Apartamento 03 apresenta coleção no SPFW em homenagem ao artista Estevão Silva

27 maio 2023 |

 


Para a 55ª edição da SPFW, a Apartamento 03 apresenta a coleção “Silva” em parceria com a Pura, marca de calçados clássicos e atemporais. A coleção de verão 2024 é inspirada nas obras de naturezas-mortas do artista Estevão Silva, considerado o primeiro pintor negro de destaque do século XIX, formado pela Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Em uma collab especial com a Pura, todos os calçados foram desenvolvidos especialmente para o desfile. Foram produzidos cerca de 30 pares de três modelos diferentes, usando couro e tecidos da coleção Silva.

Com uma cartela de cores ousada e estimulante, tons clássicos como preto, off-white e vinho, complementam tons de azul ou verde metalizado. As estampas também inspiradas nas obras de Estevão Silva, evocam a conexão entre o fruto, a terra e a fertilidade da terra brasileira.

“Filho de escravizados que ‘...não é possível que haja cor mais exata, desenho mais precioso, do que a cor e o desenho… que se veem em suas telas’ - O verão 2024 da Apartamento 03 mergulha nas narrativas acerca do pintor Estevão Roberto Silva, e raros são os registros que contam a história do primeiro artista negro formado na Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro no século XIX”, conta Luiz Claudio, estilista e diretor criativo da marca.

Para esta coleção, Apartamento 03 resgata as técnicas de atelier e investe em plissados e transparências, além de manter a essência da marca através da alfaiataria elegante e bem cortada. A busca por uma arte brasileira genuína impulsionou o pintor de naturezas-mortas a questionar as normas artísticas do seu tempo. Em “SILVA”, Luiz Cláudio, que também tem Silva no sobrenome, faz uma releitura dos valores cultivados até então, trazendo potência desde o nome à concepção das peças. O resultado é uma coleção marcante, contemporânea e significativa.

SILVA é sobre atravessar o tempo, é sobre uma resistência e construção, é permanência simbólica.

 

 

Foto: Divulgação


Deputados Federais do Rio fiscalizam obras paralisadas no estado

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Os deputados federais Max Lemos (PDT-RJ) e Marcos Tavares (PDT-RJ) realizaram, nesta sexta-feira (26/05), missão oficial nos municípios de Queimados, na Baixada Fluminense, e Petrópolis, na Região Serrana, com o objetivo de realizar um relatório detalhado de obras paralisadas nas duas cidades. Os parlamentares são membros da comissão externa da Câmara dos Deputados criada para acompanhar, monitorar e buscar soluções para a conclusão de obras públicas com recursos federais que se encontram paralisadas e inacabadas em todo o País, presidida pela deputada Flávia Morais (PDT-GO).

 

Em Queimados, a vistoria foi realizada nas obras das 1200 unidades habitacionais do conjunto residencial Dona Ivone, situado no bairro Vila São João. Objeto do programa Minha Casa Minha Vida, as obras estão paralisadas há mais de 7 anos. Com a descontinuidade do governo federal no tocante a programas de habitação popular, a construção erguida no local está com mais de 70% das obras concluídas.

 

“Esta obra é de suma importância para a população deste município. Para se ter uma ideia,  o sorteio das famílias beneficiadas foi realizado há mais de 5 anos, ou seja, aproximadamente 5 mil pessoas aguardam suas residências. Já enviamos ofício cobrando providências e já foi respondido positivamente pelo Ministro das Cidades, Jader Filho. As obras devem ser retomadas ainda este ano”, anunciou o deputado Max Lemos.

 

Em Petrópolis, a comissão vistoriou obras de construção de uma nova pista de subida da Serra de Petrópolis, que teve início em 2013 e está parada desde julho de 2016 por indícios de superfaturamento e sobrepreço no orçamento, além problemas nos projetos básico e executivo. 

 

“Vimos pontes e viadutos que não levam a lugar nenhum e túnel com acesso fechado. Foram milhões investidos, um desperdício de dinheiro público. A comissão fará um relatório completo e irá sugerir que sejam avaliadas as atuais estruturas, que sejam apurados os gastos feitos e que seja feita uma nova licitação para a retomada das obras”, concluiu Max Lemos.

 

***Na Foto em destaque, a vistoria feita no Conjunto Dona Ivone, em Queimados, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro

 

Foto: Divulgação


Ary Toledo é homenageado no Persona deste domingo (28/5)

26 maio 2023 |

 


Com uma longa carreira fazendo as pessoas rirem, Ary Toledo é o homenageado do Persona neste domingo (28/5). No bate-papo com Chris Maksud e Atilio Bari, o artista conta que desde criança fazia piada sem saber, sobre o primeiro emprego no Teatro de Arena de faxineiro, a emoção de se apresentar no programa da Elis Regina, O Fino da Bossa, e muito mais. Vai ao ar na TV Cultura, a partir das 21h.
 

“Sabe quem é o autor da primeira piada que eu contei? O Ary Toledo. Saiu sem querer”, conta sobre, quando criança, fez as pessoas rirem. “Eu não sabia que naquele momento eu tinha feito humor. Eu não tinha consciência disso. (...) Então o humor esteve sempre, implicitamente, ligado à minha pessoa, desde criança”, completa.
 

O artista também detalha o período em que trabalhou em rádio, como chegou ao teatro e, posteriormente, em São Paulo, no Teatro de Arena. “Eu morava no porão do Teatro de Arena (...) acho que uns seis meses fiquei dormindo lá embaixo”, lembra dos tempos em que passou de faxineiro a ator.
 

Quanto ao período de transição do Ary Toledo ator para Ary Toledo showman, ele afirma:“O destino da gente quando tá traçado é inevitável”. E divide que participar do programa de Elis Regina, o Fino da Bossa, foi uma das maiores emoções de sua vida.
 

Como peça fundamental do humor no Brasil, Toledo lembra de suas passagens na televisão e as piadas de telefone. Entre risadas, afirma: “Tinha gente, às vezes, ou gostava muito da piada ou não entendia, então ligava mais de uma vez”.
 

Rumo ao final, Ary Toledo deixa a receita para contar uma boa piada: “Talento, sensibilidade para escolher o repertório, para escolher a motivação da piada, os termos da piada, porque às vezes uma piada colocada mal na piada, você estraga. (...) Quem tiver essas qualidades pode se considerar um piadista de primeira. (...) O timing é muito importante, se você não tem esse timing, pode desistir, que você não vai conseguir sucesso”.
 

Persona ainda conta com depoimentos de Juca de Oliveira, Ariel Moshe, Carlos Alberto de Nóbrega, Daliléa Ayala e Fábio Porchat.

 

Foto: Lara Asano


Espetáculo Circense de Brasília é destaque na Virada Cultural

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Em cena, uma peregrina e seu tripé de bambu. Intimidade, cumplicidade e afeto entre objeto e artista. Companheiros de viagem por mares desconhecidos. Na jornada da percepção, a relação entre os dois se transmuta em miríades de significados simbólicos. Neste espetáculo, a artista Poema Mühlenberg apresenta ao público a expressão da inovadora arte corpo bambu somada à capoeira, novo ingrediente amalgamado à poesia em movimento. 

 

Para compor a coreografia de Capoesia, Poema reuniu e desenvolveu repertório inédito de dança acrobática no instrumento artesanal de bambu chamado tripé, elementos de dança contemporânea coletados em suas vivências com diversos professores e artistas e referências do gestual da Capoeira.

 

 

SOBRE A CIA. NÓS NO BAMBU

 

Da interação artística entre corpos e bambus, nasce em 2003 a Cia Nós No Bambu, no Distrito Federal. A companhia foi idealizada por Poema Mühlenberg, uma multiartista mestiça brasileira que atua como circense, dançarina, acrobata, artista visual, diretora, coreógrafa, designer, produtora cultural, educadora e artesã bambuzeira.  Em sua trajetória destacam-se o interesse pela temática socioambiental e diversas linguagens artísticas. Sua arte é resultado da investigação de soluções cênicas construtivas e a criação de instrumentos acrobáticos com o Bambu e a interação corporal cênica com as formas dessa matéria-prima.


Desenvolvida e burilada em um processo de pesquisa e redimensionamento permanente, a arte corpo bambu plasma fronteiras a partir do hibridismo de linguagens artísticas, métodos e produção de significados. Esse DNA multifacetado, entrelaçando dança acrobática, teatro e instrumentos artesanais de bambu deu origem a seis espetáculos e diversas performances, números, ações formativas e projetos especiais.

Um repertório de peso, em conceito e prática, cujas originalidade e criatividade inspiram e provocam artistas das mais diversas geografias. Assim, o bambu, que inspira a companhia, dá origem a uma arte sustentável. Nós No Bambu a coloca em cena como metáfora de uma relação de harmonia e co-criação entre os humanos e nosso Planeta Terra.

 

 

O quê: Espetáculo de dança/Circo - Cia. Nós No Bambu - Capoesia

Data: 27/05, às 19
Classificação: Livre 
Onde: Casa de Cultura Freguesia do Ó 

Endereço: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 215 - Freguesia do Ó, São Paulo

Duração: 16 minutos

Gratuito

 

Foto: Lele Totoli


Últimos dias para visitar a maior exposição do coletivo indígena MAHKU no MASP

25 maio 2023 |

 


MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, até 4 de junho de 2023, a mostra MAHKU: Mirações, que ocupa o espaço expositivo no 2o subsolo do museu. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP e Ibã Huni Kuin, curador convidado, a exposição reúne cerca de 120 pinturas e desenhos que se originam tanto de traduções e registros de cantos, mitos e histórias de sua ancestralidade, como de experiências visuais geradas pelos rituais de nixi pae – que envolvem a ingestão de ayahuasca – denominadas mirações, palavra que dá título à exposição no MASP. A mostra tem patrocínio master do Citibank.
 

Criado oficialmente em março de 2013, dez anos antes da abertura da exposição no MASP, o surgimento do Movimento dos Artistas Huni Kuin (MAHKU) remonta ao final da década de 2000, quando o coletivo iniciou, nos cursos de Licenciatura Indígena na Universidade Federal do Acre (UFC), seus trabalhos de tradução de cantos tradicionais do povo indígena Huni Kuin (Acre) em desenhos figurativos. Os primeiros registros do coletivo surgem, portanto, a partir do contato de populações indígenas aldeadas com a universidade, onde o grupo realizou sua primeira exposição, em 2011. No ano seguinte, após a visita do antropólogo Bruce Albert e do curador Hervé Chandès, os integrantes participam pela primeira vez de uma mostra de arte contemporânea, a exposição Histoires de voir, Show and Tell [Histórias para enxergar, ver e contar] na Fondation Cartier pour l’art contemporain, em Paris, com um desenho ilustrando a capa do respectivo catálogo. A partir do movimento de introdução da sua visualidade ao universo das exposições de arte, os Huni Kuin se apropriam disso como estratégia de sobrevivência coletiva, de extensão de suas histórias e de seus mitos.
 

A exposição MAHKU: Mirações reúne cerca de 120 pinturas e desenhos em papel e tela, sendo três delas produzidas para a mostra, comissionadas pelo museu, além de esculturas, áudios com cantos, vídeo documentário e uma pintura de grandes dimensões elaborada diretamente nas laterais da icônica escada/rampa vermelha que interliga o 1° ao 2° subsolo do museu, seguindo, assim, a tradição do coletivo de realizar uma intervenção artística nos espaços expositivos que ocupam, criando uma conexão física e espacial entre mundos.
 

“O sentido geral do grupo MAHKU parece ser criar caminhos sustentáveis, desenvolvendo a política de se associar para se fortalecer. Isto é, interessa-lhes produzir e facilitar a passagem entre mundos, sempre sob o risco e a consciência das distâncias e assimetrias, que podem ser controladas e guiadas pelo poder da contação, pelos cantos, pelas imagens que produzem, pelo sentido ético da sobrevivência de seus modos de existência”, reflete o curador Guilherme Giufrida.
 

Este diálogo entre diferentes culturas é um dos temas centrais de algumas das obras do coletivo, especialmente aquelas inspiradas no mito de kapewë pukeni, o jacaré-ponte, traduzido, por exemplo, na pintura Kopenawe pukenibu (2022), de Acelino Tuin Huni Kuin. O mito narra a história da passagem dos Huni Kuin pelos dois continentes, através do estreito de Behring, em busca de sementes, moradia, conhecimento e terra. Depois de muita caminhada, o grupo se depara com um jacaré que, em troca de alimento, oferece ajuda para que eles possam atravessar para o outro lado.
 

O animal, avesso ao canibalismo, pede que o povo não mate um jacaré pequeno e que não lhe dê um deles para comer. No entanto, quando a variedade de animais se torna escassa, os Huni Kuin caçam o jacaré menor, traindo a confiança do jacaré grande, que submerge. “Foi aí que se fundaram as línguas diferentes entre parentes do outro lado do mundo. O mundo sempre divisão. Quem atravessa o mundo é quem já conquistou os conhecimentos. Por isso que a música do jacaré cantamos em nossas reuniões, para abrir os caminhos”, explica o curador convidado Ibã Huni Kuin. Por essa razão, a figura do animal foi escolhida pelo coletivo para ilustrar o logotipo original do MAHKU. Nele o jacaré aparece com duas patas caminhando e alimentando-se, enquanto pessoas munidas de estilingues e flechas passam sobre suas costas. Trata-se de uma cena fundacional que sugere que os Huni Kuin são produtores e produtos de pontes – entre os mundos indígena e não indígena, entre o visível e o invisível.

 

Outro ser muito importante para os Huni Kuin é a jiboia, considerada a maior dos xamãs, mensageira e ser da transformação. Normalmente o animal está presente em suas pinturas, circundando as composições, seja de forma a perambular pela imagem, seja literalmente em suas bordas, acompanhando os ângulos perpendiculares do quadro ou em formas geometrizadas estilizadas.
 

A jiboia é a figura central no mito de surgimento de nixi pae, “a bebida sagrada”, representada na tela do acervo do MASP Yube Inu Yube Shanu [Mito do surgimento da bebida sagrada Nixi Pae] (2020). O mito narra o encontro de Yube Inu, um homem indígena, com Yube Shanu, a mulher-jiboia, e a acolhida do povo da jiboia a Yube Inu, que é introduzido ao ritual de nixi pae. Ele ingere a bebida sagrada, experiencia as mirações e, mais tarde, aprende a fazê-la e entra em contato com as músicas da serpente. Por um momento de ciúme de seu sogro, devido ao seu conhecimento adquirido, Yube Inu é mordido e acaba adoecendo, mas, antes de morrer, retorna ao seu povo de origem e ensina a receita da bebida.
 

No ritual de nixi pae realizado pelos Huni Kuin e traduzido como “cipó forte”, “embriagante” ou “fio encantado”, se institui a experiência de encontro com a jiboia. Trata-se de um ritual central na vida desse povo, que envolve toda a comunidade – desde crianças de 6 anos de idade até adultos e idosos. As mirações, experiências visionárias que aparecem durante os rituais, são traduzidas tanto nos desenhos e pinturas do coletivo quanto nos cantos que integram o cotidiano da aldeia Chico Curumim, na Terra Indígena Kaxinawá, do Rio Jordão, onde vivem os artistas do MAHKU.

 

“O ritual de nixi pae tem como objetivo principal conectar mundos, rememorar a todos daquela relação dos Huni Kuin com a jiboia, renovar a intimidade do encontro e relembrar as razões do desencontro narradas no mito”, reflete Guilherme Giufrida. “Evocada através do canto, pela bebida e pela própria miração, a jiboia guia as visões por seus caminhos e percepções, fazendo os humanos atravessarem para o seu mundo, para o próprio universo dos mitos. O objetivo, no limite, parece ser o de estudar e ensinar os mitos, fazer as histórias do povo sobreviverem, se estenderem e se transformarem, preservando a integridade e o enraizamento daquela sociedade”, finaliza.
 

A mostra no MASP pretende, portanto, ampliar o conhecimento sobre e com os Huni Kuin, assim como a compreensão da contribuição de sua obra para a arte contemporânea, além de celebrar a longa relação de trabalho entre o coletivo e o museu. Desde 2016, os artistas do MAHKU participam de exposições do MASP, o que é constatado na grande quantidade de obras de diferentes períodos de sua produção comissionadas e depois doadas ao acervo do museu. Os artistas já participaram das exposições Avenida Paulista (2017), Histórias da dança (2020) e Histórias brasileiras (2022), além de uma oficina em Histórias da infância (2017) e dos projetos MASP Renner 1a temporada (2018-2019) e MASP Afterall ArtSchool (2020).
 

MAHKU: Mirações integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias indígenas. Este ano, a programação também inclui mostras de Carmézia Emiliano, Paul Gauguin, Sheroanawe Hakihiiwe, Melissa Cody, além do comodato MASP Landmann de cerâmicas e metais pré-colombianos e a grande coletiva Histórias indígenas.


 

SOBRE O MAHKU


 

O Movimento dos Artistas Huni Kuin (MAHKU) foi lançado oficialmente em 2013 e é composto pelos artistas Ibã Huni Kuin, Bane Huni Kuin, Mana Huni Kuin, Acelino Tuin e Kássia Borges. O coletivo realizou as exposições individuais Yube Inu, Yube Shanu, na Piero Atchugarry Gallery, no Uruguai (2022); Cantos da imagem, na Casa de Cultura do Parque, em São Paulo (2022); Vende tela, compra terra, na SBC Galerie d’Art Contemporain, no Canadá (2022); Através da poética do MAHKU, na Galeria de Arte da Universidade Federal do Amazonas, em Manaus (2018); e O espírito da floresta – desenhando os cantos nixi pae, no Sesc Rio Branco (2011). Participou de mostras coletivas como Histórias brasileiras, no MASP (2022); Moquém Surarî: arte indígena contemporânea, no MAM-SP (2021); IMS quarentena: programa convida, em exposição virtual no Instituto Moreira Salles (2021); Véxoa: Nós sabemos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo (2020); Histórias da dança, exposição virtual no MASP (2020); Vaivém, no Centro Cultural Banco do Brasil (2019); Eldorado, no Maison Folie Moulins, na França (2020); 35º Panorama de Arte Brasileira: Brasil por multiplicação, no MAM-SP (2017); Avenida Paulista, no MASP (2017); Aru Kuxipa/ Sagrado segredo, no Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, na Áustria (2015); Histórias mestiças, no Instituto Tomie Ohtake (2014); e Histoires de voir, no Fondation Cartier pour l'art contemporain, na França (2012). Suas obras fazem parte de coleções do MASP, MAR, da Fundação Cartier por L’art contemporain, da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras.


 

CATÁLOGO


 

Na ocasião da mostra, foi publicado um catálogo bilíngue com ensaios comissionados especialmente para a ocasião, além de reproduções de trabalhos produzidos pelo grupo e traduções de mitos e cantos Huni Kuin. O livro, organizado por Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida, inclui textos de Daniel Revillion Dinato, Guilherme Giufrida, Ibã Huni Kuin, Naine Terena e Raphael Fonseca. Com design de Bloco Gráfico, a publicação tem edição em capa dura.
 

 

MAHKU: Mirações
 

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP; e Ibã Huni Kuin, curador convidado.

 

2o subsolo

 

24.3 — 4.6.2023

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista

01310-200 São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terça grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas

Agendamento on-line obrigatório pelo link MASP Ingressos

Ingressos: R 60 (entrada); R 30 (meia-entrada)

 

masp.org.br

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Foto: Eduardo Ortega


Marcelo Rubens Paiva é o convidado do Alma Brasileira da Rádio Cultura FM

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Marcelo Rubens Paiva é o convidado do Alma Brasileira, da Rádio Cultura FM (103,3), no próximo domingo (28/5). No programa, o escritor, dramaturgo e jornalista fala sobre a infância musical, os livros Feliz Ano Velho e Ainda Estou Aqui, que narram a trajetória em busca da verdade de como seu pai, o deputado Rubens Paiva, foi preso e morto durante a ditadura militar. Ele conta também como é ser escritor e comenta novos projetos. A apresentação é do pianista Marcelo Bratke, a partir das 11h.
 

Nesse bate papo, Rubens Paiva comenta sobre seu contato com a música clássica e com o jazz, logo na infância: “Na minha casa não tinha televisão na sala, era livros e discos. E tinha coleções de discos de jazz, discos de música clássica... minha mãe tocava violino, era de uma época em que as mulheres aprendiam a tocar instrumentos.”
 

Poucas pessoas sabem, mas Marcelo estudou violão clássico e conta: “Fui estudar violão clássico no Conservatório Magda Tagliaferro, que ficava há duas quadras da minha casa, e acabei me dedicando muito ao violão clássico, chegando a tocar Villa-Lobos, Astor Piazzolla, aquelas bem difíceis.”
 

Rubens Paiva também fala sobre sua trajetória de escritor: “Fundamentalmente você tem que pensar no que você quer dizer. Essa é a grande questão, porque às vezes a gente começa um livro e você está meio perdido... você fala 'O que eu estou querendo com esse livro?' (...) Todos os livros tem isso, desde James Joyce, Tostói, Dostoiévsky, todos tem uma... não vou dizer uma mensagem subliminar, mas uma... uma entrelinha do que a estória realmente conta.”
 

Perguntado pelo apresentador Marcelo Bratke sobre uma música que representa o DNA da música brasileira, Marcelo responde: “Assim que li sua pergunta, eu pensei em Cartola, não sei porque... Pra mim é a grande tradução dessa sofisticação entre o afro e o europeu. Mas eu vou escolher uma música do Nelson Cavaquinho – o Sol há de brilhar mais uma vez (Juízo Final) – que traduz muito esse espírito brasileiro que está sempre esperando que o mal seja vencido para a gente ser feliz.”



Sobre Marcelo Rubens Paiva
 

É escritor, dramaturgo e jornalista. Formou-se em rádio e TV pela Universidade de São Paulo (USP) e em teoria literária pela Universidade Estadual de Campinas. Escreveu mais de 15 livros, entre eles Feliz Ano Velho, Blecaute, Bala na agulha e Ainda Estou Aqui. Escreveu também peças para teatro e roteiros para cinema e televisão. Apresentou programas nas TVs Cultura e Gazeta. E é colunista do jornal “O Estado de São Paulo”.


 

Sobre Marcelo Bratke


É pianista e apresentador de Rádio e TV. Fez sua estreia na Europa no Festival de Salzburg em 1988 e desde então vem se apresentando regularmente em salas de concerto no Brasil e no exterior como a Sala São Paulo, o Wigmore Hall em Londres, o Suntory Hall em Tóquio, o Kozerthaus Berlin e o Carnegie Hall em Nova York, entre outras. Marcelo Bratke apresenta o programa “Alma Brasileira – o DNA da nossa música”, na Cultura FM.




Alma Brasileira – o DNA da nossa música

Entrevista exclusiva com o escritor Marcelo Rubens Paiva

Apresentação: Marcelo Bratke

Domingo, 28 de maio às 11 horas

Cultura FM - 103,3

Ouça também pelo aplicativo Cultura Play ou, ainda, pelo site 

 

Foto: Reprodução Instagram @marcelorubenspaiva


 



Estão abertas as inscrições para o Prêmio Rádio MEC 100 anos. A iniciativa tem como objetivo revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas e valorizar a produção de artistas de todo o Brasil. Os interessados em concorrer devem preencher gratuitamente um formulário na página do concurso até o dia 12 de junho.

Como parte da programação de aniversário da Rádio MEC que completou, no dia 20 de abril, 100 anos, o prêmio dará visibilidade a cantores, compositores e instrumentistas. As músicas selecionadas entrarão na programação da emissora. "Esta edição, além de comemorar os 100 anos da Rádio MEC, dará continuidade à história desse prêmio, conhecido por abrir espaço para o artista novo e independente. Então, vamos celebrar o centenário da emissora, mantendo a dinâmica de fazer uma rádio para a sociedade e para os artistas", destaca Thiago Regotto, gerente-executo de Rádios da EBC.

Em 2022, o vencedor foi o músico, saxofonista e flautista Marcelo Louback, com o frevo "Sem perder tempo". "Eu vivo de música. Minha vida é produzir, compor, arranjar. Ano passado, quando eu vi o edital para o prêmio, pensei que seria uma boa oportunidade para divulgar a minha carreira", afirma Louback. O resultado do prêmio, o incentivou a continuar na arte. "É um prêmio e um reconhecimento a nível nacional. Ter sido o vencedor da edição de 2022 me estimulou a participar de outros festivais. Inclusive, já me inscrevi para o prêmio da Rádio MEC deste ano. Ele é um grande incentivador e valorizador da arte do país", comemora.

Para o Prêmio Rádio MEC 100 anos, Marcelo Louback inscreveu a música "Zabulê", na categoria Instrumental. "Ela tem uma roupagem de funk carioca com elementos do jazz", explica.

 

Edital

Os inscritos poderão concorrer com até duas composições em cada uma das quatro categorias do festival: Música Clássica, Instrumental, Infantil e Canção. A regra (Edital) exige composições inéditas e em português. Ao todo serão 12 prêmios: Melhor Música Clássica, Melhor Intérprete Música Clássica, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete Música Instrumental, Melhor Música Infantil, Melhor Intérprete Música Infantil, Melhor Canção, Melhor Intérprete Vocal, Melhor Música Clássica - Voto Popular, Melhor Música Instrumental - Voto Popular, Melhor Música Infantil - Voto Popular e Melhor Canção - Voto Popular.

A Comissão Julgadora será composta por personalidades de notório saber ou em atividade na área musical, e por profissionais da EBC. Os vencedores serão conhecidos no dia 25 de setembro no site do Prêmio e durante programação especial. 

 

Prêmio Rádio MEC 100 anos

27/04 - Abertura das Inscrições (A partir das 15h)
27/04 a 12/06 - Período de inscrição
11/07 - Divulgação das músicas classificadas
11/07 a 17/08 - Período de veiculação nas emissoras
11/07 a 17/08 - Votação Popular (Internet)
18/08 - Divulgação das músicas semifinalistas
18/08 a 14/09 - Período de veiculação nas emissoras
18/08 a 14/09 - Votação Popular (Internet)
15/09 - Divulgação das músicas finalistas
15/09 a 25/09 - Período de veiculação nas emissoras
25/09 - Divulgação dos vencedores


Foto: Arte / EBC - Prêmio Rádio MEC 100 anos

Renato Teixeira e Yassir Chediak em 'Um Legado', no dia 2 de junho, no Sesc Pinheiros

23 maio 2023 |

 


Autor de conhecidas canções como “Romaria“, grande sucesso na voz de Elis Regina (1977) e “Tocando em Frente“, parceria com Almir Sater, gravada também por Maria Bethânia, Renato Teixeira apresenta-se com o violeiro, cantor e compositor Yassir Chediak, que assume na apresentação a viola de cordas de aço; e, juntos, fazem uma viagem pela música brasileira.

 

O show, "Um Legado”, no dia 2 de junho, no Teatro Paulo Autran, às 21h, une o veterano Renato Teixeira ao contemporâneo Yassir Chediak: “Meu projeto de vida é dar continuidade ao meu sonho de divulgar e difundir cada vez mais o espírito do caipirismo valeparaíbano, não pela repetição das velhas formas, e sim pelo potencial que esse universo cultural oferece para que, como sempre, a música brasileira avance em direção ao futuro”, conta Teixeira.

 

A dupla divide o palco com Natan Marques (viola), Márcio Gonçalves (baixo) e Marcellus Meirelles (viola) e revisita clássicos da música brasileira, como “Frete”, “Amora” e “É o Amor”.

 

 

Renato Teixeira e Yassir Chediak
Dia 2 de junho de 2023. Sexta, às 21h

Duração: 90 minutos

Local: Teatro Paulo Autran
Classificação: 10 anos

Ingressos: R 50 (inteira); R 25 (meia) e R 15 (credencial plena).

Venda online a partir de 23/5 (terça). Venda presencial nas unidades no dia 24/5 (quarta), às 17h

 

Foto: Fábio Fialho