FAMA Museu lança o programa Fábrica São Pedro

13 julho 2021 |

 


Fábrica de Arte Marcos Amaro, museu sediado em Itu, no interior de São Paulo, inaugura o programa Fábrica São Pedro para coletar memórias sobre a Companhia de Fiação e Tecelagem São Pedro - Fábrica São Pedro, que funcionava nas instalações onde hoje funciona a instituição.

O departamento de Pesquisa e Referência da FAMA faz apelo à população ituana que conhece a Fábrica São Pedro para compartilhar suas histórias e ajudar a construir uma nova exposição. A curadoria será coletiva e cruzará o acervo artístico do museu com o passado da Fábrica e o patrimônio industrial de Itu.

O programa Fábrica São Pedro une a pesquisa à prática da ciência cidadã, inspirado em experiências participativas de história pública e digital. A população poderá oferecer seus testemunhos por diversos canais, contando histórias, compartilhando documentos ou materiais relacionados à Fábrica São Pedro.

Com coordenação de Anita Lucchesi, a iniciativa pretende ativar uma rede de pesquisa em torno do museu, mobilizando estudantes e pesquisadores interessados em estudar seu acervo, o passado da fábrica e os pontos de interseção entre o passado e o presente do patrimônio industrial na região.

 

Como participar?

 

• Visite a FAMA Museu! A equipe FAMA vai receber os interessados no acolhimento do museu.

• Pelo WhatsApp (11) 91126-2211: Entre em contato com a coordenação do programa Fábrica São Pedro pelo WhatsApp.

• Por carta ou e-mail: quem preferir pode também enviar cartas ou e-mails para contribuir com o Nossa Fábrica

Endereço Postal: R. Padre Bartolomeu Tadei, 9 - Vila São Francisco, Itu - SP, 13300-190

Email: fabricasaopedro@famamuseu.org.br

Para mais informações e atualizações sobre a agenda do programa e formas de participação, acesso o site da FAMA Museu: https://famamuseu.org.br/fabrica-sao-pedro/

 

FAMA Museu

 

Situada em Itu, a 100 km da capital paulista, a Fábrica de Arte Marcos Amaro - FAMA Museu - está localizada em uma área de 25 mil metros quadrados, onde, no século 20, funcionou a Fábrica São Pedro, importante polo da indústria têxtil, com relevância histórica e cultural para a região.

Inaugurado em 2018, o Museu abriga ateliês, salas expositivas e áreas ao ar livre para a realização de performances, residências artísticas, exposições individuais e coletivas, com o objetivo de incentivar a criação artística contemporânea, investigar os caminhos da arte e possibilitar ao público o acesso ao acervo do colecionador e artista Marcos Amaro.

A coleção reúne mais de 2 mil obras entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e instalações de nomes como Tarsila do Amaral, Nelson Leirner, Hélio Oiticica, Leda Catunda, Cildo Meireles, Tunga e Aleijadinho.

Com a proposta de oferecer à cidade um projeto de impacto significativo na cultura local, na sua dimensão simbólica, cidadã e econômica, além de fomentar o turismo de experiência na região, o Museu inaugurou em julho de 2019 a primeira galeria de arte a céu aberto da cidade, o Parque Escultórico Linear. Obras de grandes nomes da arte contemporânea estão dispostas ao longo da Avenida Galileu Bicudo, importante via da cidade.

Em novembro de 2019, foi inaugurado em Mairinque, também no interior de São Paulo, a FAMA Campo, extensão da FAMA Museu. O espaço surgiu como um novo conceito entre a natureza, o tempo e as transformações inevitáveis dessa relação. Com exposições a céu aberto, a FAMA Campo é um lugar onde os artistas podem experimentar o conflito de suas técnicas e materiais utilizados dentro da imprevisibilidade da natureza.

 

Programa Fábrica São Pedro
Duração:
 14 de julho de 2021 a 29 de junho de 2022

Coordenação: Anita Lucchesi (FAMA Museu, Pesquisa e Referência)

Público-alvo: população de Itu e região que trabalhou na fábrica ou conheceu suas atividades de alguma outra forma

 

***Na Foto em destaque, a Fábrica São Pedro

Foto: Acervo Histórico FAMA Museu

 


 


Começa na próxima quinta-feira, dia 15, a mostra “Territórios afetivos”, do artista plástico Cocco Barçante, no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro, com entrada gratuita, de terça à sábado, das 12h às 19h. A mostra prossegue até o dia 28 de agosto. Um dos painéis principais foi elaborado com base na sugestão dada por Marilena Garcia. “Muitas das ideias surgem de conversas com amigos. De Marilena Garcia veio à sugestão de uma obra que refletisse a falta que fazem os abraços. Então iniciei um painel no qual a palavra abraço está escrita com letras de pano de diferentes tamanhos e fontes”, descreveu Cocco.

 

O Painel Abraço ocupa a primeira das três salas da mostra, intitulada Mosaico Afetivo. Nela, o público encontra também 300 fotos em preto e branco, estampadas em tecido, de pessoas em posição de dar ou receber um abraço. As letras do painel “Abraçar” foram acrescidas de detalhes bordados por algumas das 36 artesãs de cidades como Macaé que colaboram com o artista desde o ano 2000. Os retratados são parentes, colaboradores e amigos como a atriz Mônica Martelli, filha de Marilena Garcia.

 

Cocco é um artista internacional com trabalhos em diversos países e tem uma história em Macaé desde 2011 quando participou da Feira Macaense de Artesanato, realizada durante cinco dias na Praça Veríssimo de Mello. Como consultor do SEBRAE ministrou as oficinas “Cor, Forma e Design no Artesanato” e "A Estética do Designer do Artesanato Local", nos anos de 2016 e 2017, auxiliando os artesãos a desenvolverem suas concepções de designs voltados para o mercado.  Uma das oficinas culminou numa feira de artesanato realizada no Clube Cidade do Sol.

 

Em 2008 a Unamama em parceria com o artista plástico criou o Painel "CUIDAR", criado e pintado por Cocco dentro do projeto "Arte que cuida", bordado pelas mãos de artesãs voluntárias de diversos grupos, entre eles o Mulheres Reciclando, de Macaé. Este painel está atualmente na sede da Unamama, que funciona no Centro Cultural Magdá Garcia, sala 202, Avenida Rui Barbosa, 435 (altos da loja Ponto Frio).

 

 Outro trabalho criado por Cocco para a cidade foram as letras do projeto “Sentimentos de Macaé”. No ano de 2013, Cocco Barçante contou com a atuação de 30 artesãs, instrutoras e ex-alunas da Escola de Qualificação. O painel é formado pelas letras que compõem a palavra Macaé, as potencialidades, ícones turísticos e culturais, história e a realidade do município. Colorido, em madeira e formato tridimensional, ele abrange na letra “A”, imagens dos pontos turísticos da Serra, como o Pico do Frade. Já a letra “E” eleva o trabalho da cidade diante da atividade pesqueira. Para isso foram utilizados materiais em escamas de peixes. Este painel se encontra no hall da Cidade Universitária.

 

 “As pessoas interessadas e que tiverem a oportunidade estão convidadas para ver a mostra “Territórios afetivos” que começa dia 15 e vai até o dia 28 de agosto no Centro Cultural Correios, na Rua  Visconde de Itaboraí, 20, Centro do Rio de Janeiro. Tel: 2253-1580”, ressalta Marilena Garcia.

 

Foto: Divulgação


Allan Machado e a consciência na Educação Física

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Escolher uma profissão pelo simples desejo de se envolver com o esporte e, em meio à caminhada, entender que aquele não era apenas um ofício, mas uma missão de vida para levar práticas saudáveis a uma gama de crianças e adolescentes que, por certo, terão um futuro com mais qualidade de vida. Essa é a trajetória do Profissional de Educação Física Allan Machado, do município de Itaboraí (RJ).


Consciente da rigorosidade do corpo humano e entendendo a importância da profissão, escreve uma história baseada na competência e se destaca entre dezenas de esportistas pelo mero fato de levar no peito um emblema: a valorização da saúde no coletivo.


Hoje, Machado concedeu uma entrevista exclusiva ao CULTURA VIVA e deu uma aula completa sobre o assunto, ancorada em preciosas orientações.


Acompanhe!

 

CULTURA VIVA: A decisão de se tornar um professor de Educação Física teve influências ou foi um caminho natural?

ALLAN MACHADO: Sim, tive a influência de Professores de Educação Física no período escolar, do meu irmão, que também se formou em Profissional de Educação Física, e pelo prazer que sempre tive em estar envolvido com o esporte, praticando, ajudando, assistindo.

 

C.V.: O que considera mais importante no estudo da Educação Física?

A.M.: Não consigo apontar algum conteúdo que seja mais importante, pois a disciplina abrange alguns aspectos, como: físicos, fisiológicos e psicológicos e, diante da tal complexidade, vejo a necessidade de um estudo mais amplo para um melhor entendimento e aplicação.   

 

C.V.: Como analisa o ofício de lecionar Educação Física na escola? É possível saírem atletas dali?

A.M.: Sou suspeito em responder. Minha análise é muito positiva: gosto muito mesmo, com todos os problemas e dificuldades, sou grato a Deus por estar fazendo o que me faz feliz. E, quanto à saída de atletas das escolas não vejo como habitual até porque a Educação Física Escolar não tem o objetivo de formar atleta e, sim, cidadãos ativos, saudáveis, conhecedores do seu corpo e da importância da prática da atividade física para a sua longevidade; aí sim, dentro desse contexto, com certeza, teremos alunos com características e habilidades inerentes ao esporte de alto rendimento que, através de observações feitas por profissionais que atuam nesse ramo, podem ser encaminhados a centros de treinamentos e começarem um trabalho para, quem sabe, no futuro, se tornarem atletas. 

 

C.V.: Como se dá a preparação de suas aulas? O que mais prioriza, geralmente?

A.M.: Dentre os aspectos que temos que observar, me organizo a partir da faixa etária. Feito isso, temos referenciais que contextualizam a faixa etária com o nível em que o aluno se encontra (maturação). Posteriormente, seguimos às estratégias teórico/práticas para que as aulas tenham um sentido e significado e, desse modo, venham a auxiliá-los no processo de ensino-aprendizagem.  

 

C.V.: O que os alunos mais preferem em sua disciplina? A que se deve essa afeição?

A.M.: Quando comecei percebi que o interesse pelo futebol era unânime. Acredito que esse único interesse acontecia, em parte, pela influência da mídia, e um baixo estímulo de outras modalidades. Ao perceber isso comecei a utilizar algumas estratégias em minhas aulas, como descaracterizar os esportes, pois muitos só enxergavam o jogo futebol e não o brincar de futebol. Assim, fiz com todos os outros esportes. Hoje posso afirmar que, grande parte de meus alunos, conhecem os esportes e tem autonomia para se divertir e praticar atividade física através deles sem aquele rótulo de que tem que ser muito habilidoso para jogá-lo. 


 

C.V.: Durante a pandemia do coronavírus e as escolas fechadas, com certeza, os corpos dos alunos sentiram falta das práticas esportivas. Manteve contato com seus alunos? O que mais comentavam?

A.M.: Sim, mantive contato com alguns alunos e, em relação aos questionamentos, eles foram muito parecidos entre os locais onde trabalho: sentiam muito a falta das aulas práticas, a interação com os amigos, eventos esportivos e, com isso, a minha preocupação só aumentava, pensado de que forma poderia minimizar os impactos na saúde dos alunos, pois, com todas as restrições, fechamento de escolas / unidades de esportes o alerta foi ligado para o aumento do sedentarismo, obesidade, hipertensão e ansiedade, entre outras patologias.  

 

C.V.: A vacinação avança no país e, aos poucos, a vida volta ao normal. No tocante à sua disciplina, como prevê o retorno?

A.M.: Acredito que o retorno se fará de forma gradativa, assim como todas as outras disciplinas. 

 

C.V.: Na infância e na adolescência a prática de esportes é fundamental. Mas, quais os principais cuidados que se deve ter?

A.M.: Sem dúvidas, a prática da atividade física é fundamental em todas as fases de nossa vida, cada uma delas com suas particularidades e, acredito que, dentre todos os cuidados necessários, podemos citar alguns: avaliação médica, avaliação nutricional e realizar atividade física com a orientação/supervisão de um Profissional de Educação Física. 

 

C.V.: Quem é sua maior inspiração no esporte?

A.M.: Na verdade, o esporte é que me inspira e me motiva! Em relação aos atletas, não tenho uma inspiração específica, tenho admiração por inúmeros, alguns já aposentados, outros já não estão entre nós e, outros ainda, na ativa, mas procuro sempre observá-los e extrair algo positivo de cada um deles. 

     

C.V.: Quais são suas redes sociais?

A.M.: Instagram: @allanmachado87

 

Fotos: Arquivo pessoal de Allan Machado


'Café com Leite', o novo livro de Vicentini Gomez, retrata a chegada dos imigrantes italianos

08 julho 2021 |

 


"- Com a chegada da pandemia, retornei a um projeto antigo, dos anos 70, de fazer um texto, inicialmente teatral, sobre a chegada dos imigrantes italianos ao Brasil. Acabou virando livro", esclarece Vicentini Gomez. A narrativa, iniciada no ano da execução de Sacco e Vanzetti, 1927,  estabelece como ponto de partida o porto de Nápoles,  indo em direção ao porto de Santos,  e tendo sua conclusão em uma fazenda de Itu. Os  32 dias de viagem do personagem "Stefano", que chega ao país em busca de liberdade e sustento, são narrados,  segundo as palavras do historiador  Jonas Soares de Souza como  ..."de suor, carne e sangue,  uma história que conhecemos em linhas gerais, a das razões da imigração e as agruras e sucessos do imigrante em nossas terras".&nb sp; Já a historiadora e escritora Ana Luiza Martins, ao assinar o prefácio, sinaliza:-"A rica abordagem contempla a conjuntura da imigração e os demais registros a ela pertinentes, que vão dos percalços da substituição da mão de obra escrava pela livre, da questão de gênero à exploração do trabalho, das formas de tratamento na sociabilidade da época às práticas culturais em voga, a exemplo das festas mencionadas e dos instrumentos musicais afetos a etnias e ritmos diversos".

"Café com Leite", a nova obra de Vicentini Gomeznarrada em português e parte em italiano (sua ancestralidade ficou latente),  é um lançamento da Editora Laços, SP. 

Vicentini Gomez é um homem das artes: ator, diretor, mímico, cineasta, escritor. Escreveu dezenas de peças para o teatro, destacando-se "Picardias do Picadeiro", "Tal pai, tal filho", "A invenção da terra do jeitinho", "As maluquices do picadeiro" e "O vendedor de Sacis e outras lorotas". Escreveu dezenas de roteiros para o cinema e a televisão, com destaque para "Justiça!Uma história", "Porto das Monções", "Histórias & estórias",  série "Consciência na Cultura" e "Doutor Hipóteses - Uma alma na pandemia".

Vicentini atuou em dezenas de telenovelas, com destaque para "Joia Rara" (Delegado Cavalcante), "Avenida Brasil" (Serjão, o sequestrador da Carminha) e "Cúmplices de um resgate" (Giuseppe). Em  diversos espetáculos teatrais, como "Confidências de um espermatozóide careca""Picardias do Picadeiro", "O analista de Bagé", "Três homens baixos" e "Eles não usam black-tie". Gomez é membro da UBE - União Brasileira de Escritores, e ganhador de inúmeros prêmios em todas as suas áreas de atuação. 
As premiações mais recentes conquistadas pelo  artista foram  durante o FICOCC - Five Continents International Film Festival deste ano,  na Venezuela, e nas categorias de "Melhor filme" e "Melhor Ator Protagonista" (Vicentini Gomez). 

 

Foto: Divulgação


Milhares de exemplares do diário oficial lacrados são encontrados em Tanguá

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Funcionários da prefeitura de Tanguá encontraram, essa semana, milhares de exemplares do Diário Oficial da cidade, que nunca foram distribuídos para a população. O caso deve ser informado aos órgãos de fiscalização competentes para as providências que julgarem cabíveis.

O Diário Oficial, que em Tanguá é conhecido como Resenha, é o meio pelo qual a administração pública divulga todos os seus atos. Ou seja, torna público tudo o que o município faz. É por ele também que os tanguaenses passam a saber se uma lei entrou ou não em vigor, ou se alguma licitação já está disponível para concorrência.

Informações obtidas na secretaria municipal de Governo mostram que a prefeitura gastava, em média, cerca de 500 mil reais por ano com o diário oficial, como esses que estavam amontoados e lacrados.

Por conta dos expressivos custos, desde o início do ano, as edições do Diário Oficial passaram a ser disponibilizadas,  diariamente, de forma online, sem custos para o município.

Além de mais transparência, a iniciativa representa uma economia de mais de R$ 2 milhões em quatro anos. Valor que poderá ser investido em outras áreas da administração tanguaense.

O novo formato permite a visualização em qualquer dispositivo com internet, além da preservação do meio ambiente, evitando o uso de papel. Para acessar, consulte as instruções em:
https://tangua.rj.gov.br/home/index.php/2021/05/21/saiba-como-acessar-o-diario-oficial/

 

Foto: Divulgação


Marlon Abboud e a experiência que semeia qualidade de vida

03 julho 2021 |

 


Sem preguiça, sem desânimo... Xô, moleza! Coragem para a qualidade de vida! Esse deve ser o dever de cada ser humano: cuidar do corpo e da alimentação, pois, assim, a mente e tudo no cotidiano será equilibrado. Claro que, cada um, dentro do seu limite e das metas propostas porque, como dizia o personagem Paulo Cintura da inesquecível “Escolinha do Professor Raimundo”, da Rede Globo, nos Anos 90, “saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”.


 Seguindo esse lema, o Personal Trainer Marlon Abboud – o mineiro mais baiano que existe! – pautou a sua vida e levou para a carreira profissional. Com o ofício ele ajuda muita gente a chegar no peso ideal e num novo patamar: da consciência de que se cuidar é o melhor remédio. 


Em entrevista exclusiva ao CULTURA VIVA, ele falou de sua experiência e deu dicas valiosas.


 Acompanhe!

 

 

CULTURA VIVA: Há quanto tempo atua como Personal Trainer e o que o inspirou a seguir carreira?

MARLON ABBOUD: Me formei há 15 anos e, desde que entrei para a faculdade, já atuava na área como estagiário e aulas coletivas, como Spinning, Jump, etc., em academia. Carrego um trauma de infância em que, infelizmente, não me deixavam fazer as aulas de Educação Física escolar, pois tinha sobrepeso. Me recordo em uma situação durante as aulas da disciplina em que fui excluído do time de futebol por não ter preparo suficiente para o jogo. Foi a partir dessa situação o meu maior desafio. Precisei me superar nas questões técnicas, físicas e didáticas. 

 

C.V.: Como analisa o estudo da Educação Física nos Anos 80 e 90 se comparado com o de hoje, frente às novas exigências da pessoa moderna?

M.A.: Muita coisa mudou! Primeiramente, o número de faculdades de Educação Física. Além de poucas opções, o curso não era valorizado e as pessoas, em sua maioria, não valorizavam o curso e o estudo. Hoje em dia as pessoas estão mais conscientes e preocupadas com a saúde, qualidade de vida e bem-estar físico e mental.

 

C.V.: Exercício físico deve ser praticado todos os dias ou o correto é separar alguns dias da semana para descansar o corpo?

M.A.: O descanso é importante sim, porém, ele vai variar com o objetivo final do exercício físico. Se for uma prática de alto rendimento é fundamental que haja o descanso, mas se for uma prática esportiva recreativa ou um esporte de lazer com a intensidade baixa, não há problemas para que seja realizada todos os dias. O mais importante é a busca pela orientação de um profissional qualificado.

 

C.V.: No dia em que a pessoa vai praticar exercício físico como deve ser sua alimentação, geralmente?

M.A.: É importante um equilíbrio na alimentação. Fazer a ingestão de alimentos leves e saudáveis de 30 a 40 minutos antes de qualquer exercício. Além disso, o mais importante é a ingestão de água! 

 

C.V.: Para quem começa a praticar exercícios com você, qual é a primeira orientação que passa para seu aluno?

M.A.: A avaliação é fundamental para que eu possa conhecer melhor meus alunos. Por ela eu consigo verificar os objetivos e as objeções de todos os alunos. Além disso, eu sempre tenho todo cuidado com a execução correta do movimento e a sobrecarga em cada exercício.

 


 

C.V.: Cite alguns locais (externos ou internos) em que o exercício flui melhor? Há recomendações para isso?

M.A.: Particularmente, eu gosto de exercícios em lugares abertos em parques, praia, praças, etc. Acredito que o contato com a natureza proporciona a melhora do bem-estar e da qualidade de vida. Sempre que o treinamento for realizado em academia, é fundamental a ajuda do professor, especialmente aos alunos novatos para a regulagem dos equipamentos.

 

C.V.: Qual o segredo para quem deseja levar uma vida realmente saudável?

M.A.: Não perder o foco e ser disciplinado.


 

C.V.: Em sua opinião, a qualidade de vida inclui uma vida baseada em exercícios e alimentação saudável, e mais o quê?

M.A.: Sem sobra de dúvidas! A qualidade de vida, saúde e bem-estar físico e mental está ligado diretamente à atividade física. Especialmente, durante essa pandemia. Conheço inúmeros casos de pessoas em que a atividade física mudou a vida e o comportamento das pessoas.

 

C.V.: Você mora na Bahia e vive num Estado favorecido pela natureza. Isso te inspira em seu trabalho?

M.A.: Sou baiano de vidas passadas! (risos). Sou mineiro e escolhi a Bahia exatamente por me proporcionar esse contato maior com a natureza! Estar perto do mar, me faz recarregar minha energia e força para trabalhar mais!

 

C.V.: Quais são suas redes sociais?

M.A.: Instagram: @marlon.abboud, Facebook: Marlon Abboud, Youtube: Marlon Abboud e Twitter: Abboud.Marlon.

 

Fotos: Arquivo pessoal de Marlon Abboud


Seu Jorge e Mel Lisboa protagonizam áudio série original do Spotify

02 julho 2021 |

 


Paciente 63 é a nova áudio série original do Spotify no Brasil e conta com as vozes protagonistas de Seu Jorge e Mel Lisboa. Com roteiro original de Julio Rojas, a produção envolverá os ouvintes em uma história surpreendente.

Mel Lisboa é Elisa Amaral, uma psiquiatra que grava as sessões de um enigmático paciente. Seu Jorge dá voz a esse paciente, registrado como Paciente 63, que diz ser um viajante no tempo. O que começa como sessões terapêuticas de rotina se transforma rapidamente em um relato que ameaça as fronteiras do possível e do real. Uma história que transita entre o futuro e o passado de dois personagens que podem ter nas mãos o futuro da humanidade.

Paciente 63 é um podcast Original Spotify e tem previsão de estreia no segundo semestre deste ano.


Foto: Bruno Poletti/Spotify