Com curadoria de Douglas de Freitas, mostra reúne obras em diferentes
suportes, criações da pesquisa recente da artista em torno do corpo
O corpo – em
especial, o feminino – é o eixo temático da atual pesquisa de Rose Klabin. O resultado
será apresentado na exposição Memórias
da Resistência, individual que a artista estreia em 17 de
outubro, no Museu de
Arte Moderna Aloisio Magalhães - MAMAM, no Recife, com curadoria de Douglas de Freitas.
Na ocasião da abertura, às 18h, acontece um bate-papo entre a artista e o
curador e, posteriormente, visita guiada.
A partir de um ponto de vista feminino, Rose Klabin
investiga sua ancestralidade e questiona seu lugar no mundo. É o que ela faz
em Sutartine (2018),
série de esculturas em mármore e engrenagens industriais, criadas a partir de
pesquisas sobre sua descendência lituana. "A palavra Sutartine tem origem
na Lituânia e designa um canto polifônico arcaico, composto e cantado apenas
por mulheres, no qual as vozes se encontram e desencontram entre si",
explica o curador.
Em outro momento, em uma espécie de ato ritualístico,
Rose personifica uma figura feminina sacra. Trata-se da fotografia 3064 Peles (2019), obra
inédita, na qual a artista teatraliza, simultaneamente, o desprendimento e a
satisfação em relação à matéria que compõe a natureza do espaço em que se
encontra: um deserto. Ela conecta seu corpo nu ao deserto através do pó que
deixa escorrer por suas mãos, tal qual um líquido que purifica.
A relação da artista com os insumos da indústria de sua
família – o papel - surge no vídeo Suspensão (2016).
Rose usa um trator para mover grandes pedras, praticamente do tamanho de sua
estatura e, nua, tenta consecutivamente revestir as pedras com camadas de
celulose. Uma forma de mostrar o sujeito associado a uma materialidade viva,
por vezes dotada de reciprocidade.
A trajetória de Rose Klabin foi compilada em um livro
inédito, que leva seu nome no título. Recém lançada, a publicação foi
organizada por Douglas de Freitas e compila registros de diferentes momentos da
obra da artista. Figuram análises críticas assinadas por Freitas, Fernanda
Lopes, Juliana Monachesi, Rafael Vogt Maia Rosa e Paula Alzugaray.
Sobre a artista
Rose Klabin nasceu em 1977, no Rio de Janeiro. Viveu,
estudou e trabalhou em Nova York e em Londres. Lá, se formou na Central Saint
Martins, onde também fez mestrado em Fine Arts. Desde 2007, vive no Brasil,
investigando a vida brasileira contemporânea, com um interesse particular pela
cultura empresarial. Entre as exposições individuais que já apresentou, Rise and Fall, na Galeria
Patti and Ernest Worth, de Israel, em 2013; na galeria paulistana Eduardo
Fernandes em 2012; e ainda na londrina Tristan Hoare, também em 2012.
Anteriormente, expôs seus trabalhos na Galeria Ipanema, no Rio de Janeiro, em
2004, e na Generous Miracle Gallery, de Nova York, em 2002.
Memórias da Resistência, de Rose Klabin
Local: Museu de Arte Moderna Aloisio
Magalhães – MAMAM
Abertura: 17 de outubro, quinta-feira, às 19h
Período expositivo: Até 19 de janeiro de 2020
Endereço: R. da Aurora, 265 - Boa Vista, Recife - PE
Visitação: de terça a sexta das 12h às 18h. Sábados e Domingos, das 13h às 17h
Telefone: (81) 3355-6870/ 3355-6871/ 3355-6872
Bate-papo com Rose Klabin e Douglas de
Freitas
Local: Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães – MAMAM
Data: 17 de outubro, quinta-feira, às 18h
Endereço: R. da Aurora, 265 - Boa Vista, Recife – PE
Foto:
Divulgação
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