Alcione mistura samba com batuque do Marabaixo e interpreta canções com artistas do Amapá

14 janeiro 2026 |

 


Convidada pelo Governo do Amapá  para lançar um single em parceria com o Estado, Alcione resolveu gravar "Marabaixo: Tradição do Amapá"-  um medley com algumas das canções mais representativas da cultura afro-amapaense. A  escolha da "Marrom" deu-se por sua intensa ligação  e intimidade com os estilos musicais do Norte e Nordeste, sempre presentes em sua discografia. A artista já gravou forró, xote, baião, maracatu e inúmeras toadas de bumba-meu-boi entre os tantos  rítmos das diversas regiões do País.



Somado a isso, a Escola de Samba Mangueira já anunciou que, em 2026, homenageará o Amapá com o enredo "Mestre Sacaca do Encanto Tucuju: o Guardião da Amazônia Negra", que destaca esse curandeiro popular e símbolo da sabedoria ancestral amazônica. Assim, a " negra voz do amanhã" tornou-se a escolha ideal para difundir a cultura amapaense.

 

O Marabaixo: Resistência e Identidade

O "Marabaixo" é uma manifestação cultural afro-brasileira do Amapá, reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. É uma celebração que funde conhecimentos tradicionais, dança, música, ritos do catolicismo popular e herança africana.Trazida para a Amazônia por negros escravizados, sua origem remonta ao tempo dos porões  surgindo entre o lamento e a resistência. Segundo as narrativas, o nome deriva  de "mar acima, mar abaixo" , expressão que evoca o balanço dos navios negreiros na diáspora dos africanos. 


Nos barracões do Amapá, o Marabaixo é dançado em rodas que giram no sentido anti-horário, com passos arrastados que interpretam a memória dos pés outrora acorrentados. Esta história é vivida com orgulho pelos descendentes de um povo que ressignificou o sofrimento em marca identitária. Hoje, essa herança é uma força cultural e artística que se renova a cada "Ciclo do Marabaixo" - evento que une o sagrado ao comunitário, consolidando-se como símbolo de resistência e potência na arte contemporânea. 


Recentemente, a manifestação ganhou as telas nos  canais Bis e Globonews com o documentário intitulado "Amazônia Negra -: Expedição Amapá", disponível no Globoplay. A obra conta  com a participação de Carlinhos Brown, mestres da cultura afro-amapaense e artistas locais, exibindo o esplendor deste que é o "Patrimônio Cultural do Estado do Amapá". 



O single "Marabaixo": Tradição do Amapá"



O pot-pourri reúne obras de compositores renomados e canções de domínio público. Entre os destaques está Joãozinho Gomes (paraense, radicado no Amapá há três décadas, um dos autores do  samba-enredo da Mangueira 2026). As faixas que compõem o single são Música incidental -  "A beleza da arte que emana" (Enrico Di Miceli/Joãozinho Gomes) e  "Mão de Couro" (Val Milhomem/ Joãozinho Gomes): "Ladrões de Marabaixo" - "Aonde tu vai, rapaz?" (Raimundo Ladislau, de domínio público), "Rosa Branca Açucena" (tradicional, domínio público), "Meu sarrilho é dobrador" (tradicional, domínio público), "Vaca Malhada" (tradicional, domínio público), "No Marabaixo é Assim" (Wendel Uchôa/Marcus Paes), "O Meu Quilombo" (Adelson Preto), "Eu Caio, Eu Caio" (tradicional, domínio público).

 

Com produção musical e arranjos do músico amapaense Alan Gomes, o single traz os efeitos e a percussão autêntica da "caixa de marabaixo"  de Nena Silva, legítimo representante do quilombo do Curiaú. A obra, cujos arranjos foram concebidos no Amapá, ganhou a voz de Alcione em sessão realizada no estúdio Play Record,  no Rio de Janeiro. A direção musical  foi conduzida por Alexandre Menezes em colaboração com Alan Gomes, enquanto a mixagem e a masterização ficaram a cargo de Vanios Marques. O coro dos refrões é composto pela cantora  Silmara Lobato e a voz dos herdeiros dessa tradição se fez presente com a participa&cc edil;ão de Cleane Ramos, Danniela Ramos, Julião do Laguinho e Lorrany Mendes. 



Um Tributo à Amazônia Negra 



Ancestralidade, religiosidade e uma conexão profunda com a arte do Norte brasileiro guiaram este projeto. Ao aceitar o convite, Alcione reafirma seu amor pela pluralidade de um  país miscigenado, ajudando a mostrar que o Amapá é uma referência fundamental da nossa Amazônia Negra - um território de riqueza cultural inesgotável que merece ser reverenciado e celebrado por todos os brasileiros. Este lançamento apresenta-se como um precioso compilado de "ladrões" tradicionais do Amapá. 



* Caixa de Marabaixo - Esse rítmo afro-amapaense é tocado em tambores artesanais, chamadas de caixas de Marabaixo.
* Ladrões de Marabaixo - Como são denominados os versos do Marabaixo. Possui o formato em pergunta e resposta, o versador "rouba" um tema do cotidiano e passa a cantá-lo. 

 

Foto: Matheus Porto


 


O verão carioca começou e já tem um novo ponto de encontro à beira-mar: o Botafogo Praia Shopping. Até o dia 31 de janeiro, o empreendimento promove o Festival de Verão, com uma programação que convida o público a aproveitar o melhor da estação a partir de experiências exclusivas, cuidados com o corpo e a mente, sem deixar de dar aquela espiadinha no que 2026 tem para mostrar.

 

A agenda reúne atividades que dão match o clima da temporada. Nas manhãs das quintas-feiras, a Bodytech comanda aulas abertas para quem quer manter o corpo em movimento. No dia 15 haverá um aulão de Yoga, e no dia 22, um aulão de Fit Dance. As atividades ocorrem no Espaço Vista, a partir das 8h.

 

Para tornar a experiência ainda mais refrescante, haverá uma aula de mixologia no Terraço Botafogo no dia 28, em parceria com o Brewteco, trazendo dicas para preparar drinques que são a cara do verão. Serão duas turmas, às 17h e às 18h. O resgate dessa experiência aMais será pelo programa de benefícios, disponível pelo app do shopping.

 

Na última quinta-feira do mês, 29, haverá um aulão especial aMais de verão, em uma manhã que reunirá o melhor da temporadaO público também poderá resgatá-lo pelo app do Botafogo Praia Shopping em breve.

 

Em meio às altas temperaturas, o cuidado com a saúde e o conforto climático são prioridades. Pensando nisso, a Dermage e a Mahogany oferecem, durante todo o festival, descontos para ajudar o público a manter os cuidados com a pele durante e após o Sol. Já a Fuel oferece 25% de desconto em óculos selecionados.

 

A Mamma Jamma está dando 25% de desconto em sodas cítricas e o Amélie, em drinks. Já a Havanna Helateria, Milk Moo e o Scada Café apostam na combinação de sabores gelados para adoçar os dias quentes.  O resgate dos cupons de desconto é feito pelo app do shopping.

 

Mentalização e propósito para 2026

 

Para Isabella Colonna, gerente de marketing do Botafogo Praia Shopping, o Festival de Verão traduz a essência do Rio. “Com vista para o Pão de Açúcar e experiências que unem bem-estar e gastronomia, toda a programação celebra o estilo de vida carioca. Isso renova a nossa conexão com a cidade e com o compromisso de proporcionar momentos únicos em um dos cenários mais icônicos da cidade”, destaca.

 

Entre os destaques da programação está o retorno da Track Experience, que ocorre no dia 31 de janeiro, a partir das 8h, no Espaço Vista (3º piso). Com o tema “Mentalização e Propósito 2026”, o encontro propõe uma manhã de conexão entre corpo e mente, com aula de yoga, exercícios de respiração e técnicas de mentalização guiadas por Jac Mito e Sid Reis.

 

Após a prática, os participantes desfrutam de um café da manhã especial e um bate-papo sobre numerologia do tarô, explorando as energias do novo ano e o Ano Pessoal de cada participante. Duas pessoas serão convidadas para leituras ao vivo. O evento é pago, com vagas limitadas para 50 pessoas. Os participantes contarão com kits exclusivos compostos de camiseta, bag e brinde dos patrocinadores.

 

Festival de Verão

Data: até 31 de janeiro

Atividades: 15, 22 e 28.

Experiência aMais: 29

Local: Botafogo Praia Shopping

Endereço: Praia de Botafogo, 400


Mentalização e propósito 2026

Data: 31 de janeiro

Horário: a partir das 8h

Local: Espaço Vista, 3º piso, próximo ao Werner

Endereço: Praia de Botafogo, 400

 

Botafogo Praia Shopping - Imagine um local com um variado mix de compras, alimentação e serviços. Junte uma vista deslumbrante para o mais belo cartão-postal da cidade e adicione charme e conveniência. Este é o Botafogo Praia Shopping, que há mais de 20 anos encanta os cariocas e turistas que chegam a Botafogo, um dos mais tradicionais bairros da cidade. Inaugurado em 23 de novembro de 1999, o Botafogo Praia Shopping faz parte da rotina de quem mora e/ou trabalha em Botafogo e bairros adjacentes na zona sul carioca. Sua localização é privilegiada. Além de estar a cinco minutos da Estação de Metrô Botafogo e a apenas 15 minutos do Aeroporto Santos Dumont, o shopping fica localizado em frente ao Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos da cidade e conta com um mix completo que atende a um público qualificado, composto por executivos e profissionais de empresas em seu entorno, além de famílias e moradores da região.  #BotafogoPraiaShopping

 

Sobre a Ancar - A Ancar Ivanhoe, com 52 anos de atuação no mercado, é uma das cinco maiores empresas de shopping center do país. Pioneira no setor, começou sua trajetória na década de 70, quando ingressou na indústria como uma das responsáveis pelo desenvolvimento do segundo shopping construído no Brasil: o Conjunto Nacional Brasília. Em 2006, associou-se à canadense Ivanhoe Cambridge, líder global de serviços imobiliários, e continua em constante expansão. Após 10 anos dessa parceria de sucesso, a Ancar Ivanhoe tornou-se uma das cinco maiores empreendedoras e administradoras de shopping center do Brasil, presente nas cinco regiões do país, com 23 empreendimentos em seu portfólio, entre shoppings em operação e em desenvolvimento.  Para mais informações, acesse www.ancarivanhoe.com.br. 

 

Foto: Divulgação / Botafogo Praia Shopping


 


Universal Pictures divulga hoje um novo vídeo de bastidores de “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet), longa dirigido pela ganhadora do Oscar, Chloé Zhao (Nomadland) - e que saiu vitorioso do Globo de Ouro 2026 ao levar os prêmios de Melhor Filme de Drama Melhor Atriz de Drama, pela interpretação de Jessie Buckley. No conteúdo, Paul Mescal e Jessie Buckley – que também ganhou o Critics Choice Awards de melhor atriz – contam como foi contracenar juntos, e a diretora revela o processo de escolha dos atores.

 

“Nossa diretora de elenco quis testar a química entre Jessie e Paul. Em segredo, eu queria que ele conseguisse criar um espaço seguro para ela se entregar. A polaridade explodiu diante de mim. Foi muito sexy, e eu sabia que era a coisa certa a fazer”, afirma Chloé Zao.

 

Inspirado no premiado livro de Maggie O’Farrell, o filme foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema de Toronto, pela escolha do público e é um dos favoritos na corrida de premiações após suas exibições internacionais. Além disso, foi o filme de encerramento do Festival do Rio de 2025, no Rio de Janeiro.

 

Com produção dos vencedores do Oscar Steven Spielberg e Sam Mendes, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (Hamnet) tem roteiro de Maggie O’Farrell e Chloé Zhao, também responsável pela direção. O longa traz no elenco Paul Mescal, de “Gladiador II”, e Jessie Buckley, de “Entre Mulheres”, em atuações aclamadas pela crítica internacional.

 

A trama acompanha Agnes (Jessie Buckley), esposa de William Shakespeare (Paul Mescal), enquanto enfrenta a dor da perda de seu filho, Hamnet. Emocionante e profundamente humano, o filme explora a força do luto e a capacidade de ressignificação, ao mesmo tempo em que revela o pano de fundo para a criação de “Hamlet”, a obra mais famosa do dramaturgo inglês.

 

Com distribuição da Universal Pictures“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” chega aos cinemas em 15 de janeiro de 2026, também em versões acessíveis.

 

Foto: Divulgação


 


O projeto Macaé com Cultura, Arte e Luz, da Secretaria Municipal de Cultura, contará com edições especiais de verão a partir deste sábado (17), às 20h, no espaço CriaSana, com apresentações musicais. Neste primeiro sábado a atração será Paulo Psiquismo.

 

Além do show musical, o espaço CriaSana receberá neste sábado, às 19h, o Circo da Matita. A atração gratuita, que também ocorrerá no dia 24 de janeiro, no mesmo horário, é um convite para todas as idades e promete levar alegria, risos, cores e malabares. O espetáculo é uma produção independente, idealizada e realizada pela Dona do Meu Nariz Produções.


“Este projeto foi lançado no verão passado e contou com edições aos sábados no Bar do Coco e no Anfiteatro da Imbetiba. Este ano ele retorna no CriaSana devido ao grande número de turistas no local aos finais de semana. O CriaSana é um espaço referência cultural do distrito", revela a secretária municipal de Cultura, Waleska Freire.

 

O projeto visa proporcionar uma atividade cultural à população nos momentos de lazer, com o intuito de levar cultura, arte e música de qualidade para a rua, tornando-as acessíveis a todos.



O CriaSana possui uma biblioteca comunitária e boxes com produtos artesanais e gastronômicos. Durante o ano, de segunda a sexta-feira, são oferecidas aulas de Maracatu, Ritbox, Dança Afro, Ginástica Localizada e Capoeira.



A Biblioteca Bem-te-Vi possui uma agenda desenvolvida por voluntários, que emprestam livros, recebem doações e promovem oficinas de redação, escrita, leitura de poesias, desenho e pintura infantil.



Atualmente, o CriaSana está totalmente reformado e conta com dez bancos, tendas, banheiros e um parquinho infantil novo, com grama sintética. É um espaço que une arte, música, literatura, gastronomia e artesanato. O local dispõe ainda de um palco onde artistas da região realizam apresentações de seus trabalhos. “O espaço é aberto para artistas locais e turistas que desejam apresentar seus trabalhos”, acrescenta a secretária.

 

Foto: Divulgação


 


No dia 12 de janeiro, a Rádio Capital deu início a uma nova fase de sua trajetória. Às vésperas de completar 48 anos em 25/01/2026, a emissora apresenta uma nova grade de programação, marcada por estratégia, inovação e pelo fortalecimento de sua identidade no cenário radiofônico.

 

Sob a direção artística de Vinny Dlakart, a Capital aposta no protagonismo de nomes históricos e altamente reconhecidos da comunicação, com destaque absoluto para Eli Corrêa, um dos comunicadores mais importantes do rádio brasileiro. Com décadas de carreira, Eli é sinônimo de credibilidade, audiência e conexão direta com o público, sendo uma das vozes mais emblemáticas da história do rádio em São Paulo e peça central desta nova fase da emissora.

 

Outro grande pilar da nova programação é Nani Venâncio, comunicadora consagrada e nome de forte reconhecimento na televisão brasileira, que amplia ainda mais o alcance da Rádio Capital. Sua presença reforça a ponte entre rádio, TV e plataformas digitais, agregando visibilidade, carisma e novos públicos à emissora, além de fortalecer a presença feminina em posições de destaque na grade.

 

A nova fase também valoriza outras vozes femininas da casa, como Nani Venâncio, Ângela Mattos e Cinthia Corrêa, ampliando a diversidade de narrativas e reforçando a proximidade com o ouvinte — uma marca histórica da Rádio Capital.

 

Essa nova fase nasce da escuta atenta ao nosso público e do respeito à história do rádio. Apostar em nomes fortes como Eli Corrêa, Cinthia Corrêa, João Ferreira, Laércio Maciel, Angela Mattos, Livia Almeida, Nani Venâncio e toda equipe de comunicadores e colaboradores é unir tradição, credibilidade e futuro”, afirma Vinny Dlakart, diretor artístico da Rádio Capital.

 

Multiplataforma, a Rádio Capital transmite sua programação em tempo real pela 77.5 FM1040 AMYouTube (CapitalcomVocê)aplicativo oficial e Alexa, permitindo que o público acompanhe a emissora em qualquer lugar e a qualquer hora.

 

Além das mudanças artísticas, 2026 marca um reposicionamento estratégico da Capital no mercado, com a chegada de um novo time comercial liderado por Fábio de Faria, focado em inovação e novas oportunidades para marcas e parceiros. A emissora também prepara novos quadros, projetos especiais, eventos e ativações, reforçando seu pioneirismo e sua relação próxima com o público.

 

Multiplataforma, a Rádio Capital está presente em todos os lugares, com transmissão em tempo real:

  • 📻 77.5 FM
  • 📻 1040 AM
  • 📺 YouTube – CAPITALCOMVOCÊ (ao vivo)
  • 📱 Aplicativo oficial
  • 🗣️ Alexa

Uma nova Capital. Mais próxima, mais forte, multiplataforma e conectada com você.

A nova grade de programação já está no ar. Acompanhe essa transformação.

 

Foto: Divulgação


 


A Procuradoria Especial da Mulher do Senado Federal e a Juíza do TJDFT Dra. Rejane Suxberger irão promover o lançamento da segunda edição do livro “Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes” na Biblioteca do Senado Federal. 

 

“Invisíveis Marias” foi escrita em forma de contos, entrelaça realidade e ficção para dar voz às Marias que, dentro de casa, viveram aquilo que deveria ser amor, mas se tornou dor. Entre relatos de audiências e ecos de histórias reais, o livro expõe as marcas que não desaparecem com a sentença. Mais do que literatura, é denúncia, memória e resistência, um convite à reflexão sobre a violência invisível que atravessa lares e gerações.

 

“Eu tenho um enorme carinho por esse livro. Ele representa a superação de muitas dores transformadas em força e aprendizado. Cada etapa concluída reafirma a importância de dar voz às mulheres e suas histórias. Acredito que ele poderá servir como um alerta poderoso, mostrando que a violência muitas vezes começa de forma sutil. Espero que inspire outras mulheres a reconhecer sinais de abuso e buscar ajuda. Que sirva também de incentivo para romper o silêncio e acreditar em um recomeço possível.” – Rejane Suxberger, juíza e escritora

 

Ao longo de 10 mil processos examinados durante 10 anos, Rejane nunca teve a oportunidade de se deparar com uma vítima inteira. Todas se apresentavam dilaceradas não era apenas o físico, mas a alma dessas mulheres estava mortificada pelo julgamento que faziam de si mesmo. A sociedade, segundo a autora, se encarregava de desqualificar o resto.

As vítimas que protagonizam de forma indireta “Invisíveis Marias”, traziam consigo, ideias ultrapassadas de feminilidade e masculinidade como “justificativa” para os atos de violência. De um lado a mulher apresentada como coisa, propriedade tendo sua fala totalmente desqualificada; do outro lado, o agressor, fossem homens ou mulheres, se mostravam “injustiçados” pela Lei Maria da Penha, pois não era “bandidos”.

 

“Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes” traz relatos de sofrimento, dor e angústia que se transportaram da cadeira das vítimas, testemunhas e réus, para a cadeira da juíza. “As angústias dos que se sentavam à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até minha casa e passaram a ser companheiras de noites de insônia”, relata Dra. Rejane. “É a violência mais silenciosa que existe, sem a presença de expectadores, ou melhor, quando presentes, estes eram os filhos das mulheres. Os enredos eram os mesmos, mudavam apenas os protagonistas”, finaliza. 

 

Sobre a autora:

 

Rejane Jungbluth Suxberger é juíza de direito do TJDFT, presidente da Comissão de Assédio do TRE-DF e integrante do grupo Candangas. Máster em gênero e igualdade pela Universidad Pablo de Olavide (Sevilla/Espanha) e mestra em direito pelo UniCEUB, é vice-líder do Grupo de Pesquisa em Política Pública e Justiça Criminal do CEUB, na linha “Políticas públicas de gênero e estudos feministas”.



 

Livro: Invisíveis Marias: histórias além das quatro paredes

Autora: Rejane Jungbluth Suxberger

Editora: Grupo Editorial Caravana

Adquira o livro através do link

 

Fotos: Divulgação


'Ivete Clareou' cresce em 2026 e ganha datas em novas cidades

12 janeiro 2026 |

 


Ivete Sangalo acaba de anunciar oficialmente as cidades que receberão "Ivete Clareou" em 2026. A nova etapa do projeto – idealizado por IESSI e Super Sounds – tem nove datas confirmadas ao longo do ano, com passagem por diferentes estados brasileiros.

 

O retorno está marcado para o dia 04 de abril, quando a cantora baiana se apresentará em Florianópolis. Em seguida, “Ivete Clareou” passará por Recife (18/04), Rio de Janeiro (01/05), São Paulo (22/08), Belo Horizonte (19/09), Fortaleza (10/10), Salvador (14/11), Ribeirão Preto (28/11) e Campinas (12/12). Ingressos começam a ser vendidos no dia 27 de janeiro, pelo site da Ingresse.

 

A continuidade, confirmada ainda em dezembro do ano passado pelo perfil oficial do projeto, reforça o sucesso de “Ivete Clareou”, que registrou números impressionantes em sua estreia. Ao todo, a turnê reuniu cerca de 55 mil pessoas em cinco cidades, com mais de 30 horas de show e 31 convidados especiais, que subiram ao palco para cantar com Ivete.

 

Além de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador – que já receberam o show em 2025 – cinco novos destinos terão a oportunidade de vivenciar o samba de mainha. Essa expansão vai de encontro aos pedidos contínuos dos fãs da cantora, que fizeram campanha nas redes sociais por novas datas e locais.

 

“É uma alegria enorme ver o ‘Ivete Clareou’ alcançar essa dimensão. O projeto nasceu com a proposta de celebrar o samba a partir da identidade e da história da Ivete, e a resposta do público superou todas as nossas expectativas. A confirmação dessa nova temporada marca um momento muito especial, de consolidação e amadurecimento. Nosso objetivo é crescer cada vez mais e, ainda este ano, levar a turnê para outros países”, destaca Tiago Maia, sócio da Super Sounds – empresa responsável pela idealização e execução do projeto junto com a IESSI.

 

“A resposta do público desde a estreia foi determinante para essa nova etapa. O ‘Ivete Clareou’ amadureceu, ganhou identidade própria e hoje é um projeto sólido, que une arte, memória afetiva e uma entrega muito verdadeira da Ivete no palco. É muito gratificante acompanhar esse crescimento orgânico, impulsionado pelo carinho do público e por uma construção artística bem alinhada”, ressalta Cynthia Sangalo, sócia da IESSI.

 

A turnê revisita as raízes musicais de Ivete Sangalo, que tem forte conexão com o samba desde sua infância. A cantora comanda um verdadeiro espetáculo com mais de cinco horas de duração e um repertório repleto de clássicos do samba e pagode, além de canções inéditas do projeto e grandes sucessos de sua trajetória.

 

Criado para promover uma imersão no universo do samba, o show conta com palco 360º e elementos visuais que referenciam grandes nomes do ritmo – como placas em homenagem a Clara Nunes, Demônios da Garoa e Alcione. A energia é sempre um dos pontos altos do show: o público samba, canta, dança, pula e acompanha a alegria e animação de Ivete do começo ao fim.

 

“A retomada dessa turnê em 2026 e a confirmação do sonho de cantar samba só reitera que o que vivemos em 2025 foi extraordinário e reforça a necessidade não só minha, de viver isso, mas do público que está avio por viver o samba e a alegria do encontro. 2026 será ainda mais surpreendente. Estaremos em mais lugares, mais cidades, com uma estrutura que supera todas as expectativas. Agora é preparar o coração e abrir o braço para viver o ‘Ivete Clareou’”, comenta Ivete Sangalo.

 

TURNÊ “IVETE CLAREOU”
04/04 – Florianópolis
18/04 – Recife
01/05 – Rio de Janeiro
22/08 – São Paulo
19/09 – Belo Horizonte
10/10 – Fortaleza
14/11 – Salvador
28/11 – Ribeirão Preto
12/12 – Campinas

 

Foto: Rafael Mattei


Roda Viva entrevista a atriz Ingrid Guimarães nesta segunda (12/1)

09 janeiro 2026 |

 


Nesta segunda-feira (12/1), o Roda Viva entrevista a atriz e humorista Ingrid Guimarães. Prestes a estrear o longa Minha Melhor Amiga, ao lado de Mônica Martinelli, a artista revisita sua trajetória e exalta o papel central das mulheres em sua vida e carreira.



O programa inédito,
gravado em dezembro de 2025, conta com uma bancada de entrevistadores formada por Priscilla Geremias, editora na Marie Claire Brasil; Ubiratan Brasil, jornalista cultural; Mariliz Pereira Jorge, colunista da Folha de S. Paulo e do Meio; Talita Duvanel, repórter de Cultura do Jornal O Globo; e Danilo Casaletti, repórter de Cultura do Estadão. Há, ainda, a participação do cartunista Luciano Veronezi.



Roda Viva vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura, com transmissão simultânea pelo site da emissoraapp Cultura Play e redes sociais - YouTubeXTikTok Facebook, e apresentação de Vera Magalhães.

 

Foto: Nadja Kouchi / Acervo TV Cultura


 


A CAIXA Cultural Rio de Janeiro começa 2026 com uma programação educativa especial de férias, repleta de opções para todas as idades. Da série de Encontros com a arte e a natureza à celebração da identidade carioca, as atividades de janeiro incluem ainda oficinas inspiradas nas obras de Frans Krajcberg. Todas as ações do Programa Educativo CAIXA Gente Arteira são gratuitas, e as inscrições podem ser feitas por este link.

 

Com espaço sensorial para exploração tátil, sonora e corporal, além de um ateliê de experimentação de cores, formas e texturas, os Encontros com a arte e a natureza vão oferecer atividades de percurso sensorial, pintura comestível, clubinho do livro, garrafinha sensorial, impressão natural e escultura natural. Para todas as idades e sem necessidade de inscrição prévia, os encontros serão realizados de 8 de janeiro a 13 de fevereiro. A programação completa está disponível neste link.

 

Em diálogo com a exposição Frans Krajcberg - Uma semântica da devastação, a oficina Matrizes da natureza oferece aos participantes a oportunidade de explorar técnicas de impressão, relevo e assemblagem, investigando texturas naturais, gestualidade expressiva e processos de criação que reforçam a arte como prática ética, sensível e investigativa. Indicada para maiores de 12 anos, a oficina será realizada nos dias 11, 18 e 25 de janeiro (domingos), das 14h às 16h. Vagas limitadas.

 

Pequenos arteiros:

As obras de Frans Krajcberg também inspiram a atividade Pequenos detetives. Com lupa e bloco de anotações, as crianças são estimuladas a observar, questionar e inventar histórias com base nas pistas encontradas na exposição. A proposta valoriza o contato com elementos naturais, amplia o repertório estético e desperta atitudes de cuidado com o meio ambiente. Indicada para crianças de 5 a 9 anos, a atividade será realizada nos dias 17 e 31 de janeiro (sábados), das 14h às 15h30. Vagas limitadas.

 

A partir da obra de Glênio Bianchetti e da trajetória de Lia de Itamaracá, a oficina Ciranda brincante une arte, cultura popular e brincadeira. Em roda, os pequenos são chamados a cantar, dançar, observar e criar, celebrando a alegria de estar juntos. A atividade celebra os saberes populares e a força da construção coletiva do conhecimento. Indicada para crianças de 4 a 8 anos, a oficina será realizada nos dias 10 e 24 de janeiro (sábados), das 14h às 15h30. Vagas limitadas.

 

CAIXA 165 anos:

Os 165 anos da CAIXA serão celebrados em um encontro que reconhece a trajetória da instituição como agente fundamental na promoção da cultura, da educação e da cidadania. O público poderá compartilhar memórias e experiências vividas com a CAIXA, e será convidado a criar um boton para materializar essas lembranças. Indicada para jovens, adultos e idosos, a atividade será realizada no dia 13 de janeiro (terça-feira), das 14h às 16h. Vagas limitadas.

 

Já no dia 20 de janeiro, feriado de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, a oficina Arte para a Cidade Maravilhosa integra patrimônio histórico, consciência ambiental e reflexão crítica. A partir de imagens e referências históricas da cidade e de obras de Frans Krajcberg, os participantes vão desenvolver produções artísticas em desenho e colagem. Indicada para maiores de 12 anos, a oficina será realizada no dia 20 de janeiro (terça-feira), das 14h às 16h. Vagas limitadas.

 

Programa Educativo CAIXA Gente Arteira:

Programa Educativo CAIXA Gente Arteira é uma iniciativa da CAIXA que visa aproximar a programação cultural do público. Com diversas ações, desde experiências de visitação para escolas e instituições sociais até oficinas, cursos e projetos de arte-educação para diferentes públicos, o programa busca promover o acesso à cultura de forma inclusiva e educativa.

 

As ações educativas desenvolvidas recuperam e atualizam uma longa história, que celebrou em 2025 os 45 anos desde a abertura da primeira unidade da CAIXA Cultural em Brasília e os 38 anos da CAIXA Cultural Rio de Janeiro.

 

Hoje, a CAIXA Cultural é uma das maiores redes de espaços culturais públicos do país, com unidades também em São Paulo (SP), Salvador (BA), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Recife (PE). Em 2025, a CAIXA inaugurou ainda o seu primeiro espaço na região Norte, em Belém (PA). Nessa comemoração, a CAIXA convida todos os públicos a "culturar"; isto é, a viver a cultura como ação, celebrando juntos uma trajetória de mais de quatro décadas.

 

Programa Educativo CAIXA Gente Arteira

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro - Unidade Passeio (Rua do Passeio, 38, Centro)

Datas e horários: Consultar programação

Inscrições gratuitas: por este link

Classificação Indicativa: Consultar programação

Informações: (21) 3083-3610 | site da CAIXA Culturalcaixaculturalrj

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

 

***Na Foto em destaque, Oficina Arte para a Cidade Maravilhosa integra patrimônio histórico, consciência ambiental e reflexão crítica.

Foto: Divulgação CAIXA


 


O mês de janeiro começa agitado no Museu da Língua Portuguesa. Logo no dia 10, no sábado, tem início a Estação Férias com uma série de atividades relacionadas à mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade. Haverá também visitas e ações especiais promovidas pelo Núcleo Educativo. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. 

 

Sob comando de artistas-educadores do coletivo Agbalá Conta, a Estação Férias de janeiro de 2026 promoverá ações relacionadas às culturas urbanas. De terça a domingo, vão acontecer oficinas de rima, grafite e danças urbanas, além de aulas de criação de lambes e pinturas corporais e adornos, sempre em quatro horários: 10h, 11h, 14h e 15h. Brincadeiras tradicionais, como pular corda, mãe da rua, barra manteiga e amarelinha, também estarão disponíveis das 10h às 17h. Para participar, não é preciso se inscrever: basta chegar e começar a brincar.  

 

Aos sábados, a programação da Estação Férias ganha duas ações especiais. No dia 10, o Projeto Giz realiza a Intervenção e Vivência Pintar de Giz das 10h às 16h, com os artistas Rafa Black e Tinho. No dia 17, às 11h, é a vez do Grupo Diladim apresentar o espetáculo Requebrando.  

 

Visitas especiais 


O Núcleo Educativo promoverá duas visitas especiais ao Museu. No dia 17, às 13h, é a vez de Joias de Crioula, que buscará, por meio do acervo da exposição principal, apresentar as representações de mulheres negras nos séculos 18 e 19. A ideia é destacar as formas de resistência através de símbolos que essas mulheres carregavam. 

 

Movimentos de Ancestralidade é o título da visita a ser realizada no dia 31, às 13h. Nesta ação, os educadores e educadoras do Museu vão conectar os conteúdos da exposição principal com os da mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade, focando em trabalhos que abordam temas como espiritualidades afro-diaspóricas. 

 

O Museu mantém, em sua programação de janeiro, as visitas rotineiras com os educadores à exposição principal (aos sábados e domingos, às 10h e às 13h) e ao prédio da Estação da Luz (aos sábados e domingos, às 11h e às 15h). Todas são gratuitas: os grupos são formados 15 minutos antes do início da visita, no Pátio A, perto da bilheteria. 

 

Leitura 


Aos domingos, quem vem ao Museu tem acesso à programação da Estação Famílias. Nela, o Núcleo Educativo promove a leitura de algum livro e uma atividade relacionada a essa obra. 

 

Os livros escolhidos neste mês são Fevereiro, de Carol Fernandes (dia 11); De Passinho em Passinho: um livro para dançar e sonhar, de Otávio Júnior (dia 18); e O mundo no black power de Tayó, de Kiusam de Oliveira (dia 25). A atividade acontece no segundo andar do Museu, das 13h às 14h30. 

 

Exposições  


Quem vem ao Museu ainda pode visitar a exposição principal e a mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade.  

 

Com experiências audiovisuais e interativas, a exposição principal destaca a variedade da língua portuguesa falada no Brasil. Um dos destaques é a linha do tempo Português do Brasil, que narra a história da nossa língua do Império Romano até os dias de hoje, explicando as contribuições e as marcas das línguas indígenas e de línguas africanas no português brasileiro. Vale ainda mencionar a Praça da Língua, um espaço imersivo no qual textos da literatura em língua portuguesa, de nomes como Graciliano Ramos e Machado de Assis, são projetados no teto, com vozes de artistas como Maria Bethânia, Chico Buarque e Tom Zé.  

 

Com 473 obras em exibição, entre pinturas, fotografias e registros audiovisuais, a exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade apresenta as marcas deste movimento cultural que transforma modos de falar, vestir e criar. Concebida pelo Museu de Arte do Rio (MAR), a mostra tem curadoria de Taísa Machado, Dom Filó, Amanda Bonan, Marcelo Campos e Renata Prado. 

 

A exposição evidencia o caminho percorrido pelo funk desde a influência da música negra estadunidense, passando pelos bailes black e soul dos anos 1960 e 1970, até o estabelecimento no Rio de Janeiro com características próprias e depois em São Paulo, onde também assumiu feições locais. A versão paulistana do projeto inclui obras de nomes como Tami Silva, Brenda Nicole e Rafa Black, que destacam o funk na Baixada Santista e na capital paulista.  

 

Estação Férias  
De 10 a 25 de janeiro  
De terça a domingo, das 10h às 17h  
Grátis  


 
Exposição principal e mostra temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade  
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h)  
R$ 25 (inteira); R$ 12,50 (meia)  
Grátis para crianças até 7 anos  
Grátis aos sábados e aos domingos  
Acesso pelo Portão A  
Venda de ingressos na bilheteria e pela internet  
Classificação indicativa da exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade: 14 anos  

 

Museu da Língua Portuguesa  
De Praça da Luz, s/n – Luz – São Paulo  

 

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA  


Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.

  

O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.  

 

PATROCÍNIOS E PARCERIAS  


A exposição temporária FUNK: Um grito de ousadia e liberdade conta com patrocínio máster da Petrobras e da Motiva; patrocínio da Vale; e apoio do Instituto Ultra, do Itaú Unibanco e da CAIXA. Concebida pelo Museu de Arte do Rio, equipamento da Secretaria Municipal de Cultura da cidade do Rio de Janeiro e gerido pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), a exposição é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Ministério da Cultura – Lei Rouanet. 

 

Foto: Guilherme Sai


Theatro Municipal conta histórias" estreia 14 de janeiro no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

05 janeiro 2026 |

 


E se você pudesse reviver o passado, tendo como palco o Theatro Municipal do Rio de Janeiro? Esta é a proposta do “Theatro Municipal conta histórias”, uma visita teatralizada em um dos mais importantes monumentos do Brasil, que vai acontecer a partir de 14 de janeiro.  Com duração de uma hora e meia, um grupo de atores, vestidos com figurinos de época, vai circular pelo templo da dança, na Cinelândia, Rio de Janeiro, mesclando diferentes linguagens de teatro e da música, para contar a história do espaço, transportando o público para uma viagem no tempo.

 

O espetáculo acontece a partir de 14 de janeiro, com sessões às quartas (dias 14, 21 e 28/1), às 16h; sextas (dias 16, 23 e 30/1) e no sábado, dia 17, às 11h.  O ingresso custa R$20 (inteira) e R$10 (meia). 

 

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi inaugurado no dia 14 de julho de 1909, data que já tinha sua importância por ser a mesma da Tomada da Bastilha, um marco da Revolução Francesa. Nestes primeiros anos do século XX, o Brasil já era uma república e o Rio de Janeiro, a capital federal que recebia influência da França. A Belle Époque estava presente na cidade, com suas avenidas largas e iluminadas, uma vida noturna agitada e novas construções. O roteiro assinado por Daniela Chindler, a partir da pesquisa histórica de Luciene Carris e a direção de Augusto Pessoa, vai apresentando o espaço e fazendo a sua ligação com a história da própria cidade, como a inauguração da Avenida Central (atual Rio Branco), cheia de jambeiros e pau-brasil.

 

A ficha técnica se completa com a direção musical Guilherme Miranda e a pesquisa musical de Joaquim de Paula.  Em cena, os atores/cantores Adassa Martins, Gabriel Sant´Anna, Lucas Salustriano e Sophia Fried se revezam na tarefa de contar a história do espaço, pontuando com casos divertidos, curiosos e poéticos.  Eles circulam pela plateia, balcões, camarins do teatro, além do salão Assyrius, compartilhando a história do prédio, das montagens e das pessoas que por ali passaram, deslocando o público para uma viagem no tempo. Arthur Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Nair de Teffé, Maria Olenewa, Isadora Duncan, João do Rio, Abdias do Nascimento e Fernanda Montenegro são alguns dos personagens que emprestam passagens de suas vidas ao roteiro.                       

                     

 “Os canteiros receberam 53 paus-brasil e 358 jambeiros, com o propósito de tornar a avenida mais bonita e fresca.

Era um lugar onde se podia passear, admirando a iluminação elétrica, novidade do início do século XX.

Quem passeava por ali sentia que o Rio era Paris nos trópicos...” 

(Cena da Inauguração da Avenida Central)

 

Daniela Chindler cria visitas teatralizadas para prédios históricos desde 1997, quando foi convidada pela imortal Nélida Pinõn, para elaborar o espetáculo que marcou os 100 anos da Academia Brasileira de Letras. O projeto fez tanto sucesso, que permaneceu em cartaz por 15 anos. Depois, a produtora cultural escreveu o roteiro de “Primeiro de Março, 66” para o centenário do prédio que abriga o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio, com visitas em prédios históricos também em São Paulo e Belo Horizonte. Referência em educação não formal, a produtora conta com o projeto “Além Muros”, de incentivo à leitura para mulheres em privação de liberdade e, recentemente apresentou “Bibliotecas no Mundo”, em escolas públicas e na Biblioteca Nacional. 

 

O projeto Theatro Municipal – Conta histórias é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Rede D´OR, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Lei do ISS.

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Augusto Pessoa

Roteiro: Daniela Chindler

Pesquisa histórica:  Luciene Carris

Direção Musical: Guilherme Miranda

Pesquisa musical: Joaquim de Paula 

Atores: Adassa Martins, Gabriel Sant´Anna, Lucas Salustriano e Sophia Fried

 

THEATRO MUNICIPAL CONTA HISTÓRIAS

Visita teatralizada

Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Floriano, S/N - Centro

Estreia: 14 de janeiro

Horários:  Quartas (14, 21, 28/1) - 16h | Sextas (16, 23, 30/1) - 11h | 

Sábado (17/1) – 11h

Ingresso:  R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia entrada)

Vendas online

Faixa etária recomendada: A partir de 12 anos

Duração: Uma hora e meia.

Capacidade: 40 pessoas

Temporada até 30 de janeiro

 

***Na Foto em destaque, Daniela Chindler (centro) é a idealizadora do projeto

Foto: Divulgação