paulista.
Estação
Férias
De 10 a 25 de janeiro
De terça a domingo, das 10h às 17h
Grátis
Exposição principal e mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e
liberdade
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h)
R$ 25 (inteira); R$ 12,50 (meia)
Grátis para crianças até 7 anos
Grátis aos sábados e aos domingos
Acesso pelo Portão A
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet
Classificação indicativa da exposição FUNK: Um grito de ousadia e
liberdade: 14 anos
Museu
da Língua Portuguesa
De Praça da Luz, s/n – Luz – São Paulo
SOBRE
O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o
patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de
suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é
convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma
manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.
O
Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia
e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido e implantado
em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Educação e
Esporte é a Organização Social de Cultura responsável pela sua
gestão.
PATROCÍNIOS
E PARCERIAS
A exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade conta
com patrocínio máster da Petrobras e da Motiva; patrocínio da Vale; e apoio do
Instituto Ultra, do Itaú Unibanco e da CAIXA. Concebida pelo Museu de Arte do
Rio, equipamento da Secretaria Municipal de Cultura da cidade do Rio de Janeiro
e gerido pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), a exposição é uma
realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da
Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da Cultura – Lei
Rouanet.
Foto:
Guilherme Sai

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