Trânsito no Rio afeta corpo e mente, aponta psicólogo do AmorSaúde

05 setembro 2026 |

 


Passar horas no trânsito já faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Entre congestionamentos, longos trajetos e o transporte público lotado, o tempo gasto nos deslocamentos entre casa e trabalho ocupa uma parcela cada vez maior do dia. O problema é que esse período costuma ser encarado apenas como uma consequência da vida nas grandes cidades, enquanto seus impactos sobre a saúde física e mental permanecem, muitas vezes, em segundo plano.


Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil e o Sebrae, mostra que moradores de grandes centros urbanos passam, em média, o equivalente a 21 dias por ano no trânsito. No Rio de Janeiro, a situação é ainda mais desafiadora. De acordo com um estudo do aplicativo de mobilidade Moovit, o tempo médio do deslocamento entre casa e trabalho na Região Metropolitana chega a 58 minutos por trajeto. Entre os usuários do transporte público, 11% passam duas horas ou mais em cada viagem, fazendo com que o tempo diário no trânsito possa ultrapassar quatro horas.


Segundo Carlos Júnior, profissional de psicologia do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, o deslocamento não deve ser visto apenas como um intervalo entre uma atividade e outra. “Múltiplos fatores estão envolvidos nesse processo, entre eles a insegurança diante de condições externas, a imprevisibilidade dos horários dos transportes coletivos e o desconforto durante o trajeto, como a ausência de ar-condicionado, os ruídos excessivos e a superlotação”, afirma.


O psicólogo destaca que, quanto mais tempo gasto no deslocamento, menor tende a ser o tempo disponível para atividades importantes, como descanso, lazer, prática de exercícios físicos, alimentação adequada e convivência social. A longo prazo, esse desequilíbrio pode comprometer a disposição e a qualidade de vida.


Quando o cansaço começa antes mesmo do expediente


De acordo com o profissional, os primeiros sinais de que o deslocamento está afetando o bem-estar emocional podem aparecer antes mesmo do início da jornada de trabalho. “O indivíduo pode perceber que a rotina está excessivamente concentrada no trabalho e no deslocamento, restando pouco tempo ou energia para o lazer, a convivência social e o autocuidado”, explica. Entre os principais sinais de alerta, estão:


Irritabilidade frequente;


Impaciência durante a rotina;


Cansaço antes mesmo do início do expediente;


Falta de disposição para atividades fora do trabalho;


Sensação de que o dia se resume ao deslocamento e às obrigações profissionais.



Os efeitos do trânsito vão além do estresse


Carlos ressalta que o impacto dos deslocamentos prolongados não se limita ao desconforto durante o trajeto, pelo contrário, diferentes áreas da vida podem ser afetadas.


Trabalho: o excesso de tempo no trânsito pode reduzir a concentração, a produtividade e o interesse pelas atividades profissionais.


Relacionamentos: o desgaste com o deslocamento pode favorecer o isolamento, a redução da energia para interações sociais e até a diminuição da libido.


Sono: as noites de sono podem sofrer consequências importantes, já que “o estresse se torna cíclico, porque a pessoa não consegue recarregar a energia”, afirma Carlos.


Como tornar o deslocamento menos desgastante


Embora nem sempre seja possível reduzir o tempo gasto no trânsito, algumas estratégias podem ajudar a diminuir os impactos da rotina. O psicólogo recomenda:


Evitar transformar o trajeto em uma extensão do trabalho, ou seja, não utilizar o tempo no transporte público ou de aplicativo para resolver demandas no celular ou notebook.


Manter uma alimentação equilibrada ao longo do dia, para que não falte energia para as horas em deslocamento;


Cuidar da hidratação, principalmente em períodos quentes e secos, já que durante o deslocamento o acesso à fonte de água é limitado;


Reservar tempo para atividades prazerosas para não fazer da vida um looping entre acordar, pegar trânsito, ir e voltar do trabalho e dormir;


Buscar momentos de desconexão das demandas profissionais e conexão com relações sociais.



Quando procurar ajuda profissional?


O acompanhamento profissional pode ser importante e recomendado quando o desgaste provocado pelo deslocamento começa a afetar diferentes aspectos da vida. Entre os alertas, estão esgotamento constante, ansiedade persistente, alterações de humor, apatia e insônia.



Sobre o Cartão de TODOS


O Cartão de TODOS é referência no mercado de cartões de descontos. Criado em 2001 por Altair Vilar, em Ipatinga (MG), a empresa oferece a intermediação de descontos entre os usuários do cartão e as empresas parceiras. A adesão ao Cartão de TODOS dá direito a descontos nas mais de 500 clínicas médico-odontológicas parceiras, permitindo o acesso da população à saúde primária de qualidade, além de oferecer descontos em atividades que englobam serviços voltados à educação e ao lazer e, ainda, a itens essenciais. A empresa atende, hoje, o equivalente a mais de 20 milhões de pessoas, e possui uma rede com mais de 12.000 estabelecimentos parceiros em todo o Brasil.


Sobre o AmorSaúde


O AmorSaúde é a maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil, com mais de 500 unidades ativas em todo o território nacional. Fundada com a missão de oferecer saúde de qualidade a preços acessíveis, a rede realiza mais de 18 milhões de consultas por ano, mais de um milhão de procedimentos odontológicos e mais de 35 milhões de exames, em parceria com os maiores laboratórios do país. Com estrutura moderna, multicanalidade e foco em atendimento humanizado, a rede oferece consultas presenciais, telemedicina, exames laboratoriais e de imagem, odontologia e encaminhamento para cirurgias eletivas.


Foto: Divulgação

 


Uma cachorrinha acorda e percebe que seu pai humano desapareceu. Ao abrir a geladeira ela atravessa um portal que a leva para uma ilha onde animais vivem entre frutas, música e fantasia. Coroada vossa majestade pelos simpáticos habitantes daquele lugar, Ritinha ganha uma coroa, súditos e poderes para decidir tudo ao seu redor. É nesse cenário mágico que o leitor é apresentado a Rainha Ritinha, lançamento da VR Editora, escrito e ilustrado por Malu Francini, que faz sua estreia como escritora após construir carreira como ilustradora de livros de Rita Lee, Xuxa e Luisa Mell.


Inspirada na própria cachorrinha de estimação, a "neta" de quatro patas da rainha do rock brasileiro, a autora apresenta um enredo marcado por um mundo fantástico, animais falantes, uma jornada de autodescoberta e a importância de voltar para casa, mesmo depois de viver grandes aventuras. Na ilha, a personagem vivencia um reino onde morangos já nascem como sorvete, cocos servem chocolate quente e refrigerante e festas acontecem ao som do hulla-rock. Mas será que ser rainha é mesmo tão incrível quanto parece? Aos poucos, ela percebe que nem mesmo um trono consegue preencher a falta de quem ama.



Designer, especialista em animação e mestre em Literatura, Malu Francini reúne textos divertidos com onomatopeia, musicalidade e aliteração (figura de linguagem que consiste na repetição intencional de sons de consoantes), somados a ilustrações coloridas que deixam a história ainda mais imersiva. Por meio do olhar da protagonista, a autora apresenta ao pequeno leitor o relato fantástico de Ritinha, uma cachorrinha inteligente que se tornou a "rainha da casa".


Ao acompanhar a escolha da pequena soberana de abrir mão do reinado para reencontrar o pai, Rainha Ritinha mostra que afeto, segurança e acolhimento não podem ser substituídos por poder, conforto ou abundância. A narrativa convida crianças e adultos a refletirem sobre a importância da família, da adoção responsável, do cuidado com os animais e dos vínculos que fazem qualquer casa se transformar em um reino de amor. Neste livro, Malu reforça que a imaginação abre portas para grandes aventuras, mas é no amor cotidiano que cada pessoa encontra um verdadeiro lar.


Uma cachorrinha acorda e percebe que seu pai humano desapareceu. Ao abrir a geladeira ela atravessa um portal que a leva para uma ilha onde animais vivem entre frutas, música e fantasia. Coroada vossa majestade pelos simpáticos habitantes daquele lugar, Ritinha ganha uma coroa, súditos e poderes para decidir tudo ao seu redor. É nesse cenário mágico que o leitor é apresentado a Rainha Ritinha, lançamento da VR Editora, escrito e ilustrado por Malu Francini, que faz sua estreia como escritora após construir carreira como ilustradora de livros de Rita Lee, Xuxa e Luisa Mell.


Inspirada na própria cachorrinha de estimação, a "neta" de quatro patas da rainha do rock brasileiro, a autora apresenta um enredo marcado por um mundo fantástico, animais falantes, uma jornada de autodescoberta e a importância de voltar para casa, mesmo depois de viver grandes aventuras. Na ilha, a personagem vivencia um reino onde morangos já nascem como sorvete, cocos servem chocolate quente e refrigerante e festas acontecem ao som do hulla-rock. Mas será que ser rainha é mesmo tão incrível quanto parece? Aos poucos, ela percebe que nem mesmo um trono consegue preencher a falta de quem ama.


Designer, especialista em animação e mestre em Literatura, Malu Francini reúne textos divertidos com onomatopeia, musicalidade e aliteração (figura de linguagem que consiste na repetição intencional de sons de consoantes), somados a ilustrações coloridas que deixam a história ainda mais imersiva. Por meio do olhar da protagonista, a autora apresenta ao pequeno leitor o relato fantástico de Ritinha, uma cachorrinha inteligente que se tornou a "rainha da casa".


Ao acompanhar a escolha da pequena soberana de abrir mão do reinado para reencontrar o pai, Rainha Ritinha mostra que afeto, segurança e acolhimento não podem ser substituídos por poder, conforto ou abundância. A narrativa convida crianças e adultos a refletirem sobre a importância da família, da adoção responsável, do cuidado com os animais e dos vínculos que fazem qualquer casa se transformar em um reino de amor. Neste livro, Malu reforça que a imaginação abre portas para grandes aventuras, mas é no amor cotidiano que cada pessoa encontra um verdadeiro lar.


Malu Francini é designer, especialista em animação e mestra em Literatura. Iniciou a trajetória nas artes rabiscando as paredes de casa e consolidou a carreira unindo o traço à narrativa lúdica. Estreou no universo infantil como ilustradora da obra Amiga Ursa, de sua "fada-madrinha" Rita Lee e seguiu ilustrando obras de personalidades como Xuxa e Luisa Mell. Agora, ela brilha em sua estreia como escritora e ilustradora, com sua estética refinada e vibrante para o centro da cena editorial.

Redes sociais:

Instagram: @malu_francini
Site: https://malufrancini.com/

Sobre a editora: Alguns livros viram febre, outros, marcam gerações. Com mais de 25 anos no Brasil e um catálogo de autores e ilustradores premiados, a VR Editora transforma literatura em experiências que os leitores querem viver e reler.


Instagram: @vreditorabr


Foto1: Divulgação | VR Editora

Foto2: Divulgação | VR Editora

 


Niterói será palco da pré-estreia de “Essa Mina é Game Over”, ou EMEGO, anime produzido pela Noches Produções que será exibido pela primeira vez ao público no dia 12 de setembro, durante o Niterói Expo Geek. A produção combina romance, universo gamer e técnicas utilizadas na animação japonesa com uma narrativa construída a partir de personagens, situações e referências brasileiras.


Com seis episódios de cinco minutos cada, a minissérie acompanha Leo, um gamer acostumado a nunca perder uma partida, que se apaixona pela primeira vez ao conhecer Bia, a única pessoa capaz de derrotá-lo em seu jogo favorito. A partir dessa derrota, Leo precisa entender seus sentimentos, enquanto a história transforma a competição em uma comédia romântica sobre descobertas, relações e os vínculos construídos dentro e fora do universo dos games.


Apesar de utilizar técnicas e processos associados à produção japonesa de animação, EMEGO não pretende reproduzir histórias ou referências estrangeiras. A Noches desenvolveu a produção a partir de uma perspectiva brasileira, utilizando personagens, situações e cenários que dialogam diretamente com o público nacional. “Nós crescemos apaixonados pelos animes, mas queríamos ver a nossa cultura retratada ali. Nossa linguagem e técnicas podem ser japonesas, mas nossa alma é 100% brasileira”, afirma Carlos Vizeu, diretor criativo da Noches Produções.


A iniciativa parte de uma percepção dos fundadores da Noches sobre a relação do público brasileiro com os animes. O país está entre os maiores consumidores do gênero no mundo, mas ainda não possui uma produção nacional de anime realizada a partir dos métodos de produção utilizados pela indústria japonesa. Existem iniciativas de artistas e estúdios independentes que trabalham com a estética do anime, mas a proposta de EMEGO é aplicar também processos e técnicas de produção japoneses em uma obra criada no Brasil. Para a produtora, essa combinação abre espaço para o desenvolvimento de histórias nacionais dentro de uma linguagem que já possui forte identificação com o público.


“Existe um público jovem e jovem-adulto sedento por consumir histórias no gênero anime, com identidade brasileira. Não se trata apenas de fazer anime no Brasil, mas de criar um mercado para ele e suprir esse público não atendido”, afirma Mab Castro, CEO e produtora da Noches.


A trajetória da produtora inclui projetos como “Nina e os Guardiões”, exibida pelo NatGeo Kids, e “Genius!”, piloto de anime produzido dentro do workflow japonês e apresentado em 2024 durante o próprio Niterói Expo Geek. O estúdio também recebeu reconhecimento da Câmara de Vereadores de Niterói pelo trabalho desenvolvido no setor criativo e pela utilização de métodos japoneses de produção.


Parcerias levam técnicas japonesas para a produção brasileira


Para desenvolver EMEGO, a Noches se uniu a outras duas empresas em um Comitê de Produção, modelo utilizado no Japão para reunir diferentes parceiros no financiamento, desenvolvimento e gerenciamento de projetos de anime. A proposta é adaptar essa estrutura de colaboração à produção brasileira, reunindo empresas especializadas em diferentes etapas do projeto. Uma das integrantes é a BDN Rio, empresa especializada em dublagem e produção sonora que, com EMEGO, participa de uma produção que utiliza, pela primeira vez no Brasil, o sistema Afureko (Afuteru Rekorudo), processo no qual a interpretação dos atores de voz é construída a partir da animação já realizada.


Para Mattheus Caliano, diretor geral de Afureko de EMEGO, participar do projeto também representa a realização de um objetivo profissional que começou ainda na infância. “A direção de dublagem de animes sempre foi meu objetivo enquanto profissional, falo sobre isso desde os meus sete anos de idade”, conta. A experiência, segundo ele, trouxe uma dinâmica diferente para o trabalho de dublagem. No Afureko, os atores recebem a animação já realizada e precisam construir suas interpretações a partir das emoções, movimentos e expressões dos personagens, fazendo com que voz e imagem estejam diretamente conectadas.


Caliano destaca justamente essa relação como um dos aspectos mais marcantes da experiência. “Saber que as nossas escolhas de tom, intensidade e volume, junto com a animação feita pelo estúdio, vão dar a humanidade necessária aos personagens e o ritmo emocional da narrativa é incrível”, afirma.


A coordenadora artística de voz de EMEGO, Roberjane Andrade, também destaca a integração entre as equipes envolvidas no processo. Para ela, a realização do Afureko exigiu sintonia entre a proposta da Noches, a direção e o trabalho desenvolvido pelo elenco. “Poder trabalhar com pessoas tão criativas e comprometidas com o universo do anime é mágico”, afirma Roberjane. Segundo ela, o resultado dessa colaboração pode ser percebido tanto nas falas dos personagens quanto na música da produção.


A utilização do Afureko também exigiu uma adaptação da equipe brasileira ao processo. Diferentemente do modelo mais comum no Ocidente, em que os atores de voz ajudam a construir o acting dos personagens durante a gravação, no sistema utilizado em EMEGO a interpretação visual é desenvolvida previamente pela equipe de animação. “Então foi preciso mostrar para a BDN Rio como é todo o sistema de produção dos animes”, explica Mab Castro. A experiência, segundo a produtora, faz parte da proposta de trazer ao Brasil processos específicos da produção japonesa e adaptá-los à realidade de um projeto nacional.


Para os atores de voz, o trabalho também representou uma experiência diferente. Byanca Mercys, que interpreta Bia, destaca a liberdade de interpretação proporcionada pelo processo e a possibilidade de trabalhar diretamente a partir das emoções presentes na imagem. Já Lucas Bastos, voz do protagonista Leo, classifica a experiência como desafiadora e gratificante por exigir uma dinâmica diferente da dublagem tradicional.


A música também integra a construção da identidade de EMEGO. Diretor musical da produção, Charles Botelho participou da criação da canção de encerramento da série, elemento presente também em produções japonesas de anime. Para Botelho, um dos principais desafios foi adaptar a letra da música preservando a mensagem, a métrica e a sonoridade da composição. “Adaptar uma canção exige muito mais do que simplesmente encontrar novas palavras: é preciso preservar a essência da mensagem, respeitar a métrica, a sonoridade e a identidade da obra”, explica.


O trabalho, segundo o diretor musical, também permitiu transformar a canção em parte da identidade sonora da produção. “Ter a oportunidade de contribuir para a canção de encerramento de ‘Essa Mina é Game Over’ foi motivo de muito orgulho”, afirma.


Mangá e anime com identidade brasileira


Outra empresa a integrar o Comitê de Produção de EMEGO é a Shonen West, iniciativa brasileira dedicada à criação e publicação de mangás próprios e de autores nacionais. A empresa trabalha com técnicas de narrativa e produção utilizadas no mercado japonês, adaptando esses recursos a histórias desenvolvidas por criadores brasileiros.


Para Gabriel Araújo, editor-chefe e CEO da Shonen West, essa adaptação está entre os principais objetivos da participação da empresa no projeto. Segundo ele, a proposta não é simplesmente importar obras ou modelos japoneses, mas utilizar técnicas desenvolvidas naquele mercado para construir histórias com identidade própria. “A forma como os dois personagens principais interagem na história mostra que a nossa participação como editora não é simplesmente pegar licenças de obras que já fazem sucesso no Japão e publicar uma ‘versão brasileira’ para o público”, afirma Araújo.


O trabalho da Shonen West parte, portanto, de técnicas de narrativa e produção dos quadrinhos japoneses, mas procura adequá-las ao contexto de uma criação brasileira. Para Araújo, essa combinação pode permitir que uma história desenvolvida no país alcance públicos além do mercado nacional. “Nosso objetivo é utilizar as técnicas de narrativas e de produção de quadrinhos japoneses e adequá-las de maneira apropriada para que uma visão brasileira possa alcançar os corações de leitores e telespectadores pelo mundo”, afirma. “Fico alegre em dizer que a história EMEGO pode levar essa brasilidade ao restante do Brasil e aos outros países”, completa.


A dinâmica entre Leo e Bia também é apontada por Araújo como um dos elementos que sustentam o potencial da história. Os dois personagens possuem personalidades diferentes e estabelecem uma relação a partir da competição, que aos poucos dá espaço para a descoberta de sentimentos. “O potencial do mangá e anime de ‘Essa Mina é Game Over’ vem, principalmente, do tipo de interação, muito comum entre várias obras de sucesso no Japão e ao redor do mundo, que trazem o relacionamento de personagens opostos, mas que de certa forma se completam”, diz Ikeda, editor da Shonen West.


A combinação entre referências japonesas e elementos brasileiros está, assim, no centro da proposta de EMEGO. A produção utiliza técnicas e processos associados ao mercado de anime, mas parte de personagens, situações e cenários desenvolvidos a partir de uma perspectiva nacional.


Niterói como ponto de partida


A escolha de Niterói para a pré-estreia reforça a relação da Noches com a cidade, onde o estúdio desenvolve parte de sua trajetória e já recebeu reconhecimento por sua contribuição à produção cultural e criativa. A exibição durante o Niterói Expo Geek coloca o lançamento em contato direto com um público que já acompanha o universo dos animes, games e cultura pop.


A cidade também faz parte da trajetória do projeto. Em 2024, a Noches apresentou o piloto de “Genius!” no Niterói Expo Geek, também utilizando o workflow japonês de produção. Agora, o evento recebe a primeira exibição pública de EMEGO, ampliando a presença da produtora no principal encontro de cultura geek da cidade.


Com a pré-estreia em Niterói, “Essa Mina é Game Over” apresenta ao público uma produção que combina técnicas japonesas de animação com uma narrativa brasileira. Para a Noches, a proposta é utilizar uma linguagem já reconhecida internacionalmente para contar histórias que tenham personagens, referências e identidade capazes de representar o Brasil dentro do universo do anime.


Pré-estreia de “Essa Mina é Game Over”

Data: 12 de setembro de 2026

Local: Niterói Expo Geek

Produção: Noches Produções

Formato: minissérie de anime com seis episódios de cinco minutos


Foto: Divulgação | Noches Produções


 


Dentro da escola, o aprendizado também acontece quando a sala de aula dá lugar ao tatame, à roda de capoeira ou ao ritmo da dança. É assim que alunos da Escola Estadual Municipalizada José Rozendo, no bairro Rodagem, encontram novas formas de aprender, conviver e descobrir habilidades ao longo do dia.


A unidade passou a funcionar em tempo integral em 2026 e incorporou o esporte à rotina dos estudantes por meio de atividades oferecidas pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED). Entre as opções estão jiu-jitsu, capoeira e dança, modalidades que movimentam os diferentes turnos e ampliam as experiências dos alunos para além do conteúdo tradicional das disciplinas.


O jiu-jitsu ganhou um incentivo especial desde que passou a fazer parte da rotina dos alunos. Os estudantes que participam das aulas receberam novos quimonos, entregues pela Prefeitura de Carapebus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED). O material reforça a estrutura destinada às atividades e representa mais um incentivo para que os estudantes permaneçam envolvidos com a modalidade.


Praticante de jiu-jitsu, o secretário municipal de Educação, Dudu Pontes, acompanha de perto o desenvolvimento dos estudantes e defende o esporte como uma ferramenta que ultrapassa a atividade física. Para ele, a prática esportiva contribui para a convivência, a disciplina, o respeito e a construção de vínculos dentro do ambiente escolar.


"O esporte tem um papel muito importante na formação dos nossos alunos. Ele ensina disciplina, respeito, responsabilidade e mostra que cada conquista é resultado de dedicação e persistência. Esses valores não ficam apenas no tatame. Eles acompanham o estudante na escola, em casa e na vida", afirmou.


O secretário também destaca o potencial das atividades esportivas para aproximar os estudantes, fortalecer amizades e melhorar a convivência entre diferentes perfis dentro da escola.


"A criança que pratica esporte aprende a conviver, a respeitar o espaço do outro, a lidar com vitórias e derrotas e a entender que todos podem evoluir. Isso ajuda na educação e na formação de cidadãos de bem. É uma experiência que leva ensinamentos para o dia a dia", acrescentou.


A presença do jiu-jitsu, da capoeira e da dança na Escola José Rozendo também amplia as possibilidades de participação dos estudantes. Cada modalidade oferece uma experiência diferente, seja pelo movimento corporal, pela expressão artística, pela cultura ou pelos valores associados à prática esportiva.


No caso do jiu-jitsu, o contato com a modalidade aproxima os alunos de uma atividade que exige concentração, disciplina e respeito. O treino não se resume à técnica. A convivência com colegas e professores também faz parte do processo de aprendizagem.


A transformação da escola em unidade de tempo integral abre espaço para que esse tipo de atividade esteja incorporado à rotina dos estudantes. Com mais tempo de permanência no ambiente escolar, a proposta permite diversificar as experiências oferecidas aos alunos e criar novas oportunidades de aprendizagem.


Para Dudu Pontes, esse trabalho também depende do apoio da administração municipal. O secretário destaca o prefeito Bernard Tavares pelo incentivo às práticas esportivas dentro da rede municipal de ensino e pela compreensão do esporte como instrumento de formação.


"O prefeito Bernard Tavares abraçou o projeto e entende que o esporte pode transformar a vida dos nossos alunos. Quando a gestão acredita nessas iniciativas e cria condições para que elas aconteçam, quem ganha é o estudante. Estamos formando não apenas alunos, mas pessoas preparadas para conviver, respeitar e construir um futuro melhor", declarou.


Na Rodagem, o resultado aparece no cotidiano. Entre um treino e outro, os estudantes aprendem que o esporte também pode ensinar sobre limites, escolhas, respeito e persistência.


A entrega dos quimonos é uma parte dessa nova rotina. No tatame, nas aulas de capoeira ou nos momentos dedicados à dança, a escola passa a oferecer aos alunos diferentes caminhos para aprender e participar. Em uma unidade que agora funciona em tempo integral, cada atividade pode representar uma nova descoberta e contribuir para a formação dos estudantes.


Foto: Divulgação